terça-feira, 15 de abril de 2014

CONTRA ATRASO, AVIÕES DECOLARÃO AO MESMO TEMPO EM CUMBICA (SP)


 

Para tentar reduzir os atrasos dos voos, o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), passará a ter decolagens quase simultâneas em suas duas pistas.
Hoje o aeroporto não utiliza as duas – que são paralelas – ao mesmo tempo. Tampouco para a mesma operação: enquanto uma é usada para pouso, a outra é reservada para decolagem.
Esse modelo aumenta o tempo de espera das aeronaves que aguardam a sua vez para partir. Isso porque um avião só pode decolar em uma pista quando o outro já aterrissou na pista ao lado.
A Aeronáutica, responsável pelo controle de tráfego aéreo no país, quer implantar a mudança em 31 de maio, antes da Copa do Mundo.
A data ainda pode ser alterada porque a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não decidiu se será preciso treinar os pilotos ou se uma campanha de comunicação já será suficiente.
Cumbica tem atraso médio de 15% nos voos. A intenção é reduzir o índice para algo entre 5% e 10%, disse o coronel aviador Ary Bertolino, chefe do CGNA (Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea), da Aeronáutica.
Por ora, diz, não haverá aumento de voos no aeroporto, no qual o limite é de 47 pousos e decolagens por hora. Haverá ao menos três meses para analisar melhorias.
A decolagem quase simultânea ocorrerá quando o tempo estiver bom – com ao menos 5 km de visibilidade (horizontal) e 1,5 km de teto (vertical). Em 70% do tempo, o aeroporto tem essa condição.
A operação será "quase simultânea" porque um avião partirá de uma pista e, segundos depois, o outro decolará. Atualmente, o intervalo entre essas operações é de um a dois minutos.
A medida, inspirada em ação no aeroporto de San Francisco (EUA), é inédita no Brasil para um aeroporto das características de Guarulhos, em que as pistas são paralelas, mas sem distância suficiente entre si para ter operações 100% simultâneas.
As decolagens simultâneas não serão a única mudança.
Um avião será autorizado a decolar sem que o outro tenha aterrissado, desde que o piloto do avião prestes a pousar consiga ver, de onde está, a aeronave que irá partir.

POUSOS

Outra novidade: nas aterrissagens, o comandante, a depender do movimento, poderá ser autorizado a pousar em uma pista ou na outra.
Segundo Ary Bertolino, as companhias aéreas brasileiras e as americanas se comprometeram a adotar o novo modelo. As companhias europeias decidiram não aderir, por entender que precisarão de tempo para adaptação.
Controladores de tráfego aéreo foram treinados para as mudanças; um deles diz temer que haja aumento de carga de trabalho. Pilotos ainda não se submeteram a treinamento: depende de a Anac dizer se isso será exigido.
A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) diz haver detalhes a tratar com Anac e Aeronáutica, mas espera que haja aumento de "fluidez" no tráfego aéreo.
A concepção do projeto veio de Paulo Cézar Santos Paduan, ex-controlador e comandante na TAM. Foi ele que levou a ideia à Aeronáutica e ajudou a fazer a norma.
 
(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

CONGONHAS REFORÇA PERFIL DE “HUB” E TEM ÍNDICE RECORDE DE CONEXÕES


 

Um em cada quatro passageiros no aeroporto de Congonhas está meramente à espera de conexão. Números praticamente desconhecidos no setor, obtidos pelo Valor por meio da Lei de Acesso à Informação, demonstram que 25,3% dos usuários do terminal paulistano no ano passado não tinham a cidade de São Paulo como ponto de partida ou de chegada da viagem.
Essa proporção é a mais alta do passado recente e indica o reforço de uma estratégia das companhias aéreas: o uso intensivo de Congonhas como um dos grandes centros de distribuição de voos (hubs) do país, apesar de suas limitações operacionais.
Com isso, o aeroporto se distancia do uso prioritário para voos "ponto a ponto", como as ligações da ponte aérea São Paulo-Rio e São Paulo-Brasília. A tendência também representa o inverso do plano adotado temporariamente pelo governo em 2007, logo após a tragédia com o avião da TAM que matou 199 pessoas, de proibir conexões no aeroporto. Antes do acidente, cerca de 20% dos passageiros usavam Congonhas como parada intermediária.
 
