quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ALAIN BALDACCI : UM VISIONÁRIO DA INDUSTRIA DO ENTRETENIMENTO


Os parques nacionais atravessam o seu melhor momento. Se na década de 70 do século passado essa indústria do entretenimento no Brasil era classificada como atividade sem grande importância econômica, hoje ela passa a ser forte aliada do turismo nacional. São nomes legendários, que já integram o imaginário das crianças e dos adultos brasileiros: Fantasy Park, Hopi Hari, Parque da Mônica, Playcenter, Wet n’ Wild, Beach Park; Alpen Park; Beto Carrero, Unipraias; entre outros, uma indústria de adrenalina e alegria que hoje movimenta cerca de R$ 800 milhões por ano.
Desde a época dos militares, os parques eram classificados junto à categorias de circos, zoológicos, night-clubs, bingos, etc. Era uma classificação que estimulava o governo a ver em nosso negócio uma atividade sem importância econômica, uma atividade supérflua”, explica ao Diário do Turismo o presidente do Wet’n Wild, Alain Baldacci, em entrevista exclusiva.
Hoje os parques brasileiros, cerca de 20, classificados como parques temáticos regionais, não só empregam direta e indiretamente cerca de 90 mil pessoas e recebem cerca de 12 milhões de visitantes por ano, mas têm para os próximos dez anos uma previsão de investimento em infraestrutura e serviço em torno dos R$ 4 bilhões. São números que impõem respeito.

Parques nascem na década de 90

Alain explica que na década de 90 o Brasil ainda era um mercado virgem, com alto potencial de crescimento e com uma população ávida para o entretenimento, além de ter um clima maravilhoso. “O que aconteceu?... demoramos quase toda a década de 90 em preparativos para a criação desses parques. Projetos como esses, para maturarem, necessitam de um estudo de viabilidade, busca dos investidores, elaboração do projeto de construção e operação, enfim... Passamos quase toda aquela década em preparativos que foram acontecer no final daquele período. O Terra Encantada foi inaugurado em 96, o Wet’n Wild em 97, o Beto Carrero em 98, o Hopi Hari em 99 e o Wet’n Wild Rio no ano 2000”, recorda.
No entanto, a partir do ano 2000 várias crises econômicas surgiram no planeta. “Tivemos a crise da Argentina, a crise do México, a crise da Rússia, que levaram inúmeros setores a uma instabilidade muito forte, especialmente os parques que necessitavam de tecnologia estrangeira e equipamentos importados, comprados todos em dólar”.
Recorda Alain que, como um bebê recém nascido, os parques ficaram sem alimentação, sem água, contando com a sorte, já que o cenário havia mudado totalmente, com as intempéries daquele período.
Ficou a falsa sensação que os parques não eram um bom negócio. Não há negócio que resista a essas crises. E o que aconteceu? Alguns parques fecharam e os que ficaram se fortaleceram. E se reorganizaram.”
O lazer e o entretenimento estão na ponta do mercado consumidor. Quando crises econômicas desabam sobre o planeta, como sabemos, os primeiros gastos cortados do orçamento são aqueles que dão prazer e fruição.
Quando se têm recursos você usa esse recurso. A parte gostosa da vida é o entretenimento, o resto é trabalho. Quando você deixa de ter dinheiro inicia-se o corte do prazer que é substituído pelos princípios da sobrevivência”.

Inversão da Curva

Em 2003 novos ventos sopraram para os parques nacionais. Deu-se início a um período de recuperação de renda da família brasileira, estabilização cambial, e com o dólar em patamares aceitáveis.
A partir de 2003 começamos a virar a curva do lado positivo, começamos a respirar. O público começou a voltar. Atravessamos um período de recomposição, entre 2003 a 2006. Levamos aos acionistas um plano de revitalização. Se eles confiassem no plano poderíamos apresentar resultado em médio prazo. Se não iríamos fechar. Aceitaram o plano e daí começou a adolescência do parque”, explicou Alain.

Reengenharia societária

A partir de uma reengenharia societária efetuada em 2006 com os dois acionistas principais, a FIP Serra Azul e a Funcep, o parque aquático Wet’n Wild apostou em investimentos sistemáticos e marketing mais agressivo.
A missão foi dada a mim, que até então era apenas acionista, mas não estava envolvido diretamente com a operação. Assumi o cargo de presidente executivo e com ele a responsabilidade de implantar o planejamento estratégico”, recorda. Era o Verão de 2007.
Foi feito um diagnóstico mercadológico intensivo. O grupo investiu forte na região metropolitana de Campinas, voltando a veicular publicidade em TV. Se o plano não desse certo iriam fechar. Não fecharam.

