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terça-feira, 9 de maio de 2017

Sistema para abrir empresas em uma semana em SP entra no ar


Começou a funcionar nesta segunda-feira (8) o novo sistema para abertura de empresas em até sete dias na cidade de São Paulo, prometido pela prefeitura durante o mês de março com o lançamento do programa Empreenda Fácil.
A abertura rápida está disponível para novos negócios que são classificados pela legislação de baixo risco — segundo a prefeitura, entre 70% e 80% das empresas — e que precisam de menos licenças para começar a operar.
O novo sistema foi possível a partir de parcerias entre o município, o governo do Estado e a União para a simplificação de processos e diminuição da necessidade de envio da mesma informação para diferentes órgãos. A maior parte do processo pode ser feito on-line, em portais da Receita Federal e da Junta Comercial do Estado.
O novo modelo de abertura de negócios foi apresentado a empresários em evento na Associação Comercial de São Paulo por Daniel Annenberg, secretário municipal de Inovação e Tecnologia.
A promessa do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), promete seguir reduzindo o prazo de abertura para cinco dias, em um primeiro momento, e chegar a dois dias.
O relatório Doing Business, do Banco Mundial, aponta que o prazo de abertura de empresas na cidade é atualmente de 101 dias.
Caso se confirme, a redução no tempo de abertura de empresas em São Paulo pode melhorar a média nacional, atualmente em 79 dias, o que coloca o país na 175ª posição no ranking do Banco -a instituição leva em conta o desempenho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em suas estatísticas.
Uma das mudanças que viabilizam o novo sistema é o aumento de credibilidade concedida às informações fornecidas pelos empresários. A partir do novo processo, as informações dadas por eles serão entendidas como verdadeiras e a fiscalização será feita a posteriori -com punições caso seja identificada inconsistências.
Annenberg afirma que, após consolidação do processo rápido de abertura de empresas de baixo risco, a prefeitura deve buscar simplificar processo de abertura de negócios considerados de alto risco e o fechamento de empresas.
Sistemas como o de São Paulo para a abertura e o fechamento de empresas com menos burocracia vêm sendo implantados nacionalmente desde 2015, quando a RedeSim começou a funcionar em Brasília.

ETAPAS
O processo para abertura de empresas depende que o empresário envie documentos para diferentes órgãos em uma série de etapas.
A primeira delas é a avaliação de viabilidade da instalação do negócio no local pretendido, feita no site Registro e Licenciamento de Empresas (www.Rle.empresasimples.gov.br), do governo federal.
Nele, o empresário informa o endereço pretendido para a futura empresa e a atividade que irá exercer (a partir de seu CNAE, Código Nacional de Atividades Econômicas).
A partir dali, ele fica sabendo se a empresa pode ser aberta no local pretendido. Isso impede que ele passe por todo o processo de abrir a empresa e reforma do imóvel para, só depois, saber que ela não pode ser instalada onde ele pretendia.
A seguir, o empresário deve informar um protocolo com a autorização para abertura da empresa no endereço permitido no portal Coleta Nacional (https://www38.receita.fazenda.gov.br/redesim) da Receita Federal. Também serão pedidas informações sobre sócios da empresa.
Com a aprovação da Receita, deve-se pedir a emissão do CNPJ no site da Junta Comercial do Estado, o que também pode ser feito on-line a partir do sistema via Rápida Empreendedor. Para fazer a etapa remotamente é preciso ter certificado digital.
A única etapa que precisa ser feita presencialmente é a Inscrição Municipal, para a emissão do Cadastro de Contribuinte Municipal da empresa, em posto de atendimento da prefeitura.
Com ela em mãos, o empresário deve voltar ao site em que iniciou o processo e emitir seu alvará de funcionamento. Nessa etapa, o empresário responde a perguntas sobre adicionais sobre o imóvel, especialmente levando em conta questões ambientais e de patrimônio histórico.
Mais informações sobre o processo podem ser encontradas no Portal Empreenda Fácil (http://empreendafacil.prefeitura.sp.gov.br) 


(Fonte : Jornal Folha de SP / Imagem divulgação)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

CRESCE CONFIANÇA DE PEQUENAS E MICRO E 70% ESPERAM RECEITA MAIOR


Na contramão do setor industrial, os pequenos empresários estão mais confiantes na economia e 70% esperam aumentar o faturamento até o fim do ano. Em agosto, esse percentual foi de 66%.
Os dados fazem parte de estudo divulgado pelo Sebrae, que, em parceria com a Fipe, criou um novo indicador para acompanhar expectativa de receita e ocupação do setor -o índice de confiança das micro e pequenas acompanha 5.600 empresas.
Por setor, o percentual de alta no faturamento é ainda maior no comércio: 78%.
"Micro e pequenos empreendedores mantêm foco no mercado interno. Com a renda em alta, o desemprego em baixa, a estabilidade econômica e a aproximação do fim do ano, o otimismo aumenta", afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae.
O estudo também constatou que, em média, 27% dos empresários pretendem contratar nos próximos três meses. Na construção civil, a intenção é maior: 34%.
"A contratação entre os pequenos tem se mantido há meses aquecida. Por isso, esse percentual de quase 30% é positivo", diz Barretto.
Em agosto, micro e apequenas foram responsáveis pela criação de 97,4% das vagas abertas no mês, ou 98.283, segundo dados do Ministério do Trabalho.
O índice de confiança das MPEs somou 122 pontos em setembro, o maior desde abril, quando o Sebrae iniciou a série. Está alinhado ao indicador de confiança do consumidor, medido pela FGV: 121 pontos em setembro.

