terça-feira, 9 de julho de 2013

BARATEAMENTO DE PASSAGEM PERDE FORÇA


 
O barateamento das passagens aéreas registrado nos últimos dez anos é uma onda que está perdendo força porque os ganhos de eficiência que as companhias ainda podem capturar para cortar custos estão limitados a um dígito, apontam especialistas e executivos da área. Por isso, dizem essas fontes, a diferença de preços existente hoje entre os tíquetes cobrados pelas companhias de baixo custo e as tradicionais no mundo tende a se estabilizar, depois de ter recuado 30% desde 2004.
Estudo da KPMG com dados levantados nos últimos sete anos em todo o mundo mostra que a diferença entre os preços médios praticados pelas companhias aéreas tradicionais e aquelas de baixo custo caiu de US$ 0,036 para US$ 0,025. "Esse movimento foi resultado da agressiva racionalização e reestruturação das empresas tradicionais, que tiveram que responder a ganhos de participação de mercado das 'low cost airlines' [companhias de baixo custo]", diz o sócio da KPMG no Brasil, Marcelo Gonçalves. "Mas existe uma clara limitação para que essa diferença continue caindo. De um lado, as companhias tradicionais estão chegando cada vez mais perto dos ganhos de eficiência que permitem a elas cortar custos e baratear passagens sem perder as características que as diferenciam das 'low cost'. Por outro lado, as 'low cost' já têm por natureza uma estrutura enxuta e pouca margem de manobra para ajustes", afirmou.
Segundo dados da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) levantados com 61 companhias em todo o mundo, o preço médio da passagem aérea medido em dólar por passageiro transportado por 1 quilômetro (US$/RTK) cedeu de US$ 2,40 em 1970 para US$ 1,00 no ano 2000 e, depois, para US$ 0,90 em 2012.
Nesse mesmo período, dados da Economática mostram que as empresas de baixo custo tiveram índices de rentabilidade superiores aos registrados pelas companhias aéreas tradicionais. Mas essa diferença também vem recuando. Nos Estados Unidos, por exemplo, a margem líquida da Jetblue - criada pelo também acionista da Azul, David Neeleman - que era de 10,41% em 2003, caiu a 2,57% em 2012. No mesmo período, a margem da Delta, que era negativa em 5,8%, melhorou para 2,75% positivos.
No Brasil, a margem líquida da Gol em dólar caiu de 8% positivos em 2003 para 18,6% negativos em 2012. Já Latam cedeu de 5,15% positivos em 2003 para apenas 0,25% ano passado.
"A abertura dos céus, permitindo às companhias operarem em diferentes mercados domésticos, iniciou o processo de barateamento, mas as 'low costs' tiveram o papel de acelerar esse movimento", disse o consultor Fulvio Luiz Delicato Filho, da Delicato Consultoria, que atende clientes como Gol e TAM.
Para Gonçalves, da KPMG, o cenário mais provável para os próximos três anos é de uma relativa estabilidade nessa diferença, em que as tarifas médias cobradas pelas companhias de baixo custo e os valores praticados pelas tradicionais tendem a manter essa distância. "As empresas aéreas têm uma margem menor de manobra porque a estrutura de custos tem variáveis que fogem ao controle do gestor, como tributos, preços de combustíveis e variação cambial", diz ele. "São variáveis que podem ter flutuações mitigadas, mas não são totalmente gerenciáveis."
Segundo as companhias aéreas, o combustível representa entre 40% e 50% dos custos do setor, enquanto tributos, isoladamente, podem atingir até 25% das despesas, dependendo de cada mercado. "Há ganhos de eficiência possíveis, mas são limitados", afirma Gonçalves.
O consultor Fulvio Delicato estima em 10% a 12% os cortes de custos que podem ser alcançados com ganhos de eficiência em processos de manutenção, por exemplo. Nessa contas, os ajustes podem permitir uma redução de custos da ordem de 2% a 3% na despesa operacional geral de uma companhia aérea. "Mas como a margem de ajuste é pequena, há uma tendência de que a diferença que existe hoje entre as tarifas praticadas pelas low cost e as de bandeira [tradicionais] não mude muito", diz o consultor que atende também a Embraer.
Os especialistas ponderam que a convergência de preços nas tarifas praticadas no Brasil foi mais intensa que no exterior por fatores locais. "Na Europa ou nos Estados Unidos, a receita em moeda estrangeira ameniza o impacto que o câmbio tem sobre uma empresa que opera no Brasil", afirma Delicato, lembrando que a Gol, por exemplo, tem mais de 60% das despesas indexadas à moeda estrangeira, mas menos de 10% das receitas registradas em dólar.
Carlos Ebner, diretor da Iata no Brasil, levanta ainda o papel de variáveis como combustíveis e tributos como fatores que tornam as companhias de baixo custo e as tradicionais mais parecidas aqui no país. Ele diz que se a estrutura de cálculo do querosene de aviação (QAV) no Brasil fosse semelhante à utilizada na Europa, por exemplo, o combustível no país seria 17% mais barato.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) aponta que o movimento de queda real e nominal nos preços das passagens ocorreu de forma homogênea no setor. Segundo a entidade - que representa TAM, Gol, Azul e Avianca - apenas 7% das passagens no Brasil custavam menos de R$ 200,00 em 2002. Hoje, mais de 30% dos bilhetes custam menos que esse valor.
Nesse mesmo período, a margem líquida ("yield" médio) para transportar um passageiro por um quilômetro caiu de R$ 0,80 para R$ 0,33 este ano.
O consultor Fulvio Delicato pondera ainda que as empresas de baixo custo brasileiras guardam algumas diferenças em relação europeias e americanas. "O consumidor brasileiro é menos receptivo a exigências mais duras", afirma, citando como exemplos os limites rígidos para tamanhos de bagagens ou multas para passageiros que não usam o check in eletrônico, usados pelas estrangeiras. "Também não faz parte do modelo de negócios desse tipo de companhia ter um centro de manutenção próprio", disse, referindo-se ao recém-inaugurado centro da Gol em Confins (MG).
Mas consultores e executivos de companhias aéreas ouvidos pelo Valor admitem que o processo de queda de tarifas no Brasil pode ganhar um novo impulso se o plano de estímulo à aviação regional sair do papel. O governo federal prevê investimentos de R$ 7,2 bilhões em cerca de 250 aeroportos para ampliar a malha de rotas no país. Para atender a esse plano, os subsídios públicos poderão chegar a 50% dos custos de passagens e tarifas aeroportuárias. "Há a possibilidade de entrada de companhias atuando nessas rotas com tarifas que puxem a média para baixo", diz o sócio da KPMG. Companhias aéreas como Avianca, Azul e TAM já expressaram o desejo de atuar nesse nicho após o detalhamento do projeto pelo governo.
 
