quinta-feira, 27 de setembro de 2012

TURISMO É SETOR QUE SE DESTACA NA ECONOMIA MUNDIAL, DIZ ÓRGÃO DA ONU


O turismo global se adaptou bem à crise econômica e há expectativa de alta de 4% dos desembarques internacionais neste ano, afirmou o jordaniano Taleb Rifaim, secretário-geral da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (ONU) à agência France Presse.
Mas ele advertiu que os impostos sobre as viagens, particularmente os cobrados do setor de aviação, ameaçam "afetar severamente" esta recuperação. O turismo mundial foi duramente atingido pela crise financeira global de 2008, ano em que o número de desembarques internacionais recuou 2,1%, após ter subido 6,6% no ano anterior.
Os desembarques caíram 3,8% em 2009, a pior performance em 60 anos, já que o surto da gripe H1N1 (a chamada gripe suína) ajudou a persuadir consumidores com menos recursos a ficar em casa. Mas os desembarques internacionais se recuperaram no ano seguinte, subindo 6,6% em 2010 e 5,0% em 2011, embora a crise global não tenha chegado ainda ao fim.
"A única notícia boa da economia vem do setor de turismo", disse Rifai à AFP em entrevista realizada na sede da instituição, em Madri. "O setor de turismo, contra todas as probabilidades, conseguiu se ajustar à crise. Trata-se de um indústria muito flexível", disse ele, advertindo, porém, que "os impostos sobre as viagens se tornaram um problema verdadeiro para nós".
"Estamos preocupados com a indústria da aviação porque a maior parte dos impostos que incide sobre o turismo agora atingem os transportes, particularmente a aviação. Isso está se tornando alarmante."
"Tememos que a capacidade das pessoas de voar e a competitividade do setor seja severamente afetada por isso, especialmente quando ainda há possibilidades muito sérias de um grande aumento nos preços do petróleo."
Neste ano, porém, os dados são encorajadores. O número de desembarques internacionais turísticos em todo o mundo subiu 5,0% durante a primeira metade de 2012, para 467 milhões, sendo que a região Ásia-Pacífico registrou os ganhos mais fortes.

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)

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