quarta-feira, 23 de maio de 2012

PASSAREDO RECEBEU O PRIMEIRO DE SEUS 14 ATR 72-600




A Passaredo Linhas Aéreas recebeu ontem, na cidade de Toulouse, França, a primeira das 14 novas aeronaves ATR’s 72-600 que integrarão sua frota, juntamente com dois ATR’s 72-500. A cerimônia que aconteceu na sede da ATR, marca oficialmente a parceria comercial entre as empresas, que prevê a entrega neste ano de 4 ATR’s 72-600, através do contrato de leasing com a empresa americana ALC - Air Lease Corporation, além de duas aeronaves ATR 72-500 negociadas diretamente com a ATR.
Na ocasião, a Passaredo anunciou também a assinatura de um contrato de compra de 10 aeronaves, com opção de mais 10, firmado em 2011, totalizando 20 novas aeronaves ATR’s 72-600 que serão entregues até 2015, com investimento estimado de US$ 450 milhões. “Desta forma teremos ambos os modelos de aeronaves operando de maneira eficiente em relação ao consumo de combustível, que apresenta forte alta de preço desde o final de 2010”, ressalta o comandante Felicio, presidente da Passaredo Linhas Aéreas.

(Fonte : Business Travel Magazine)

PEGAR TÁXI NO AEROPORTO DE GUARULHOS ESTÁ 10% MAIS CARO



Desde o início da semana, pegar um táxi no Aeroporto Internacional de Guarulhos está mais caro. O preço da bandeirada subiu de R$ 4,40 para R$ 4,80 e o valor do quilômetro rodado, de R$ 2,63 para R$ 2,89. Na capital, o valor da bandeirada é R$ 4,10 e do quilômetro rodado, R$ 2,50.
Uma corrida de Cumbica até o Morumbi, na zona sul de São Paulo, saltou de R$ 141,99 para R$ 155,98. Se o destino for a avenida Paulista, na zona oeste, o passageiro pagará R$ 114,97 em vez de
R$ 104,66, preço antigo. Já o valor do trajeto até a Bela Vista, no centro, aumentou de R$ 100,04 para R$ 109,90.
O reajuste de 9,89%, divulgado pela Prefeitura de Guarulhos na sexta-feira, é maior para a frota de 653 carros que operam no aeroporto -exclusivos da cooperativa Guarucoop- do que para o restante dos táxis da cidade, cujo aumento foi de 5,37%.
A justificativa para os percentuais diferentes, de acordo com prefeitura, é que o último reajuste para os veículos que trabalham em Cumbica foi em março de 2010, enquanto os demais tiveram aumento da tarifa em 2011.
O aumento foi baseado em três critérios, diz a prefeitura: no IPCA (índice oficial para medir a inflação no país), na variação dos preços dos combustíveis e no de veículos. "Todo trabalhador tem que repor suas perdas", diz o presidente da Guarucoop e vereador de Guarulhos, Edmilson Sarlo (PHS).
Uma alternativa aos táxis é o Airport Bus Service, com tarifa de R$ 35,00.

ALCKMIN QUER INAUGURAR TREM PARA CUMBICA ATÉ A COPA DE 2014

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou à CPTM que conclua até a Copa de 2014 a linha 13-jade -trem sobre elevado que vai conectar o aeroporto de Cumbica à rede metroferroviária.
É a primeira vez que o Estado fixa um prazo visando o torneio de futebol.
"O governador pediu que a obra seja concluída em 24 meses", disse o presidente da CPTM, Mário Bandeira. Segundo ele, o governo espera encerrar a licitação, em andamento desde 2011, e contratar a obra ainda neste ano.
Se conseguir, o governo poderá viabilizar até o torneio conexões dos dois principais aeroportos do Estado -Congonhas e Cumbica- com a rede sobre trilhos. Hoje, nenhum deles tem ligação com a rede do Metrô ou da CPTM.
No início deste ano, Alckmin deu início, com atraso, às obras da primeira etapa da linha 17-ouro do Metrô, que vai ligar Congonhas à linha 9-esmeralda da CPTM