CONTRAMÃO
Após dois meses de crescimento, a confiança do empresário da indústria recuou em outubro. Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a queda reflete a expectativa de recuperação mais lenta do setor.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NOVO EMPREENDEDOR MUDA FOCO DO SEBRAE


Se no passado a redução de impostos e a burocracia apareciam como os maiores entraves para os empreendedores de menor porte, hoje é a capacitação do dono do negócio e o treinamento dos empregados que ocupam espaço na lista de itens mais importantes para crescer nos próximos dez anos.
O presidente do Sebrae nacional, Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, fala do novo perfil do empreendedor. Leia trechos da entrevista.

Folha - O que mudou no perfil do empreendedor no Brasil?
Luiz Barretto Filho - Empreender era um fenômeno por necessidade. Não havia outra alternativa no mercado de trabalho para gerar renda para a família. Uma pesquisa encerrada no mês passado mostra que somente 18% dos empreendedores o fazem como alternativa de renda. Sete em cada dez novos empreendimentos são feitos por oportunidade, por vocação ou para ter qualidade de vida.

Antes o foco do Sebrae era ajudar o microempresário a sobreviver. Qual é agora?
É preciso ter capacitações para atender diferentes níveis de empreendedores. No total são 6,9 milhões de empreendimentos que optaram pelo Super Simples, segundo dados da Receita Federal de setembro. Desses, 2,9 milhões são microempreendedores individuais, que se formalizaram nos últimos três anos incentivados pela legislação. O esforço agora é ter trabalho de segmentação para cada tipo de público, entender as demandas. Serão investidos R$ 800 milhões em projetos de inovação nos próximos três anos.

Qual o desafio para os empreendedores que já passaram do estágio inicial?
Empreendedores entre três e nove anos de vida têm como maiores preocupações o pagamento de tributos, a concorrência, e não mais o acesso a crédito e capital de giro.
A agenda é da inovação, da internacionalização, de como competir com produtos estrangeiros. A busca da produtividade tem de ser com inovação, design, economia criativa.
Somente cerca de 2% das microempresas exportam. E o setor como um todo responde por 25% do PIB. A média em outros países é de 35% a 45%.

A lei federal ajudou as empresas a se formalizarem, mas as barreiras municipais e estaduais ainda são muitas, segundo pequenos empresários. Como o Sebrae encara essa questão?
Não se pode tratar um empresário de Heliópolis, do Capão Redondo ou da Rocinha como se trata um já estabelecido na avenida Paulista ou na Berrini [em São Paulo]. A maior parte das pequenas empresas começa a desenvolver negócios em casa. Não dá para exigir que paguem, por exemplo, IPTU comercial.

A legislação estadual favorece o setor?
Há um tema em pauta que é o da substituição tributária [regime em que um estabelecimento da cadeia recolhe ICMS antecipado por outros contribuintes envolvidos na operação para evitar sonegação de impostos]. Não questiono que tenha efeitos para os governos estaduais. Mas tem de haver legislação diferenciada, por porte, por produto, para não punir os pequenos. No âmbito federal, também queremos ampliar a legislação do Super Simples para a área de serviços

Na pesquisa feita com empreendedores, 43,5% não se consideram empresários. Por que isso ocorre?
É cultural. No passado, o empreendedorismo era visto como uma posição transitória, como um bico. A figura do microempresário tem de ser mais valorizada.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

TERMINA HOJE PRAZO PARA PAGAR O SIMPLES


Acaba hoje o prazo para pagamento do Simples Nacional para empresas com faturamento entre R$ 60 mil e R$ 3,6 milhões nas quais a receita bruta tiver sido recolhida em julho.
O MEI (Microempreendedor Individual) cadastrado também deve fazer o pagamento do tributo hoje.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

EMPREENDEDOR DEVE INVESTIGAR SETOR ANTES DE ABRIR EMPRESA


Para os empreendedores interessados em iniciar um negócio, o primeiro passo deve ser se informar sobre o setor de atuação pretendido, reunindo informações sobre fornecedores, concorrentes, clientela e outros aspectos relacionados ao funcionamento de uma empresa.
"É essencial um planejamento, estruturar um plano de negócios. É o que chamamos de plano de voo, saber quais os recursos necessários e os riscos na hora de formalizar uma empresa", diz o consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas), Alessandro Leite de Lima.
Ele enumera ainda a contratação de um contabilista e o desenvolvimento de uma mentalidade empresarial como dicas para o empreendedor que quer prosperar.
Segundo levantamento do Sebrae, a "mortalidade infantil" de micro e pequenas empresas já não é mais tão grande. Antes de 2005, de cada dez empreendimentos recém-abertos, metade fechava após os dois primeiros anos de atividade. Atualmente, sete em cada dez empresas conseguem sobreviver.
"O planejamento não deve ser algo que, após a formalização da empresa, fique guardado em uma gaveta. Tem de ficar sempre em cima da mesa, servindo como um guia. Mesmo que se vá adaptando os planos contidos nele", ensina Lima.

ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO FINANCEIRO

O planejamento de marketing, no qual se apontam estratégias que serão adotadas pela empresa se destacar no mercado, e o financeiro também contam na avaliação das condições para se abrir um negócio.
Para começar a investir, o interessado normalmente busca financiamento e as opções de microcrédito em bancos privados ou públicos. É importante considerar, porém, as vantagens e condições para se tomar dinheiro emprestado das instituições financeiras.
"A pessoa deve ponderar qual a capacidade de pagamento da empresa e pesquisar as melhores linhas de crédito", afirma Lima.
O consultor diz ainda que o empresário deve comparar as taxas de juros e negociar o período de carência (tempo em que se começa a amortizar a dívida acrescida dos juros).
Além de manter um fundo de reserva como precaução, já que os primeiros meses da empresa, muitas vezes, são os mais difíceis devido a despesas que podem ser maiores que as receitas.
"O empreendedor deve saber quais os recursos de que dispõe para a formalização, qual o capital de giro necessário. Nesse ponto, quanto menos ele depender de terceiros, melhor, pois nem sempre o negócio vai gerar retorno imediato", diz o consultor do Sebrae.
Apesar de o Brasil ainda ter problemas, como o fato de o país ser o 179º lugar no mundo em relação à média de tempo para se conseguir abrir uma empresa (de acordo com relatório do Banco Mundial publicado neste ano são 119 dias), esse período vem diminuindo. A queda nos últimos cinco anos foi de 20%.
"Pode-se desistir ou repensar na hora de investir, mas é preciso lembrar que uma empresa formal tem mais chance de crédito, de parcerias, de potencial de crescimento, o que pode fazer o empreendedor aguardar o tempo necessário para abrir o negócio", diz o consultor do Sebrae.

(Fonte : Folha Online)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

DELÍCIAS GASTRONÔMICAS GERAM RECEITA PARA EMPREENDEDORES



Escolher o produto certo e torná-lo irresistível tem sido a receita do sucesso de muitos empresários que apostaram na gastronomia para empreender. A empresária Juliana Motter, por exemplo, ampliou a diversidade de sabores, criou receitas e inaugurou a Maria Brigadeiro, ateliê especializado na guloseima.
Ainda na categoria dos doces, o brownie também ganhou sua casa especializada. Nina Lahaliyed comanda a Brou'ne, rede que fundou no interior paulista. Ela tem planos de alcançar 50 unidades no Estado de São Paulo ainda este ano.
Já os publicitários Carlos Ribeiro e Leonardo Stecanella escolheram uma opção mais saudável para empreender. Com a tendência da valorização da saúde e bem-estar, aliada à redução da taxa de desemprego – que tem exigido um investimento cada vez maior das empresas para atrair e reter talentos. A dupla criou uma serviço de delivery de frutas prontas para consumo em escritórios.
Até a tradicional pizzaria conseguiu inovar. A Pizza D, de Domingos Freitas, faz entrega na hora do almoço e assa as redondas em forno convencional. Além da preocupação com a massa, Freitas tem cuidado especial com a qualidade dos ingredientes, preparados em uma cozinha central montada em sua casa.


(Fonte : Portal Estadão / imagem divulgação)

terça-feira, 3 de abril de 2012

ALBERGUE É OPÇÃO BARATA DE INVESTIMENTO NO SETOR HOTELEIRO

 
Os gastos previstos com a infraestrutura para a Copa do Mundo no Brasil já deram um salto de 28,7% em relação ao orçamento inicial e já chegaram a R$ 30 bilhões. Além da modernização de aeroportos, desenvolvimento do transporte viário e construção de novos estádios, um outro setor em que o País corre contra o tempo é o hoteleiro. Segundo dados da Fifa (Federação Internacional de Futebol Association) apenas o Rio de Janeiro e São Paulo apresentam número de leitos suficientes para o evento dentre as 12 cidades-sede da Copa de 2014.
Enquanto a construção de hotéis pode custar muitos milhões e demorar anos, empreendimentos menores como albergues - também conhecidos como hostels - podem funcionar com mais rapidez e com um investimento ao alcance também do pequeno e médio empresário.
Para Fabio Lazoski, proprietário do Atma Hostel, localizado em São Paulo, o protagonismo internacional do Brasil de maneira geral - e não somente a Copa - contribui para potencializar o negócio de albergues no País. "Na Europa, o hostel é uma opção comum de alojamento. Com mais empresários e turistas vindo para o Brasil, estamos entendendo como funciona o resto do mundo no que se refere à recepção", afirma.
De acordo com a Federação Brasileira dos Albergues da Juventude, existem cerca de 90 albergues funcionando no Brasil. Um número relativamente pequeno em comparação com a Alemanha, que, mesmo com menos da metade da população brasileira, conta com 530. Não por acaso, o primeiro albergue da juventude no mundo foi inaugurado lá, na cidade de Altena, em 1909, com o objetivo de oferecer melhores condições para hospedagem estudantil. Hoje, famílias e até mesmo executivos têm aderido aos hostels em suas viagens.
Além de, na maioria dos casos, possuírem quartos que são compartilhados por vários hospedes, Lazoski julga que "a diferença entre um hostel e um hotel é que a maioria não tem serviços como os de arrumação de cama, de quarto, ou mesmo telefone". Isso não impossibilita, segundo ele, que os albergues procurem se diferenciar do modelo padrão. No Atma, os seis quartos disponíveis costumam ser usados por até dezesseis clientes, "que têm acesso a ofurô, sauna a vapor, arrumação de quartos e até aulas de pilates".
Aberto em 2005, no bairro nobre do Itaim Bibi, o albergue também oferece serviço de restaurante. O pacote de serviços faz com que Lazoski o defina como um hostel boutique. "É o único do tipo no Brasil", diz. Isso, é claro, tem um preço: enquanto um albergue normal cobra diária de R$ 40 a R$ 50, o Atma custa R$ 99 ao dia e é voltado, principalmente, para executivos fazendo turismo de negócios.
Enquanto média nacional de ocupação dos hotéis é de 70%, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), São Paulo atingiu picos de 80%, em 2011. "Isso mostra que ainda há muito espaço pra crescer", diz Lazoski. Ele espera um retorno de cerca de 30% ao ano sobre o capital investido no hostel.

