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terça-feira, 8 de março de 2016

Bares e restaurantes contribuem para prevenção ao aedes




O setor de bares e restaurantes, um dos ramos mais requisitados por viajantes no país, intensificou a tomada de cuidados rotineiros para prevenção e eliminação de focos do Aedes aegypti. Esta é a contribuição do segmento para as ações do Ministério do Turismo de combate ao inseto, transmissor de doenças como dengue, vírus Zika e chikungunya.

Em Vitória (ES), a direção do Ensaio Bar, na Praia do Canto, orienta diariamente funcionários para que estejam atentos a possíveis criadouros. O proprietário Rodrigo Vervloet ressalta que, além do cuidado com o ambiente de trabalho, a iniciativa também gera a conscientização de trabalhadores quanto à necessidade de atenção nos seus próprios lares.

 “A gente sempre orienta e cobra muito dos funcionários o cuidado com água parada, olhar em cada canto do local e ter atenção com a limpeza. Agora, temos reforçado esse trabalho. O pessoal segue as orientações e as aplica também em casa”, observa. 

Na capital federal, André Lima, sócio do Bar Raízes, localizado em uma das ruas mais requisitadas da noite brasiliense (SCLN 408), diz que a preocupação com a prevenção do Aedes é constante. Segundo ele, cada empresário da região monitora a presença de resíduos em local impróprio para evitar a criação de focos.

 “Todas as garrafas são esvaziadas e guardadas com tampa. Em nossa região, os empresários têm cuidado, principalmente com o lixo deixado pelas pessoas. Cada dono de estabelecimento cuida de uma determinada área para evitar o surgimento de focos. O pessoal está todo conscientizado”, avalia.



RECOMENDAÇÕES - Em Belo Horizonte (MG), a direção do restaurante Maria das Tranças - um dos mais antigos da capital mineira e que possui unidades nos bairros São Francisco e Savassi - realiza rondas periódicas à procura de focos. Ricardo Rodrigues, dono do empreendimento, frisa que a orientação quanto à prevenção também se estende aos clientes.

 “Estamos fazendo um trabalho não só com nossos colaboradores, lembrando a importância do combate a focos, como também com clientes. Materiais impressos ficam à disposição dos clientes e a gente os coloca também nas mesas, para ampliar a conscientização”, conta. 



ABRASEL - A fim de contribuir com a mobilização do governo federal contra o Aedes, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, além de conscientizar filiados quanto à necessidade de cuidados, prepara suas ações como, por exemplo, uma campanha de prevenção em parceria com a companhia de bebidas Ambev.

Paulo Solmucci, presidente da entidade, aposta no trabalho para elevar ainda mais o nível de conscientização. “A Ambev vai colocar 34 mil funcionários para vistoriar estabelecimentos, e estamos trabalhando em peças de divulgação. A gente nota uma sensibilização grande, mas nunca é demais voltar ao tema”, comenta.



AÇÕES DO MINISTÉRIO DO TURISMO - Desde janeiro, o Ministério do Turismo tem desenvolvido uma série de ações. Para o setor turístico, a pasta produziu duas newsletters que foram enviadas para mais de 56 mil estabelecimentos cadastrados no Cadastur, do Ministério do Turismo. No dia 17 de fevereiro, uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro Henrique Eduardo Alves, determinou que os municípios e estados que possuem convênios e contratos de repasse com o Ministério do Turismo deverão realizar ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em seus canteiros de obras e frentes de trabalho. O texto prevê, ainda, a realização de campanhas educativas, além de vistoria e eliminação de eventuais criadouros do inseto nas áreas internas e externas e entorno das instalações públicas de funcionamento dos órgãos ligados ao MTur.

Para esclarecimento aos turistas, o Ministério do Turismo disponibiliza em sua página na internet informações sobre saúde do viajante. O conteúdo, disponível nos idiomas português, inglês, espanhol e francês é produzido e atualizado constantemente pelo Ministério da Saúde. As redes sociais da pasta também estão engajadas para levar mais informações sobre o assunto para os usuários, com produção de conteúdo próprio sobre o tema e compartilhamento de publicações do Ministério da Saúde.



(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

GOVERNO NÃO VAI BARRAR VINHO ESTRANGEIRO


O Brasil não adotará medidas de restrição à importação de vinhos, como pretendiam os produtores brasileiros.
Em contrapartida, o setor recebeu a garantia de maior exposição do produto nacional nas prateleiras de supermercados e importadores.
A possibilidade de barreira à importação foi descartada ontem com o anúncio do fim da investigação para aplicação de salvaguarda à produção nacional, iniciada em março pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Como a Folha antecipou, a equipe do Decom (Departamento de Defesa Comercial), que conduziu a investigação, não havia encontrado argumentos técnicos suficientes para a adoção da medida de proteção ao vinho brasileiro.
Havia a expectativa, no entanto, de uma decisão "política", que envolvesse um acordo entre os diferentes setores da indústria.
A saída honrosa para as vinícolas brasileiras foi acertada no Mdic na sexta-feira passada e formalizada pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), autor do pedido de salvaguarda, ontem.
A entidade anunciou um acordo com varejistas e importadores para estimular as vendas dos vinhos nacionais, ao mesmo tempo em que encaminhou formalmente ao Mdic o pedido de encerramento da investigação.
Com isso, o governo não precisará anunciar as conclusões da equipe do Decom.
O acordo prevê que varejistas e importadores brasileiros ampliem a exposição dos vinhos nacionais nas prateleiras dos supermercados e aumentem o número de promoções para estimular as vendas da bebida.

