segunda-feira, 20 de março de 2017

Faturamento do turismo nacional no último trimestre de 2016 supera em 37% estimativas do setor


O faturamento alcançado pelo setor turístico brasileiro como um todo no último trimestre de 2016 superou em 37% as estimativas previamente projetadas pelo setor. Na mesma linha, o nível de emprego efetivamente observado nos três últimos meses do ano passado superou em 38% o que representantes da área tinham como prognóstico.
Os números estão no Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, publicação trimestral realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foram ouvidas 918 empresas, que representam 71.498 postos de trabalho e apresentaram um faturamento no trimestre de R$ 7,8 bilhões. Elas integram sete setores: Transporte Aéreo, Parques e Atrações, Agências de Viagens, Meios de Hospedagem, Turismo Receptivo, Organizadores de Eventos e Operadoras de Turismo. O levantamento foi realizado entre 2 e 31 de janeiro de 2017.
“Os números mostram que o empresariado do turismo aposta no setor e acredita na recuperação econômica do país. Do ponto de vista do MTur precisamos manter a parceria e assegurar os investimentos na melhoria da infraestrutura turística para fazer com que o turismo seja reconhecido como uma importante atividade econômica no país”, afirmou o ministro Marx Beltrão.
Em outra frente, o percentual do faturamento das empresas previsto para ser usado como investimento no primeiro trimestre de 2017 supera 11% para 67% dos entrevistados. Levando em conta todos os profissionais ouvidos, o percentual médio de investimento é de 7,5% do faturamento. As principais áreas/atividades citadas para serem beneficiadas são as de compra de materiais e equipamentos, marketing e promoção de vendas, infraestrutura de instalações e tecnologia da informação.
Em uma comparação com o terceiro trimestre de 2016, o resultado do faturamento em outubro, novembro e dezembro do consolidado das atividades do turismo revela aumento em 61% dos entrevistados, estabilidade em 15% e queda em 24%. Os segmentos com saldo mais elevado foram transporte aéreo e parques e atrações turísticas. Meios de hospedagem, operadoras de turismo e agências de viagem se mostraram estáveis. Turismo receptivo e organizadores de evento apresentaram baixa.
O mercado de turismo no Brasil mobiliza anualmente cerca de 60 milhões de viajantes nacionais e emprega 3,14% da população economicamente ativa. Em 2016, mais de 6,5 milhões de estrangeiros visitaram o país, e deixaram aqui mais de US$ 6 bilhões.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Ministério do Turismo atualiza regras e critérios para repasse de recursos


O Ministério do Turismo lançou na última quarta-feira (15) uma nova portaria que estabelece regras e critérios para o repasse de recursos da Pasta para entes públicos e privados. A Portaria 39, publicada no Diário Oficial da União, trata de processos de seleção, análise, fiscalização e prestação de contas dos convênios e contratos de repasse para a execução de obras de infraestrutura, realização de eventos e outros projetos de responsabilidade do Ministério.
“São medidas que aprimoram a gestão e aperfeiçoam o processo de distribuição dos recursos públicos com base nos princípios da eficiência e transparência”, comenta o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
A Portaria é uma atualização da portaria 182/2016 que vigorou até ontem (14). A adoção de um novo instrumento do MTur para tratar das transferências voluntárias de recursos orçamentários e de emendas parlamentares foi necessária devido à necessidade de adequação à Portaria Interministerial 424/2016. A portaria conjunta dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Setor de viagens e eventos perdeu 6.187 vagas em SP


O setor de viagens e eventos do Estado de São Paulo extinguiu 6.187 postos de trabalho formais em 2016, aponta a Pesquisa de Emprego do Setor de Viagens e Eventos (Pesve), da Fecomercio-SP.
Somente nos meses de outubro, novembro e dezembro, 4.566 empregos foram eliminados.
O estoque de empregados no setor caiu 1,6% em relação ao terceiro trimestre e 2,2% se comparado a dezembro de 2015.
Assim, encerrou 2016 com 276.564 trabalhadores formais.
Entre as seis atividades analisadas pela pesquisa, somente o setor de alimentação apresentou alta: 2,9%. O setor de cultura e esportes teve a maior queda, com menos 7,9% de postos de trabalho. Em seguida, veio o setor de agências e operadoras de viagens, que recuou 4,3%.
A Fecomercio-SP destaca que, apesar de ter havido queda, o decréscimo registrado no quarto trimestre de 2016 foi menor do que o do mesmo período em 2015, o que apontaria para um princípio de recuperação do setor.
A região do Estado que mais perdeu vagas foi a Capital Expandida (4.712), principalmente na área de serviços de transportes e setor alimentício. O destaque positivo foi a geração de empregos na Macro Regiões Turísticas (MRT) Vale do Paraíba, Serras e Mar e na MRT Praias e Mata Atlântica, com saldos positivos de 1.145 vagas e 439 vagas, respectivamente.


