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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Olimpíada deixa legado para turismo de eventos e negócios no Rio




Localizado ao lado da Vila Olímpica e a cinco minutos do Núcleo do Parque Olímpico do Rio, o Riocentro – maior centro de convenções do Brasil – é palco de diversas competições olímpicas e paralímpicas. A estrutura do centro de convenções bem como o entorno passaram por obras de revitalização que ficarão entre um dos mais representativos legados para o turismo de eventos e negócios do país.  As adaptações levaram em conta o fato de o Riocentro ser palco de grandes acontecimentos internacionais chegando a receber, em média, 90 eventos por ano.

O espaço continuará a ser usado para a promoção de eventos após a Olimpíada. Entre as melhorias para receber modalidades como levantamento de peso, tênis de mesa, badminton e boxe, o Riocentro ganhou um novo pavilhão. O Ministério do Turismo aportou recursos financeiros da ordem de R$ 6,5 milhões na empresa Rio Centro S.A. equivalentes a 7,3 milhões de ações ordinárias ou a 9,24% do capital social da empresa. Segundo a Demanda Turística Internacional de 2015, da Pasta, 20,2% dos estrangeiros vieram ao país motivados por Negócios, Eventos e Convenções.

“O Turismo de Negócios e Eventos é um importante segmento no Brasil e o Ministério do Turismo trabalha para melhorar a infraestrutura de centros de convenção em todo o país com obras de ampliação e reforma, com o intuito de reforçar essa importante área do turismo nacional”, explicou o ministro interino do Turismo, Alberto Alves.

Apenas nos últimos anos, o Riocentro foi sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, em 2012, e do International Broadcast Centre (IBC), da Copa do Mundo de 2014. Por isso, a expectativa é que, após os jogos, o local se manterá como uma referência para a realização de eventos.



MELHORIAS - Por conta da instalação do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, foram feitas intervenções de requalificação urbana que incluíram adoção de padrões de acessibilidade, uso de iluminação eficiente, duplicação das avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende e implantação de corredor para tráfego do BRT.

Além disso, o legado da mobilidade foi ampliado com a construção dos terminais Olímpico (conexão dos BRTs Transolímpica e Transcarioca) e do Recreio. O Complexo Viário do Parque Olímpico integra o próprio parque, a Vila dos Atletas, o Parque dos Atletas e o Riocentro.



(Fonte : MTur com informações do Rio Media Center / Imagem divulgação)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Equipes de empresas recebem treinamento antiterror para os Jogos



No dia primeiro de julho, um casal estava junto ao Cristo Redentor. Não fotografava. Parecia analisar o local. Avaliava detalhes do pedestal e da trilha próxima. Tal atitude, pouco comum a um turista, chamou a atenção de uma pessoa que trabalha no Corcovado, que fotografou a dupla e encaminhou a imagem ao guarda municipal Marco Antônio do Carmo, líder operacional da GM no monumento. A foto, repassada por Marco a seus superiores, foi parar nas mãos de autoridades federais. Diretor de Inteligência da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania, o delegado William Murad tem conhecimento do fato, mas mantém o desfecho sob sigilo. A testemunha e o guarda não ficaram sabendo se o casal consta de alguma lista de procurados, mas estão certos de que seguiram à risca o que aprenderam num curso para identificar suspeitos de atos terroristas.

Uma grande “tropa” civil está sendo treinada por órgãos como Ministério da Justiça, Marinha (brasileira e americana), Exército, Polícia Federal, Secretaria de Segurança e unidades especializadas da PM, com o objetivo de multiplicar os olhos antiterror na Cidade Olímpica. Por meio de palestras, estágios e exercícios, empregados de concessionárias de serviços públicos, pontos turísticos e museus estão sendo capacitados para observar comportamentos e detectar possíveis sinais suspeitos. As cerca de 150 pessoas que trabalham no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, por exemplo, foram treinadas pela Marinha. No dia 18, será a vez do pessoal do Museu do Amanhã. Nos próximos dias, a Secretaria de Segurança lançará uma campanha em mídias digitais para alertar a população em geral, como informou o colunista Ancelmo Gois.

— Antes, quando eu encontrava um objeto deixado num canto, minha atitude era pegá-lo, guardar e ver se aparecia o dono. Agora, isolo o local com cones e fitas. Depois, fotografo o objeto e mando para a Guarda, que encaminha para o Centro de Operações da prefeitura, onde tem sempre alguém do Esquadrão Antibombas para avaliar o risco — ensina o guarda Marco.

Operadora de caixa do Café Cristóvão, no térreo do prédio do MAR, Laylla Santos também aprendeu a lição:

— Se eu achar uma bolsa ou uma mochila, não vou mexer. Pode ser simplesmente algo perdido. Mas, na dúvida, devemos chamar a segurança.

Hannah Drumond, gerente de comunicação do MAR, outra que acompanhou a palestra, diz que é preciso estar atento a tudo o que é anormal:

— Cheiros e líquidos podem ser indícios de arma química. É o caso do cheiro de grama cortada, de terra molhada ou de amêndoas, quando não há nada disso por perto. Uma garrafa com líquido vermelho colocada nos pilotis também serve de alerta. Uma pessoa que num dia de calor usa vários casacos, boné, rosto tapado, é mais um sinal.



MUSEU TERÁ PLANO DE EVACUAÇÃO



Além de treinar o seu pessoal, o MAR adotou medidas visando a garantir a segurança daqueles que forem ao museu nos Jogos — a expectativa é que duplique o número de visitantes, que é de 1.130 em média por dia. A lateral do museu terá um gradil para acomodar a fila de acesso. Haverá um único portão de entrada e saída, e todos passarão por detectores de metal. Bolsas deverão ser deixadas num dos 420 escaninhos do guarda-volume.

Já o treinamento da equipe do Museu do Amanhã incluirá até um plano de evacuação do prédio, conta o diretor-geral Ricardo Piquet:

— Além disso, a Marinha fará a vigilância da área externa do museu. Estão para chegar os oito detectores de metal que contratamos, que ficarão na entrada. A saída do público será feita só por trás, onde haverá oito catracas coletoras dos ingressos, quatro de cada lado. Assim, teremos o controle de quem ainda está no museu.

Como medida de segurança para a Olimpíada, a concessionária Trem do Corcovado também decidiu comprar dois portais com detectores de metal. A checagem acontecerá antes da entrada no trenzinho. Há seis meses, a empresa contratou ainda policiais do Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança), em segundo emprego, para reforçar o patrulhamento.

— Outra medida que estamos avaliando é trocar as mochilas dos visitantes por sacos plásticos. Eles colocariam seus pertences no saco e, na volta da visita, devolveríamos a mochila — conta Sávio Neves, diretor da concessionária.