VENDAS EM DOBRO

A meta das vinícolas brasileiras é dobrar as vendas de vinhos finos nacionais até 2016, chegando a 40 milhões de litros por ano.
Com isso, os produtores brasileiros esperam alcançar uma participação de pelo menos 30% no mercado nacional.
A fatia da bebida brasileira hoje é de cerca de 20%, segundo o Ibravin.
Os produtores se comprometeram a manter o plano de investimento de R$ 200 milhões para os próximos quatro anos, anunciado inicialmente como contrapartida se a medida de salvaguarda fosse aplicada.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ICMS: GOVERNO DA BAHIA REDUZ PARA 3% A ALÍQUOTA DE BARES E RESTAURANTES


Atendendo ao pleito proposto em parceria pela FBHA - Federação de Hospedagem e Alimentação, Fecomércio-BA, CET-BA e Abrasel-BA, o governador Jaques Wagner assinou na última sexta-feira, 19 de outubro, decreto que reduz o ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de 4% para 3% para restaurantes, bares, lanchonetes e similares, em cerimônia na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.
“A exemplo de outros estados, acreditamos que a Bahia tem um grande potencial para desenvolver o turismo e esta iniciativa vai contribuir para a formalização, profissionalização e aumento da empregabilidade no setor”, aposta Alexandre Sampaio, presidente da FBHA.
De acordo com o governo da Bahia, para ter direito à redução da alíquota, o empresário deverá assinar um termo de acordo com o Estado, assegurando a integração das máquinas emissoras de transações via cartões de crédito e débito às emissoras de cupom fiscal - antes de emitir o boleto do cartão será impresso o cupom fiscal. Para os que não aderirem ao termo, será mantida a alíquota de 4%.

(Fonte : Business Travel Magazine)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

GASTROCHATICES


"Vim aqui procurando um sonho, e ele se transformou num pesadelo." Foi assim que Ruth Reichl, uma das mais respeitadas críticas de restaurante da história do "New York Times", descreveu uma das visitas que fez ao luxuoso restaurante Le Cirque, em Manhattan, nos anos 90.
Na ocasião, ela encarnou uma ex-professora e se disfarçou com uma peruca e um terninho Armani bege, resgatado de uma loja de velharias.
Primeiro, Reichl foi esquecida no bar. Quando finalmente pôde se sentar, foi levada a uma mesa nos fundos. Comeu bem, é verdade. Mas o serviço foi tão ruim que ela teve a noite "arruinada", diz.
Nesta edição, o "Comida" não se disfarçou para avaliar um lugar específico. Mas convidou cinco habitués de restaurantes para saber o que pode azedar uma refeição.
São eles: Alexandra Corvo, colunista de vinhos da Folha; Carlos Alberto Dória, sociólogo; Gisela Brandão, gerente de desenvolvimento de gastronomia do Senac-SP; Josimar Melo, crítico da Folha; e Rosa Moraes, diretora de hospitalidade e gastronomia da Laureate, uma das maiores redes de universidades do mundo. Contaram, a partir de suas experiências, quais são as situações mais irritantes.
Quem gosta de ter sua conversa interrompida por um profissional que vai à mesa completar o seu copo à exaustão? E ter de abanar as mãos para ser notado pelo garçom, que está distraído ou de papo com o colega no salão?
Para os entrevistados, o cliente precisa aprender a dizer "não" - não ao couvert que chega sem ser pedido, não à taxa de serviço quando você é mal atendido, não à reposição insistente de bebida. Pode ser o começo de um movimento que ajudará a educar clientes e restaurantes.

PROBLEMAS QUE AZEDAM A REFEIÇÃO

Muita coisa pode dar errado em um restaurante. Cinco frequentadores assíduos elencaram o que mais os incomoda em uma refeição fora de casa. A reportagem organizou as queixas nas categorias "à mesa", "com o vinho", "com o garçom", "no cardápio" e "com o valet".
O que mais irrita você? Conte experiências desagradáveis na página do "Comida" no Facebook (facebook.com/FolhaComida).
E fique atento: quando se sentir lesado, procure um órgão de defesa do consumidor. Às vezes, o que parece preciosismo do cliente pode ser, na verdade, a reivindicação de um direito previsto em lei. Confira na página ao lado.

À MESA

Lixar ou limpar?

A opinião é unânime: guardanapo sintético - aquele mesmo, que espalha a sujeira na sua boca em vez de limpá-la- é um desastre. O de papel também não é lá muito bem quisto. "Os dois são ruins, não absorvem a sujeira", diz Carlos Alberto Dória.

Pintou sujeira

Não adianta tudo correr perfeitamente bem se a toalha de mesa do restaurante estiver suja ou manchada. "Se o lugar não consegue seguir um padrão de limpeza, é melhor não ter toalha e apostar num joguinho americano bacana", diz Rosa Moraes.

A vida dos outros

Para quem gosta de saber detalhes íntimos da vida dos outros, mesas muito próximas podem ser um prato cheio! Não para Gisela Brandão, que se queixa: "Tem mesas tão grudadas que você quase vê a mensagem que a pessoa do lado está mandando pelo celular".

COM O VINHO

Tim-tim salgado

A taxa de rolha cobrada de quem leva seu próprio vinho ao restaurante já irrita muita gente. O serviço cobrado em cima dela, então, irrita muito mais. Quando isso acontece com Alexandra Corvo, ela diz que não volta nunca mais ao lugar. Segundo a Associação Nacional de Restaurantes, essa taxa é uma remuneração pelos materiais oferecidos, como taças. Já a taxa de serviço "vai diretamente para os funcionários e, portanto, não é considerada uma sobretaxa".

Tim-tim apressado

É comum ver a carta de vinhos sendo entregue antes do cardápio. Não faz sentido, já que o ideal é que o cliente primeiro escolha o que vai comer para depois pedir o vinho mais indicado para aquela refeição.

COM O GARÇOM

Papo-cabeça

Virou moda os garçons explicarem tecnicamente os pratos. Para Carlos Alberto Dória, um discurso que pode deixar os clientes ainda mais confusos: "'Essa carne foi feita em baixa temperatura'. Mas o que é baixa temperatura?"

