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quarta-feira, 12 de junho de 2013

AEROPORTOS E MOBILIDADE URBANA AINDA PREOCUPAM A UM ANO DA COPA


 
Todas as 12 sedes da Copa de 2014 promovem nesta quarta-feira eventos para lembrar que falta um ano para o pontapé inicial do torneio. Mas, se na questão da construção e reforma dos estádios parece que não haverá muito problema, o mesmo não se pode falar sobre a ampliação de aeroportos e os investimentos em mobilidade urbana.
Em alguns lugares a opção foi por fazer um "puxadinho" nos aeroportos. Em outros, projetos importantes de mobilidade urbana foram engavetados, e isso significa menor legado para a população brasileira. Claro que os estádios serão de primeiro mundo. Mas ainda é pouco quando se pensa no que poderia ser feito para 2014.
A Copa das Confederações, que começa no sábado, ajudará a dar um parâmetro importante de grandes eventos para as seis cidades que receberão os jogos. "Podemos dizer que já temos a metade da Copa pronta. Os valores estão orçados, as equipes estão sendo treinadas, o governo federal está ajudando muito na área de segurança pública, telecomunicações e outras... Estão todos muito envolvidos para que tudo saia direito", avisa Ricardo Trade, diretor executivo de Operações do Comitê Organizador da Copa de 2014.
 
(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A VOLTA DOS PASSAGEIROS


O transporte ferroviário regional de passageiros também pode voltar aos trilhos. A privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), na década de 1990, praticamente extinguiu essa modalidade, concentrando os negócios na condução de cargas. Atualmente, apenas 855 quilômetros dos 28 mil quilômetros da malha existente são destinados ao turismo, como as linhas que ligam São João Del Rei a Tiradentes e Ouro Preto a Marinana, ambos em Minas Gerais, Curitiba a Paranaguá, no Paraná, e o bondinho do Corcovado, no Rio de Janeiro. Por elas passaram 2,3 milhões de pessoas em 2011.
Especialistas indicam que atualmente os trens regionais em todo o país levam cerca de 5 milhões de pessoas por ano. Na década de 1960, auge do setor, 100 milhões de viajantes se deslocavam por esse meio. Para intensificar esse modal, o diretor de Planejamento do Ministério dos Transportes, Francisco Costa, diz que o órgão identificou, em um levantamento feito em 2002, 64 projetos com potencial para a implementação de trajetos de até 200 quilômetros em cidades com mais de 100 mil habitantes.
Dos projetos identificados, 16 foram selecionados e nove estão com seus estudos em curso, entre eles os trechos: Londrina-Maringá (PR); Bento Gonçalves-Caxias do Sul (RS) e Belo Horizonte-Ouro Preto/Conselheiro Lafaiete, incluindo Sete Lagoas, Divinópolis e Brumadinho (MG). Outros quatro devem ser finalizados neste mês ou até abril: Pelotas-Rio Grande (RS), Salvador-Conceição da Feira-Alagoinhas (BA); Codó-Teresina-Altos (MA-PI) e São Luís-Itapecurú-Mirim (MA).
Os dados existentes são antigos e hoje o cenário mudou, afirma Francisco Costa. Por isso, “pretendemos fazer licitação para contratar estudo mais abrangente, utilizando técnicas modernas para estabelecer o potencial do trem regional de forma ampla”, afirma o diretor. Para ele, o trem regional tem que ser encarado como mais um elo do transporte.
No Centro-Oeste, por exemplo, dois dos cinco trechos considerados viáveis terão seus estudos de viabilidade executados este ano. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende licitar projeto para os ramais de Brasília a Goiânia e de Brasília a Luziânia. A expectativa é que os contratos sejam assinados até março.