—É preciso observar o comportamento de pessoas aparentemente nervosas e que, estando no Cristo, em vez de fotografar a estátua e a paisagem, focam em câmeras e portas — ensina um consultor de segurança das concessionárias Trem do Corcovado e Paineiras-Corcovado, que fez curso antiterrorismo no Comando Militar do Leste (CML) e tem ministrado palestras no Cristo para repassar os ensinamentos.



MONITORAMENTO NA ARQUIDIOCESE



Reitor do santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo informa que serão instaladas 20 câmaras no local. Uma central de monitoramento está sendo montada na Glória, na sede da Arquidiocese. O monumento e seus acessos serão monitorados pelas forças de segurança. Não ficarão de fora nem as trilhas, patrulhadas pelo Comando de Policiamento Ambiental. A Arquidiocese , no entanto, quer ampliar ainda mais o cinturão de segurança do Cristo, e está pedindo que as Forças Armadas e a Força Nacional ocupem a área.

Desde abril, também tem sido treinado o pessoal que trabalha na concessionária CCR Barcas. Eles participaram de cursos e exercícios com militares da Marinha brasileira, da Força de Operações Especiais da Marinha Americana (SEALs) e do Bope. Quinze PMs do Batalhão de Ações com Cães também fizeram uma simulação numa embarcação: no exercício, cães farejadores procuraram por drogas, armas e substâncias explosivas. Desde então, Adriana Silveira Vaz, uma das comandantes da Barca Corcovado, passou a observar ainda mais os passageiros no embarque e na travessia:

— Sempre que vemos um passageiro inquieto, chorando ou indo muito ao banheiro, acompanhamos.

Também já participaram de palestras e simulações equipes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), do VLT, da Rodoviária Novo Rio, da concessionária Porto Novo, da MetrôRio e da SuperVia. Na Novo Rio, câmeras de monitoramento estratégico foram ligadas ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Para os Jogos, o CICC vai dispor de mais de cinco mil câmeras (duas mil na Região Metropolitana, 1.500 em veículos da PM e duas mil que estão sendo colocadas em rotas e instalações olímpicas). Os atendentes do serviço 190 fizeram o treinamento, e, hoje, será a vez da equipe do Disque-Denúncia. Há palestras previstas ainda para profissionais de Cedae, Fetranspor, Light e Detro.

Segundo a MetrôRio, não só seus 400 agentes de segurança, mas todos os funcionários — de bilheteiros a profissionais de limpeza — receberam treinamento. A SuperVia diz que este ano mais de 700 pessoas, incluindo terceirizados, receberam treinamento com foco na percepção a ameaça terrorista e providências a serem adotadas em casos de ataque. No dia 16, está previsto um grande simulado na estação Deodoro, que reunirá Forças Armadas, polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A ação simulará um ato terrorista num trem, com explosão de bomba, feridos e reféns.



ATÉ LIXEIRAS REPRESENTAM PERIGO



Em meio à preocupação com a segurança durante a Olimpíada, sobrou até para as papeleiras espalhadas pela cidade: descartar o lixo em determinadas ruas será uma tarefa difícil durante o evento. Cerca de dez mil das 70 mil “laranjinhas” instaladas no Rio serão retiradas durante as competições de rua e reinstaladas pela Comlurb depois das provas. Além disso, lixeiras de maior capacidade podem ser deslocadas para ficar longe de aglomerações. A informação é do presidente da Comlurb, Luciano Moreira, que prepara uma operação de logística complicada para montar e desmontar as cestas no mesmo dia. A medida atende a uma orientação, dada no fim de junho, por autoridades da área de segurança, durante uma reunião de planejamento do evento.

A preocupação dos órgãos de segurança é que as papeleiras possam servir de esconderijo para explosivos, caso haja alguma tentativa de ato terrorista durante o evento. Papeleiras foram usadas, por exemplo, para esconder as duas bombas caseiras feitas com panelas de pressão, que explodiram no dia 15 de abril de 2013, durante a tradicional Maratona de Boston, nos EUA. O ataque deixou três mortos e 264 feridos, dos quais 17 tiveram membros amputados. As bombas foram escondidas perto da linha de chegada.



‘LOBOS SOLITÁRIOS’ SÃO MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO



A principal preocupação do Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo (CCPCT), do Ministério da Defesa, durante a Olimpíada do Rio, é com a ação dos chamados “lobos solitários”. Nesse tipo de ação, o simpatizante do terrorismo age sozinho, sem o apoio logístico de grupos radicais, o que dificulta as ações de prevenção e repressão. O CCPCT foi criado em janeiro de 2015 — dentro dos preparativos para o evento — e tem a participação das três Forças. Na semana passada, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) revelou, como mostrou O GLOBO no sábado, que já monitora pelo menos cem pessoas que teriam, segundo o órgão suspeita, potencial para cometer atos de violência durante o evento.

A maior parte dos suspeitos é de origem estrangeira e está em áreas de fronteira, como Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Todos eles demonstraram simpatia por ações patrocinadas pelo Estado Islâmico.

A Abin sabe, inclusive, que pessoas ligadas ao EI criaram um grupo para trocar mensagens em português, através do aplicativo “Telegram”. A comunidade, chamada Nashir Português, foi criada no dia 20 de maio deste ano . Uma das mensagens trocadas reproduz um discurso de Abu Muhammad al-Adnani, porta-voz do Estado Islâmico. A Abin observou que o uso de redes sociais é uma prática da entidade não apenas no Brasil como em outros países em todo mundo, principalmente para recrutar jovens.

O plano de prevenção que as autoridades federais desenvolveram prevê 25 cenários sobre como poderiam ser esses ataques terroristas e como combatê-los. Um desses cenários, tema de um treinamento de militares em Brasília há algumas semanas, por exemplo, estabelece como proceder no caso de ataques simultâneos em vários locais, como aqueles que provocaram 137 mortes (incluindo sete terroristas) em Paris, em novembro do ano passado. Ao todo, o Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo terá 1,1 mil militares no Rio durante o evento, incluindo atiradores de elite e “snipers”.



SINAIS DE ALERTA



Cheiro: Odores de amêndoas, terra molhada ou grama cortada podem indicar a presença de arma química.



Bolsas: Malas e outros objetos não devem ser tocados, especialmente aqueles que contêm manchas molhadas ou odores químicos, fios expostos e deixados em áreas restritas.


Comportamento: Ziguezaguear de um lugar para outro; fingir estar só; parecer estar evitando a polícia; resistir a cooperar com os procedimentos de segurança; estar confuso e desorientado; agir com muita arrogância e se concentrar em um ponto de interesse de forma diferente de um turista.



Suspeito: Usa roupas volumosas e incompatíveis com o clima; tem fios exposto sob a roupa (possivelmente através da manga); postura rígida (indica possível dispositivo explosivo ou arma); mãos apertadas (possível dispositivo de detonação); sudorese; parece focado e vigilante; mãos nos bolsos; não responde a saudação; com mochila ou sacola pesada.