Matraca

Só tem um problema maior do que um garçom que não sabe responder: o garçom que fala de mais.

Goela abaixo

O garçom deve ter cuidado triplo na hora de oferecer o couvert. A primeira regra é não colocá-lo na mesa sem antes perguntar se o cliente quer. Para completar, o cardápio deve informar o preço do couvert e deixar claro se esse valor será cobrado por pessoa ou por mesa.

Beber, beber, beber

Ficar com a taça vazia durante a refeição não dá. Mas isso não quer dizer que o garçom ou o sommelier precisam enchê-la a cada gole tomado. Para Alexandra Corvo, o atendente que faz isso quer esvaziar logo a garrafa para vender outra.

Tchauzinho no ar

"Irrita muito ter de abanar a mão para pedir alguma coisa ao garçom", diz Rosa Moares. Alexandra Corvo não gosta de demora no serviço. "Assim que você se senta, alguém precisa te oferecer algo. Não pode ficar aquele vazio na mesa, com você largado lá."

NO CARDÁPIO

Gramática

Para Josimar Melo, existem três línguas: a falada, a escrita e a língua dos cardápios. "Eles sempre têm erro", diz. Em especial, os que trazem nomes de pratos em italiano. Como nhoque, que em italiano é grafado "gnocchi", mas surge como "nhochi". "Dá vontade de rir", completa.

Surpresa

Cardápio precisa informar o preço. Se a sugestão do dia não estiver no cardápio regular, o garçom deve informar o preço. O mesmo deve acontecer com a carta de vinhos. A dica dos nossos entrevistados é: nunca peça nada sem que antes o atendente diga quanto custa.

Taxa

Há lugares que cobram mais que os habituais 10% de taxa de serviço. A Associação Nacional de Restaurantes diz que o "valor deve ser avaliado pelo estabelecimento de acordo com o que acha justo ao serviço que oferece".

Tamanho 'GG'

Alguns restaurantes têm pratos enormes, que serviriam duas, três pessoas, mas se recusam a dividi-los. Josimar Melo lembra que existem, ainda, aqueles restaurantes que não servem pratos individuais. "E se eu estiver sozinho? E se eu quiser carne, e a pessoa que estiver comigo quiser peixe?"

COM O VALET

Sem manobra

Em tempos em que se faz tudo com cartão de débito ou crédito, os restaurantes deveriam incluir a taxa cobrada pelo serviço de manobrista na conta. Isso sem falar dos preços nas nuvens. Em São Paulo, esse valor pode chegar a R$ 25, segundo último levantamento deste mês do Datafolha, com base em 1.268 estabelecimentos. Há também problemas com a demora e com o fato de muitos valets deixarem seu carro estacionado... na rua.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

BARREIRA A VINHO ESTRANGEIRO PODE SER NEGADA PELO GOVERNO


O pedido dos produtores de vinho para que o Brasil adote medidas de proteção à produção brasileira, feito por empresários do setor ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), corre o risco de ser negado pelo governo.
Segundo a Folha apurou, a equipe técnica do ministério não encontrou argumentos técnicos suficientes para a aplicação da medida de salvaguarda.
A medida, prevista pela OMC (Organização Mundial do Comércio), pode ser aplicada com a criação de um limite de importação ou pelo aumento do imposto sobre o produto estrangeiro.
A investigação começou em março. A avaliação até o momento é de que não há base para a implantação de defesa comercial. Mas a decisão pode ser "política", afirmou uma fonte do ministério.
O diretor do Decom (Departamento de Defesa Comercial), Felipe Hees, que conduziu o caso, confirmou que a investigação está concluída, mas não quis comentar o parecer final.

MEDIDA FORTE

A salvaguarda é a medida mais forte que um país pode tomar, já que não se trata de uma reação a práticas comerciais ilegais de outros países, como ações antidumping.
Ao aplicá-la, o país decide proteger um setor com baixa competitividade, na esperança de que ele se desenvolva durante o período em que as regras de defesa valerão.
O consumo de vinho pelo brasileiro aumentou 34% de 2006 a 2011. Embora as vendas do produto nacional também tenham crescido no período, o avanço não foi igual ao da bebida estrangeira.
"Estamos tendo grande prejuízo", afirma Henrique Benedetti, presidente da Uvibra (União Brasileira da Vitivinicultura).
O parecer do Decom serve de base para a decisão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão que reúne nove ministros e tem a palavra final sobre a adoção de medidas de defesa comercial.
A discussão acontece no momento em que o país é criticado pelo aumento de medidas protecionistas.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo / imagem divulgação)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SETOR DE ALIMENTAÇÃO PODERÁ SER CONTEMPLADO NO PLANO BRASIL MAIOR


O setor de alimentação nacional poderá ser o próximo contemplado pelo Plano Brasil Maior, política econômica, industrial, tecnológica e de comércio exterior do governo Dilma Rousseff. A inserção dos bares, restaurantes e similares no Plano foi levantada durante a cerimônia de comemoração do Dia Mundial do Turismo pela FBHA ─ Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, através de Alexandre Sampaio, presidente da entidade, à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman.
A entidade sugere que os estabelecimentos cadastrados em lucro real ou presumido paguem um percentual de 1% sobre o faturamento da casa, ao invés de 20% de contribuição previdenciária patronal sobre a folha salarial. Segundo Alexandre Sampaio, “A sugestão foi muito bem recebida pela ministra, que tem reconhecido o peso do turismo e da alimentação na economia nacional. A desoneração é fundamental para que o setor continue crescendo e se fortalecendo”, comemorou.
Com esta desoneração, a entidade acredita que haverá um aumento da arrecadação tributária, da empregabilidade, da qualificação e do incremento na remuneração dos trabalhadores. “Nosso segmento tem papel fundamental não só como um dos maiores empregadores em nível nacional, mas também como serviço essencial no receptivo turístico. A gastronomia precisa estar preparada para, nos próximos anos, com o Brasil em evidência e a realização dos mega eventos esportivos, receber com qualidade e eficiência”, concluiu o presidente da FBHA