A restrição imposta às empresas para conexões no terminal ficou em vigência durante seis meses e derrubou esse índice para menos de 10%, conforme dados da Infraero (ver tabela), mas foi revertida depois de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ter constatado que muitos passageiros começaram a trocar de voo por conta própria, desmembrando a viagem em duas passagens compradas de forma independente. Com isso, acabavam sobrecarregando ainda mais o terminal, já que faziam todo o trâmite de recolher bagagens e voltar para as filas do check-in.
A aviação civil era coordenada à época pelo Ministério da Defesa, então sob comando do ministro Nelson Jobim, que adotou outras duas medidas com o objetivo fortalecer a utilização do aeroporto para voos "ponto a ponto": um limite de 1.500 km para os destinos atendidos por Congonhas e a redução da quantidade máxima de pousos ou decolagens permitidos por hora em suas pistas.
Hoje o uso de Congonhas como "hub" não constitui nenhuma irregularidade, mas chama a atenção o fato de que o índice de conexões já supera, com folga, a proporção observada quando se tomou a medida restritiva. Para entender esse movimento, a reportagem do Valor entrou em contato com funcionários do governo, representantes de empresas aéreas e estudiosos do setor.
De acordo com um executivo de uma das líderes de mercado, que falou na condição de anonimato, o prejuízo bilionário das companhias nos últimos anos detonou um processo de reorganização e enxugamento das malhas aéreas. Houve redução de frequências em rotas com índices de ocupação mais baixos, como ligações diretas entre cidades fora da região metropolitana de São Paulo. Com isso, Congonhas viu um reforço no papel de "juntar" passageiros de outras localidades, a fim de prosseguir para o mesmo destino. Mas na prática, como admite esse executivo, há menos opções de voos diretos.
"A concentração de voos em hubs é uma tendência no setor aéreo e qualquer companhia que possa vai querer pousar em São Paulo", afirma Jorge Leal Medeiros, professor da Escola Politécnica da USP. "Captura-se uma receita marginal com um custo marginal praticamente nulo."
Uma fonte do governo complementa o raciocínio do professor e lembra que uma das regras básicas em vigência no setor é a liberdade para que as empresas possam usar, como quiserem, a infraestrutura aeroportuária disponível.
Em um cenário de ajustes das companhias para buscar maior rentabilidade às suas operações, não há nenhuma preocupação do governo em restringir as conexões em Congonhas, segundo essa autoridade. "Se é o que tem sido economicamente mais viável, para o passageiro e para as companhias, não vemos problema nisso", afirma a fonte, que acompanha de perto o assunto.
No ano passado, a movimentação em Congonhas atingiu 17,1 milhões de passageiros, maior volume desde os 18,4 milhões verificados em 2006. No ano seguinte, as restrições diminuíram essa movimentação em quase 20% - para 15,2 milhões. Além de ter liberado as conexões, o governo trabalha agora na revisão do limite máximo de pousos e decolagens (slots), com a perspectiva de ampliá-los em até quatro movimentos por hora, incluindo a liberação de mais voos de jatos executivos na pista auxiliar.
O assunto continua na pauta do governo e está praticamente definido, mas não deve haver mudanças até a Copa do Mundo, que começa em junho. Para o megaevento esportivo, caiu temporariamente - até julho - a resolução que impedia voos saindo de Congonhas para distâncias acima de 1.500 km. Reservadamente, algumas companhias têm a expectativa de que a limitação caia de vez após a Copa, viabilizando voos diretos de Congonhas para capitais do Nordeste como Recife e Fortaleza.
O Valor apurou que, embora isso ainda não seja objeto de discussões internas no governo, o aumento das distâncias máximas é uma possibilidade a ser contemplada pelas autoridades caso a experiência durante o torneio seja positiva. A única exigência da qual o governo não abre mão, por razões de segurança, é um limite mais rígido para o peso das aeronaves que pousam ou decolam de Congonhas.

 

(Fonte : Jornal Valor Econômico / imagem divulgação)

GRÉCIA RETORNA AO MERCADO E TURISTAS VOLTAM AO PAÍS


 

O bem-sucedido retorno da Grécia aos mercados de bônus é a mais recente de uma série de “mensagens positivas” para a economia, assim como o fato de o país ter registrado um ano recorde para o turismo e prever um 2014 ainda mais forte, disse a ministra do Turismo da Grécia, Olga Kefalogianni.
“Deixamos as grandes dificuldades para trás”, disse Kefalogianni, ontem, em entrevista. “A tendência agora está mudando e veremos a economia grega começar a se recuperar neste ano”.
O primeiro-ministro Antonis Samaras chamou a indústria do turismo, que responde por um sexto do produto interno bruto, de “a primeira locomotiva que começou a empurrar nossa economia para fora de uma dolorosa recessão de seis anos”.
A Grécia recorreu de forma bem-sucedida a mercados de dívidas, na semana passada, pela primeira vez em quatro anos, vendendo 3 bilhões de euros (US$ 4 bilhões) em bônus de cinco anos.
A Grécia viu um recorde de 18 milhões de visitantes no ano passado, quando visitantes de mercados em crescimento, como a China e o Brasil, se somaram aos viajantes da Alemanha e do Reino Unido, que ignoraram as recentes imagens de um país conturbado. As projeções da indústria mostram que este ano irá superar o ritmo do ano passado, disse a ministra.
“As mensagens de todos os nossos mercados são extremamente positivas, o que nos dá a confiança de que 2014 será um novo ano recorde”, disse Kefalogianni. As projeções de seu ministério coincidem com estimativas da Associação Grega de Empresas de Turismo.
 