(Fonte : Jornal Valor Econômico)

DEMANDA POR PASSAGENS INTERNACIONAIS CRESCE EM UM ANO


 
A demanda de passageiros por viagens aéreas internacionais cresceu 5,7% em maio sobre o mesmo mês de 2012 e ficou 0,7% acima da registrada em abril, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) nesta quarta-feira (3).
"Viagens aéreas continuaram a se expandir em uma taxa sólida", disse a Iata em comunicado.
"Embora a confiança empresarial tenha ficado estável nos últimos meses, o ambiente de negócios é melhor do que em meados de 2012, e essa melhora, junto com o crescimento de negócios em mercados emergentes, têm sustentado o crescimento nas viagens aéreas nos últimos sete meses", informou.
 
(Fonte : Reuters)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PAÍS RECEBERÁ NÚMERO INÉDITO DE ESTRANGEIROS EM 2013


 
A chegada de turistas internacionais ao país atingiu seu ápice. O país recebeu 5,67 milhões de viajantes estrangeiros em 2012, um recorde histórico. Este ano deve bater os 6,2 milhões, de acordo com o Plano Nacional de Turismo. Um levantamento preliminar da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostra que apenas durante o período da Copa das Confederações, 25 mil turistas estrangeiros visitaram o Brasil. Mas o que eles buscam no país?
Uma parcela dos visitantes estrangeiros tem como motivação o futebol e a cultura brasileira. Há um grupo significativo que vem a negócios, para convenções e congressos internacionais. A maior parte dos estrangeiros, porém, está em busca de sol e praia, revela o Estudo da Demanda Turística Internacional,do Ministério do Turismo. A motivação não só se manteve no topo da lista de desejos, como cresceu de 54,9% para 62,1%, entre 2005 a 2011.
A segunda atividade preferida dos turistas estrangeiros é a contemplação de belezas naturais, seguida por passeios ecológicos e de aventura. Atividades culturais e diversão noturna ainda atraem pouco o visitante de fora. O estudo mostra que nove entre 10 turistas estrangeiros pretendem voltar ao Brasil.
 