Mobilidade urbana

Os projetos de trens regionais estão aguçando o apetite da indústria que aposta na retomada do crescimento em 2013, já que, no ano passado, o faturamento do setor “andou de lado”, passando de R$ 4,2 bilhões em 2011 para R$ 4,3 bilhões em 2012, conforme estimativas da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). “Há oportunidades também nos projetos de mobilidade urbana nas capitais em que serão realizados os jogos da Copa do Mundo de 2014”, avalia o presidente da Abifer, Vicente Abate.
Uma das vantagens do transporte ferroviário regional e urbano é a durabilidadade. “Ele pode ser mais caro no início, mas a manutenção é mais barata porque é diluída com o tempo. Veja o metrô de São Paulo. Os primeiros carros estão sendo reformados agora, quase 40 anos depois”, destaca Abate. No caso dos trens elétricos e metrô, há fatores ainda mais positivos como o baixo índice de emissões de CO² e o fato de tirar centenas de ônibus das ruas, desafogando o trânsito.

(Fonte : Jornal Correio Braziliense)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

RENOVAÇÃO DA ZONA PORTUÁRIA NO RIO ESTARÁ COMPLETA ATÉ 2014


A zona portuária está sendo revitalizada para os próximos eventos esportivos na cidade, pelo projeto “Porto Maravilha”, dentre as principais obras está o Museu de Artes do Rio (MAR), o Museu do Amanhã High-Tech, voltado para a ciência e a ecologia e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que circulará no Centro e na Região Portuária, com seis linhas e 42 estações em 30 Km de vias.
A previsão de conclusão da primeira etapa de instalação do VLT está prevista para 2014, com duas linhas em funcionamento. As outras quatro entram em operação até 2016. A implantação do novo meio de transporte tem custo avaliado em R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 500 milhões financiados por recursos federais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e o restante viabilizado por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).
O VLT fortalece o conceito de transporte público integrado, que conecta estações de metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais e aeroporto. Entre as linhas estão Rodoviária Novo Rio, Aeroporto Santos Dumont e Central do Brasil. A integração com outros meios de transportes vai melhorar o trânsito da região central da cidade, em planejamento voltado à educação da circulação de ônibus, diminuindo o tráfego e o trânsito. As ruas da Região Portuária já começaram a ser preparadas para receber o novo tipo de transporte.
O sistema terá 42 estações, seis linhas e 30 km em vias. A distância média entre as estações é de 400 metros. Cada vagão comporta até 450 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de 5 a 15 minutos, de acordo com a linha.
No Brasil, não há nada parecido com o futuro VLT do Rio. Mesmo no mundo, o modelo é inédito. Os trens não têm fios superiores em rede aérea e são alimentados por duas fontes de energia. Haverá um terceiro trilho energizado em alguns trechos e nas paradas. A cada frenagem, também há geração de energia que será armazenada por um equipamento chamado supercapacitor. Essas tecnologias já são utilizadas no mundo. O que ainda não existe é a combinação desses dois sistemas, conferindo segurança e economia.

(Fonte : Jornal de Turismo)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MELHOR FICAR EM CASA


Para os moradores das cidades sedes da Copa do Mundo, a disputa do torneio no Brasil, em 2014, será um bom convite para ficar em casa. Culpa das dificuldades de mobilidade urbana enfrentadas nas principais capitais do país. Boa parte dos problemas previstos desde 2007, quando a Fifa anunciou que o país sediaria o Mundial, não conseguirão ser contornados a tempo.
Os políticos ainda evitam confirmar oficialmente que serão decretados feriados municipais nos dias em que suas cidades receberem partidas da Copa do Mundo, mas a manobra, autorizada desde junho com a publicação da Lei Geral da Copa, será usada. Retirar do trânsito parte da frota de carros deve ser a medida mais efetiva. "Estamos vivendo um momento ímpar para mostrarmos planejamento. É só dar um feriado em dia de jogo, e os problemas de trânisto estarão resolvidos", minimizou o secretário especial da Copa no Ceará, Ferruccio Feitosa, que aceita falar abertamente sobre o tema.
Os pedidos para que a população permaneça em casa não seriam inéditos. Londres, sede da última edição dos Jogos Olímpicos, teve engarrafamentos durante os 15 dias de competição. A situação só não foi pior porque o departamento de transportes da cidade recomendou que os cidadãos trabalhassem em casa durante a competição. Também por iniciativa governamental, foi lançado um site para que os moradores planejassem suas rotinas de antemão. Uma companhia aérea local chegou a pedir aos ingleses que evitassem sair do país, a fim de não congestionarem os aeroportos.
No Brasil, as três esferas do governo planejaram obras essenciais para que a malha viária consiga receber 600 mil estrangeiros que devem desembarcar no país em 2014, conforme previsão do Ministério do Turismo. Com a divulgação da Matriz de Responsabilidades, em janeiro de 2010, foi calculado um gasto de R$ 14,4 bilhões nessas construções e reformas, a maior parte delas destinadas a facilitar o trajeto entre aeroportos, setores hoteleiros e estádios.