NEGÓCIO EM EXPANSÃO
Natal está entre as cidades-sede da copa que ainda não resolveram seu déficit de leitos. Enquanto as autoridades avaliam a possibilidade da utilização de navios-hotéis como solução para acomodar os turistas em 2014, a empresária Luzinete Gomes - a Dona Lu - confirma que a capital do Rio Grande do Norte tem tido um aumento contínuo da procura por acomodação. Dona do Hostel Verdes Mares, ele diz que viu a demanda triplicar nos últimos anos.
Depois de trabalhar por mais de uma década em uma multinacional, ela diz ter decidido montar seu próprio negócio. A primeira tentativa, uma loja - que abriu com a irmã - não deu certo. Inspirado pelo albergue Lua Cheia, o primeiro da cidade, o filho da empresária sugeriu a ela que investisse no segmento. Depois fazer um curso rápido de turismo no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio ao Empresário), ela buscou orientação junto à Federação Brasileira dos Albergues da Juventude e adaptou a casa para comportar os primeiros 14 leitos de seu hostel.
"Eu não sabia nada de turismo, mas tinha uma casa própria - o que foi importante na hora de investir", conta. Hoje, o negócio conta com 53 leitos, que ela espera ampliar com mais três apartamentos, além de cozinha comunitária e uma piscina. "Nosso diferencial está no preço. Em Natal, a diária de hotel ou em uma pousada custa de R$ 600 a R$ 800. Aqui, cobramos de R$ 40 a R$ 50", diz ela.
O negócio é filiado à rede Hostelling International e, segundo ela, por causa disso recebe turistas o ano inteiro. "Quando está nevando no Canadá, os turistas vêm para cá", diz Dona Lu.

(Fonte : Terra ; imagem divulgação)

quarta-feira, 14 de março de 2012

AGÊNCIA DE VIAGEM FOCA NA CLASSE D E LUCRA NA PERIFERIA


Em 2011, o setor de turismo no País bateu um recorde: foram mais de 79 milhões de desembarques domésticos, 15,8% a mais do que 2010, segundo o Ministério do Turismo. O número é o maior da série histórica, que começou em 2000. Outro dado que mostra a importância do setor para o País é o fato que o segmento corresponde a 3,6% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). Entre os empreendedores que ganham dinheiro com o aquecimento desse mercado, estão aqueles que focam o turismo para as classes de baixa renda.
Segundo Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), no ano passado aumentou em 12% o total de vendas de tíquetes com tarifas médias de R$ 321 - passagens aéreas tipicamente consumidas por pessoas das classes C e D.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divide as classes sociais em:

- Classe E: pessoas com renda familiar de até R$ 751 por mês
- Classe D: pessoas com renda familiar mensal entre R$ 751 e R$1.200
- Classe C: composta de famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5.174 por mês
- Classe B: famílias com renda mensal de R$ 5.174 e R$ 6.745
- Classe A: famílias com renda superior a R$ 6.745 por mês

De acordo com Bull, a maior parte das agências de turismo do Brasil é de pequeno e médio porte. Apesar de elas estarem distribuídas por todo o País, há uma maior concentração em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
"No entanto, mesmo nessas metrópoles ainda há espaço para novos empreendedores", afirma. Para o executivo, o mercado ainda tem muito fôlego para crescer nos próximos anos. "O Brasil usa apenas 10% do seu potencial no ramo de turismo", opina.

EMPRESA VAI VOANDO APOSTA EM PONTOS DE VENDA NAS PERIFERIAS

Com 25 anos de experiência no ramo de viagens, o empreendedor Thomas Rabe decidiu, há quatro anos, apostar na chamada base da pirâmide. "A questão da divisão de classes sociais não é muito clara. Cada instituto usa uma métrica. A base da pirâmide - que também pode consumir viagens - seria o equivalente à classe D", explica.
Rabe percebeu que um nicho de consumidores não estava sendo atendido e que as companhias aéreas poderiam encontrar nessas pessoas os passageiros que faltavam para lotar seus voos. Com isso, a distribuidora de viagens Vai Voando começou a operar há um ano e meio.
Hoje, a Vai Voando tem dez unidades próprias, mas está distribuída em outros 130 pontos de venda, localizados nas periferias de São Paulo e do Rio de Janeiro. O número corresponde a agências conveniadas, normalmente de ônibus, que vendem também passagens da distribuidora adotando o modelo store in store (loja dentro da loja).
"É preciso salientar que existe uma diferença entre a tão alardeada classe C e a base da pirâmide. A última é composta por pessoas que apenas recentemente obtiveram uma renda extra e a usam, entre outras coisas, para viajar. No entanto, ao contrário da classe C, não viajam a lazer. Fazem o que chamamos de 'viagem do coração': visitam familiares que moram nos seus estados de origem", explica Rabe.
Ir até onde as pessoas da classe D moram é outro diferencial das empresas que focam esses consumidores. Por isso a Vai Voando não está em shoppings ou grandes centros comerciais. É nas favelas e na periferia que ela tem espaço. "A base da pirâmide simplesmente não vai até uma agência de viagem tradicional para comprar passagens aéreas. Essas pessoas se autoimpõem uma barreira. Acham que não é um lugar para elas", esclarece Rabe.
Para o empreendedor que deseja apostar no ramo, Rabe dá a sua dica: "entenda como esse consumidor se comporta. Saiba que ele precisa de crédito, que terá difícilduda para comprovar renda e que existe uma maneira particular de fazer publicidade para esse nicho".
Entre os benefícios - além de apostar em um segmento em expansão - está o de saber que a empresa contribui para a inclusão social. "Chega a ser emocionante ver alguns clientes conseguirem, depois de anos, visitar os parentes que estão no Norte e Nordeste do País. E, o melhor, que eles vão de avião.", diz.
O empreendedor hoje é sócio minoritário da Vai Voando. É que para garantir a entrada do capital necessário para expandir a empresa, ele vendeu a maior parte de suas ações. A marca espera fechar o ano de 2012 com pontos de venda também em Brasília e em Belo Horizonte. Com cerca de 2 mil embarques por mês atualmente, a distribuidora quer chegar a 5 mil passageiros por dia daqui a cinco anos. Para expandir a marca e conquistar abrangência nacional, a empresa começará a operar pelo modelo de microfranquias ainda este ano.