MAIS LAZER
 
As viagens a lazer (46,1%) representaram mais que as viagens a negócios (25,6%) em 2011. Em compensação, os gastos por dia dos turistas que viajam a negócios (127,94%) continuam superiores aos dos visitantes que viajam a lazer (72,68%).
As cidades mais procuradas para o lazer são Rio de Janeiro (26,7%), Foz do Iguaçu (19,85) e Florianópolis (19,7%). Para o turismo de negócios se destacam São Paulo (51,6%), Rio de Janeiro (24,4%) e Curitiba (4,9%).
 
GASTOS NO PAÍS
 
Quanto maior for a distância entre o país de origem e o Brasil, mais o turista gasta em território nacional. Cada europeu deixa, em média, US$ 1.753 quando visita o Brasil. Em segundo lugar estão os americanos, com um gasto médio individual de US$ 1.587. Quando o recorte é feito na Europa, a Suíça responde pelo maior gasto per capita (US$ 2.015), seguida da Itália (US$ 2.008).
Entre os vizinhos, os chilenos são os que mais gastam, com média de US$ 800, e os paraguaios são os que menos deixam divisas no solo brasileiro (US$ 473). O tempo de permanência no país também é proporcional à distância percorrida. Os turistas europeus e norte-americanos ficam no mínimo duas vezes mais que os sul-americanos. Os portugueses são os que mais tempo passam no país (31 dias) e os paraguaios são os que menos tempo ficam (sete dias).
 
A PESQUISA
 
Um total de 39 mil turistas foram ouvidos em 16 aeroportos internacionais, que respondem por 99% do fluxo internacional aéreo e 11 portais terrestres. Os questionários foram aplicados nos períodos de alta, baixa e média estações
 
(Fonte : MTur)

TURISMO DÁ DICAS PARA CONTRATAR AGÊNCIAS DE VIAGEM


 
A venda de pacotes turísticos é maior a cada ano. De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV) estima-se que 5,7 milhões de pessoas contrataram os serviços de agências de viagem em 2012. A expectativa para este ano é de que as vendas aumentem mais 10%.
Os serviços oferecidos pelas agências de viagem, como reserva de transporte aéreo, passeios com guia e pacotes de hospedagem, incluem algumas vantagens, especialmente aos novatos, adeptos de roteiros de aventura, que exigem obrigatoriamente a presença de guias, e aqueles que desejam delegar os serviços e viajar tranquilamente.
Para trazer apenas lembranças boas do passeio é importante tomar alguns cuidados. Para contratar serviços de agências de viagem, é essencial checar se a empresa consta no Cadastur, o sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas do Ministério do Turismo. O Cadastur reúne os prestadores de serviços turísticos que estejam legalmente em operação.
O passageiro pode conferir com a agência escolhida se serão oferecidas opções de passeio turístico durante a viagem. Caso positivo, deve-se verificar se os serviços serão cobrados à parte ou se estão incluídos no pacote turístico.
O consumidor também deve pedir com antecedência o documento de confirmação de reserva do hotel, a nota de débito ou recibo da fatura da hospedagem, a marcação de assentos antecipada, o roteiro e a programação da viagem.
No caso de transporte interestadual ou internacional, seja frota própria da agência ou terceirizada, tanto a agência de turismo, quanto a transportadora devem ter registros no Cadastur e na Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Caso a agência de turismo faça o cancelamento do serviço ou do pacote turístico, sem autorização do cliente, o mesmo poderá acionar o órgão de defesa do consumidor, PROCON, de seu Estado, uma vez que se trata de infração do Código de Defesa do Consumidor.
 