Heresias

Nessa época, criaram uma série de heresias contra o parque; diziam que o empreendimento era mal localizado, mal administrado, e que o nome Wet’n Wild era impronunciável para as pessoas que viviam no interior, essas coisas”.

Investimentos

O patrimônio líquido do Wet’n Wild (sem trocadilho) chega hoje à casa dos R$ 50 milhões, com um resultado operacional anual em torno de 30% do faturamento bruto, que atinge os R$ 40 mi.
O investimento é muito grande. Se em 2008 o parque aquático investiu em equipamentos de arvorismo e em uma série de melhorias tecnológicas, em 2009 foi a vez da inauguração do Water Bomb - Três tobogãs aquáticos fechados que saem de uma torre de sete metros de altura e que em alta velocidade deslizam o visitante em uma piscina. Adrenalina líquida.
Este ano a grande atração do parque será o Mega Water Play, um aparellho gigante com 14 metros de altura, 10 tobogãs, 17 plataformas e um balde de 2 mil litros de água, que ao encher, derrama-se sobre uma centena de agitados banhistas. “O custo da implantação desse novo brinquedo chegou a R$ 2 milhões”, quantifica o presidente do parque.
Alain, que estudou e viveu nos Estados Unidos sabe das abissais diferenças que existem – a nível de investimento - entre os nossos parques e os parques estrangeiros, em especial os americanos.

O engenheiro Baldacci, que também é presidente do Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas – o Sindepat - lembra que após vários reveses na economia global e nacional, finalmente os parques nacionais, em especial o seu, o Wet’n Wild, chega a um início de estabilidade denominado “inversão da curva”.
O Wet’n Wild passou por sua fase maternal, entrou na adolescência e hoje inicia sua maturidade. Essa analogia pode-se aplicar ao vermos os parques temáticos do Brasil, que foram concebidos no início da década de 90, época em que havia condições de mercado excepcionais – logo após o Plano Real - com estabilidade econômica, inflação baixa, incentivo na importação, entre outras facilidades.”

Recorde

Alheio à críticas e comentários, Alain Baldacci e seu grupo trabalharam duro. Ele apostava nos indicativos mundiais que apontavam que 98% dos parques localizavam-se em áreas adjacentes às grandes metrópoles: “se o produto lá fora dava mais do que certo, e o nosso produto era bom, por que aqui no Brasil não daria?” se perguntava.
Em fevereiro, março e abril de 2007 o parque atingiu seu recorde de público: cinco, seis, sete mil pessoas em cada mês, de forma crescente. O negócio era bom.
Eu levei o assunto do Crazy Drop para o conselho em maio, que resistiu, mas aprovou em 22 de junho. Levamos 70 dias para implantar o novo equipamento e a inauguração aconteceu no dia 6 de setembro”, recorda Baldacci.
Constava no plano estratégico inaugurar todo ano um novo atrativo. E foi o que aconteceu em setembro de 2007. “Só no dia da inauguração recebemos 7 mil pessoas. Isso nos indicou que estávamos no caminho certo. E continuamos traçando o mesmo caminho. Sempre inaugurando novas atrações revitalizando a operação, tendo muito cuidado para que a experiência daqueles que nos visitavam, fosse inesquecível, sensacional”, detalha.

PARQUES E SEUS NÚMEROS


• Faturamento do setor: R$ 802 milhões
• Crescimento:23% de crescimento em relação a 2008
• Investimento em mais de R$ 50 milhões na compra de novos equipamentos nos últimos dois anos
• Previsão de investimento nos próximos dez anos: R$ 4 bilhões em infraestrutura e serviço
• Geração de novos empregos: 90 mil empregos diretos e indiretos
• Número de visitantes: 12 milhões por ano

Quando você conhece alguma das cadeias dos parques americanos, é possível perceber a diferença. Lá existem os parques mundiais, com níveis de investimentos absurdos; a Disney investe 110 milhões (de dólares) em um único equipamento, o Harry Potter investe cerca de 200 milhões (de dólares) em uma única atração. Um único brinquedo nesses parques é um investimento maior que um Hopi-Hari”, compara.
No entanto, ele contemporiza: “O Wet’n Wild, como parque aquático é comparado aos melhores do mundo. Hoje o nosso parque está entre os 20 maiores do mundo, na categoria regional” , completa.