(Fonte : Terra Notícias)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CERCA DE 1,2 MILHÃO DE PROFISSIONAIS ADERE AO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

O programa do Empreendedor Individual, criado em 2009 para estimular a formalização desses profissionais, registrou, até o dia 31 de maio, a adesão de 1,185 mil novos contribuintes para a Previdência Social. A meta do Comitê Gestor do programa é completar, até outubro, 1,5 milhão adesões, de acordo com o secretário executivo do comitê, Silas Santiago. Até o último dia 5, 1.196.998 pessoas haviam formalizado sua atividade.
O empreendedor individual teve reduzida de 11% para 5%, do valor do salário mínimo, a contribuição mensal que recolhe à Previdência Social, a partir de maio, de acordo com medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff. Agora, o empreendedor individual paga R$ 27,25 por mês, que poderá chegar a R$ 33,25, se for um prestador de serviços ou trabalhador na área do comércio ou da indústria.
Trabalhadores autônomos como o feirante, o camelô, o borracheiro, o mecânico, o pipoqueiro e a cabeleireira são empreendedores individuais que, ao se formalizarem, recebem a aposentadoria depois de certo tempo de contribuição. De acordo com números do Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), dez unidades da Federação se destacaram na adesão de novos empreendedores individuais até agora: Distrito Federal, Mato Grosso, Roraima, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Acre, Goiás e Santa Catarina. A área de comércio varejista concentra 32,89% dos empreendedores individuais; seguida pelo setor de alimentação, com 11,69%; serviços em geral, com 10,7%; construção civil, com 7,18%; e serviços técnicos em veículos, com 5,52% de adesões.
De 27 de junho a 2 de julho, o Sebrae vai promover uma campanha de divulgação, com montagem de estandes em todas as capitais, para atrair novos empreendedores ao programa. De acordo com o presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Barretto Filho, a expectativa é atrair 40 mil novos empreendedores com a campanha. O secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse que "é preciso manter a assistência continuada a esses trabalhadores, inclusive na oferta do crédito", para que eles se mantenham ativos no seu trabalho e formalizados. No dia 1º de julho, o programa do Empreendedor Individual completa dois anos de existência.

(Fonte : Monitor Mercantil)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AGÊNCIA DE FOMENTO DE SP LANÇA LINHA PARA FRANQUIAS


A Nossa Caixa Desenvolvimento vai lançar nos próximos dias uma linha de crédito para atender negócios no modelo de franquias. Com taxa de 0,65% ao mês, além do IPC-Fipe, serão atendidos projetos de desenvolvimento da primeira franquia, expansões e reformas. Os financiamentos poderão cobrir até 70% do projeto, com prazo máximo de 60 meses, a depender de cada caso. Os detalhes finais devem ser acertados em reunião da diretoria nesta semana. A linha não terá um limite definido de dotação. Será estendida até o valor do capital que a instituição possui para fazer empréstimos, que é de R$ 1 bilhão. A agência, que iniciou suas atividades em 2009, registrou em março cerca de R$ 300 milhões de desembolso em financiamentos para pequenas e médias empresas do Estado de São Paulo. Com a entrada da nova linha, a estimativa é chegar a R$ 750 milhões de desembolso neste ano, segundo Milton de Melo Santos, presidente da entidade. "Nós temos de lidar com o fato de sermos ainda pouco conhecidos no mercado e também com algum receio do empresário de tomar empréstimos", diz Santos. O setor de petróleo e gás é outro que deve impulsionar o avanço dos empréstimos. "Na cadeia de fornecimento deste setor há um número muito grande de empresas que começaram a se posicionar em São Paulo para fornecer seus produtos e serviços", afirma.

(Fonte : Col. Mercado Aberto)

quinta-feira, 17 de março de 2011

BNDES AUMENTA VERBA DE PROGRAMA DE MICROCRÉDITO


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) elevou a dotação do seu programa de microcrédito de R$ 250 milhões para R$ 450 milhões, a serem desembolsados até o fim de 2012. Em nota, o banco informou que o objetivo do programa é promover a geração de renda e emprego na economia popular aumentando as fontes de financiamentos para pequenos empreendedores, pessoa física ou jurídica, com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 240 mil.
Os recursos do BNDES chegarão aos tomadores por uma rede de repassadores formada por agências de fomento regionais, instituições financeiras públicas ou privadas, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e sociedades de crédito ao microempreendedor (SCM). O prazo máximo dos financiamentos é de 96 meses, dependendo de pisos estabelecidos pelo banco.
Entre 2008 e 2010, os desembolsos da carteira de microcrédito do BNDES atingiram R$ 101 milhões. Segundo o BNDES, atualmente o banco tem 58 operações contratadas no âmbito do Programa BNDES de Microcrédito: 34 são com Oscips, dez com cooperativas de crédito singulares, cinco com cooperativas centrais, quatro com agências de fomento, duas com bancos comerciais, duas com bancos cooperativos e uma com sociedade de crédito ao microempreendedor.

