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quarta-feira, 31 de março de 2010

DIARIO DE BORDO : PRIMEIRA VEZ EM NOVA YORK (PARTE II)


O despertador no celular acusa 8h30 de uma manhã nublada e gelada na cidade. Não sei se com vocês é assim, mas sempre que acordo em algum lugar diferente do meu quarto, custo a “pegar no tranco” para perceber onde estou...principalmente quando o corpo esta cansado e o fuso horário esta bem confuso...rsssss
Na rua a escolha democrática de onde tomar café, porque quero logo é bater pernas e descobrir os cantos de Nova York. E um pãozinho de canela (o cinamon) acompanhado de um chocolate quente no Mac Donald´s foi um achado !!!.
Olho as vitrines do Museu Madame Tussau e descubro um Nicolas Cage de cera me encarando através do vidro.
E caio no meu tour por NY...Um ônibus turístico bem colorido, pego na Brodway com a 7th.Avenue, me faz acreditar valer a pena o sacrifício de ficar na sua parte de cima, onde o vento bate bem gelado, mas que proporciona um campo visual melhor dos lugares por onde passo. E la vamos nós descendo pela Brodway (ô avenida grande), passando pela gigantesca Macy´s...e por uma profusão de lojas Thiffany & Co, Armani, Hugo Boss, Sephora, Banana Republic, Guess...
Bairros como o Village, Chinatown, Little Italy , com seus restaurantes e os típicos mercados italianos, as galerias de arte no Soho... hummm...Wall Street...tudo já começa a tomar forma e visualização.
Desço no píer 17 – South Street Seaport - para pegar um barco que vai até a estatua da Liberdade (mais turista impossível). O barco lotado parece a torre de babel de tanto idioma e gente dos mais remotos lugares.
Na aproximação da estatua, fico chocada de ver o quanto é pequena !!! Mas como ?!!! Rio de mim mesma e meu “choque cultural”...pequena e verde...puxa, que decepção !!! Menos mal, afinal desmistifico a imagem tão imponente que povoava o meu imaginário !!!
O barco circunda a estatua, vai até as pontes do Brooklyn e retorna ao píer 17, um lugar bem charmosinho que fica em uma galeria (3 andares) cheia de lojinhas de souvenirs, alem de restaurantes. A vista é super bonita, pois pega a ponte do Brooklyn, o Seaport e os prédios de Manhattam. Como uma comidinha italiana e de sobremesa (porque não ?) me dou ao luxo – mesmo com o frio todo - de comer um Häagen Daz de chocolate com nozes, que praticamente me congela a boca...mas, se esta em Nova Iorque, faça como os nova iorquinos, né ???
No píer tem um centro de informações turísticas (Pilothouse), que fica instalado em uma cabine antiga de comando de navio, e tem também um museu, o South Street Seaport Museum.
Volto ao red bus turístico para acabar de circular pela cidade e passo pelo espaço ainda vazio e coberto de tapumes e péssimas lembranças do WTC.
Chego ao final do tour e entro em um Café (ah, recomendo uma visita a qualquer Starbucks Caffe que encontrar, peça um mocaccino e depois me diz se gostou porque, sinceramente, café nos EUA é água escura...mtoooo ruim...em função disso o Starbucks foi criado com seus mocaccinos). Alem de estar louca para me esquentar, queria provar o famoso cheesecake novaiorquino. Muito bom, engordativo, imenso...mas que me renova as energias para ir até o East Village / Chinatown comprar umas pashiminas maravilhosas e baratissimas que a minha irmã já havia descoberto o endereço. Lá é de enlouquecer, principalmente quando você vê que da certo o velho balé de “pechinchar” com as chinesinhas e o preço baixar.
Chinatown é cheia de pequenos centros de compras, com boxes onde tudo é muito parecido. Meu conselho : não perca o foco, senão você leva tudo !!!
Seguimos direto ate o Central Valley, para ir ao Woodbury Common Premium Outlets, que tem preços e marcas muito boas...mas humanamente impossível de conhecer todo em apenas um só dia, ou que dirá algumas horas. Mas deu para fazer umas boas compritchas !!!
Se quiser o endereço, anota aí : 498 Red Apple Court Central Valley, NY 10917 (845) 928-4000.

DIARIO DE BORDO : PRIMEIRA VEZ EM N.Y. (PARTE I)


Finalmente depois de intermináveis nove horas e tantas de vôo, chego ao aeroporto JFK, em New York City. Digo intermináveis porque quem me conhece bem sabe como sofro por ter pernas compridas e uma inquietude de ficar sentada por muito tempo sem fazer nada...Mas, mantive o bom humor para enfrentar as filas gigantescas da imigração (adoro observar os tipos diferentes e impacientes nas filas)... e pensei : - droga, que falta faz o bendito passaporte da UE nessa hora !!! (providenciado no retorno ao Brasil, por já possuir cidadania portuguesa).
Enfim, passo pela imigração e cruzo o portão que me fará respirar ares “nova iorquinos”, alem de um apertado e saudoso abraço na minha irmã, que já me esperava ansiosa do outro lado.
Enquanto meu cunhado dirige pelas ruas ate o Times Square para deixarmos a mala no hotel, penso com meus botões (bem abotoados por causa do frio de 2 graus) : - “I´m here, in New York !!! É mesmo uma cidade colorida, barulhenta, iluminada”.
Com sorte ainda deu tempo de comprar ingresso no Majestic, na Brodway, para assistir ao “The Phantom of the Opera”, com os fantásticos Howard McGillin, Marni Raab e o Tim Martin Gleason. O espetáculo é mesmo indescritível, uma coreografia única, criatividade...Tudo é, ao pé da letra, um verdadeiro espetáculo.
Na saída do teatro, as luzes do Times Square, o barulho enlouquecedor dos carros e, claro, as limusines enormes...a cara de NY !!!
Saímos caminhando para sentir a cidade de perto (e diminuir um pouco a sensação do frio que – sem a menor cerimônia – atravessa o meu sobretudo preto). Cruzo as avenidas...5ª. 6ª. 7ª...E vou ver de perto o Rockfeller Center, com a sua tão famosa pista de patinação (protagonista de tantos filmes).
De repente um som atravessa minha alma : um homem negro, de meia idade, sentado em um banquinho na calçada, tira um blues do seu saxofone.
Engraçado como a alma da gente se enternece e estremece diante de coisas tão simples assim, né ?
Caminhamos, e caminhamos, e caminhamos (meu Deus, sou uma andarilha na noite de NY...rssssss)...passamos pelo Central Park, entro na loja “envidrada” da Apple, que fica do outro lado da praça onde encontra-se o imponente hotel Waldorf Astoria.
Radio City Hall, o Plaza...aí a fome bate e sentamos no Sbarro, para comer qualquer coisa parecida com uma pizza.
Olho o relógio e já passa da meia noite (vou virar abóbora ?!!).
Como o frio não da trégua e o cansaço já aponta, vamos para o hotel (nem preciso dizer que estou louca por um banho e uma cama quentinha)...
E penso antes de dormir : amanha tem mais N.Y !!!