(Fonte : Revista Hotéis / imagem divulgação)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BEBIDA PARA MAIORES


O presidente da Ambev, João Castro Neves, vai visitar bares, restaurantes e supermercados de São Paulo nesta semana em razão de uma campanha anual pelo consumo responsável.
A ideia é sensibilizar os donos de estabelecimentos a não vender bebidas alcoólicas a menores.
A ação recebeu 35% a mais de investimentos neste ano, na comparação com 2011.
Haverá a doação de 2.000 bafômetros para Paraná e Pernambuco.
Os equipamentos se somarão aos 90 mil aparelhos entregues pela empresa de bebidas ao governo de diversos Estados nos últimos anos.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

GORJETAS VÃO FICAR FORA DO CÁLCULO DO ICMS EM BARES E RESTAURANTES DO RIO


O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou segunda-feira que vai aderir à regulamentação do convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), retirando a gorjeta dos trabalhadores de bares, restaurantes e similares do cálculo do ICMS. Com a iniciativa, um pleito levantado pela FBHA - Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, o estado passa a aderir ao Confaz no setor alimentação fora do lar, seguindo o exemplo de São Paulo, Distrito Federal e Espírito Santo. “A medida vai beneficiar a todos, empresários e trabalhadores, garantindo o repasse da taxa de serviço aos funcionários”, comemorou Alexandre Sampaio, presidente da FBHA.
Além da adesão ao convênio, que aprova a exclusão da cobrança de ICMS sobre todas as gorjetas arrecadadas em estabelecimentos do estado do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral e o SindRio – Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes assinaram a prorrogação do Decreto nº 42.772, que substitui o sistema comum de tributação de 4% pelo regime de 2% para empresas do segmento de alimentação e bebidas. No primeiro ano de operação do regime, a formalização do setor cresceu, a receita com impostos aumentou e três mil novos postos de trabalho foram gerados.
As empresas do setor de alimentação representam hoje 2,4% do PIB brasileiro e 35% do PIB do turismo. Apesar da recente queda na projeção de aumento do PIB de 2012 pelo Ministério da Fazenda, as perspectivas são de que o mercado de alimentação fora do lar cresça mais de seis vezes acima do PIB brasileiro este ano. Até 2016, está prevista a criação de 100 mil vagas no setor. A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação continua pleiteando a adesão ao Confaz nos demais estados do país.

Mais informações: www.fbha.com.br

(Fonte : Business Travel Magazine)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

COM NOVA LEI, RESTAURANTE DE SP CRIA CADASTRO PARA CLIENTE QUE PEDIR BEBIDA ALCOÓLICA


O cliente chama o garçom e, para acompanhar o prato principal, pede um vinho. Antes de ser servido, recebe do constrangido funcionário um formulário onde tem que preencher o número do RG e a data de nascimento.
"Desculpem-nos! Mais uma exigência absurda do nosso Legislativo", diz a introdução do prospecto, que termina pedindo que o freguês tenha "compreensão".
A cena acontece desde o início do mês no restaurante Zeffiro, na rua Frei Caneca, região central de São Paulo.
O formulário foi elaborado pela dona, a juíza aposentada Vera Lúcia Lorenzi Damaso, 56, para atender à lei antiálcool, que pune com multa de até R$ 87,2 mil comerciantes que vendem bebida alcoólica para menores.
Vera diz que passou a pedir RG a todos os clientes que pedem bebida alcoólica, mesmo os de cabelos brancos e claramente maiores de idade, após, segundo ela, ter sido orientada por dois fiscais da Secretaria de Estado da Saúde.
"Há cerca de um mês os fiscais vieram nos orientar, afirmando que tínhamos que pedir o documento e provar a eles que pedimos o RG antes. Nos deram um folheto orientando a usar pulseiras ou cadastros. Optamos pelo menos ridículo, que foi o cadastro."
Um folder na página da lei diz que o estabelecimento pode usar formas de controle, como pulseiras e cadastro.
A pasta nega que os fiscais tenham dado a orientação.
Os clientes, se não ficam irritados, se surpreendem ou riem. "Entendi os motivos porque o garçom e a proprietária vieram explicar, mas achei absurdo, aos 71 anos, ter que apresentar a identidade para pedir um vinho", disse o corretor de seguros Celso Miralla.
No mês passado, funcionários do Pão de Açúcar passaram a pedir o RG a todos os clientes. A rede mudou o procedimento após o governador Geraldo Alckmin dizer que só é necessário pedir a quem aparentar ter menos de 25 anos.
Uma resolução para esclarecer dúvidas está sendo elaborada, segundo o governo.
A secretaria afirmou que não há exigência para que restaurantes anotem os dados dos clientes.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo / imagem divulgação)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