(Fonte : Jornal O Globo / Imagem divulgação)

Suspeitos não conseguirão entrar no país por portos e aeroportos, diz Jungmann




O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou no ultimo dia 8 que nenhum suspeito de terrorismo conseguirá entrar no Brasil por portos e aeroportos sem ser monitorado. O país tem trabalhado com agências de inteligência estrangeiras e, segundo o ministro, terá o primeiro centro internacional de inteligência criado especialmente para os Jogos Olímpicos 2016.

"Não há possibilidade de algum suspeito terrorista utilizar portos e aeroportos para chegar ao Brasil sem que seja do nosso conhecimento. Evidentemente existem outras vias, mas elas também estão sendo monitoradas".

O ministro acompanhou a organização operacional da Brigada Paraquedista para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, no 26° Batalhão de Infantaria Paraquedista. A revista à tropa ocorreu na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro.

Jungmann também afirmou que o país será incansável em buscar e punir responsáveis por ações terroristas, caso elas ocorram.

"O Brasil é um país pacífico, mas não é um país desarmado. Sabe se defender e sabe contra-atacar. Se porventura algo vier a acontecer que não seja do nosso conhecimento, seremos incansáveis e implacáveis até encontrar e punir".

Ao todo, 2,4 mil militares e mais de 300 viaturas foram apresentadas ao ministro. Os paraquedistas atuarão como força de contingência nos Jogos, auxiliando as forças de segurança em caso de esgotamento de suas capacidades.

O Rio de Janeiro terá mais de 21 mil militares das Forças Armadas dedicados à segurança dos Jogos Olímpicos. O contingente deve diminuir para durante a Paralimpíada, com previsão de menor demanda por segurança pela participação de menos competidores e espectadores.

Inicialmente, estavam previstos 18 mil militares no Rio de Janeiro, mas um pedido do governador em exercício, Francisco Dornelles, ampliou o número e a área de atuação. Os militares devem patrulhar vias expressas, o Aeroporto do Galeão, sete estações ferroviárias e partes da orla.

Jungmann afirmou que os homens estão preparados para atuar no policiamento ostensivo, porque são os mesmos que atendem a pedidos dos governos estaduais nos últimos anos.

A ação terá início no dia 24, quando será aberta a Vila dos Atletas. No dia 15, todo o contingente já deve estar na cidade para participar do último ensaio geral de segurança, que se estende até o dia 22.

Para amanhã, estão previstos treinamentos militares em diversos pontos da cidade. O Exército fará um reconhecimento na inauguração da Transolímpica. A Marinha fará manobras na Praça Mauá, em Copacabana e no Aterro do Flamengo, e a Aeronáutica, nos arredores do aeroporto internacional.



(Fonte : Agência Brasil / Imagem divulgação)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

60 mil agentes farão segurança durante Rio 2016




A cidade do Rio terá a presença de 60 mil agentes fazendo a segurança do munícipio em agosto e setembro, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O efetivo foi destacado pelo secretário Estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, durante encontro com empresários e hoteleiros na XV edição do Fórum de Segurança, evento que tem como objetivo principal discutir a questão da segurança na Barra da Tijuca.

“A cidade do Rio de Janeiro está totalmente preparada para as Olimpíadas. São 60 mil agentes de segurança treinados e preparados. A Interpol hoje tem o nosso protocolo de Segurança como referência para grandes eventos no mundo. É um trabalho que o Rio merece e que precisa ser divulgado", declarou Beltrame.

O encontro marca a apresentação da nova Associação Comunitária Bairro Seguro (ACBS), uma entidade civil, sem fins lucrativos, que abrange a região da 31º Área Integrada de Segurança Pública (AISP). Integram a iniciativa a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ); o Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB); Barralerta; Acibarra; Acir Transoeste; Amar; CCBT; e o Conselho Comunitário de Segurança da 31º AISP. Entre os principais objetivos da ACBS, está o monitoramento da Barra da Tijuca e Recreio que prevê, através de uma central de controle que interliga as principais câmeras de segurança da área, identificar os pontos frágeis e compartilhar as informações estratégicas com o poder público.



(Fonte : Panrotas / Imagem divulgação)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Entidades definem diretrizes trabalhistas para Rio 2016




A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Ministério do Trabalho e sindicatos assinaram um termo com uma série de diretrizes trabalhistas visando a qualificação da mão de obra



Com objetivo de garantir transparência e boas condições de trabalho aos funcionários dos setores envolvidos nas Olimpíadas e Paralimpíada, que acontecem nos meses de agosto e setembro, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Ministério do Trabalho e sindicatos assinaram um termo com uma série de diretrizes trabalhistas visando a qualificação da mão de obra. Pelo termo, o recrutamento de trabalhadores e a disponibilização de vagas ligadas aos Jogos serão preferencialmente realizados pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE). Com isso, devem ser criados 15 mil postos de trabalho temporários.

A iniciativa também prevê que sejam criadas oportunidades para cursos de capacitação e para inclusão no mercado, capazes de transformar parte das ocupações temporárias, abertas no processo de preparação e realização dos Jogos, em oportunidades de emprego permanente e formal.

O presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, comemora a criação dessas vagas e afirma que, por meio de investimentos no setor de turismo, o Brasil pode mudar o cenário econômico. “O Brasil deve receber mais de um milhão de turistas estrangeiros, no Rio de Janeiro e nas cinco cidades-sede dos jogos. Se saírem satisfeitos, estes turistas não só voltarão como também divulgarão as suas experiências para outras pessoas. Precisamos começar a enxergar o turismo como uma alavanca econômica do nosso País”.



(Fonte : Panrotas – 25-01-16)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Turismo assina acordo para melhorar condição de trabalho para a Olimpíada




A menos de 200 dias para o início do maior evento esportivo do mundo, autoridades se reúnem para assinar acordos em defesa dos trabalhadores e das crianças



Aperfeiçoar as condições de trabalho no setor de turismo e hospitalidade para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. Este é um dos objetivos dos termos de compromisso promovidos pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social e assinados nesta terça-feira (19) com o intuito de estabelecer diretrizes para as relações trabalhistas durante os Jogos. Realizada no Rio de Janeiro, a cerimônia de assinatura contou com a presença do ministro interino do Turismo, Alberto Alves, e do ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto. Os acordos já estão em vigor e se encerram até 60 dias após a competição.

Entre os termos dos acordos está a articulação da oferta de cursos de capacitação.  "A qualificação profissional está entre os legados que a Olimpíada deixará para o Brasil com o objetivo de aprimorar ainda mais os serviços oferecidos a quem visita nossos destinos", afirmou Alberto Alves.  Ele lembrou ainda que na Copa do Mundo, a hospitalidade foi bem avaliada por 93% dos estrangeiros. "Queremos repetir a boa experiência de receber bem o turista", completou.