(Fonte : Ag. Estado de Notícias)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS TÊM A MAIOR ALTA REAL NA RECEITA DESDE 98


As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo fecharam 2010 com uma receita de R$ 305,8 bilhões, com aumento real -já descontada a inflação- de 9,6% ante 2009, registrando o melhor resultado da série histórica iniciada em 1998.
A pesquisa do Sebrae-SP divulgada ontem também mostra que essa parcela das empresas faturou R$ 30,7 bilhões em dezembro, alta de 19,2% ante o mesmo mês de 2009, chegando ao 15º mês consecutivo de aumento de receita.
Na divisão por setores, serviços puxaram a alta do faturamento anual (16,4% no período), seguidos por indústria (10,9%) e comércio (5,8%).
"A expectativa é que 2011 também seja um ano positivo. A expansão do emprego e da renda e, consequentemente, do consumo, continuará criando oportunidades", afirma o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
Na sua avaliação, um dos entraves para parte dessas empresas ainda é a falta de planejamento e de gestão, evitando, por exemplo, financiamentos desnecessários. "Ainda mais nesse momento, em que o crédito vai ficar mais caro", diz. A inovação é outro ponto que precisa ser reforçado, afirma.
As micro e pequenas representam 98% das empresas paulistas e 67% do pessoal ocupado no setor privado. São consideradas de pequeno porte empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões e micro, com faturamento de até R$ 240 mil. A pesquisa englobou 1,33 milhão de empresas.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

BRASIL É O 6º. PAÍS DO MUNDO MAIS EMPREENDEDOR

O Brasil ficou em sexto lugar no mundo em empreendedorismo em 2009, com 15,3% da população, o equivalente a 18,8 milhões de pessoas, fazendo parte da Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) - negócios com menos de 42 meses de existência. A taxa registrada ficou acima da média histórica do país que é de 13%. Em 2008, a TEA ficou em 12%.
Os dados constam da 10ª edição da pesquisa Global Entreperneuship Monitor (GEM), que mede o nível de empreendedorismo em diversos países, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
No ranking dos países, o primeiro colocado é a Colômbia, com 22%, seguido do Peru, que tem 21%. O terceiro país mais empreendedor é a China, que obteve o índice de 19% em 2009. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, na capital paulista. De acordo com a pesquisa, as mulheres lideram o empreendedorismo, com uma participação de 53%. Quando se fala em empreendedorismo por oportunidade - quando se aproveita uma aptidão pessoal ou se identifica um nicho a ser explorado - as mulheres também lideram, com 53,4%.

(Fonte – Monitor Mercantil )

terça-feira, 30 de março de 2010

FOLHA ABRE INSCRIÇÕES PARA PRÊMIOS SOCIAIS

Concurso busca em todo o país líderes de cooperativas, empresas sociais, ONGs, Oscips e pessoas físicas

Estão abertas até 15 de maio as inscrições para os prêmios Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro.
Os concursos buscam líderes de cooperativas, empresas sociais, ONGs, Oscips e pessoas físicas de todo o país que atuam de forma inovadora, sustentável e com forte impacto na sociedade ou em áreas como ambiente, educação e saúde.
Todos os finalistas terão seus perfis publicados na Folha e na Folha Online.
O Empreendedor Social 2010 fará parte da rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab, que oferece consultoria internacional gratuita e bolsas de estudo para cursos de ensino executivo no exterior.
O vencedor também será convidado a participar da reunião do Fórum Econômico Mundial para a América Latina em 2011. Dependendo do perfil, poderá fazer parte da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, da comunidade global de empreendedores sociais no Conselho da Agenda Global e também da organização Jovens Líderes Globais, ambas do Fórum Econômico Mundial.
Já o Empreendedor Social de Futuro 2010 receberá, gratuitamente, a partir de 2011, uma consultoria de gestão por dez dias da sitawi (organização que oferece capital e aconselhamento para impacto social) e uma bolsa de estudos integral para o curso de pós-graduação "Gestão de Projetos Sociais em Organizações do Terceiro Setor", da PUC-SP, além de outros benefícios.Inscrições: somente pela internet, em www.folha.com.br/empreendedorsocial.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS SOMAM 25.131 NO PAÍS


Duplicidade nas informações sobre os registros no Portal do Empreendedor enviadas ao Sebrae e a outras instituições acarretaram distorção na contagem das inscrições

O número de trabalhadores autônomos inscritos neste ano até o dia 12 na categoria Empreendedor Individual é 21.536.
Até o início da tarde do dia 17, os empreendedores individuais efetivamente registrados somavam no ano 25.131 em todo o País.
Estes, porém, não foram os números divulgados na semana passada (dias 8 a 12 de fevereiro) pela Agência Sebrae de Notícias (ASN). Nesse período, o número informado chegou a 41.572 inscrições em 2010.
O problema decorreu de um episódio de duplicidade nas informações sobre os registros no Portal do Empreendedor enviadas ao Sebrae e a outras instituições, acarretando distorção na contagem das inscrições.

(Fonte : Ag. Sebrae de Notícias / 19-02-10)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