COBRANÇA DE “COUVERT” ARTÍSTICO AINDA DIVIDE MÚSICOS E EMPRESÁRIOS


Artistas e empresários estão dispostos a negociar uma proposta de consenso para a cobrança de couvert artístico em bares e restaurantes que ofereçam música ao vivo. Isso ficou demonstrado em audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quinta-feira (9), sobre projeto de lei da Câmara (PLC 246/2009) que define regras para fixação dessa taxa e seu repasse aos músicos.
- É preciso que o empresário tome conhecimento do valor que a música representa. Se uma parte tem mais a ceder é a de donos de bares e restaurantes. O músico é o elo mais fraco da corrente – comentou Jorge Luiz Ferreira, representante da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação.
Empresário do ramo há mais de 25 anos, Jorge Ferreira disse ter recebido mais de 70 mil músicos em seus estabelecimentos em Brasília. Segundo comentou, a remuneração desses profissionais pode ser feita por cachê ou couvert artístico.
Nesta última hipótese, Jorge Ferreira defende o repasse máximo ao músico de 80% do couvert arrecadado. Os outros 20% ajudariam a cobrir despesas com operador de som, direitos autorais e divulgação.
O percussionista Anjo Caldas, do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, avançou um pouco mais e reivindicou repasse mínimo de 90% do couvert artístico para o músico. Ele observou que, muitas vezes, o músico tem que levar seu próprio equipamento, como amplificadores e microfone, para o estabelecimento onde se apresenta.
- O músico não consegue ter controle do couvert e fica à mercê da boa fé do empresário, acreditando que o valor repassado foi realmente o arrecadado. O músico não acha que o empresário é desonesto. O problema é que nós não temos esse controle, e é preciso viabilizar isso – argumentou Anjo Caldas.
A discussão sobre o couvert artístico não pode deixar de fora o consumidor, avaliou o presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e similares do Estado de São Paulo, Nelson de Abreu Pinto.
- Somos solidários às questões sociais colocadas pelo projeto, mas não dá para ver só o lado do músico. É preciso analisar também a situação da empresa e ouvir entidades de proteção do consumidor – declarou Nelson Pinto.
O empresário entregou parecer jurídico sobre o PLC 246/2009 à senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora da proposta, e sugeriu a oferta de incentivos fiscais ao setor para estimular a contratação de músicos, bem como o envolvimento das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na discussão da matéria.

(Fonte & imagem : Agência Senado de Notícias)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

AMBEV VÊ ALTA DE 4,5% EM PREÇO DE CERVEJA POR IMPOSTOS


A alta de impostos para o setor de bebidas no Brasil pode resultar em um aumento de até 4,5% nos preços de cervejas e de até 9% no segmento de não-alcoólicos da Ambev.
"Será um repasse para o consumidor, não teremos incremento de receita", afirmou nesta terça-feira o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da empresa, Nelson Jamel.
Ele detalhou que o repasse nos preços da cerveja poderá ficar entre 4% e 4,5%. No caso dos não-alcoólicos, o aumento deve ser de 8% a 9%.
Em maio, o governo reajustou os valores de cerveja, refrigerante, água e isotônicos sobre os quais incide a cobrança dos tributos federais PIS, Pasep, Cofins e IPI. A nova tabela entra em vigor a partir de 1º de outubro, com o repasse sendo realizado ao longo do quarto trimestre.
A Ambev informou nesta terça-feira que, devido a este reajuste, poderá revisar os investimentos planejados para o Brasil em 2012. A previsão atual para este ano é de aporte de R$ 2,5 bilhões.
Até o momento, a companhia não considera nenhum cancelamento ou adiamento dos investimentos previstos.
Jamel afirmou ainda que a Ambev inaugurou duas novas linhas de produção no país - em Pernambuco e no Ceará - no primeiro semestre e que outras seis estão previstas até o final do ano. "Elas estão bem diluídas em todas as regiões do Brasil", disse ele a jornalistas.

(Fonte : Reuters)

terça-feira, 31 de julho de 2012

DUPLA REFEIÇÃO



O Spoleto e a Domino's Pizza lançam uma unidade que une as duas marcas no mesmo espaço e é a primeira de rua em São Paulo, no bairro Vila Olímpia.
As duas redes pertencem ao grupo Trigo.
A marca Spoleto também abre sua primeira unidade em Boa Vista, em Roraima.
Com a inauguração, a companhia, que tem 310 restaurantes, sendo 28 no exterior, só não estará presente no Brasil no Estado de Sergipe.
Neste ano, a rede pretende inaugurar mais duas unidades na região Norte, que hoje responde por cerca de 10% da rede de alimentação.
A Domino's Pizza tem unidades em São Paulo, Brasília, Curitiba, Fortaleza e outros.

(Fonte : Col. Mercado / Jornal Folha de S. Paulo)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

TRIBUTAÇÃO REDUZ PLANO DE INVESTIMENTO EM BEBIDAS



Os planos para novos investimentos da indústria de alimentos e bebidas anunciados ao longo do primeiro semestre somaram R$ 8,1 bilhões, um terço menos do que o anunciado no mesmo período de 2011 (R$ 12,1 bilhões), revela levantamento do setor.
A contração de investimentos tem sido observada em diversos setores da economia, refletindo o baixo crescimento do país e a incerteza gerada pela crise externa.
Em alimentos e bebidas, a queda se deve também à alta de tributos, diz a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).
O levantamento da associação mostra que a intenção de investimentos caiu 40,2% no segmento de bebidas no primeiro semestre, enquanto os planos para investir em alimentos recuaram 27,6%.
O governo indicou em abril que elevaria impostos sobre várias bebidas para compensar desonerações em outros setores, como móveis e eletrodomésticos, com o objetivo de estimular a economia. Em maio, o aumento dos tributos foi confirmado para outubro.
Segundo cálculos do setor, o aumento da carga tributária, da ordem de 27% para cervejas e 10% para refrigerantes, é o maior da história.
"O imposto maior reduz o retorno do investimento", diz Edmundo Klotz, da Abia.
Dados da Abia também mostram desaceleração do setor neste ano (veja quadro ao lado). Esses números, porém, indicam um desempenho melhor do que os sugeridos pelo IBGE, que aponta estagnação da indústria de alimentos em 12 meses e alta de 1,5% na produção de bebidas.
Associações de segmentos que, segundo o IBGE, têm queda dizem que a demanda por alimentos continua forte.
Representantes das indústrias de frango e leite dizem que a alta dos custos com insumos e mão de obra é que está afetando a produção.