Mercados em recuperação
 
Tradicionais mercados de origem para o turismo grego, que haviam caído drasticamente nos últimos anos, começaram a se recuperar, disse Kefalogianni, com os números de reservas prévias da associação da indústria do país indicando que a Grécia pode esperar mais turistas do Reino Unido, da Alemanha e da França neste ano.
 
(Fonte : Revista Exame)

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO GANHA TREM TURÍSTICO


 

O trem turístico de São José do Rio Preto (SP), mais conhecido como Trem Caipira, começou a transportar 59 passageiros por um trajeto que liga a estação central de São José do Rio Preto até a estação Engenheiro Schmitt. Para colocar o projeto “no trilho”, o Ministério do Turismo investiu R$ 731 mil na compra da locomotiva, em parceria com a prefeitura de São José do Rio Preto. O percurso de 10 Km leva cerca de trinta minutos para ser percorrido
O trem turístico fará a travessia apenas um domingo por mês. Nos dias de passeio, os passageiros serão recebidos na estação de Engenheiro Schmitt com uma exposição de produtos de artesãos locais. O distrito de Engenheiro Schmitt também é conhecido pela grande oferta de doces artesanais. 
“O turismo ferroviário resgata nossa história. Os trens têm importância histórica, cultural e econômica; e o MTur tem um histórico de financiar trechos de trens, uma atividade econômica que estimula a economia turística e do município. Que brasileiro não gostaria de ter a possibilidade de fazer um passeio de trem?”, afirma Neusvaldo Lima, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo.
O trecho ferroviário por onde o trem caipira trafega é usado por trens de carga na maior parte do tempo. Os trilhos são operados pela concessionária América Latina Logística (ALL). A linha férrea faz parte da antiga Estrada de Ferro de Araraquara, datada de 1898, que vai de Araraquara até Itaquerê.
A cidade de São José do Rio Preto, localizada a 452 km da capital paulista, oferece diversas atrações aos turistas, entre elas, a Cidade da Criança, com mais de 230 brinquedos, e o Museu de Arte Naif.
Clique aqui para ouvir declaração do secretário Neusvaldo Ferreira sobre a importância do investimento no setor.
 
Trens em São Paulo
 
O Ministério do Turismo tem contrato com outras 13 cidades do Estado de São Paulo, desde 2005. Algumas obras já foram concluídas como em Araraquara, onde foi recuperada a estação de ferro e implantado o museu ferroviário e, em Jaguariúna, onde foi recuperada a estação de trem de Guedes. A primeira obra recebeu R$ 975 mil e a segunda, R$ 292 mil. Em São Joaquim da Barra (SP), 380 km de São Paulo, a revitalização da antiga estação ferroviária está em andamento (82% da obra concluída) e já recebeu R$ 243 mil do MTur.
 
(Fonte : MTur)

GOVERNO LIBERA MAIS VOOS EM CONGONHAS


 

