sexta-feira, 9 de novembro de 2012

GASTOS JÁ SUPERAM EM R$ 3,5 BI O PREVISTO


Um relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) afirma que em menos de dois anos os gastos com obras de infraestrutura e em estádios nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 já chegam a R$ 27,3 bilhões em recursos públicos e privados. Isso significa que, de janeiro de 2011 até o momento, o volume de gastos superou em R$ 3,5 bilhões (14,7%) o estimado. O TCU tomou como referência janeiro de 2011, pois foi a data na qual o Ministério do Esporte divulgou a primeira versão da matriz de responsabilidades, indicando as atribuições de cada nível de governo e particulares. Apesar da elevação de gastos, uma série de problemas atrasa a execução dos projetos. A situação é mais crítica nos investimentos em mobilidade urbana, com gastos previstos de R$ 11,7 bilhões.
Ao longo do tempo a matriz passou por atualizações para incluir não apenas novos projetos de mobilidade, como também gastos para incentivar o turismo (R$ 212 milhões) e Telecomunicações (R$ 371 milhões). Destes R$ 3,5 bilhões de aumento, cerca de 30% se referem ao aumento de gastos com obras nos estádios (R$1,3 bilhão). Outros R$ 1,78 bilhão, por exemplo, se referem a investimentos em aeroportos.
O relatório mostra que a Caixa Econômica Federal (CEF) tinha, em novembro de 2011, 49 pedidos de financiamento de estados e municípios para financiar projetos da matriz de responsabilidades. No fim de setembro deste ano - dez meses depois - cinco contratos ainda não tinham sido assinados. Dos 44 projetos que contavam com financiamentos, 38 ainda não haviam tido recursos liberados até aquele mês.
O TCU observou que há o risco de paralisação das obras por falta de recursos caso os prazos contratados não sejam respeitados. Até o fim de setembro, a CEF só liberara 8,33% do total contratado. Entre as cidades sede apenas cinco haviam recebido desembolsos da CEF.
"Existem gargalos sensíveis relacionados ao cumprimento das condições para ocorrer o primeiro desembolso. (...) Alguns deles, inclusive, remetem à própria viabilidade ambiental e econômica do empreendimento", observou no acórdão o ministro-relator do TCU, Walmir Campelo. Ele cita exemplos pelo país. Em Fortaleza, as autoridades não previram recursos para indenizar 2 mil famílias que terão que ser removidas para a construção de uma via expressa. Em Manaus, obras do monotrilho e do corredor de BRT passam pelo centro histórico e dependem de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em Curitiba, obras de mobilidade estavam paradas: os recursos acabaram e o dinheiro da CEF ainda não fora liberado após 18 meses de negociação.

AEROPORTOS PREOCUPAM

Em relação a custos adicionais das obras, as maiores diferenças de orçamento se referem à construção do Itaquerão (SP). A arena do Corinthians, que vai custar R$ 820 milhões, não constava da matriz de janeiro de 2011. Na época, não havia previsão de gastos com o Morumbi, cujo projeto de reforma foi abandonado depois de ser vetado pela Fifa. Os estádios com obras mais avançadas, segundo o TCU, são Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Rio.
O TCU deu ao Ministério das Cidades 90 dias para se manifestar sobre a viabilidade de estados e municípios concluírem a tempo as obras de mobilidade urbana. Já a Agência Nacional de Aviação Civil terá que esclarecer se é possível finalizar no prazo as obras de aeroportos que foram objeto de concessão: Brasília, São Paulo, Campinas e Natal.

(Fonte : Jornal O Globo / imagem divulgação)

RELATÓRIO DO TCU PREVÊ CAOS EM 2014


Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovaram, ontem, em plenário, o relatório que considera preocupante a situação atual das obras para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com o documento, do total de obras previstas na matriz de responsabilidades, muitas não ficarão prontas a tempo dos jogos. A área mais crítica é a de mobilidade urbana — cinco projetos só serão concluídos depois da Copa. Três portos (Rio de Janeiro, Santos e Manaus) também irão atrasar. Os ministros do TCU ainda colocaram em dúvida a capacidade de oferta de vagas em hotel durante os jogos. Na visão do relator, Valmir Campelo, é possível que os problemas verificados na realização da conferência climática Rio +20, em junho deste ano, se repitam, com preços abusivos e ausência de leitos.
Das 12 obras em aeroportos previstas para conclusão até o último trimestre de 2013, cinco não foram sequer iniciadas. A reforma do terminal de passageiros do Aeroporto de Brasília, já em andamento, é uma das que estão atrasadas. Com prazo inicial de duração de seis meses, passou para 15 meses.