SETOR VIROU O MAIOR DA INDÚSTRIA


Para chegar ao topo, o setor alimentício ultrapassou em 2010 a indústria de derivados de petróleo e biocombustíveis (gasolina, diesel e álcool) e o segmento automotivo. O crescimento mais acelerado nessa área deveu-se principalmente ao fato de que esse é um negócio voltado principalmente para o mercado interno.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

NOVO TALÃO


No primeiro dia em vigor da nova lei que obriga que todos os valets paulistanos usem um cupom oficial da prefeitura, a maioria deles ainda estava irregular.
A Folha fez uma ronda na hora do almoço de domingo por quatro bairros badalados - Vila Madalena, Itaim Bibi e Jardins, na zona oeste, e Moema, na sul- e constatou que, de 19 restaurantes com valets, apenas dois já tinham o talão.
O cupom indica que o serviço é prestado por uma empresa cadastrada e regular e que pagou o ISS (Imposto Sobre Serviço) à prefeitura.
O cliente fica com uma parte, que serve como documento de identificação do valet -importante quando precisar fazer uma reclamação- e com o qual pode se beneficiar dos reembolsos do programa Nota Fiscal Paulistana.
A partir de hoje, a Secretaria de Finanças fará fiscalizações diárias pelos 900 serviços cadastrados. Se constatar que ele está sem talão, tanto o valet quanto o restaurante ou bar podem ser multados em R$ 639 por veículo.
Se vir que, além disso, o valet não tem um lugar fechado para estacionar os carros, a pasta notificará a subprefeitura para aplicar outra multa, por descumprir esta outra norma, vigente desde 2004.
Na Vila Madalena, os funcionários do valet Posto Bola 9, que atua em vários bares, mostravam o novo cupom como troféu para os motoristas: "Só nós que temos isso aqui!".
Dos 17 valets que estavam sem o talonário, 15 disseram que já fizeram o pedido na prefeitura, mas que ele ainda não ficou pronto.
Alguns mostraram o comprovante à Folha, como o Ka-kau Park, que atua nos restaurantes Ecco, Starbucks, Trindade e Lanchonete da Cidade, no Itaim Bibi. Ele solicitou 3.500 cupons em 14 de junho e pagou o ISS no dia seguinte.
Segundo a secretaria, os cupons levam 14 dias para ficarem prontos, mas cabe ao dono do valet fazer a retirada dos impressos. A pasta diz ainda que eles tiveram um mês para solicitar e foram informados do prazo de impressão.
O comprovante do pedido não vai impedir os estabelecimentos de serem multados, portanto.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CINCO REDES DE ALIMENTOS DOS EUA QUEREM TRAZER FRANQUIAS AO PAÍS



Cinco redes americanas de alimentação, donas de nove marcas, planejam se instalar no Brasil ainda neste ano.
A expectativa é gerar negócios da ordem de R$ 100 milhões na primeira fase de operação, segundo especialistas do setor de franquias.
Com apoio do Consulado dos Estados Unidos no Brasil, as parcerias com empreendedores brasileiros devem ser fechadas na feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), marcada para o período de 13 a 16 deste mês, em São Paulo.
As redes interessadas em se instalar no país são:

Dairy Queen (cardápio variado), que hoje tem 6.000 lojas no mundo; Bufallo Wings e Wing Zone (ambas de asinhas de frango temperadas); Garret Popcorn (rede instalada em cinco países que vende pipocas gourmet) e Focus Brand, com mais de 3.000 lojas e diversas marcas -Auntie Anne's Pretzels, Carvel, Cinnabon, Schlotzsky's e Moe's Southwest Grill.
"Com a melhora na renda do brasileiro e a proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada, os investidores estão de olho no Brasil", diz Brian Brisson, ministro-conselheiro para assuntos comerciais do consulado.
O segmento de franquias cresceu 16,9% no país no ano passado e faturou R$ 88,8 bilhões, segundo dados da ABF com base em 2.031 marcas de franquias. Para este ano, a previsão é de expansão de cerca de 15%.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

AMBEV INVESTE EM AMPLIAÇÃO DE FÁBRICA E EM MALTARIA DO RS


A Ambev está com novos investimentos no Rio Grande do Sul. Depois de ter aberto um centro de distribuição no Estado, em abril, a companhia vai investir R$ 85 milhões na ampliação da fábrica de Sapucaia do Sul.
Nessa unidade, serão realizadas obras para expandir em 40% a fabricação de refrigerantes. A planta receberá uma nova linha para embalagens PET, que poderá envasar 43 mil garrafas por hora.
No primeiro trimestre de 2012, o volume de refrigerantes vendidos pela Ambev cresceu 5,8% ante o mesmo período do ano passado.
A menina dos olhos da empresa no Estado, porém, é a maltaria de Passo Fundo, que será inaugurada no segundo semestre, provavelmente entre agosto e setembro, segundo João Castro Neves, presidente da companhia.
De início, a unidade que transforma cevada em malte terá capacidade de produzir 110 mil toneladas por ano. Até agora, foram investidos R$ 100 milhões na planta. Nos próximos dois anos, serão mais R$ 100 milhões.
"Para nós, a maltaria é muito importante porque estamos aumentando a transformação de cevada em malte aqui no Brasil. Há 15 ou 20 anos, quase toda a cevada maltada era importada e hoje estamos entre 30% e 40%."