Nesse sentido, o Ministério do Turismo está comprometido com a qualificação profissional. Mais de R$ 6 milhões foram investidos, em parceria com o Instituto Federal do Rio de Janeiro, para qualificar nove mil profissionais entre quiosqueiros, barraqueiros e demais trabalhadores de hostels e albergues.  Outras três mil vagas serão destinadas às cidades que sediarão as partidas olímpicas de futebol - Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo - por meio do Pronatec Turismo.

A defesa da criança e do adolescente também é prioridade nos termos do acordo assinado. Em 2015, o Ministério do Turismo percorreu as capitais brasileiras para divulgar o programa "Turismo Sustentável e Infância", a fim de alertar os profissionais que atuam no setor de que exploração sexual infantil é crime e casos ou suspeitas devem ser denunciados. Como resultado, mais de três mil pessoas foram sensibilizadas e meio milhão de materiais foram distribuídos para sinalizar os estabelecimentos turísticos como hotéis, táxis e aeroportos.

Também assinaram o termo, representantes da Secretaria de Governo da Presidência da República, da Organização Internacional do Trabalho, da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis e demais representantes da classe trabalhista.



(Fonte : MTur – 19-01-16 - Imagem divulgação)

Rio 2016 abre venda de 500 mil ingressos




Os bilhetes são para as cerimônias de abertura e encerramento e para finais bastante requisitadas como futebol masculino, basquete feminino, ginástica artística, handebol masculino e feminino, tênis e vôlei feminino



Uma nova corrida olímpica por ingressos terá largada nesta quinta-feira. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro anunciou, nesta terça-feira, que colocará à venda um lote de meio milhão de entradas para as Olimpíadas, através da internet, incluindo bilhetes para as cerimônias de abertura e encerramento e para finais bastante requisitadas como futebol masculino, basquete feminino, ginástica artística, handebol masculino e feminino, tênis e vôlei feminino.

Cerca de 60% das entradas custam até R$ 100 reais e podem ser parcelados em até três vezes no cartão Visa, patrocinador dos Jogos. Não haverá sorteio como em outros lotes de venda. Na próxima quinta-feira, às 10h, o Comitê colocará à disposição do público ingressos para as cerimônias de abertura e encerramento, para o futebol, a natação, o polo aquático, o atletismo, o handebol, o tiro com arco e o hipismo. Na sexta, no mesmo horário, será a vez do basquete, dos saltos ornamentais, do nado sincronizado, do vôlei, do vôlei de praia, da ginástica artística, do tênis, do ciclismo de pista e do judô.



(Fonte : Mercado & Eventos – 19-01-16 – imagem divulgação)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CÂMARA DEBATE NA QUARTA A OLIMPÍADA NO RIO


A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal realiza, nessa quarta-feira (28), em Brasília, reunião de Audiência Pública para debater o planejamento geral dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Estão confirmadas, segundo a CTD, as presenças do presidente da Autoridade Pública Olímpica-APO, Marcio Fortes, e do secretário de Estado Chefe da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Régis Velasco Fichtner Pereira.
Criada em março de 2011, a APO coordenará as ações do governo voltadas para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Vinculada ao Ministério do Esporte, a APO será a instituição responsável pela aprovação e monitoramento das obras e dos serviços que compõem a Carteira de Projetos Olímpicos, ou seja, todos os projetos que, de alguma forma, tenham repercussão sobre os compromissos assumidos pelo Brasil junto ao Comitê Olímpico Internacional. Estima-se que o orçamento de 2012, ainda não divulgado, da APO, seja de R$ 80 milhões.

Local: Plenário 5 da Câmara dos Deputados, em Brasília, às 14h30, do dia 28.

(Fonte : Panrotas, com informações da Agência Câmara)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DIFERENTE DO RIO, LONDRES FEZ OLIMPÍADA SEM ISENÇÃO FISCAL


Ao contrário do Brasil, que deve abrir mão de cerca de R$ 3,8 bilhões em impostos até 2016, o Reino Unido não concedeu nenhuma isenção fiscal ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos de Londres. No caso brasileiro, uma Medida Provisória em tramitação no Congresso prevê isenção de nove impostos que incidem sobre a importação de bens, mercadorias e serviços e que deveriam ser pagos por empresas contratadas pelo COI e pelo Comitê Organizador da Olimpíada do Rio.
"Não demos isenção fiscal nenhuma para o COI", disse o ministro britânico para Esporte e Turismo, Hugh Robertson, que participou nesta quinta-feira de evento no Rio com o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO) - consórcio público dos governos federal, estadual e municipal -, Marcio Fortes. "No Brasil, serão três níveis de isenção: municipal, com o ISS (Imposto Sobre Serviços); estadual, com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); e federal, com diversas contribuições", admitiu Marcio Fortes, ex-ministro das Cidades.
Segundo o presidente da APO, a isenção fiscal fazia parte do acordo feito com o COI para que o Rio pudesse sediar os Jogos Olímpicos. "Quando você aceita fazer competições como Copa do Mundo e Olimpíada, há um caderno de encargos, uma carta de compromisso assinada por presidente, governador e prefeito", explicou Marcio Fortes.
O ministro britânico reforçou que os sistemas fiscais e, portanto, a tributação dos dois países são muito distintos. "Eu ficaria muito surpreso se os contratos do COI com os dois países não fossem diferentes", afirmou Hugh Robertson. "Em Londres, o COI, em si, não teve de pagar impostos porque a renda vinha dos patrocinadores e os pagamentos eram feitos à base da entidade, na Suíça."
Segundo Hugh Robertson, ao fim dos Jogos de Pequim, em 2008, Londres já estava com todo o orçamento para a Olimpíada de 2012 pronto: 9,3 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 31 bilhões no câmbio atual). "Já sabíamos exatamente quanto gastaríamos", disse o ministro. "Mas pudemos fazer isso porque o financiamento foi diferente. Aqui, o prefeito (do Rio, Eduardo Paes) deixou claro que muito do trabalho está sendo feito por meio de parcerias público-privadas. Em Londres, a maior parte do financiamento coube diretamente ao governo federal. Assim, ficava mais fácil saber."
Para os Jogos de 2016, ainda não há orçamento. Na última quarta-feira, no encerramento de encontro com o COI, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que a primeira versão do orçamento será apresentada "no meio do ano que vem, mas não será definitiva". No dossiê de candidatura, o Rio apresentou valor de R$ 28,8 bilhões, mas Marcio Fortes reforçou nesta quinta que este custo serviu apenas como "referência".