PROJETOS CANCELADOS

O que é bonito no papel, porém, não tem funcionado na prática. Das 54 obras planejadas, 29 enfrentam atrasos preocupantes. Além dessas, cinco acabaram canceladas porque não ficariam prontas a tempo. Entre as capitais mais preocupantes, está Brasília. A importante reforma na rodovia que liga a Asa Sul ao Aeroporto JK ainda nem sequer começou. Pior é a situação da prometida construção do veículo leve sobre trilhos (VLT).
Em maio do ano passado, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, prometeu que o VLT seria entregue antes da Copa do Mundo. Hoje, nem mesmo a nova licitação para as obras, paralisadas desde 2010, está aberta. "Ainda estamos procurando em qual PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) ele se encaixa, para mantermos o financiamento", explicou o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli.
Outras capitais também enfrentam sérios problemas. Em Porto Alegre, sete obras ainda não iniciaram, a 655 dias da abertura da Copa do Mundo. A situação é alarmante em Manaus, onde nenhuma das construções começou. Os responsáveis nos dois estados preferiram não atender a reportagem para comentar o assunto.

(Fonte : Jornal Correio Braziliense)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BRASÍLIA NÃO TERÁ VLT E VAI CONSTRUIR RODOVIA PARA A COPA DE 2014


O Ministério das Cidades e o Governo do Distrito Federal (GDF) definiram ontem (14) as medidas para iniciar as obras de mobilidade urbana destinadas à Copa do Mundo de 2014 e à Copa das Confederações de 2013.
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não está incluído no cronograma, já que só ficará pronto depois da Copa do Mundo, que terá Brasília como uma das nove cidades-sede. Em lugar do VLT, a Copa contará com um corredor de transporte urbano que interligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao início da Asa Sul, por meio de um conjunto de pistas e viadutos e dará maior agilidade ao deslocamento das delegações que virão aos dois eventos esportivos e ao transporte na cidade em geral.
A obra já está licitada e as propostas serão abertas no dia 20 deste mês. O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, que representou o GDF na reunião com o ministro das Cidades, Aguinado Ribeiro, e técnicos do ministério, disse que para construir o VLT será feita uma nova licitação, já que a primeira, feita no governo de José Roberto Arruda, foi anulada pela Justiça devido a uma série de irregularidades no processo licitatório. A nova rodovia custará R$ 100 milhões, de acordo com as estimativas feitas na reunião, e o VLT está orçado em R$ 260 milhões, mesmo valor da licitação anulada. As obras terão seus custos a cargo do governo federal, por intermédio do Ministério das Cidades, com verbas do PAC da Copa, de acordo com Filippelli. Apesar de não contar com o VLT para a Copa, o vice-governador disse que ele será muito importante para a cidade, ''pois não há mais como estruturar o transporte de Brasília sem esse meio de transporte''. Filippelli disse que, mesmo sem o VLT, não haverá problema de transporte para a Copa em Brasília, porque o projeto original previa sua conclusão até 2014 apenas no trecho que vai do aeroporto ao terminal da Asa Sul, mas o sistema que será adotado agora, com ônibus articulado e outros meios de transporte, ''supre perfeitamente as necessidades''.
A reunião com o GDF foi a primeira de uma série iniciada hoje pelo ministro das Cidades com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo

(Fonte : Agência Brasil / imagem divulgação)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