Com essa postura empreendedora e visionária, Alain Baldacci, que começou seu mergulho nesse negócio de parque aquático em meados da década de 80, emerge hoje, três décadas depois, no meio de um oceano de perspectivas.

(Fonte : Jornal Diario do Turismo)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TURISTAS ESTRANGEIROS GASTARAM NO BRASIL US$ 438 MILHÕES EM JULHO

Acaba de ser divulgado pelo Banco Central que os turistas estrangeiros deixaram no Brasil US$ 438 milhões agora no mês de julho (o cálculo do BC inclui gastos com cartões de crédito internacionais e trocas cambiais oficiais)
Esse resultado é 1,54% inferior ao mesmo mês do ano de 2009, quando ingressaram no país US$ 445 milhões.
Comparativamente, o acumulado dos meses de janeiro a julho de 2010 com o mesmo período de 2003 (ano em que a Embratur passou a cuidar da promoção turística brasileira no exterior), o crescimento na entrada de divisas atinge a marca de 194,7 %.
O acumulado de janeiro a julho deste ano soma US$ 3,378 bilhões em receitas, superando em 12,18% os sete meses do ano passado – melhor resultado para o período em toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RIO RECEBE PRIMEIRAS LIBERAÇÕES DO BNDES PARA RECUPERAÇÃO DE HOTÉIS


Foi divulgada no 52º Congresso Nacional de Hotelaria - Conotel 2010, a assinatura das primeiras aprovações de crédito para a hotelaria referentes ao PróCopa, pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto, e o superintendente do BNDES, Julio César Maciel. Os projetos contemplados inicialmente estão localizados no Rio de Janeiro.
O Hotel Glória, do Grupo EBX, que teve pedido de crédito aprovado em cerca de R$ 140 milhões e o novo Hotel Ibis, da rede Accor, em Copacabana, ainda em construção e que custará R$ 25 milhões, são os empreendimentos contemplados. "Trabalhamos em parceria com o BNDES para formatar linhas de crédito para atender às demandas do setor de hotelaria em função dos mega eventos que o Rio sediará", explicou Luiz Barretto.
A linha de crédito fornecida chegará a 1 bilhão de reais e, de acordo com o superintendente do BNDES, a ideia é manter o diálogo constante com a hotelaria e estimular outros bancos a disponibilizarem créditos para o setor: "Estamos atentos, por exemplo, a necessidade de se reformar a hotelaria localizadas nas áreas centrais da cidade e outro objetivo é estimular a qualidade dos serviços prestados para estimular a competitividade", finalizou Maciel.

(Fonte : Mercado & Eventos / Folha do Turismo - Foto M. Tuna)

MTUR CONFIRMA INVESTIMENTOS DE R$ 10 BILHÕES EM INFRAESTRUTURA TURÍSTICA ATÉ 2014


O Ministério do Turismo deve investir R$ 10 bilhões nos próximos quatro anos em infraestrutura turística e outros US$ 30 milhões em campanhas promocionais no exterior com vistas à Copa do Mundo em 2014. As informações foram divulgada hoje por Mario Moyses, secretario executivo do Ministério do Turismo durante painel realizado no Conotel sobre a Copa no país.
Na ocasião lembrou que estes mega eventos são uma oportunidade para que o Brasil apresente uma nova imagem do país no cenário mundial. "Temos que aproveitar estas oportunidades para apresentar a imagem de um país moderno". Ao abordar o tema destacou as ações do Mtur que estão fundamentadas em: promoção e imagem, capacitação e qualificação, investimentos em hotelaria e na infraestrutura.
Mario Moyses apresentou informações sobre os numeros da hotelaria na Africa do Sul e o perfil dos torcedores destacando também os programas de capacitação. "Apenas o programa Bem Receber Copa terá investimentos de R$ 400 milhões". O painel contou também com a presença do diretor do Sebrae, Dival Schmidt que falou sobre a importância do trabalho nos municípios para favorecer a competitividade.
"O Sebrae vem desenvolvendo uma série de ações baseadas em programas de gestão, oferecendo apoio a sustentação. Vamos realizar foruns, seminários nos destinos turísticos das 12 cidades sedes e mapear as oportunidades num programa da FGV".
Já Luiz Gustavo Barbosa da FGV destacou em sua explanação a importância da Copa. "Este é um evento que desde já tem ações concretas, claras e oportunidades para nos posicionarmos internacionalmente. As oportunidades tem como foco a realização de negócios beneficiando toda uma cadeia produtiva. Lembro que os gastos dos turistas também devem ser analisados num investimento, bem como o legado deixado com a Copa. Este é um grande desafio das empresas já que a Copa é um mobilizador dos empresários e de outros setores"