O governo deve fixar, nos próximos dias, novas regras para o uso das pistas de Congonhas. A mudança deverá permitir a entrada da Azul e o reforço das operações da Avianca em um dos aeroportos mais nobres do país. Auxiliares da presidente Dilma Rousseff trabalham com a perspectiva de fazer o anúncio ainda nesta semana.
Uma das principais alterações é o aumento dos pousos e decolagens na pista principal de Congonhas. Hoje o limite é de 30 movimentos por hora para as empresas aéreas. Esse limite aumentará - serão provavelmente dois voos a mais. Apenas companhias que não atuam hoje no aeroporto poderão se candidatar ao uso das autorizações adicionais para pousos e decolagens - os "slots".
Uma exceção deverá ser aberta à Avianca porque ela detém menos de 5% das operações atuais de Congonhas. A Azul só opera no aeroporto aos sábados. Todas as mudanças serão implementadas somente após a Copa do Mundo, já que foi até organizada uma malha aérea especial para o evento.
Não haverá redução dos voos permitidos para a aviação geral, o que traz alívio a empresas de táxi aéreo e donos de jatinhos. TAM e Gol, ao contrário do que se imaginava inicialmente, não vão sair perdendo em um primeiro momento. Mais à frente, porém, seus slots podem ficar sob risco. É que, paralelamente, a Secretaria de Aviação Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende fechar o cerco a cancelamentos e atrasos de voos. Hoje, para preservar seus voos, as aéreas precisam comprovar que 80% dos voos programados são efetivamente realizados. Esse é o chamado índice de regularidade.
Com o aperto de regras, essa exigência deverá subir para 90%. Ou seja, a cada dez voos, só um poderia ser cancelado. Além disso, será necessário alcançar uma marca mínima de 80% de pontualidade dos voos. Caso esses percentuais não sejam atingidos, a empresa perde o direito sobre aquele horário de pouso ou decolagem.
As normas definitivas sobre o uso de Congonhas também vão contemplar, na redistribuição dos slots, quantos voos regionais as companhias fazem. Não importa se são voos para a capital paulista ou não. O que será observado é a malha completa das empresas. Se elas têm mais voos regionais na sua malha, ganham pontos na redistribuição final de espaços que ocorrerá periodicamente em Congonhas.
O aumento de voos na pista principal de Congonhas não chega perto os 48 movimentos por hora - incluindo a pista auxiliar - que havia até o acidente com o Airbus A320 da TAM, em julho de 2007, que matou 199 pessoas. Na década de 1980, o aeroporto chegou a ter quase 60 operações (pousos e decolagens) por hora.

 

(Fonte : Jornal Valor Econômico / imagem divulgação)

VIRACOPOS RECEBE QUASE 2,5 MILHÕES DE PAX NO PRIMEIRO TRI


 
Neste primeiro trimestre, Viracopos recebeu quase 2,5 milhões de passageiros, um crescimento de 8,01% em relação ao mesmo período de 2013. Só em março foram 798,9 mil passageiros, um aumento de 8,82% em relação a março de 2013, quando 734,1 mil pessoas viajaram pelo terminal.
A movimentação de aeronaves também teve um aumento nos números; foram 10,4 mil pousos e decolagens em março deste ano, contra dez mil em março de 2013. O primeiro trimestre inteiro recebeu 32,5 mil pousos e decolagens, 9,17% a mais do que o mesmo período em 2013.
 
(Fonte : Panrotas)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SERVIÇOS LIGADOS AO TURISMO DEVEM ABRIR 48 MIL EMPREGOS


 

Serviços vinculados ao setor de turismo como hospedagem, alimentação, transporte, agências de viagens, entre outros, deverão ampliar em 47,9 mil o número de vagas de empregos entre os meses de abril até junho deste ano, em função da Copa do Mundo. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que diz ainda que o número corresponde a 35,2% das vagas a serem criadas em 2014, embora boa parte delas sejam de postos temporários.
De acordo com o Ministério do Turismo, estão sendo esperados aproximadamente 600 mil turistas estrangeiros durante o evento e outros 3,1 milhões de brasileiros no mesmo período. A CNC se baseou nos dados do MTur, no fluxo de passageiros nos principais aeroportos do país e ainda de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged) para apresentar os números da pesquisa.
O estudo aponta ainda um comparativo sobre a Copa das Confederações, realizada em 2013 em seis cidades-sedes, mostrando que os estados que abrigaram o evento, abriram no segundo trimestre de 2013, cerca de 29,5 mil postos de trabalho com carteira assinada no setor de turismo.
O segmento de alimentação, como bares e restaurantes, deverá responder pela maior parte da geração dos empregos do turismo, com algo em torno de 16 mil vagas. Transportes de passageiros têm a previsão de abertura de outras 14 mil vagas. Já hotéis, pousadas e similares deverão ofertar 12,3 mil. Juntos os três setores responderão por 88,4 % dos empregos a serem criados.
Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que realizarão, respectivamente, a abertura e o encerramento da Copa do Mundo, são as que mais peso terão nas contratações temporárias, respondendo por 52% dos novos postos de trabalho. Já os estados da Bahia e Pernambuco terão em torno de 6% das vagas oferecidas.
Em relação a faixa salarial dos novos postos de trabalho, as maiores remunerações estão focadas nas agências de viagens (R$ 1.626). Depois vêm os transportes de passageiros (R$ 1.449), serviços culturais e recreativos (R$ 1.397), a alimentação (R$ 935) e hospedagem (R$ 900).
 
(Fonte : MTur / imagem divulgação)