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

MP CONCEDE ISENÇÃO DE R$ 3,8 BILHÕES PARA ORGANIZADORES DAS OLIMPÍADAS


O Congresso vai analisar a Medida Provisória 584/12, que institui um conjunto de isenções tributárias para empresas e pessoas físicas envolvidas com a organização e realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Os benefícios fiscais são oriundos de acordos que o governo brasileiro assumiu com a Confederação Olímpica Internacional (COI), em 2009, para sediar os eventos no Rio de Janeiro. O Executivo estima que as desonerações vão acarretar uma renúncia de receita de R$ 3,8 bilhões até 2017.
As isenções abrangem as operações feitas entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017. E a MP também autoriza a União a devolver ao COI, às empresas a ele vinculadas e ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos (Rio 2016) todos os tributos pagos em 2012 decorrentes de operações realizadas para o planejamento e organização dos jogos. Ainda não há uma previsão do montante que será devolvido. De acordo com o Executivo, a transferência será definida em ato próprio.
O texto obriga o Executivo a enviar ao Congresso, até 1º de agosto de 2018, a prestação de contas relativas aos jogos, com informações sobre a renúncia fiscal total, a geração de empregos e o número de estrangeiros que ingressaram no País para assistir aos eventos esportivos.

TRIBUTOS E PRODUTOS

A MP 584/12 é bastante detalhada. As desonerações abrangem tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e contribuições sobre o domínio econômico, como a Cide-Combustíveis e o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (ARFMM). Também haverá isenção de taxas, como a cobrada pela utilização do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que hoje é de R$ 185 por declaração de importação apresentada.
As isenções recaem sobre a importação de produtos como medalhas, troféus, material promocional, bens não duráveis com vida útil de até um ano, como bebidas e alimentos, e bens duráveis de valor até R$ 5 mil. Também beneficiam operações de câmbio e seguro e remessas de recursos para o exterior. Bens duráveis importados, como equipamentos esportivos e de comunicação, também serão isentos se forem reexportados após os eventos ou se forem doados a empresas públicas ou entidades beneficentes brasileiras.
Entre os beneficiários das desonerações estão o COI e suas empresas vinculadas, a Rio 2016, os comitês olímpicos nacionais, as federações desportivas internacionais, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), a Corte de Arbitragem para o esporte (CAS), as empresas de mídia, os patrocinadores e os prestadores de serviços do COI. Para ter acesso ao benefício, todos terão que provar estarem relacionados com a organização ou realização dos jogos olímpicos e paraolímpicos.
Em 2010 o governo enviou uma medida provisória semelhante, que isentou de tributos os organizadores da Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, que serão realizadas no País. A MP 497 foi transformada na Lei 12.350/10.

TRAMITAÇÃO

A MP 584/12 será analisada em uma comissão mista de deputados e senadores. Depois, seguirá para exames dos Plenários da Câmara e do Senado. Ela passará a trancar a pauta da Casa onde estiver tramitando a partir do dia 24 de novembro.

(Fonte : Agência Câmara de Notícias)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

OLIMPÍADAS: PREFEITO DO RIO DIZ QUE REDE HOTELEIRA DA CIDADE NÃO PREOCUPA MAIS


Alvo de receio do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das próprias autoridades públicas do Rio de Janeiro, a rede hoteleira carioca não preocupa mais, segundo o prefeito Eduardo Paes. Na época da candidatura do Rio à cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, os quartos de hotéis da capital fluminense eram considerados insuficientes para o evento esportivo internacional e isso gerou preocupações.
A declaração de Paes foi feita hoje (18), durante início das obras do Hotel Grand Mercure, que será construído no Riocentro, para abrigar os profissionais que trabalharão no Centro Internacional de Transmissão da Copa do Mundo de 2014. O hotel quatro estrelas terá 306 apartamentos.
“Cada dia mais, esse é um desafio superado. [Com] o que tem em construção, já estamos dobrando a capacidade hoteleira que a gente cidade tem. Aqui do lado estão fazendo um Hilton. O Hyatt também começou nesta semana, na Praia da Barra. Então, a questão de acomodação não será mais um problema”, disse Paes.
Segundo a GL Events Brasil, empresa que administra o Riocentro, o Hotel Gran Mercure vai custar cerca de R$ 100 milhões. O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, não pôde participar da cerimônia de lançamento da obra porque precisou ser internado em um hospital do Rio de Janeiro, devido a uma infecção. Ele foi representado pelo diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil.

(Fonte : Agência Brasil de Notícias)

CÂMARA FEDERAL QUER EXPLICAÇÕES SOBRE RIO 2016


A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados quer ouvir a ex-funcionária do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Renata Santiago, demitida depois de ter sido acusada de furto de dados sigilosos do Comitê Londres 2012. Os parlamentares aprovaram, ontem à tarde, um requerimento do deputado Romário (PSB-RJ) para que a técnica fosse convidada a depor na comissão.
Também foi aprovado um outro requerimento que convida Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e Patrick Hickey, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). Segundo o pedido, também assinado por Romário, Nuzman precisa esclarecer os critérios de concessão e distribuição dos ingressos que serão vendidos para as Olimpíadas de 2016. Além disso, o deputado também quer explicações sobre o envolvimento de Hickey com Nuzman. Na semana passada, Romário afirmou que o membro do COI estaria envolvido num escândalo de vendas de ingressos dos Jogos de Londres 2012.
Rodrigo Hermida, ex-funcionário do Comitê dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, hoje gerente de Voluntários do Comitê Organizador da Copa de 2014, também receberá um convite da comissão. Segundo o requerimento, ele também foi demitido, há seis anos, depois de ter copiado, sem autorização, dados da multinacional Event Knowledge Services, prestadora de serviços para os Jogos londrinos.
Segundo Romário, os depoimentos de ambos pode ajudar a esclarecer o furto de documentos sigilosos nos dois eventos esportivos.
- A Renata poderá explicar, por exemplo, que tipo de informações teriam sido furtadas e em quais circunstâncias - declarou o parlamentar.
Como foram aprovados convites - e não convocações - para as oitivas, eles não são obrigados a comparecer.

(Fonte : Jornal O Globo / imagem divulgação)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

PREFEITO DO RIO FALA EM REPETIR EFEITO TRANSFORMADOR DE BARCELONA


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse neste domingo (14), durante a 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que pretende que a cidade consiga atingir com os Jogos Olímpicos de 2016, o mesmo efeito transformador que o obtido em Barcelona, 20 anos atrás.
"Barcelona passou de um simpático balneário do Mediterrâneo a capital cultural da Europa, epicentro de uma economia criativa", afirmou o prefeito recém reeleito durante o almoço da terceira rodada de reuniões da Assembleia da SIP, realizado em São Paulo.
Eduardo Paes explicou que o "modelo transformador" da cidade espanhola, a partir dos Jogos de 1992, contribuiu para o "desenvolvimento da União Europeia".
O prefeito carioca ainda lembrou que a mesma situação ficou evidente em 1988, com os Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia do Sul, quando o mundo começava a sentir a força econômica dos chamados "Tigres Asiáticos", assim como em Pequim 2008.
"Como dizia o ex-prefeito de Barcelona (Pasqual) Maragall, há dois tipos de Jogos Olímpicos: os que servem da cidade e os da cidade que se servem dos Jogos", comentou o Paes.
Inspirado no modelo espanhol, o prefeito afirmou que o Rio de Janeiro "buscou impedir que investimentos se concentrassem nas áreas mais nobres da cidade" e que algumas obras foram feitas com pensamento mais voltado para a população, como legado dos Jogos.
Paes citou a rede de transporte público de "alta capacidade", com a qual aumentará de 18 para 63% a população beneficiada, além da revitalização da Zona Portuária, com o projeto "Rio Maravilha".
O governante da capital fluminense ainda voltou a citar seu compromisso com a "racionalização dos recursos públicos", lembrando que algumas sedes de grandes eventos esportivos tiveram várias instalações transformadas em "elefantes brancos".
Paes concluiu garantindo que os Jogos Olímpicos de 2016 "são uma oportunidade fantástica para catalisar esforços e vender a imagem do Rio de Janeiro de uma forma distinta".