INÉRCIA

Na área de mobilidade, grande parte dos projetos não recebeu nenhum centavo até agora. Dos 44 empreendimentos com financiamento firmado com a Caixa Econômica, 38 ainda não foram contemplados com a primeira parcela. O Distrito Federal, que não vai contar, para a Copa, com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligaria o aeroporto ao centro da cidade, ainda não realizou a licitação para aumentar a capacidade da Estrada Parque Aeroporto.
O Brasil foi anunciado pela FIFA como país sede da Copa em outubro de 2007. Em maio de 2009, as 12 cidades que sediarão o evento foram selecionadas. A criação da matriz de responsabilidades foi determinada pelo TCU devido às dificuldades registradas no planejamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O orçamento do evento se multiplicou e até hoje há processos no TCU a serem analisados. Da matriz de responsabilidades apresentada pelo governo em janeiro de 2011 até hoje, o custo de realização do evento pulou de R$ 23,8 bilhões para R$ 27,4 bilhões.

(Fonte : Jornal Correio Braziliense)

SEGURANÇA NAS CIDADES-SEDE DA COPA DEVERÁ SER INTEGRADA COM INTERPOL


A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) terá um sistema integrado com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A integração foi um dos assuntos discutidos nesta quinta na 1ª Conferência Internacional de Segurança para Grandes Eventos, que reuniu autoridades de segurança do Brasil e do exterior.
Por meio dessa integração, as autoridades brasileiras poderão fazer a checagem de passaportes nas fronteiras e aeroportos usando o sistema de informação da Interpol, que mantêm lista de 75 mil nomes procurados pela Justiça.
O modelo de segurança adotado nos Jogos Olímpicos de Londres também foi tratado como referência para o Brasil. Os especialistas ingleses deverão repassar toda a experiência adquirida para os brasileiros.
A questão do terrorismo foi outro assunto que esteve na pauta de discussão da conferência. Parcerias comdiversos países como a Alemanha, os Estados Unidos, a França e a Colômbia estão sendo desenvolvidas para detectar e impedir ações terroristas.
O gerente-geral de Segurança do Comitê Organizador Local da Copa 2014, José Hilário Medeiros, disse que é preciso a definir um perímetro de segurança em torno dos estádios para prevenir o terrorismo. "Isso pode prevenir a ação dos carros-bomba", disse.
Luiz Fernando Corrêa, diretor de Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, falou durante o evento e manifestou a sua confiança no trabalho que está sendo desenvolvido pelas autoridades brasileiras e estrangeiras para o sucesso dos Jogos No Rio. "Tenho plena confiança nos operadores de segurança no Brasil e na gerência de segurança internacional", afirmou.

(Fonte : Terra Notícias)

OFERTA DE CRUZEIROS PARA TEMPORADA 2012-2013


Entre esta e a próxima semana, diversos navios chegarão ao Brasil para dar início aos roteiros na temporada 2012/2013. A Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) estima que, até abril do próximo ano, cerca 762 mil cruzeiristas aproveitem 280 roteiros de viagens. Durante esse período, 15 navios percorrerão 19 cidades do litoral brasileiro.
A oferta de cabines está 15% menor, se comparada aos 894 mil leitos disponíveis na temporada 2011/2012, por causa da temporada mais curta, cinco meses contra sete na última estação, e do aumento de roteiros rumo a Buenos Aires.
“Vínhamos com temporadas repletas de mini cruzeiros, com duração de três a cinco noites, mas percebemos que o turista brasileiro prefere passar mais tempo a bordo. Por isso, esticamos as saídas e, agora, teremos menos viagens, porém mais longas, com média de sete noites”, afirma o presidente da associação, Ricardo Amaral.
A Abremar afirma que os custos de cabotagem têm sido elevados, principalmente no que diz respeito a Pis/Cofins de charter e combustível (o que não acontece no transporte de cargas). “Tal elevação de taxas faz com que as companhias busquem itinerários com menor custo e a capital argentina tem se apresentado mais atrativa”, diz a associação.

OFERTA

Os navios da estação 2012/2013 que estarão na costa do país serão: Costa Fascinosa, Costa Favolosa, Costa Fortuna, Costa Serena; Grand Celebration, Grand Holiday, Grand Mistral; MSC Fantasia, MSC Magnifica, MSC Musica, MSC Orchestra; Pullmantur Empress, Pullmantur Sovereign, Pullmantur Zenith; Splendour of the Seas (Royal Caribbean).