COM NOVO PERFIL, SERVIÇOS LIDERAM CONTRATAÇÕES


De cada dois empregos criados no ano passado, um foi no setor de serviços. Desses, metade ocorreu entre trabalhadores ligados ao turismo e ao comércio e administração de imóveis. Essas categorias são as campeãs de vagas dentro no setor que mais cria empregos no Brasil e 2009 repetiu esse padrão. Ao todo, segundo dados oficiais, os serviços já empregam mais de 13 milhões de pessoas - pouco menos que os trabalhadores do comércio e indústria somados.
Até 2006, o setor criava empregos formais a uma taxa inferior à soma das demais atividades - indústria, comércio e agricultura. Esse quadro se alterou nos últimos três anos. Nos primeiros cinco anos da década, o mercado de trabalho, sem as vagas de serviços, cresceu 22,4%, enquanto o setor ampliou vagas em 18%. A partir de 2006, com o aumento da renda das famílias, a relação se inverteu. Enquanto indústria, comércio e campo ampliaram pessoal em 14%, o setor de serviços cresceu 16,9%.
Na década, a heterogeneidade característica do setor - que engloba desde operadores de telemarketing a administradores terceirizados, passando por professores, médicos, motoboys e garçons - aumentou. Os serviços, tradicionalmente concentrados em intermediação financeira nos grandes centros urbanos, mudaram de perfil: cresceram mais as atividades voltadas às famílias, como turismo, restaurantes, call centers e transportes.
A taxa de geração de empregos no setor de serviços foi superior ao Produto Interno Bruto (PIB) em todos os anos da década. Entre os subsetores capturados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), até 2008 e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no ano passado os que obtiveram maior expansão média na década foram os setores de comércio, administração de imóveis e serviços técnicos (56,5% em dez anos), e serviços de alojamento e comunicação, com 53,1%. Nos últimos anos, no entanto, é essa última quem cresce rapidamente. A categoria agrega os funcionários de hotéis e pousadas, além de trabalhadores em restaurantes e lanchonetes. Nos últimos três anos, esse subsetor ampliou sua participação em mais de 5% ao ano.
Por outro lado, o período entre 2000 e 2009 viu o setor de transportes e comunicação, que agrega motoristas e também operadores de telemarketing e call center, passar de 1,3 milhão de pessoas para quase 2,1 milhões - crescimento de 48,2% - ao mesmo tempo que o setor de instituições financeiras, preenchido por bancários, obter o menor crescimento - 32,5%.
A forte alta dos serviços no ano passado, que responderam por 500 mil das 995 mil vagas criadas, serviu para amortecer os efeitos da crise mundial na atividade e no mercado de trabalho, afirmam os analistas. Para eles, parte expressiva dessa ampliação decorre do caráter endógeno do setor, uma vez que depende mais das oscilações do mercado doméstico, como viagens de turismo interno, refeições fora de casa ou serviços de telecomunicações, que do exterior.
Segundo Luís Kubota e João Maria de Oliveira, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as atividades de serviços de alojamento e de alimentação, as mais expressivas do segmento, suportaram a crise graças ao mercado interno do turismo, que manteve seu desempenho e até substituiu os ganhos advindos do mercado externo. A indústria teve saldo de 10,8 mil postos em 2009, enquanto comércio encerrou o ano com pouco mais da metade do gerado em serviços - 297,1 mil empregos.
Segundo Oliveira, há neste movimento um processo de corte de custos natural em períodos de crise. "Uma firma industrial, pressionada pelos custos, resolve demitir parte de seu pessoal e contrata uma empresa de terceirizados que presta o mesmo serviço. Na ponta do lápis, diminuiu o pessoal ocupado na indústria e aumentou em serviços", afirma. Para Kubota, a indústria está sendo "artificialmente contaminada por esse fenômeno. Trata-se de uma questão contábil que ilustra a dificuldade que é realizar mensurações do setor".
Concomitantemente ao processo de incremento econômico dos serviços, há, na atual década, um processo de descentralização regional. Entre 2000 e 2009, o pessoal ocupado no setor aumentou em média 36,4% ao ano, tendo Norte (42,5%) e Nordeste (39,4%) à frente. Na década, a região que menos criou empregos no setor foi o Sudeste - dez pontos percentuais menos que o Norte.
Os serviços no Norte e Nordeste cresceram, na última década, apoiados em diferentes vetores. Enquanto no Norte o principal segmento empregador de mão de obra dentro do setor é a prestação de serviços às empresas - especialmente na Zona Franca de Manaus (AM) -, no Nordeste é o turismo, com bares, hotéis e restaurantes, que lidera. Assim, em 2009, o saldo de empregos criados foi distinto entre as duas regiões na comparação com o resto da década. Os Estados do Norte registraram a menor expansão entre as regiões, com 2,8%, enquanto o Nordeste apresentou o melhor resultado: 4,5%.
A difusão do crescimento, segundo analistas, deriva de uma mudança estrutural no eixo econômico do país, que até a década de 1990 era muito concentrado no setor industrial. Antes orientados pela indústria, que contratava serviços de apoio à sua produção - como transporte e atendimento ao cliente -, os serviços, agora, se difundem em subsetores mais ligados à atividades da família. Segundo analistas, isso decorre das políticas de ampliação do salário mínimo e de transferências de renda implementadas desde o ano 2000.

(Fonte : Jornal Valor Econômico / 08-02-10)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SANTANDER BRASIL NO CONSELHO MUNDIAL DE TURISMO

O Grupo Santander Brasil é o primeiro banco e a primeira empresa latino-americana a integrar o WTTC – Conselho Mundial de Viagens e Turismo, graças a suas ações voltadas à sustentabilidade nesse segmento

O Grupo Santander Brasil recebeu, em 2009, uma cadeira no Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), por conta de seu posicionamento e de suas ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do turismo. É o primeiro banco e a primeira empresa latino-americana integrante do WTTC, que reúne os líderes de negócios do setor de Viagens & Turismo de todo o mundo.
O que mais chamou a atenção dos executivos do Conselho foi um dos programas do Grupo de apoio ao desenvolvimento do turismo, realizado na região da Costa dos Coqueiros, no litoral baiano. O projeto destinou, em dezembro, R$ 170 mil para capacitação e inclusão no mercado de trabalho, em que aproximadamente 30 jovens serão treinados para trabalhar na rede hoteleira próxima das comunidades do entorno.
Segundo a COO do WTTC, Ufi Ibrahim, além do engajamento do Grupo Santander Brasil com o desenvolvimento sustentável, outro fator determinante para a escolha foi o fato de o Brasil possuir um mercado turístico em expansão e com potencial de crescimento muito grande com a organização de dois grandes acontecimentos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
“O Turismo, se calçado nos conceitos de sustentabilidade, pode ser uma grande ferramenta de transformação da sociedade. O Grupo Santander ao atuar neste setor tem a responsabilidade de disponibilizar produtos e serviços adequados a todos os níveis deste segmento”, afirma Julio Bin, superintendente de Negócios Sustentáveis do Grupo Santander Brasil. Por conta dessa necessidade e de oportunidades em outros setores, o Grupo Santander Brasil criou em 2007 a área de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis, com o objetivo de auxiliar na geração de negócios, apontando oportunidades e oferecendo suporte conceitual, estratégico e ferramental às áreas Comerciais e de Produtos.
Segundo o executivo do Grupo Santander, a Copa do Mundo e as Olimpíadas são grandes oportunidades para acelerar o desenvolvimento da indústria e acredita que se isto acontecer de forma sustentável, os brasileiros terão como legado desses eventos o crescimento econômico com ganhos sociais e culturais, a melhoria da qualidade de vida, a valorização das características regionais, tradições e costumes e a preservação da biodiversidade.