(Fonte : Panrotas / Imagem divulgação)

As melhores cidades do mundo para se viver e o que derruba as brasileiras no ranking

 

Você já se perguntou alguma vez qual é a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo?
Levantamento feito por uma consultoria colocou Viena, na Áustria, no topo da lista das cidades onde se melhor vive em todo o planeta.
O Brasil tem quatro representantes no ranking, todas abaixo da posição 109ª — ocupada por Brasília. A capital do Brasil é a primeira entre as brasileiras que aparecem na lista de 231 cidades.
Brasília (109º), Rio de Janeiro (118º), São Paulo (121º) e Manaus (127º) estão no ranking que, pela oitava vez, elegeu a capital austríaca como o lugar com melhor qualidade de vida no planeta. Viena alcançou melhores notas em transporte, segurança, normas sanitárias e acesso a serviços públicos.

AS CAMPEÃS

O principal público-alvo da lista são companhias internacionais. A ideia é ajudar essas firmas a avaliar as cidades para envio de funcionários ou abertura de sucursais.
"O ranking tem como foco os estrangeiros. Então leva em conta tudo que afeta um expatriado", disse à BBC Brasil Indre Medeiros, consultora sênior no Brasil da Mercer, empresa responsável pela lista. Medeiros explica ainda que a base de comparação é Nova York.
Segundo Medeiros, o objetivo do ranking é ajudar o investidor estrangeiro a contabilizar não apenas o impacto logístico e financeiro de manter um funcionário fora, mas também avaliar o que pode influenciar no desempenho do expatriado.
A maioria das cidades nos primeiros lugares são da Europa. "Apesar dos últimos meses tumultuados e das dificuldades econômicas, cidades europeias mantêm padrão alto em itens como segurança e acesso a serviços públicos", observou o presidente da Mercer, Ilya Bonic.
Auckland, na Nova Zelândia, e Vancouver, no Canadá, respectivamente terceira e quinta colocadas, aparecem como exceção ao predomínio europeu no topo do ranking.
Montevidéu é a cidade latino-americana com melhor desempenho na lista. A capital uruguaia está na 79ª colocação, seguida por Buenos Aires (93ª) e Santiago (95ª).
A poluição, por exemplo, é um problema em Santiago. Na Argentina, pesam fatores como "manifestações, agitação política e instabilidade econômica".
A consultoria analisa 39 fatores agrupados em dez categorias. Entre os itens analisados estão estabilidade política e taxa de crimes, acesso a serviços médicos, saneamento, incidência de doenças infecciosas e poluição; transporte público e tráfego; atividades recreacionais e oportunidades de lazer.
A pesquisa avalia a situação de 450 cidades, mas nem todas são ranqueadas. No caso do Brasil, foram selecionadas quatro cidades com um grande volume de estrangeiros para entrar para a lista de qualidade de vida.
Rio de Janeiro e São Paulo se destacam pela facilidade de acesso de bens de consumo e atividades de lazer. "Há muita opção para se comprar alimentos, vestuário, veículos. Há também opções de lazer, esporte, cinemas, teatros, restaurantes", disse Indre Medeiros.
Brasília, por sua vez, tem melhor performance do que as demais cidades brasileiras em transporte e outros serviços públicos, opção de moradia e histórico de problemas ambientais.
A relação pacífica de Manaus com os países vizinhos é o item em que a cidade da Amazônia mais se destaca.

PONTOS NEGATIVOS

Apesar de diferentes entre si, as quatro cidades brasileiras compartilham, de modo geral, os pontos negativos que as derrubam no ranking global. O Brasil vai mal na categoria "ambiente político social" e a criminalidade é um dos itens que mais prejudicaram a performance do país.
O Brasil registrou, por exemplo, recorde de 59,6 mil homicídios em 2014, alta de 22% em comparação aos 48,9 mil registrados em 2003. A taxa de 29,1 casos por 100 mil habitantes também foi a maior já registrada na história, conforme levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