(Fonte : Col. Mercado Aberto)

COMIDA DI BUTECO ESTREIA EM SÃO PAULO COM 50 BARES NO CIRCUITO


O primeiro e maior concurso de gastronomia de botecos do Brasil estreia em São Paulo em 2012 com 50 bares no circuito
De 1º de junho a 1º de julho, o público poderá percorrer as casas selecionadas para representar o cenário da culinária de raiz na capital paulista. Além de experimentar e comparar os tira-gostos concorrentes, os botequeiros são convidados a votar e, junto com o júri oficial, eleger o Melhor Boteco do ano.
A escolha dos botecos foi feita pela organização do concurso, representada pelo gastrônomo Eduardo Maya. Depois de uma pesquisa de campo que resultou em mais de 200 visitas, foram convidados dez bares de cada região da capital (Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro). A seleção oficial inclui representantes com influências gastronômicas de diferentes países e regiões brasileiras, como italianos, japoneses, alemães, portugueses, nordestinos, mineiros, entre outros.
De acordo com Eduardo Maya, idealizador do Comida di Buteco, a escolha dos bares foi um processo trabalhoso, mas gratificante. “Foi difícil, mas fizemos um trabalho de guerra. São Paulo é uma colcha de retalhos gastronômica. Nossa pesquisa foi muito rica e mostra como o paulistano encara os botecos. Tem ‘botecão’ simples e tradicional, tem bar arrumadinho e todo tipo de influência cultural. Fizemos questão de respeitar essa diversidade”, explica.
Critérios

Os bares participantes do Comida di Buteco são avaliados em vários quesitos. Qualidade do cardápio, atendimento, temperatura da bebida e higiene do local são levados em conta. Mas um dos critérios mais emblemáticos do Comida di Buteco é o envolvimento direto do proprietário no negócio. “Nós buscamos botecos com alma”, resume Maya. Estabelecimentos que não se encaixam nesse perfil não participam.

Dinâmica

Em 2012, o Comida di Buteco foi realizado em duas etapas. As 15 cidades que já faziam parte do circuito nacional deram partida no concurso em 13 de abril: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Campinas (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Ipatinga (MG), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Montes Claros (MG), Poços de Caldas (MG), Ribeirão Preto (SP), Rio Preto (SP), Salvador (BA) e Uberlândia (MG).
Em São Paulo (SP), na sua primeira edição, o Comida di Buteco acontece em data especial: de 1º de junho a 1º de julho. Outra particularidade em relação à metrópole é que os bares não precisaram criar um tira-gosto inédito, como acontece nos outros locais. Alguns escolheram petiscos que fazem sucesso entre a clientela, outros optaram por desenvolver receitas novas.
Para eleger os melhores botecos paulistanos, o público e um corpo de 50 jurados percorrem os concorrentes e avaliam com notas de 0 a 10 o tira-gosto, a higiene do local, o atendimento e a temperatura da bebida. O peso do júri e do público é de 50% cada.

Premiação

Em São Paulo, os vencedores serão anunciados na Festa da Premiação, evento fechado para convidados e imprensa no Mercado Municipal previsto para meados de julho. A apuração dos votos ficará sob responsabilidade da Vox Populi.
Todos os botecos recebem um registro de participação no concurso e os cinco primeiros colocados são premiados com troféus, além do título de melhor boteco da cidade. Os dez últimos da lista são desclassificados e ficam de fora da edição seguinte, para permitir uma rotatividade entre os participantes.
Além da premiação oficial, os donos dos bares com melhor classificação concorrem a prêmios oferecidos pelos patrocinadores do Comida di Buteco. A marca Hellmann’s premia três concorrentes que utilizarem maionese espontaneamente em seus petiscos e se classificarem entre os melhores do ranking. Os vencedores recebem a quantia de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil pelo primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.
A Pepsico, fabricante do Doritos, premia com R$ 5 mil o vencedor do Desafio Doritos, uma eleição paralela de um segundo tira-gosto que precisa ter o salgadinho na receita. A adesão dos botecos ao Desafio é espontânea e a escolha do melhor petisco é feita pelo júri do Comida di Buteco.
A primeira edição do Comida di Buteco em São Paulo conta com o patrocínio da Hellmann’s, Pepsico, Orloff e Azeite Gallo; promoção da Globo São Paulo; apoio do Sebrae-SP, Divirta-se/Estado de S. Paulo, Estácio, São Geraldo/Gontijo, Philip Morris e Abrasel; Apuração: Vox Populi.

Histórico

O Comida di Buteco foi criado em Belo Horizonte no ano 2000. Desde então, tem se destacado pela valorização da culinária de raiz, capacidade de atrair turistas de vários lugares do país e exterior, além de geração de empregos e fomento à sustentabilidade dos estabelecimentos que participam do concurso. Em 2011, o evento atraiu um público total de 2,3 milhões de pessoas, sendo pelo menos 27 mil turistas. Os 329 botecos participantes venderam mais de 260 mil tira-gostos concorrentes e contabilizaram mais de 320 mil votos. Com a entrada da maior cidade brasileira no circuito este ano, a expectativa é que as estatísticas cresçam significativamente.

Comida di Buteco São Paulo 2012, de 1º de junho a 1º de julho
Informações : www.comidadibuteco.com.br

(Fonte : Portal Fator Brasil)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

EXCESSO DE REGRAS DIFICULTA A ABERTURA DE RESTAURANTES



De cada 10 bares e restaurantes na cidade de São Paulo e no país, 8 não têm alvará definitivo de funcionamento.
A dificuldade para cumprir todas as exigências burocráticas para adequar o imóvel a leis de uso e ocupação do solo e a regras de segurança contribui para que os estabelecimentos funcionem de forma irregular.
A demora para obter o alvará definitivo de funcionamento tem sido de até cinco anos, segundo associações de empresários do setor e donos de 25 restaurantes.
A legislação previa que o documento definitivo fosse emitido em 60 dias. Em São Paulo, lei municipal sancionada em dezembro criou o "alvará provisório" para diminuir a burocracia e facilitar o processo para que os comerciantes consigam regularizar os imóveis.
"Há casos em que o restaurante abre, fecha e o alvará ainda não saiu. Essa insegurança jurídica prejudica o setor", diz Edson Pinto, diretor de relações governamentais da Abresi (associação das entidades e empresas de gastronomia, hospedagem e turismo) e da federação e da confederação do setor

(Fonte : Ag. de Notícias Jornal Floripa)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