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

LUFTHANSA TERÁ VOOS DIÁRIOS ENTRE RIO E FRANKFURT A PARTIR DE 28 DE OUTUBRO



A Lufthansa anunciou hoje que aumentará de seis para sete as frequências semanais na rota Frankfurt-Rio de Janeiro, tornando o voo diário. O aumento da oferta ocorrerá a partir do dia 28 de outubro. O diretor de Comunicação Corporativa Joerg Waber esteve no Rio de Janeiro para um bate-papo com a imprensa local a respeito do aumento de oferta que começou com cinco voos por semana a partir do Rio, logo passou para seis e agora chega a diário. “As elevadas taxas de ocupação e a mudança de perfil do mercado carioca foram as razões para o aumento da oferta em tão curto espaço de tempo”, disse Chrstiane Ziemer, responsável pela área comercial e relacionamento com os agentes de viagem da companhia aérea alemã.
Os voos entre o Rio de Janeiro e a Europa são feitos a bordo do Airbus 340-300, equipado com três classes de serviços: Primeira Classe, Classe Executiva e Classe Econômica. Além do voo entre o Rio de Janeiro e a Europa, a Lufthansa oferece duas frequências diárias a partir de São Paulo, uma com destino a Munique e outra para Frankfurt. Dos dois centros de distribuição (hubs), a companhia aérea oferece conexões para toda a Europa, Ásia e Oriente Médio.

Mais informações: www.lufthansa.com.br

(Fonte : Business Travel Magazine)

"PLANO DE VOO": GOVERNOS APLICAM APENAS R$ 9,3 BI EM GESTÃO AMBIENTAL



Os recursos aplicados pelas três esferas de governo na função Gestão Ambiental em 2010 somaram R$ 9,3 bilhões, com distribuição equilibrada entre os entes federados. Os gastos da União representaram 38,27% do total, dos estados 34,17% e o conjunto dos municípios contribuiu com 27,56%.
Entretanto, quando essas despesas são comparadas com os gastos orçamentários, os municípios aplicaram apenas 0,82% dos seus recursos na administração de seus ativos naturais; os estados 0,62% e o governo federal 0,14%. Dados que indicam não só a pouca importância dada a essas ações, conforme estudo da ONG Transparência Municipal.
A participação das despesas da União na subfunção Recursos Hídricos, por exemplo, corresponde a 70,53% dos gastos das três esferas de governo.

Baixa prioridade

Ainda de acordo com o estudo do especialista em contas públicas François Bremaeker, da Transparência Brasil, em valores per capita a União aplicou R$ 18,61, enquanto que os estados aplicaram R$ 16,62 e os municípios, juntos, R$ 13,64. Dentre os estados que mais investem na área são Paraíba, Rio de Janeiro, Acre, Ceará (0,91%), Mato Grosso. E entre os que menos investem estão Roraima, Goiás e Maranhão.

(Fonte : DCI)

AUDIÊNCIA DISCUTE CRIAÇÃO DE UNIDADES DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL



A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza audiência pública sobre o Projeto de Lei 3056/08, que prevê a criação das unidades de preservação do patrimônio cultural brasileiro – áreas ocupadas por comunidades que desempenharam papel relevante na formação do País.
Essas comunidades poderão ter seu patrimônio imaterial – como modo de vida, expressões orais e manifestações artísticas – protegidas pelo Estado.
A medida foi proposta pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR),como objetivo reconhecer segmentos da população que, ao lado de portugueses, índios e negros, foram cruciais na formação populacional e territorial, como os imigrantes europeus e asiáticos.
O projeto já foi aprovado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura. Atualmente, encontra-se na Comissão de Meio Ambiente, tendo recebido parecer contrário do relator, deputado Irajá Abreu (PSD-TO).
Foi convidado para o debate o diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Andrey Rosenthal Schlee.
O debate foi proposto pelos deputados Irajá Abreu, Angelo Vanhoni, Leonardo Monteiro (PT-MG), Márcio Macêdo (PT-SE) e Marina Santanna (PT-GO).