(Fonte : Portal Copa / imagem divulgação)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

MTUR INTEGRA GRUPO GESTOR PARA OS JOGOS OLÍMPICOS 2016


O Ministério do Turismo fará parte do Comitê Gestor dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O decreto foi sancionado pela presidente da república, Dilma Rousseff, e publicado no Diário Oficial da União do último dia 13.
O comitê foi instituído para definir as diretrizes e ações do governo federal para a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro. O decreto também regulamenta que o grupo poderá convidar representantes de entidades, públicas ou privadas, para participar de suas reuniões. Os titulares dos órgãos que compõem o grupo deverão indicar seus respectivos suplentes, que os substituirão em ausências ou impedimentos.
O grupo executivo dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, vinculado ao Grupo Gestor, de acordo com o decreto, poderá aprovar, coordenar e monitorar as atividades do governo federal referentes às competições.
O comitê gestor, chamado de CGOLÍMPIADAS, terá suas deliberações publicadas nos órgãos oficias de imprensa. Ele será composto pelos seguintes órgãos:

- Ministério do Esporte (coordenador)

- Casa Civil da Presidência da República

- Ministério da Justiça

- Ministério da Defesa

- Ministério da Fazenda

- Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

- Ministério do Turismo

- Controladoria Geral da União

- Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

(Fonte : MTur)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

RIO NÃO SERÁ LONDRES ATÉ 2016, DIZ PAES


A Olimpíada de 2016 vai ser realizada dentro das limitações do Rio de Janeiro, sem a mesma oferta ampla de mobilidade dos Jogos de Londres, e precisará de uma operação "sofisticada" para superar as fragilidades de infraestrutura da cidade, disse o prefeito carioca, Eduardo Paes.
É padrão para as autoridades olímpicas e dos países-sedes dos Jogos dizer que a última Olimpíada é sempre a "melhor de todos os tempos", mas a primeira cidade sul-americana a receber os Jogos Olímpicos reconhece que Londres está em um outro patamar em termos de infraestrutura.
O Rio de Janeiro não terá condições de, em quatro anos, chegar ao mesmo nível de preparação da capital britânica, segundo Paes.
Linhas expressas de ônibus estão sendo construídas - a primeira delas já está em operação - e o metrô será ampliado até a Barra da Tijuca, o epicentro dos Jogos de 2016.
Mas o Rio vai depender das faixas exclusivas de trânsito para a "família olímpica" e da redução no ritmo da cidade, com a implementação de feriados e férias escolares para não sofrer um colapso na mobilidade, uma vez que muitas ligações continuarão sendo restritas, apesar da nova infraestrutura de transporte.
"Temos que aprender a operar com o que a gente tem. O nosso desafio é maior, a gente tem uma infraestrutura muito pior que a deles (Londres), não teremos uma infraestrutura igual à deles em 2016", disse o prefeito em entrevista à Reuters em seu gabinete.
"Teremos (uma infraestrutura) muito melhor do que hoje, mas teremos que fazer uma operação muito mais sofisticada devido às nossas fragilidades de infraestrutura", afirmou o prefeito.
Paes reconhece que Londres é uma cidade que está "em outro patamar", com mais infraestrutura, com uma rede de metrô já instalada.
"A gente não vai virar Londres até 2016", afirmou o prefeito, que recebeu a bandeira olímpica na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres, no dia 12 de agosto.
As quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit) que serão feitas para os Jogos foram a solução encontrada pelo Rio para melhorar a integração entre as regiões da cidade, incluindo o aeroporto internacional e a Barra da Tijuca, uma vez que as duas linhas de metrô têm alcance limitado e já operam superlotadas nos horários de pico.
A ligação mais rápida entre a zona sul e o Parque Olímpico da Barra, no entanto, será pela linha olímpica de trânsito, que não permite a passagem de carros comuns e ameaça piorar os congestionamentos. Outra importante ligação a ser realizada pela faixa exclusiva será entre a Vila de Mídia --acomodação principal dos jornalistas, que vai ser erguida na região portuária - e a Barra.
Em Londres, além da linha olímpica, o público e todos os participantes do movimento olímpico tinham à disposição 11 linhas de metrô, um serviço de trens urbanos e um trem de alta velocidade inaugurado para os Jogos que liga o centro da cidade com o Parque Olímpico em apenas sete minutos.
"Como membro da família olímpica eu tinha um carro à disposição em Londres, mas preferia andar de metrô. Era mais fácil, mais rápido e mais confortável", disse Paes, reconhecendo que no Rio não vai existir a mesma facilidade.
Falta muita coisa para fazer, ninguém está dizendo que viramos o paraíso na terra porque não seria verdade dizer isso."

Celebração

O prefeito, que é candidato à reeleição este ano e se vencer terá um segundo mandato até o fim de 2016, aponta Barcelona como o exemplo de cidade olímpica que o Rio quer seguir.
Foi inspirado no modelo da capital catalã, que é considerada a cidade que até hoje mais soube tirar proveito dos Jogos Olímpicos para evoluir, que Paes propôs ao Comitê Olímpico Internacional (COI) levar parte dos Jogos para a região portuária, que vai passar por um processo de total reformulação.
Como o projeto olímpico vencedor do Rio na eleição de 2009 não incluía o porto, não foi possível levar o centro de mídia e algumas instalações esportivas para a região portuária. Apenas a Vila da Mídia será erguida no local, que já está em obras e vai receber também navios de cruzeiro que servirão de acomodação durante os Jogos.
"Eu estiquei muito a corda para levar o maior número de coisas para a zona portuária e o que está lá está suficiente porque o projeto se viabilizou, a conta está paga... O fato de o Rio receber as Olimpíadas animou tanto a cidade que a operação (zona portuária) fechou rápido", disse.
Paes garante que todas as obras com previsão de mais de três anos para ficarem prontas já estão em andamento. A principal delas, o Parque Olímpico, está em fase de demolição das arquibancadas do autódromo de Jacarepaguá, que vai dar lugar à maioria das instalações olímpicas (16 modalidades).
Um novo autódromo será construído em um terreno do Exército em Deodoro, como parte do acordo para a demolição do atual circuito, mas ainda há entraves burocráticos, e as obras não têm prazo de início.
Seguindo um padrão adotado por Londres, a maior parte das arenas olímpicas do Rio será temporária, uma forma de evitar que as construções se tornem 'elefantes brancos' depois dos Jogos.
Para o Pan-Americano de 2007, o Rio já construiu definitivamente o estádio olímpico João Havelange, o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena da Barra da Tijuca e reformou o Maracanãzinho, enquanto o Maracanã está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014. Todos esses locais serão usados na Olimpíada.
"Por mais que o temporário também seja caro, o custo no tempo é muito menor. Às vezes dá uma certa indignação gastar 150 milhões para fazer um equipamento que vai durar 15 dias, mas seria muito mais caro deixá-lo como permanente", afirmou o prefeito.
O orçamento definitivo dos Jogos ainda não foi fechado, o que foi alvo de cobrança do COI durante os Jogos de Londres, mas o valor estimado na proposta de candidatura, de 28,8 bilhões de reais, fica em linha com os cerca de 30 bilhões de reais gastos por Londres.
Com o custo elevado e sem a mesma infraestrutura, o Rio coloca como um aspecto que não requer qualquer investimento o seu diferencial para fazer os Jogos: a festa do povo.
"Nisso a gente é campeão mundial. A celebração no Rio é sempre muito maior do que em qualquer lugar."