MOBILIDADE URBANA: GOVERNO ATUALIZA MATRIZ E INVESTIMENTO SOBE R$ 698 MI


Dezesseis das 51 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo de 2014 foram modificadas na Matriz de Responsabilidades, documento de referência assinado pelo governo em janeiro de 2010 que define os investimentos na preparação do Mundial. A atualização foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Entre as 16 mudanças, 13 foram nos valores das obras. Em comparação com a última atualização de mobilidade feita na Matriz, em abril, o investimento total no setor passou de R$ 11,35 bilhões para R$ 12,05 bilhões - crescimento de mais de 6%.
Ao todo, o aumento em mobilidade urbana foi de R$ 698 milhões. O valor investido pelo governo federal, por meio de financiamento, permanece o mesmo: R$ 7,38 bilhões. No entanto, os investimentos dos governos locais (estaduais e municipais) subiram de R$ 3,96 bilhões para R$ 4,66 bilhões.
A cidade com o maior número de alterações foi Porto Alegre. Das 10 obras de mobilidade urbana previstas na Matriz para a capital gaúcha, oito sofreram mudanças no valor em comparação com o documento de abril. O investimento do governo local no setor passou de R$ 65,8 milhões para R$ 381,1 milhões.
Além das alterações nos custos, as obras de mobilidade em Porto Alegre também sofreram modificações nos prazos de entrega. As oito obras previstas inicialmente para ficarem prontas em dezembro de 2013 agora contam com previsão de conclusão para maio de 2014, apenas um mês antes do início da Copa do Mundo.
Já a obra com maior alteração no valor em relação a Matriz de abril foi a Transcarioca, no Rio de Janeiro. O custo do BRT (Bus Rapid Transit) que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão passou de R$ 1,61 bilhão para R$ 1,88 bilhão - aumento de R$ 271 milhões. O governo local será responsável por arcar com a diferença.
Além das mudanças nas obras de Porto Alegre e do Rio de Janeiro, também foram modificadas na Matriz três intervenções de mobilidade urbana em Belo Horizonte, duas em Curitiba, uma em Cuiabá e uma em Manaus.

(Fonte : Globo Esporte)

PLANO DE SP PARA COPA 2014 PRIVILEGIA TRANSPORTE PÚBLICO E QUER EVITAR CARROS


O Plano de Mobilidade de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014, que será divulgado em outubro deste ano, prevê que 80% dos deslocamentos de espectadores para os jogos do torneio seja feito por transporte público. A região do Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, em que será realizado o duelo de abertura do Mundial, não deverá ter incentivos para a construção de estacionamentos.
"O torcedor não será incentivado a ir de carro. Não haverá estacionamentos na região, somente carros credenciados poderão ir ao estádio", afirmou a coordenadora executiva do Comitê Paulista da Copa, Raquel Verdanacci. Ela ressaltou que as redes do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que atendem a região do Itaquerão, na zona leste de São Paulo, são suficientes para a demanda determinada pela Fifa (Federeção Internacional de Futebol e Associados) para o Mundial.
"As condições mínimas determinadas pela federação, que é a de ter um sistema de transporte que leve ao menos 50 mil passageiros por hora em um sentido, já estão atingidas com o metrô e a CPTM, que atingem a marca de cerca de 100 mil passageiros por hora no sentido", disse Raquel Verdanacci.
Assim mesmo, a coordenadora revelou que estão sendo feitos testes para assegurar que não haverá sobrecarga do sistema em dias de jogos, além de melhoras nas instalações das linhas. Ela citou três áreas onde serão feitas intervenções nos transportes públicos: "Aquisição de novos trens, sinalização e reforma das estações". Raquel Verdanacci contou, no entanto, que essas melhoras já eram planejadas desde antes da escolha do Brasil para a Copa. "Senão, não haveria tempo hábil (para as reformas)", justificou. A melhora na sinalização visa reduzir o tempo de espera entre trens e a reforma das estações busca dar mais comodidade aos usuários, destacou.