(Fonte : Ag. Câmara de Notícias)

BRASIL DEVE SER TEMA DO FESTIVAL CULINÁRIO “MADRID FUSIÓN”



O Brasil é o país mais cotado para apresentar sua cozinha de vanguarda na 11ª edição do Madrid Fusión, um dos principais festivais internacionais de gastronomia, realizado todos os anos na Espanha, em janeiro.
"O Brasil está buscando sua própria identidade gastronômica. A riqueza de seus ingredientes e a criatividade dos chefs prometem uma decolagem de sucesso", afirma Esmeralda Capel, uma das fundadoras do festival.
Uma comitiva formada por organizadores do evento chegará ao país nos próximos meses para conhecer chefs, suas cozinhas e tentar traçar ações de apoio com o governo e instituições brasileiras.
"Para que os chefs e a gastronomia do país convidado tirem o máximo proveito, é importante que as instituições apoiem ações pontuais de promoção dentro e fora do Madrid Fusión, pondera.

PROMOÇÃO

"As instituições brasileiras deveriam ajudar a promover sua cozinha fora do país. A presença de chefs em eventos gastronômicos internacionais e a abertura e divulgação de novos restaurantes de cozinha brasileira são armas muito eficazes", ressalta Esmeralda Capel.
Ela evita falar de países que estariam "concorrendo" com o Brasil no festival e detalhes da visita da comitiva.
Mas adianta o que espera encontrar por aqui: "Nós damos muito valor a quem emprega novas ideias, técnicas e matérias-primas".

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

A HORA DO ATUM


Era um fim de tarde, já escuro, de uma terça-feira de garoa. Na porta de aço que protege uma peixaria nas redondezas do Mercadão formava-se, por volta das 17h, um burburinho louco.
Eram donos de restaurantes japoneses e sushimen de todos os cantos da cidade.
Estavam a esperar, numa ansiedade sem disfarce, o atum "bluefin", o mais raro e cobiçado do mundo, que estava a caminho.
Nunca nenhum daqueles cozinheiros, muitos deles há 30 anos nesse mercado, havia visto um peixe daquele tamanho: robusto, prateado, brilhante, de 470 kg e quase três metros de comprimento.
Desde a década de 70, diziam, um peixe daquele porte não era pescado no Brasil.
Quando são pegos, geralmente em águas mais profundas e frias (onde acumulam mais gordura, que serve de energia e isolamento térmico), vão direto para o maior mercado de peixes do mundo, em Tóquio, que já foi cenário de leilões milionários.
São os japoneses, fanáticos pela pesca do atum, que observam por imagem de satélite, à exaustão, os padrões migratórios desses animais velozes, que se alimentam de sardinha, lula e arenque.

TECNOLOGIA

Assim, incrementam a busca em alto-mar, em barcos espalhados pelos oceanos, com altíssima tecnologia, que lhes permite "fisgar" os peixes em grandes profundidades.
A disputa era acirrada. Todos estavam a postos para dividir aquele bicho de carne tenra, avermelhada nas proximidades dos músculos, rosada na região da barriga e com filamentos brancos de gordura. Na boca, a carne untuosa desmanchava-se sem esforço.
Após tratado na presença dos sushimen frenéticos, de câmeras em punho, foram aproveitados 380 kg, vendidos por R$ 152 mil (R$ 400 o quilo), preço definido ao final da jornada.

BRIGA DE PEIXE GRANDE

Atum gordo gigante, vendido a R$ 400 o quilo, causa comoção entre chefs japoneses, que o preparam em sushi para o arroz quebrar a untuosidade