QUALIDADE DE VIDA

Países da América Latina
79. Montevidéu (Uruguai)
93. Buenos Aires (Argentina)
95. Santiago (Chile)
97. Cidade do Panamá (Panamá)
109. Brasília (Brasil)
110. Monterrey (México)
110. São José (Costa Rica)
115. Assunção (Paraguai)
118. Rio de Janeiro (Brasil)
121. Quito (Equador)
121. São Paulo (Brasil)
124. Lima (Peru)
127. Manaus (Brasil)
128. Cidade do México (México)
129. Bogotá (Colômbia)
139. Santo Domingo (República Dominicana)
147. Port of Spain (Trinidad e Tobago)
157. La Paz (Bolívia)
174. Manágua (Nicarágua)
183. São Salvador (El Salvador)
188. Tegucigalpa (Honduras)
189. Caracas (Venezuela)
192. Havana (Cuba)
228. Porto Príncipe (Haiti)

Fonte: Mercer

A dificuldade de aplicação de leis de forma democrática e equilibrada é outro fator negativo, assim como a instabilidade política interna, afirmou Medeiros. O cenário econômico ruim e a precariedade de serviços públicos, sobretudo transporte, também comprometeram a performance.
"Os protestos de 2016, a conjuntura politico-econômica, o agravamento da criminalidade, os escândalos de corrupção, a situação do transporte público, a estrutura dos aeroportos e disponibilidade de voos. Todos esses fatores combinados colocam o Brasil em situação de desvantagem em relação aos vizinhos da América do Sul", disse a consultora da Mercer.

AS PIORES

O relatório também enumera as cidades com pior qualidade de vida do mundo, das quais o Brasil não faz parte. Bagdá, a capital do Iraque, ocupa o último lugar do ranking de 2017.
Logo antes, estão Bangui (República Centro Africana), Sana (Iêmen), Porto Príncipe (Haiti), Cartum (Sudão), Ndjamena (Chade), Damasco (Síria), Brazzaville (Congo), Kinshasa (República Democrática do Congo) e Conacri (Guiné).
Além de aplicar questionários com expatriados, a empresa coleta dados em órgãos governamentais e acompanha a imprensa local. "São várias as fontes de informação para cruzar, contextualizar e analisar os dados. Há ainda um comitê de qualidade para verificar os dados", diz a consultora. 


(Fonte : BBC Brasil / Imagem divulgação)

Novas concessões de aeroportos beneficiam turismo brasileiro


A concessão de mais quatro aeroportos brasileiros, em leilão realizado nesta quinta-feira (16), promoverá importantes mudanças e melhorias na infraestrutura dos terminais internacionais de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). E nesse processo quem sairá ganhando é o viajante. De acordo com Sondagem do Consumidor - Intenção de Viagem, do Ministério do Turismo, 57% dos brasileiros que deverão viajar nos próximos meses utilizarão o avião como meio de transporte, um aumento de 10% em relação ao ano passado.
As empresas vencedoras do leilão poderão investir, inclusive, na ampliação da capacidade de passageiros, como é o caso do aeroporto de Florianópolis que deverá ganhar um novo terminal com incremento de 70% na capacidade atual de 4,1 milhões de passageiros/ano. A medida vai ao encontro das ações que estão sendo defendidas pelo Ministério do Turismo junto ao Governo Federal para impulsionar o turismo no Brasil como a dispensa de vistos a países estratégico e a ampliação da conectividade aérea. Hoje, 60 milhões de brasileiros já consomem o turismo e a meta é fazer com que outros 40 milhões de brasileiros sejam incluídos no mercado de viagens nacional.
“O Turismo e, principalmente os milhões de passageiros que viajam anualmente pelo país – e aqueles que ainda desejam viajar -, serão os grandes beneficiados com essa mudança. As empresas que ganharam os leilões já têm experiência nos maiores aeroportos europeus e tem muito a acrescentar na melhoria de infraestrutura e serviços prestados. Esse é mais um passo no reconhecimento de que o turismo é um importante segmento econômico para o Brasil”, afirmou o ministro Marx Beltrão.

CONCESSÕES -  A previsão é de que os contratos das concessões, no valor total de R$ 3,7 bilhões - 23% maior que o esperado -, sejam assinados em 28 de julho. Para a primeira etapa do contrato, o Brasil receberá R$ 1,46 bilhão, 94% acima do preço mínimo previsto incialmente, que era de R$ 753 milhões. O prazo para as empesas explorarem os serviços é de 30 anos em Fortaleza, Salvador e Florianópolis e 25 anos em Porto Alegre.
O leilão segue o exemplo do que já ocorreu com os aeroportos de Natal (RN), Guarulhos (SP), Confins (MG), Galeão (RJ), Brasília (DF) e Viracopos (SP). Com as novas concessões, o regime de gestão privada dos terminais vai passar a atender cerca de 59% da movimentação de passageiros nos aeroportos brasileiros, 12% deles somente nos quatro novos terminais.
Atualmente, os seis aeroportos brasileiros que já funcionam no regime de concessão representaram cerca de 47% dos embarques e desembarques em voos domésticos e internacionais no ano de 2016. Os novos grupos já administram 51 aeroportos pelo mundo, por onde transitam mais de 420 milhões de passageiros por ano.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Setor de turismo no Brasil se adapta para receber mais chineses