(Fonte : MTur)

"ROOM SERVICE" RENDE CADA VEZ MENOS PARA HOTÉIS AMERICANOS


 
O "room service" pode estar com os dias contados nos hotéis dos Estados Unidos.
Um estudo realizado naquele país pela consultoria PKF Hospitality Research demonstrou que a receita com o serviço de alimentação nos quartos manteve, em 2012, a tendência de queda que vem sendo apresentada nos últimos anos.
Em 2007, o "room service" representava 1,5% da receita total dos hotéis; no ano passado, teve peso de 1,2%. Em todos os anos que o levantamento foi realizado, a proporção se reduziu.
Avaliações realizadas pelos próprios hotéis têm constatado o mesmo. A rede Hilton, por exemplo, fez uma pesquisa com 22 mil clientes e operadores, e observou uma mudança no padrão de alimentação dos hóspedes.
Em virtude do cenário, três modelos de lanchonete foram criados pela rede desde outubro do ano passado. Todos privilegiam pratos rápidos e, no Hilton Midtown, um quatro estrelas entre os maiores hotéis de Nova York -tem 1.981 quartos-, um deles será implantado em substituição completa ao "room service".
Até o final do mês, o hóspede que quiser fazer uma boquinha de madrugada vai ter que descer até o lobby e pegar o tira-gosto por conta. A lanchonete Herb'n Kitchen, do tipo self-service, funcionará 24 horas com balcões, bufê e dois salões de decoração sóbria. No cardápio, itens como pizzas e sanduíches.
 
BRASIL NA CONTRAMÃO
 
Segundo a matriz do Hilton, não há previsão para a extinção do "room service" em outras unidades da rede.
"Essa decisão será tomada caso a caso, se acharmos que ela sirva para atender melhor aos hóspedes", diz o porta-voz do Midtown, Mark Ricci.
A avaliação inclui os hotéis de Belém (PA) e São Paulo (SP). No Brasil, diga-se, a tendência é oposta à americana.
Estudos da consultoria Jones Lang LaSalle mostram que a receita dos hotéis do país com alimentos e bebidas, que era de R$ 13.620 por apartamento em 2010, em 2012 chegou a R$ 15.875 - aumento de 16%.
"O crescimento da classe C criou 35 milhões de turistas, e os hotéis - em especial resorts - souberam se adaptar a isso, cobrando mais barato por alguns serviços e oferecendo condições flexíveis de pagamento", afirma Enrico Fermi Torquato, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.
A Folha ouviu 12 grandes redes que operam no Brasil: Accor, Allia, Atlantica, BHG, Blue Tree, Hilton, Hyatt, Melià, Othon, Slaviero, Transamérica e Windsor. Nenhuma disse ter planos de reduzir ou interromper o serviço de quarto em alguma unidade ou marca --exceção feita às bandeiras econômicas de algumas delas, como ibis (Accor) e Soft Inn (BHG), que já não o oferecem.
"O hotel econômico tem um público focado, que sabe o que espera. Nas demais bandeiras, sabemos que o turista brasileiro gosta, principalmente na primeira noite, de explorar ao máximo as facilidades do hotel", relata André Lameiro, diretor de vendas da rede BHG, a terceira maior do país em número de hotéis. "Por isso, nessas bandeiras o serviço de quarto chega a representar 18% da receita da unidade".
Na rede Atlantica, a segunda maior, a tendência de crescimento se repete. "Os índices têm aumentado consideravelmente, como consequência, por exemplo, de comodidades como internet sem fio nos apartamentos", diz Christian Mansfield, diretor de alimentos e bebidas da marca.
 