(Fonte : Reuters)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SEGURANÇA, TRANSPORTE E VOLUNTARIADO SÃO AS LIÇÕES DE LONDRES PARA O RIO


Os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 devem se beneficiar de algumas lições aprendidas em Londres, sobretudo em relação a questões como segurança, transporte e o apoio público à organização do evento, explicou nesta segunda-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
"O espírito olímpico, o trabalho, a dedicação e a atitude amistosa dos voluntários na hora de receber as pessoas é algo que aprendemos para a organização dos Jogos do Rio", afirmou Rebelo em entrevista coletiva realizada na capital britânica.
A organização do Rio-2016, que recebeu ontem à noite no estádio de Stratford o bastão olímpico, dedicará um esforço especial a recrutar pessoas que dominem dois ou três idiomas, embora o ministro acredite que seja "pouco provável" que o Brasil consiga alcançar os 70 mil voluntários que colaboraram gratuitamente em Londres
Alguns dos membros da organização dos Jogos do Rio terão cursos intensivos de idiomas, com atenção especial para o espanhol e o inglês, ressaltou Rebelo.
Em relação aos transportes, o ministro ressaltou que nos próximos seis anos a rede de transportes públicos do Rio de Janeiro será ampliada em 200 quilômetros, e que o governo vai investir cerca de R$ 10 milhões no setor.
A segurança e a promoção das atividades esportivas nas escolas são outros dois aspectos que o Brasil espera aprender com a organização de Londres-2012.
A quatro anos da próxima edição dos Jogos, o Rio de Janeiro já dispõe de 56% das obras de infraestrutura construídas.

(Fonte : EFE / imagem divulgação)

AUTORIDADES INGLESAS DIVERGEM SOBRE LUCRO


As autoridades britânicas admitem: os Jogos Olímpicos de 2012 terão um impacto limitado na economia local e não vão tirar o país de sua segunda recessão em três anos. Enquanto o prefeito de Londres, Boris Johnson, insistia que os Jogos trariam lucros de R$ 50 bilhões para a cidade, o governador do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, foi categórico em apontar que a empolgação da torcida e as medalhas não mudariam substancialmente a economia.
Os Jogos consumiram US$ 14 bilhões em recursos públicos, o dobro do que havia sido previsto em 2005. O primeiro-ministro David Cameron não desperdiçou a oportunidade para tentar transformar o evento num showcase de Londres e atrair investidores. Cinco mil empresários e dezenas de chefes de estado passaram pela cidade nos últimos 15 dias.
Mas King, a máxima autoridade monetária do país, foi claro ontem. "Ao espalhar felicidade, os Jogos fizeram que nos sentíssemos melhor. E até pode ser que esse sentimento ajude na confiança e dê um impulso à economia. Mas, no fundo, os Jogos não conseguirão alterar a situação econômica pela qual atravessamos", disse.
Johnson tem outra avaliação. Segundo ele, os lucros para a cidade poderiam chegar a £ 16 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões. Um dos maiores impactos seria em Stratford, uma das regiões mais pobres de Londres e que hoje tem um dos maiores centros comerciais da Europa.
O prefeito insiste que 300 mil estrangeiros visitaram a cidade nos Jogos e 600 mil britânicos se deslocaram até a capital para assistir ao evento. A ocupação da rede hoteleira chegou a 84%, acima de Pequim em 2008 e Sydney em 2000. Ele ainda insiste que 98% dos £ 6 bilhões em obras foram dados a empresas locais. O prefeito disse que 12 mil novos postos de trabalho serão gerados apenas no setor do turismo. A chegada dos visitantes também aumentou em 20%, o movimento dos restaurantes, em 24%, e até os teatros viram um aumento de 114% na venda de entradas.
Ontem, Johnson se disse "aliviado" com os Jogos, que teve apenas uma prisão por suspeita de terrorismo nos últimos 16 dias. "Foi o maior de todos os tempos." Jacques Rogge, presidente do COI, não foi tão ousado e apenas disse que foram jogos "gloriosos". Johnson revelou que sentiu um "momentâneo desejo louco" de não entregar a bandeira olímpica a Eduardo Paes na cerimônia de encerramento.
Já Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres, admitiu ontem que não haverá lucro. Mas insistiu que as contas terminaram equilibradas.

(Fonte : Agência Estado / imagem divulgação)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BRASIL PRECISA DE R$ 3,7 BI PARA VIRAR POTÊNCIA OLÍMPICA NO RIO