Eles formam hoje o maior grupo de turistas a embarcar para outros países do mundo, mas o Brasil ainda recebe menos de 0,1% do total. Desde 2014, a China é líder global no embarque de viajantes para o exterior –o que faz o setor turístico nacional ficar de olho nesse mercado.
Segundo o Ministério do Turismo, 53.064 chineses vieram ao país em 2015 – em 2014, quando o Brasil sediou a Copa, chegaram 57.502; os dados de 2016 e o impacto da Olimpíada nesses números ainda não foram divulgados.
Mesmo assim, é pouco se comparado aos mais de 100 milhões de chineses que viajaram ao exterior em 2015.
Para atraí-los e ampliar investimentos da potência asiática no país, o Brasil tem firmado parcerias com a China. Tanto que o ministério divulgou uma lista com agências credenciadas para receber grupos de chineses. Elas se comprometeram a cumprir requisitos como indicar guias que acompanhem esses estrangeiros e instalar linhas de atendimento telefônico para casos de emergência.
No total, 304 agências estão habilitadas no Cadastur (sistema de cadastro do setor de turismo). Em 2014, eram 23 agências autorizadas.
"Os números do mercado chinês são fabulosos. Nunca tivemos experiência com esse público, mas grandes redes já estão fomentando ações e contratando colaboradores que falam mandarim", diz Dilson Jathay Fonseca Jr., presidente da ABIH nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).
A exigência de visto, entretanto, ainda é um entrave. "É preciso abrir essa política. A dificuldade de conseguir visto para entrar no Brasil afasta turistas chineses", ressalta Hang Szeyee, presidente da Hang Tour, agência baseada no Rio e especializada no mercado chinês.
Nascido no país asiático, ele afirma que a maioria dos visitantes viaja ao Brasil a negócios. "Mesmo assim, o número de chineses que vêm para cá ainda é pequeno. Temos de trabalhar com a Argentina e o Uruguai, pensando como América do Sul. O mundo está globalizado."

INTERNET E MANDARIM

Um dos principais obstáculos na hora de receber chineses é o idioma. Também nascido no país, Lee Chih Li, supervisor de serviços do hotel Viale Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR), conta que poucos dos seus compatriotas falam inglês. "Até os 30 anos, eles têm conhecimento básico. Acima dessa faixa etária, é praticamente zero."
Para a hotelaria interessada no público, um ponto essencial, portanto, é inserir na equipe profissionais que falam mandarim.
"Cerca de 90% dos turistas chineses vêm com companheiros de trabalho, 80% são homens e, de maneira geral, eles não procuram as praias brasileiras. Os principais atrativos são Rio, São Paulo, Salvador, Amazônia e Foz do Iguaçu", afirma Li.
No Brasil, muitos turistas chineses sentem falta de uma coisa básica: fornecimento de água quente, serviço-chave para o hábito chinês de beber chá. Auxílio para conectar hóspedes à internet também é essencial. "Os recepcionistas estão treinados para pegar o celular deles, inserir a senha e habilitar os aparelhos para navegar na internet", diz Li.
Hoje, o Viale Cataratas recebe quatro ou cinco grupos por mês e estuda instalar pontos com água quente nos corredores dos quartos.
Apesar de não registrarem aumento na demanda de viajantes do país, grandes hotéis da capital paulista já se preparam para atender ao público de forma personalizada. O Unique faz adaptações no café da manhã no quarto –disponibiliza chaleiras elétricas para consumo de chá– e na recepção.
"Nosso concierge sênior fala o básico de mandarim e estuda o idioma", diz Fabíola Carezzato, gerente de hospedagem do hotel.
Há quatro anos com serviços específicos para hóspedes asiáticos, o InterContinental tem café da manhã diário em formato de bufê que pode conter itens como peixe grelhado e chá verde. Os quartos também têm sachês de chá de jasmim.
Segundo Claudia Marino, diretora-geral do Fasano, o turismo chinês costuma movimentar mais o comércio de bens materiais do que a hotelaria de luxo. "É uma questão cultural", diz.
A rede tem parceiros que falam mandarim, para melhorar a comunicação com esse visitante. "É importante, já que muitos chineses não têm fluência no inglês, idioma oficial da hotelaria."
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O QUE É QUE A CHINA TEM

Particularidades do turista que virou a menina dos olhos do mundo

COMPRAS
Os chineses gostam de comprar, comprar e comprar. Este é seu maior interesse ao viajar para o exterior, e eles gostam de marcas de luxo. Relatório da WTM (World Travel Market) e Euromonitor International apontou que turistas do país gastaram mais de US$ 50 bilhões em compras em 2015. Elas corresponderam a 1/3 do seu orçamento de viagem.