(Fonte : Mercado & Eventos / Folha do Turismo)

ANAC FECHA POSTOS DE ATENDIMENTOS EM SETE AEROPORTOS


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fechou sete dos postos de atendimentos para passageiros que mantinha em aeroportos do país. Nesta terça-feira, o posto do aeroporto Tom Jobim, no Rio de janeiro, teve as atividades finalizadas.
De acordo com a Anac, o atendimento nos locais estava tendo pouca procura. A partir de agora, será disponibilizado um serviço por meio de telefone - 0800 725 4445 - e pela internet (www.anac.gov.br/faleanac), que vai funcionar 24 horas por dia.
Os únicos aeroportos que ainda vão manter o serviço de atendimento nos postos serão o de Brasília, Confins (MG) e Guarulhos (SP). Mesmo assim, o serviço tende a ser encerrado até o próximo ano. Segundo a Anac, o encerramento dos postos nos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Curitiba, São Paulo (Congonhas), Salvador e Rio de Janeiro tem por objetivo “padronizar os procedimentos de recepção e processamento de manifestações".
De acordo com números da agência, só no primeiro semestre deste ano, 15,5 mil passageiros registraram manifestações sobre companhias aéreas e outras empresas reguladas pela Anac por meio da internet e pelo telefone. No mesmo período, segundo a Anac, em 10 postos de atendimento, foram recebidas 7,1 mil manifestações.
Ao receber uma reclamação, a Anac apura a denúncia e poderá abrir um processo administrativo. Neste caso, as empresas reguladas têm o direito de apresentar defesa, de acordo com a legislação. Se confirmado o descumprimento das normas de aviação civil, a empresa regulada é multada.

(Fonte : Portal G1)

RS APRESENTA PROPOSTA DE ISENÇÃO ICMS PARA COPA 2014


Isenção de ICMS a materiais a serem utilizados nas obras dos clubes de futebol Internacional e Grêmio, vislumbrando a Copa do Mundo de 2014. Foi isto que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, apresentou anteontem (terça, dia 17) ao presidente da Assembleia Legislativa, Giovani Cherini, como projeto de lei.
Se aprovado, o decreto fará exigências, como a nota fiscal eletrônica a todas as compras, além da criação de um CNPJ específico às obras. A secretaria da Fazenda instituirá um grupo de acompanhamento das ações, com a presença de representante do Tribunal de Contas do Estado. O máximo de isenção, segundo o secretário da Fazenda, Ricardo Englert, é R$ 30 milhões por obra, até o valor de R$ 250 milhões.

(Fonte : Panrotas)

CRUZEIRO RODOVIÁRIO PODE GERAR 2 MILHÕES DE VENDAS ATÉ 2012 E CUSTO SERÁ A PARTIR DE R$ 1.400


Com base numa pesquisa realizada a Agência de Desenvolvimento Turístico da Região Sudeste, o programa Cruzeiro Rodoviário, em vias de implantação ainda este ano pode gerar cerca de dois milhões de pacotes comercializados até 2012. A estimativa é de Alain Baldacci, presidente da Adetur-SE.
Segundo ele, os preços dos programas de roteiros rodoviários integrados pelos quatro estados do Sudeste, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, com duração entre 8 e 14 dias terão preços a partir de R$ 1.400. "Na pesquisa ficou constato que num universo de 32 milhões de pessoas quase a metade não tem o hábito de viajar e pelo menos 5,4 utilizam o ônibus como meio de transporte. Este é um potencial a ser explorado por este segmento", destacou ele.
O dirigente apresentou os números da pesquisa durante palestra na programação do Conotel.

(Fonte : Mercado & Eventos / Folha do Turismo)