(Fonte : Ass. de Imprensa do Banco Real / jan. 2010)

CHAMADA PÚBLICA DE PARCERIAS PARA ENTIDADES DE MICROCRÉDITO É PRORROGADA

As inscrições para a Chamada Pública de Parcerias (CPP) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), voltadas às entidades do setor de microcrédito, foram prorrogadas até o dia 19. A CPP apoiará projetos de desenvolvimento institucional de Instituições de Microcrédito Produtivo Orientado (IMPO).
Serão selecionadas propostas apresentadas por entidades sem fins lucrativos habilitadas pelo Programa Nacional de Microcredito Produtivo Orientado (PNMPO) e por associações representativas do setor. O programa prevê a capacitação de agentes de crédito e microempreendedores com o objetivo de fortalecer as organizações de microcrédito.
O MTE disponibilizará R$ 2,4 milhões para o estabelecimento das parcerias da CPP, oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). As propostas das entidades deverão apresentar contrapartidas, que podem variar entre 2% a 40% do valor almejado, dependendo da região onde a entidade está localizada.
O montante total do projeto deve ser de, no máximo, R$ 300 mil.
Para participar as entidades interessadas devem fazer a inscrição pelo "Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse" (SICONV), no endereço www.convenios.gov.br.
Um Comitê de Seleção da CPP será constituído e fará a análise e julgamento das propostas encaminhadas, de acordo com critérios pré-definidos (tempo de funcionamento da organização, experiência em capacitação de agentes de crédito, qualificação do corpo técnico e quadro pessoal, entre outros).
As IMPOs são responsáveis pelo atendimento ao público microempreendedor. Além do crédito, elas também oferecem orientações para o planejamento e a gestão dos pequenos negócios, pois são áreas fundamentais para a consolidação de suas atividades produtivas.Ao promover o desenvolvimento dessas instituições, o MTE possibilita o fortalecimento de suas capacidades gerenciais, ampliando seu alcance social e eficiência, incluindo seus funcionários e clientes.

(Fonte : Ag. Sebrae de Noticias, com informações do MTE/ 02-02-10)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EMPREENDEDOR INDIVIDUAL TEM MAIS TEMPO PARA ENTREGAR DECLARAÇÃO DE RENDIMENTO

Foi prorrogado do dia 29 de janeiro para o dia 31 de março o prazo para que os empreendedores individuais formalizados em 2009 entreguem a declaração de rendimentos - a Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-MEI).
A mudança está na Resolução nº 70, do Comitê Gestor do Simples Nacional publicada na quinta-feira (28) no Diário Oficial da União.
Conforme o secretário-executivo do Comitê, Silas Santiago, a decisão leva em conta principalmente o fato de que há empreendedores que “estão numa situação intermediária: não concluíram totalmente o processo de formalização com a entrega de documentos à Junta Comercial”.
Empreendedor Individual é a figura jurídica criada pela Lei Complementar 128/08, que possibilita a formalização de quem exerce atividades econômicas por conta própria, como doceiras, chaveiros e pipoqueiros. A formalização prevê opção imediata pelo Simples Nacional – o sistema simplificado de tributação das micro e pequenas empresas.
É por meio desse sistema que eles recolhem a taxa fixa mensal de 11% sobre o salário mínimo mais R$ 1,00, nos setores da indústria ou do comércio, e 5,00 na área de serviços. Por isso as decisões sobre esse tema cabem ao Comitê Gestor do Simples Nacional.
Já o processo de gestão do Empreendedor Individual é feito pelo Comitê Gestor da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).
O secretário-executivo desse Comitê, Edson Lupatini, lembra que a partir de 8 de fevereiro entra no ar um novo sistema de registro desses empreendedores, mais simplificado, acabando inclusive com a entrega física de documentos nas juntas comerciais.
O secretário garante também que no dia 8 de fevereiro o registro dos empreendedores será aberto para todos os estados do País. Atualmente o registro é feito apenas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará.
O prazo para os empresários individuais que estão no Simples Nacional optarem para se tornar Empreendedor Individual não mudou e encerra nessa sexta-feira (29). A opção é feita pela Internet, no portal do Simples Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/).
(Fonte : Ag. Sebrae de Notícia / 28-01-10)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

EMPRÉSTIMO A MICROEMPRESÁRIO ALCANÇA R$ 2,2 BI

O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) liberou R$ 2,2 bilhões em empréstimos para microempreendedores no ano passado, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. O volume é 26,6% maior que o de 2008 (R$ 1,8 bilhão).
O número de clientes também aumentou (68,6%), passando de 647.811 para 1,092 milhão. As mulheres representam 60% desse público.
(Fonte : Jornal Folha de SP / Ed. Dinheiro / 26-01-10)