BAR INSPIRADO NA LEI SECA SE ESCONDE NO LOWER EAST SIDE


Pode acreditar. Vá à rua Norfolk, 102, entre a Delancey e a Rivington, no Lower East Side (Nova Iorque). Abra o portãozinho, desça as escadas e atravesse um corredor escuro. Não há placas. No fundo, está uma porta. O local é o Back Room, um bar "secreto".
Tem mais. A arquitetura e a decoração são charmosas, com sofás e todo o mobiliário, lustres e demais acessórios inspirados na década de 1920, época da Lei Seca nos Estados Unidos.
Tem mais. Quer um chope? Ele é servido em uma caneca de porcelana. Um drinque ou um destilado? São vendidos em xícaras brancas de chá. Uma long neck ou uma lata de cerveja?
Consuma-a envolta em um saquinho de papel. Tudo para manter o clima dos tempos em que era proibido comercializar qualquer tipo de bebida alcoólica no país.
Tem mais. No fundo do salão, note uma prateleira com livros. Se você empurrá-la, ela facilmente dará acesso a outro ambiente. Seria o "secreto" dentro do "secreto" -claro, você não será o único a saber desse "segredo" por lá.
Ok, a linha entre o interessante e o exagerado é tênue, mas junte ao cenário inusitado uma trilha sonora que passa por Bob Dylan, The Cure e Rolling Stones e vá conferir.

BOLO, VINIL E SHOW

Na entrada, o Cake Shop (www.cake-shop.com ) é um misto de bar, loja e doceria, com pedaços de bolo -que têm nomes de bandas locais-, vinis e livros à venda.
No corredor adiante ficam as mesas -seu pedido deve ser retirado no balcão. O clima no fim da tarde e pela noite é na linha "pé-sujo-rock-n-roll", com happy hour (pague um, leve dois) das 17h às 20h.
Lá pelas 22h, o acesso ao subsolo é aberto, com entrada por volta de US$ 10 (R$ 19). O pequeno palco recebe apresentações de bandinhas independentes -peça para conferir o som antes de descer, pois a surpresa pode não ser boa- e DJ.

(Fonte : Folha Online / imagem divulgação)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

REDES EXPORTAM CHURRASCO E MACARRÃO


Nos próximos três anos, a rede de churrascarias Fogo de Chão pretende abrir de 10 a 12 unidades nos Estados Unidos, em cidades como Boston e Nova York.
No Brasil, os planos são mais modestos: a previsão é inaugurar apenas três lojas nesse período.
A opção pelo mercado americano reflete uma estratégia particular do grupo, que busca cidades com mais de 2,5 milhões de pessoas para instalar suas churrascarias.
Mas não só. A exemplo da Fogo de Chão, grupos como Giraffas e Trigo, dono do Spoleto, estão acelerando seus planos de internacionalização, numa demonstração de apetite das redes por consumidores de outros países.
A queda nos preços do aluguel dos imóveis comerciais após a crise e a expectativa de vender para uma população com maior poder aquisitivo explicam a estratégia.
Fundada em 1979 por dois irmãos gaúchos -e vendida integralmente em 2011 para o fundo de investimentos GP-, a Fogo de Chão já tem 18 unidades nos Estados Unidos, ante sete no Brasil.
"Identificamos 52 cidades com potencial para receber um de nossos restaurantes; somente três no Brasil", diz o paranaense Jandir Dalberto, um ex-passador de carne que hoje é presidente da rede.
Com 360 lojas no Brasil, a Giraffas abriu sua primeira loja internacional em Miami, na região nobre de Bal Harbour, em julho de 2011. Até o fim de 2013, serão 11 lojas.

INVESTIMENTO

O perfil das lojas teve de ser modificado para atender o consumidor americano.
Além de mais espaçosas, as lojas têm um modelo misto de atendimento, com pedidos no caixa, mas também garçons que servem à mesa. O cardápio também sofreu alterações -há ingredientes mais nobres em saladas e em massas, segundo a empresa.
O investimento em uma loja da rede nos Estados Unidos também é maior: de US$ 650 mil (R$ 1,24 milhão), ante US$ 355 mil (R$ 675 mil) em uma franquia no Brasil.
Segundo o presidente da subsidiária americana, João Barbosa, com um tíquete médio de US$ 12 a US$ 16 (de R$ 23 a R$ 30), a companhia não compete com redes como McDonald's e Burger King.
A fim de abrir as primeiras 11 unidades, a companhia levantou R$ 35,5 milhões com investidores brasileiros, alguns deles donos de lojas da rede no Brasil.
Para especialistas, a expansão internacional deve vir acompanhada de planejamento e estudo dos hábitos locais. "A escolha dos parceiros, sejam fornecedores, seja o próprio franqueado, é outro ponto crítico", diz Adir Ribeiro, da consultoria Praxis.
A rede Habib's, uma das maiores do país, teve de desistir de seus planos no México, após problemas com franqueados. Em 2006, a empresa fechou sua última loja no país -chegou a ter oito unidades mexicanas.

RESTAURANTES DO EXTERIOR ABREM LOJAS NO BRASIL

Enquanto redes nacionais se internacionalizam, o mercado local continua atraindo competidores.
A disputa por espaço nas praças de alimentação no Brasil promete continuar acirrada.
Somente as franquias desse setor faturaram R$ 17,4 bilhões no ano passado, 15% mais do que em 2010. Já são 481 redes em atuação - o dobro de cinco anos atrás.
O desempenho tem atraído o interesse de grupos estrangeiros. A rede Vapiano, que tem 106 restaurantes em mais de 40 países, chega ao Brasil em junho.
A primeira loja da rede, misto de bar e restaurante de culinária italiana, vai ser inaugurada em Ribeirão Preto (SP), com investimentos de R$ 3 milhões.
Misto de empório gourmet e restaurante italiano, a Eataly planeja sua expansão a partir do Brasil. A empresa confirmou à Folha que está procurando um ponto em São Paulo para abrir sua primeira loja fora dos EUA.

(Fonte : Jornal Folha de S.Paulo)