Atrasos

Apesar de ainda não terem engrenado, as obras viárias no entorno do Itaquerão, que preveem nova faixa de tráfego na avenida José Pinheiro Borges e dois viadutos entre Itaquera e Guaianases, além de ligações por túneis e canalização de córrego e outros, não estão atrasadas, defendeu Raquel Verdanacci. "Não vejo atrasos nas obras viárias ao redor do Itaquerão", disse. Segundo ela, as obras em execução nas imediações do estádio estão dentro do prazo. "A previsão de conclusão dessas obras é entre abril e maio de 2014. Não há atraso."

(Fonte : iG Esportes, com Ag. Estado)

terça-feira, 31 de julho de 2012

OBRAS VIÁRIAS DA COPA SOBEM MAIS DE 25%


O governo elevou em R$ 698,3 milhões os gastos com obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. A edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU) traz mudanças nas previsões de custos de 16 empreendimentos em Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em 13 obras houve alteração superior a 25% nos custos.
Um exemplo é o corredor da 3º Perimetral, em Porto Alegre. O orçamento, inicialmente previsto em R$ 120,4 milhões, foi atualizado hoje para R$ 194,1 milhões - aumento de 61%. Entre os empreendimentos com elevação nos seus orçamentos, estão oito obras para implantação de sistemas rápidos de ônibus (BRTs, na sigla em inglês).
Com as mudanças publicadas hoje, o valor total estimado em investimentos para a Copa de 2014 soma R$ 27,4 bilhões. Em nota publicada pelo Portal da Copa do governo federal, o Grupo Executivo da Copa (Gecopa) informou ter havido aumento nos valores de contrapartida estadual e municipal em 13 obras.
O governo apontou também que o valor previsto em financiamentos federais para as obras de mobilidade urbana não sofreu alterações, permanecendo em R$ 7,38 bilhões.

(Fonte : Jornal Valor)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

GOVERNO FEDERAL LANÇA PROGRAMA DESTINADO A CIDADES DE MÉDIO PORTE PARA PREVENIR PROBLEMAS DE MOBILIDADE



As cidades de médio porte, com população entre 250 mil e 700 mil habitantes, serão beneficiadas com R$ 7 bilhões dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, lançado dia 19 pelo governo federal. Os recursos poderão ser usados para adquirir equipamentos a fim de modernizar e integrar o transporte público, construir estações e terminais de ônibus e melhorar a infraestrutura já existente.
O dinheiro não poderá ser aplicado na aquisição de novos veículos, pavimentação e recapeamento de asfalto, nem na sinalização e abertura de novas vias. As prefeituras precisarão dar contrapartida de, no mínimo, 5% e os projetos terão que priorizar a população de baixa renda.
Os detalhes do PAC Mobilidade para municípios de médio porte foram divulgados nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff e o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. O programa tem um perfil diferente do destinado às cidades de grande porte, que previa obras maiores e mais custosas, como a criação de rotas de metrô e implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT). As grandes cidades terão R$ 32 bilhões para esses projetos.
Até o momento, levando-se em conta a verba direcionada a obras da Copa de 2014, o governo federal destinou R$ 58 bilhões para a mobilidade urbana.
O PAC Mobilidade Médias Cidades deverá atender a 75 municípios. As cidades que se encaixam no critério porte médio devem apresentar os projetos ao Ministério das Cidades. Os estados também podem propor obras, desde que com a concordância das prefeituras. A presidenta disse que propostas em fase avançada de elaboração terão prioridade na seleção. “A exemplo do PAC Grandes Cidades, vamos privilegiar projetos que tenham efeito mais rápido sobre a população”.
O ministro Aguinaldo Ribeiro destacou também que há a intenção de dar espaço à indústria nacional na aquisição de equipamentos. “Há uma orientação para que ela [indústria brasileira] tenha maior participação”, declarou. Segundo ele, o objetivo de focar nos municípios de médio porte é impedir o surgimento dos problemas de tráfego e mobilidade que afetam as grandes cidades. “Podemos prevenir para o futuro o que, nas cidades maiores, já requer uma ação corretiva”, disse.
Dilma destacou que as propostas escolhidas serão executadas pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), o que contribuirá para que as obras sejam entregues o mais cedo possível. O RDC é um modelo que flexibiliza as regras para licitações governamentais, tornando o processo mais ágil. Em junho, o Senado aprovou a extensão do sistema, criado para atender aos projetos ligados à Copa de 2014, às obras do PAC. O texto foi sancionado e publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.
Cada município ou estado pode apresentar até dois projetos solicitando recursos do PAC Mobilidade Médias Cidades. A inscrição deverá ser feita em formulário eletrônico, disponível na página do Ministério das Cidades na internet, a partir do dia 23 de julho até 31 de agosto. A lista de cidades selecionadas será divulgada no dia 14 de dezembro. A contratação das obras e serviços está prevista para o início de 2013.