(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

BRASIL ATRAI MAIS AÉREAS ESTRANGEIRAS


 
O Brasil tem chamado a atenção de companhias aéreas internacionais que ainda não operam no País. Pelo menos dez empresas já sinalizaram a intenção de desembarcar em terras brasileiras. Entre os principais motivos desse movimento estão a expectativa de expansão do comércio entre o Brasil e alguns mercados, particularmente os emergentes, e os grandes eventos esportivos programados para 2014 e 2016.
“O Brasil é hoje o terceiro maior mercado doméstico do mundo e tem Copa, tem Olimpíada, que devem estimular novos negócios no País”, avalia o diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Carlos Ebner.
Com o aumento das relações comerciais entre Brasil e países da África, as companhias aéreas africanas têm se destacado nesse processo. Até agora, operavam no território brasileiro apenas a South African Airways e a TAAG - Linhas Aéreas de Angola. Nesta semana, a Ethiopian Airline começou a operar no Brasil e outras três empresas já sinalizaram o interesse de vir para cá (a Air Algérie, a Royal Air Maroc e a nigeriana Arik Air).
Além das africanas, há empresas europeias, asiáticas e latino americanas interessadas em entrar no País. Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em pouco mais de dois anos, ao menos dez empresas internacionais pediram autorização para atuar no País,embora apenas duas tenham de fato iniciado voos: a Ethiopian e a Etihad Airways, dos Emirados Árabes, que em junho inaugurou uma rota para o São Paulo.
Segundo a Anac, já receberam autorização a chilena Sky Airline e as empresas de carga aérea Amerijet Internacional e Avient. No entanto, elas ainda não solicitaram voos.
Ainda de acordo com a agência reguladora brasileira, outras quatro empresas solicitaram recentemente autorização, mas ainda não concluíram o processo: a polonesa Lot Polish Airlines, a sul-coreana Asiana Airlines, a Arik Aire a Aruba Airlines.
Além dessas, a Cubana de Aviación, que operou no Brasil de 1993 a 2005, pretende retomar no próximo dia 10 de julho os voos entre Havana e São Paulo, com um voo semanal. A Royal Air Maroc, por sua vez, que operava voo para o Rio até o início da década de 1990, planeja uma rota entre Casablanca e São Paulo até o ano que vem.
 
INFRAESTRUTURA
 
A vinda de algumas dessas empresas aéreas ao País pode estar sendo freada por falta de infraestrutura aeroportuária. O presidente da GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto de Guarulhos, Antonio Miguel Marques, afirmou que existe uma demanda reprimida para novas empresas no aeroporto. “Hoje temos quatro companhias esperando lugar para entrar em Guarulhos”, diz,referindo- se à Asiana, à Air Maroc, à espanhola AirEuropa e à alemã AirBerlin, que conforme a Anac ainda não entrou com o pedido formal para iniciar operações no Brasil.
Essa demanda em Guarulhos deve ser atendida no ano que vem, quando ficará pronto o Terminal 3 do aeroporto. Carlos Ebner, diretor da IATA, comenta que a entrada de novas companhias em um novo mercado é um processo lento, que leva de quatro a seis meses.
Além de todo processo burocrático de obtenção das autorizações formais por parte da agência reguladora e de criação de uma empresa no País, as aéreas também precisam se preparar do ponto de vista logístico.
Cleveland Teixeira, da Pezco Microanalysis, salienta que mudanças na regulação favoreceriam ainda mais a vinda de companhias internacionais, como a abertura do mercado, com o fim da restrição a capital estrangeiro na aviação doméstica, e a permissão para as empresas internacionais realizarem operações de cabotagem, isto é, possam transportar, durante um voo com paradas em mais de um aeroporto brasileiro, passageiros entre dois aeroportos nacionais, o que hoje é proibido.
No início de junho, o ministro de Aviação Civil, Moreira Franco, defendeu o fim de limites de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais, desde que as empresas sejam instaladas no Brasil e obedeçam a legislação brasileira.
 
(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo)

terça-feira, 2 de julho de 2013

TURISMO MOVIMENTOU MAIS DE R$ 311 MILHÕES DURANTE A COPA DAS CONFEDERAÇÕES


 
Turistas gastaram R$ 311,5 milhões durante os 15 dias de Copa das Confederações, informou o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). A estimativa considera gastos de turistas brasileiros e estrangeiros, além das seleções e delegações. O cálculo tem como base o número de turistas e o tempo de permanência do visitante nas cidades que sediaram os jogos, além do gasto de delegações e seleções que participam do torneio.
Pela previsão da autarquia, o turista estrangeiro fica cerca de dez dias na cidade e o brasileiro permanece três dias no local do jogo. O gasto total de turistas estrangeiros para a Copa das Confederações é estimado em cerca de R$ 69 milhões. Os brasileiros tiveram gasto estimado em R$ 172 milhões durante os quinze dias do torneio. As seleções tiveram gasto calculado em cerca de R$ 70 milhões.
De acordo com o presidente da Embratur, Flavio Dino, o impacto dos gastos do turista brasileiro é maior, pois se trata de um evento majoritariamente local. “A Copa das Confederações é um evento voltado mais para o público interno, é um teste para a Copa do Mundo de 2014, quando, realmente, vamos receber um número massivo de estrangeiros”, diz.
 
(Fonte : Agência Brasil)