TRABALHO E LAZER
Segundo o Ministério do Turismo, eles também gostam de riquezas naturais, atrações culturais, gastronomia e valorizam o turismo de negócios combinado com o de lazer.

HIERARQUIA
Na hotelaria, a equipe de recepção deve conhecer o protocolo hierárquico vigente no país. No momento do check-in, é preciso hospedar os chineses mais velhos em andares mais altos. Andares mais baixos são destinados aos mais jovens do grupo

NÚMERO PROIBIDO
Outra medida importante é evitar colocar chineses em quartos com o número 4 ou mesmo no 4o andar. Em mandarim, a pronúncia do algarismo é muito parecida com a palavra "morte". Trata-se de um número "maldito" na China.

COMER & BEBER
Fornecer água quente, preferencialmente no quarto, é um serviço considerado essencial, já que eles não vivem sem chá. No café da manhã, um diferencial é a oferta de itens típicos como pão cozido no vapor, arroz, canja e leite de soja.

INGLÊS COBIÇADO
Como muitos chineses não dominam o inglês, a recomendação é que hotéis tenham ao menos um colaborador que fale o essencial do mandarim, e as agências de turismo devem disponibilizar guias que saibam se comunicar no idioma

53 mil
turistas chineses visitaram o Brasil em 2015; fatia ainda é pequena em relação aos 100 milhões de pessoas que viajaram da China para o exterior naquele ano


(Fonte : Jornal Folha de SP / Imagem divulgação)

Cresce o número de turistas que viajam para ir ao médico


Cada vez mais pessoas entram em um avião e viajam para outro país com o objetivo de se submeter a uma cirurgia ou fazer exames, alimentando um tipo de turismo que está em crescimento, segundo especialistas.
Pela primeira vez, o Salão ITB de Berlim (salão mundial de turismo, aberto até o último dia 12), dedicou parte do seu espaço a viagens médicas, mercado que movimenta anualmente 50 bilhões de dólares e que deve crescer 25% ao ano durante a próxima década. Os dados são de um estudo recente da Visa e da Oxford Economics.
"A demanda aumenta devido ao envelhecimento da população, mas também por uma classe média crescente que se informa pela internet sobre tratamentos em outros países", explica Julie Munro, presidente da Medical Travel Quality Alliance.
Estados Unidos, Turquia, Tailândia, Cingapura, Espanha e Alemanha são alguns dos países para onde turistas viajam para escapar das longas listas de espera ou acessar tratamentos que não estão disponíveis ou são caros demais em seus países.
"Muitos alemães vão, por exemplo, à Polônia ou à Croácia para cuidados dentários mais baratos. Por outro lado, há russos que vão à Alemanha em busca de hospitais de qualidade", detalha Thomas Bömkes, diretor da agência Diversity Tourism.

FLUXO DE VISITAS

A rede de clínicas oftalmológicas Worldeye (Dünyagöz), com unidades na Turquia, na Alemanha e, em breve, na Holanda, afirma que recebe 50 mil pacientes estrangeiros de 107 países por ano.
"Trabalhamos com agências de viagem e oferecemos pacotes completos", com recepção no aeroporto, diz Jacco Vroegop, diretor das clínicas de Amsterdã e Frankfurt.
Além de ter instalações médicas de qualidade e boa infraestrutura, a segurança do país também é um critério para atrair turistas de saúde.
Dubai aposta desde 2012 nesse tipo visita, selecionando 42 centros que priorizam o atendimento a pacientes estrangeiros. Em 2015, 298 mil pessoas viajaram a Dubai para receber cuidados médicos –30% deles de países árabes. O objetivo é atrair meio milhão de pacientes turistas até 2020, ano da Exposição Universal de Dubai.
Portugal começa agora a se lançar nesse setor. "Ainda estamos preparando nossa estratégia", afirma Joaquim Cunha, do Health Cluster Portugal, que diz que o país planeja "um parque moderno de hospitais particulares".


(Fonte : AFP)