(Fonte : Agência Brasil)

DF, NATAL, CUIABÁ E MANAUS ESTÃO COM OBRAS DE MOBILIDADE PARA A COPA DE 2014 ATRASADAS, SEGUNDO O GOVERNO



Faltando dois anos para a Copa do Mundo de 2014, 8% das obras de mobilidade urbana prevista para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Os dados são de balanço apresentado no dia 19 pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.
Os locais com obras de mobilidade urbana atrasadas são Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal. Nesse último, a licitação que faltava para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi concluída na semana passada. Com isso, o DF pode deixar a lista das unidades com obras em atraso, segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro.
Em Natal, os problemas estão relacionados ao atraso na entrega de projetos, desapropriação de terras, falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em Cuiabá, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e também de projetos executivos. Na cidade de Manaus, há entraves envolvendo o patrimônio histórico e questionamento quanto ao formato da licitação.
“Em outubro, haverá uma nova avaliação do ponto de vista da Copa para ver se haverá comprometimento. Estamos trabalhando para que não haja”, disse o ministro. O balanço sobre as obras de mobilidade para a Copa de 2014 foi divulgado durante o evento que lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, no Palácio do Planalto.

(Fonte : Agência Brasil)

GOVERNO PODE EXCLUIR QUATRO OBRAS DA COPA



O governo federal estuda excluir quatro obras de transporte público, de R$ 2,1 bilhões, do projeto Copa-2014 em razão de atrasos e dificuldades para saírem do papel.
A decisão final deve sair só em outubro. Se ficarem fora da Copa, perderão prioridade na liberação de dinheiro.
As obras -em Cuiabá (MT), Natal (RN) e Manaus (AM)- foram classificadas pelo ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) como "no vermelho".
De acordo com o ministro, elas serão submetidas a uma avaliação de técnicos e, caso o cronograma permaneça com atraso significativo, poderão ser retiradas da Copa.
"Existem duas coisas: o contrato de financiamento e a questão da entrega da obra específica com data para a Copa do Mundo. Nossa equipe técnica fará essa avaliação para ver se haverá esse prazo dentro da obra", disse ontem.
A obra mais cara que pode ficar de fora é o veículo leve sobre trilhos (VLT) de Cuiabá, principal projeto de mobilidade da cidade. Com custo estimado em R$ 1,2 bilhão, não teve nenhum centavo gasto até maio. A entrega é prevista para janeiro de 2014.
Em Natal, são duas intervenções, que somam R$ 560 milhões. Até maio nada havia sido gasto. Uma delas é o corredor de acesso à Arena das Dunas, previsto para dezembro de 2013. Já a reestruturação da Avenida Roberto Freire deve ser concluída um mês antes da Copa-2014.
Em Manaus, o BRT (ônibus sobre trilhos) tem custo estimado em R$ 290 milhões -até agora, o governo só gastou R$ 5 milhões, para fazer o projeto. A previsão de entrega é março de 2014.
O ministro disse que poderia ficar de fora também o VLT de Brasília, cuja obra foi embargada pela Justiça. A assessoria do ministério, contudo, corrigiu a informação e disse que a obra está no "amarelo", já que pode ficar pronta a tempo caso a Justiça libere.
Segundo a pasta, 36% dos projetos de mobilidade para a Copa estão com "alerta amarelo", enquanto 56% estão dentro do cronograma. No total, estão previstas 51 obras de transporte público.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)