Durante os 20 dias em que fica em alto-mar, o atuneiro brasileiro dos irmãos Padilha, que hoje tocam a Natal Pesca -empresa aberta pelo pai em 1996- joga 1.200 anzóis diariamente na água para pescar atum de espinhel.
São ganchos pequenos, "menores que uma mão", mostra Everton Padilha, 29, presos a uma linha firme e resistente, que ganha aparência de um varal, sustentada por um molinete gigante capaz de pegar peixes a cerca de 80 metros de profundidade.
O barco de ferro, de 24 metros de comprimento, com dez tripulantes, sai do porto de Natal (RN) para pescar atuns de outras espécies, mais comuns em águas tropicais, como o "yellowfin" e o "bigeye", ambos menores.
A suspeita é que o "bluefin" que surgiu em seus anzóis estivesse misturado a um cardume de peixes menores, em águas menos profundas.
Mesmo com o auxílio de um guincho hidráulico, que suporta grandes pesos, os tripulantes levaram três horas para trazer o peixe ao barco. O atum-azul foi eviscerado e imerso em gelo para que não perdesse a qualidade.

Chegada

Do porto de Natal, o atum foi para o Recife num caminhão refrigerado. De lá, veio de avião cargueiro, numa caixa compensada de 650 kg.
Ao chegar a São Paulo, o peixe estava como deveria, como ensinam os autores do livro "400 g - Técnicas de Cozinha": apenas refrigerado, praticamente sem cheiro, de textura firme, úmida e escorregadia, com carne bem aderida à espinha.
Quem estava por ali, debruçado sobre o peixe, fisgou um naco da carne com as mãos para provar.
Os dedos brilhavam de gordura, concentrada sobretudo na região da barriga, de onde se extrai o "torô" (parte mais nobre do atum gordo) e na região próxima à cabeça -ambas podem ter até dez vezes mais gordura que os músculos posteriores.
Restaurantes como Aya, Aizomê, Koji, Nagayama, Kosushi e Sushi Lika levaram parte dessa carne valiosa. Ela será servida, até acabar o estoque, a preços que chegam a R$ 100 por dupla de sushi.
A escolha quase unânime entre os sushimen é prepará-lo em forma de sushi: uma fatia do peixe sobre arroz, que quebra a gordura da carne.
Shin Koike, do Aizomê, diz nunca ter visto algo igual, nem em Tóquio.
"Nos melhores restaurantes do Japão, o atum é servido maturado, pois fica mais saboroso", afirma Shin.
"O peixe é cortado em filés com pele e embalado em papel-manteiga, antes de descansar em câmara refrigerada. Vou esperar três dias para ver como a carne fica."
Foi semelhante a reação de todos: a emoção incontida de ter ao alcance das mãos um peixe daquela magnitude e raridade. "Nesta vida eu não vou pegar outro igual, tenho certeza absoluta", diz Koji Yomizo, do restaurante que leva seu nome, no Morumbi.

POPULARIZAÇÃO DO SUSHI LEVOU À ALTA DOS PREÇOS

O primeiro leilão do Tsukiji, o maior mercado de peixes do mundo, também começa o ano cheio de símbolos e presságios.
O melhor "hon maguro" (o atum-azul) leiloado no primeiro dia de abertura do mercado neste ano atingiu o recorde histórico.
Custou R$ 736 mil, o dobro do preço do ano passado. A boa notícia é que ele foi arrematado por uma cadeia japonesa de restaurantes (a Sushi Zanmai). Nos últimos anos, os chineses estavam levando a melhor no primeiro leilão do ano.
Um atum pode atingir esse preço inacreditável quando algumas condições se impõem, como o peso, o tipo, a origem, a época e o método de pesca.

Anzol

O peixe em questão tinha 269 kg, grande para a média pescada no país. Era do tipo "bluefin", o mais apreciado pela sua carne vermelho-escura e por possuir o melhor "torô" (a barriga). Foi pescado com anzol (e não em rede) na parte mais gelada do mar de Aomori, em janeiro.
Graças às técnicas modernas, logo que mordeu a isca foi eletrocutado, sem tempo de se debater (o que formaria hematomas na carne) e soltar adrenalina, hormônio que estragaria seu gosto delicado.
O aumento espetacular dos preços é consequência da popularização do sushi no mundo e da recente entrada dos outros povos asiáticos como grande apreciadores de atum.
Os chineses, que não comiam o atum cru, viraram grandes fãs do produto. O atum é o prato favorito no Japão. Não é à toa que a tecnologia da pesca está cada vez mais avançada no país.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)