Apesar do maior investimento já feito pelo país durante a preparação de uma equipe brasileira para disputar os Jogos Olímpicos, o desempenho em Londres ficou aquém do que se esperava. Houve recorde na quantidade de medalhas — 17, duas a mais do que em Pequim —, mas o país participou de menos finais em 2012 (35 contra 41 há quatro anos) e subiu apenas uma posição no quadro geral, de 23º para 22º. Esse único degrau custou R$ 1,85 bilhão — valor investido no último ciclo olímpico, de 2008 para cá, em dinheiro público.
Levantamento exclusivo do Correio mostra que, só da Lei Agnelo/Piva, foram injetados R$ 514 milhões (leia quadro detalhado ao lado) nesses quatro anos. Em entrevista, ontem, em Londres, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) informou que foram R$ 331 milhões dessa lei, que destina 2% do arrecadado com as loterias federais ao esporte (leia reportagem ao lado). A conta do COB, além de apresentar um valor menor, não leva em consideração outras fontes de recursos públicos: demais leis de incentivo ao esporte (R$ 434 milhões), os convênios do Ministério do Esporte (R$ 200 milhões), bolsa atleta (R$ 232 milhões) e investimentos de empresas estatais, como Correios e Petrobras (R$ 476 milhões).
O Brasil foi representado nos Jogos Olímpicos de Londres por 259 competidores em 32 modalidades. Embora o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, tenha dito que o valor de uma medalha não possa ser medido em reais, cada uma das 17 conquistadas em Londres pelos brasileiros custou R$ 109 milhões. O valor aproximado de R$ 1.856.500.000, que saíram dos cofres públicos entre 2008 e 2012, bancaram a construção e modernização de centros de treinamento, realização de intercâmbio, participação em competições no Brasil e no exterior, aquisição de materiais e aparelhos, pagamento de bolsas, entre outros fins.
O custo medalha serve ainda para projetar as próprias metas estabelecidas pelo COB. Apesar do desempenho em Londres, o comitê estabeleceu como objetivo que, daqui a quatro anos, atuando em casa, a delegação brasileira deve ficar entre os 10 primeiros. Para se ter uma ideia, a 10ª colocada destes Jogos, a Austrália levou mais do que o dobro do Brasil: foram sete ouros, 16 pratas e 16 bronzes, totalizando 35 medalhas. Embora não haja uma relação de ação e consequência na quantidade de medalhas e no dinheiro investido, a conta é simples: se dobrar o número de pódios significar dobrar também os recursos aplicados, com isso o país teria de desembolsar R$ 3,7 bilhões para chegar no sonhado top 10.

SEM EXPECTATIVA

Investir em atletas que praticam modalidades de alta performance, buscando a excelência, resulta, necessariamente, em investimentos mais vultosos de recursos em aprimoramento de tecnologia, qualificação de profissionais e atletas e participação em competições dentro e fora do país. Presidentes de confederações e chefes de delegações enviados a Londres ouvidos pelo Correio, no entanto, foram unânimes ao avaliar a importância dos investimentos feitos na preparação dos atletas: o volume desembolsado pelo Brasil cresceu significativamente nos últimos anos, mas parece insuficiente para transformar o país em uma potência olímpica.
Ricardo de Moura, chefe da equipe de natação em Londres, lembra, porém, que não adianta apenas dinheiro sem a elaboração de um programa bem planejado e programado. "Todas as pessoas envolvidas com esporte têm de pensar juntas. Ainda falta foco no Brasil. Temos de passar 24 horas por dia vivendo esporte competitivo. Nada pode mudar. Programas, desenvolvimento e foco. Se isso não ocorrer, não teremos expectativa nenhuma em 2016", afirma.

(Fonte : Jornal Correio Braziliense)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

QUEDA DO TURISMO NA INGLATERRA DURANTE AS OLIMPÍADAS


Enquanto o Brasil anseia pela Copa do Mundo de 2014 e pelos Jogos de 2016, Londres soma quantias irrisórias de visitantes. Segundo o jornal The Guardian, em vez de filas enormes nos lugares mais badalados da cidade, as estradas estão tranquilas e restaurantes e museus, desertos. Péssimo para os negócios, ótimo para os turistas.
Dizer que a capital é uma cidade fantasma seria um exagero, mas para uma manhã ensolarada de agosto no meio das férias escolares, “o museu de South Kensington está irritantemente calmo”, diz a matéria. “O turismo está em baixa”, disse o vendedor de sorvetes Jay Osborne, há 40 anos no mesmo ponto da capital. “O movimento caiu em 50%. Estou aqui sem fazer nada e olha que é temporada turística”. Segundo ele, os londrinos foram preparados para um apocalipse no turismo, com filas absurdas, engarrafamentos e aluguéis caríssimos.
De acordo com estimativas da associação comercial, os ganhos estão 30% inferiores ao mesmo período do ano passado, restaurantes em 40% e o uso de táxi na mesma porcentagem. Os palácios reais — a Torre de Londres e de Hampton Court — têm sido particularmente atingidos, atraindo apenas a metade do número de visitantes do ano passado. O Museu Britânico perdeu um em cada quatro visitantes, a National Gallery dois em cada cinco. E, enquanto os hotéis do leste estão indo bem, a associação britânica de hospedagem noticiou a seus sócios que a ocupação em agosto pode ser menor do que o habitual. “Londres está absolutamente vazia”, disse a fotógrafa Natasha Reynolds, sentada à mesa de um café no Museu de História Natural. “Esperávamos que estivesse absolutamente lotado, mas nunca vi o museu tão quieto”.
Um circuito que leva geralmente 45 minutos, de South Kensington a Hackney, através do Hyde Park, foi reduzido em 15. O único lugar onde as coisas ficam difíceis é perto de Park Lane, onde as delegações estão hospedadas e as estradas estão obstruídas pelos carros roxos especiais. Algumas empresas foram pegas de surpresa, como a H&M, na Oxford Street, que contratou mão de obra extra para o período das Olimpíadas, mas já teve que cancelar os turnos. Durante o almoço na Byron, uma cadeia de lanchonetes, aconteceu a mesma coisa. “Não esperávamos por isso”, disse Eugenia, gerente da creperia Pompidou. Na Galeria Nacional, por exemplo, é possível ver uma obra de Velázquez sem torcer o pescoço. No Madame Tussauds, o museu de cera, a fila, geralmente com uma ou duas horas de espera, leva somente 10 minutos. “Há apenas uma pessoa à minha frente no balcão e é o ator Morgan Freeman de cera. Já houve um momento melhor para ser um turista em Londres?”, indaga Patrick Kingsley, o repórter do The Guardian.

(Fonte : Revista Época – Bruno Astuto / imagem divulgação)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MAIS INGRESSOS PARA ENCHER ARQUIBANCADAS


A organização dos Jogos Olímpicos de Londres decidiu na ultima segunda (30) colocar à venda milhares de ingressos que, a princípio, seriam entregues a convidados de federações internacionais, do comitê organizador e até mesmo dos patrocinadores do evento. A medida é uma reação às repetidas cenas mostrando grandes espaços vazios nas arquibancadas em quase todas as competições nos primeiros dias de disputas. A avaliação geral, embora não admitida oficialmente, é que enquanto faltam tíquetes para o público geral, as entidades que formam a chamada "família olímpica" falharam na distribução das entradas VIPs e não conseguiram despertar interesse de seus convidados, principalmente para as fases iniciais de alguns torneios.
O fiasco dos ingressos repercute dentro e fora da Vila Olímpica. Dezenas de atletas já se manifestaram publicamente, queixando-se de estar competindo em arenas vazias ou então de não terem conseguido entradas para suas famílias enquanto havia bons lugares disponíveis até mesmo nas competições mais disputadas, como a natação e o vôlei de praia. Antes de decidir colocar à venda os ingressos VIPs, os organizadores chegaram a convocar militares, voluntários e alunos de escolas credenciadas para ocupar as cadeiras vazias. Mas eram tantos os lugares disponíveis, que uma medida mais drástica teve de ser tomada.

(Fonte : Revista Isto É Dinheiro / imagem divulgação)