(Fonte : Panrotas / imagem divulgação)

FECOMERCIO RN ESTIMA 1,8 MIL VAGAS PARA O TURISMO


Com o turismo aquecido, a alta estação no Rio Grande do Norte deve gerar cerca de 1,8 mil empregos temporários nos segmentos de hotéis, bares e restaurantes até o Carnaval. O número é estimado pela Fecomércio-RN (Federação do Comércio do Rio Grande do Norte), que diz ainda que o índice é 12,5% maior em relação ao mesmo período no ano passado.
Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, Marcelo Queiroz, presidente da entidade, explica que o incremento no número de vagas de emprego é devido, principalmente, à abertura de empreendimentos no Estado.
Ele analisa ainda que a média de ocupação nos hotéis deve ser de 80% ou mais na alta temporada e afirma que muitas empresas já deram início ao processo de contratação.

(Fonte : Fecomércio RN)

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO HOTELEIRA TEM CADASTRO DE 12 HOTÉIS BAIANOS


Doze hotéis baianos se cadastraram ou buscaram informações sobre o novo Sistema de Classificação dos Meios de Hospedagem, lançado pelo Ministério do Turismo e apresentado nesta quinta-feira (8), aos empresários do setor hoteleiro, durante encontro no Centro de Convenções, em Salvador. A iniciativa prevê a volta das estrelas como critério de diferenciação entre os estabelecimentos.
Dos estabelecimentos cadastrados, dois já foram classificados de acordo com o novo sistema. O Vila Galé Marés, em Guarajuba, no município de Camaçari, obteve a nota máxima e se enquadrou como cinco estrelas, e o Hotel Porto do Sol, em Caetité, no sudoeste do Estado, possui três estrelas. Outros dez meios de hospedagem na Bahia serão avaliados ainda este ano.
A ferramenta servirá como um balizador para os usuários dos hotéis brasileiros, durante os megaeventos esportivos que serão realizados no Brasil em 2013 (Copa das Confederações), 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Jogos Olímpicos).

FICHAS ELETRÔNICAS

Durante o evento, que também contou com uma palestra do presidente do Convention Bureau de São Paulo, Toni Sando, o analista de Negócios do Ministério do Turismo, Raul Longo, apresentou o novo formato das fichas cadastrais de hóspedes. Segundo ele, “O novo modelo terá envio eletrônico dos hotéis para os órgãos governamentais de Turismo, o que facilitará a identificação do perfil dos turistas que se hospedam nos hotéis brasileiros”.

(Fonte : Mercado & Eventos / imagem divulgação)

COMISSÃO APROVA ESTRUTURA PARA TERMINAIS RODOVIÁRIOS


A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (dia 7) proposta que estabelece requisitos de segurança, higiene e conforto para os terminais rodoviários de passageiros. O texto aprovado é um substitutivo da deputada Rosane Ferreira (PV-PR) ao Projeto de Lei 3.178/12, do deputado Edson Pimenta (PSD-BA), que trata do assunto.
Entre as inovações do substitutivo está a exigência de os projetos arquitetônico e urbanístico dos terminais observarem a legislação vigente no que se refere à acessibilidade para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O substitutivo também amplia o alcance das medidas para todos os terminais rodoviários, e não apenas para os estaduais e internacionais, como previa o texto original do projeto.
Os terminais serão classificados em cinco padrões (A, B, C, D e E), de acordo com o número médio de partidas diárias, da demanda média de passageiros por dia, do número de plataformas de embarque e desembarque, e da área coberta construída.

CLASSE A

O padrão máximo, a classe A, é o que oferece o número médio de partidas diárias superior a 500; com demanda média de passageiros por dia a partir de 34 mil; com número de plataformas superior a 60; e área coberta construída maior que 25 mil metros quadrados.
Para essa classe, será cobrada a oferta dos seguintes itens relativos à segurança: policiamento; segurança do trabalho; segurança operacional; segurança privada; e serviços do juizado de menores.
Os itens de higiene incluídos no padrão máximo são: limpeza e desinfecção diária dos sanitários e banheiros; coleta diária de lixo; limpeza diária dos pisos nas áreas de espera, embarque e desembarque; limpeza e desinfecção semestral das caixas d’água e dos bebedouros, e troca de seus filtros; realização de análise técnica semestral para constatar a qualidade da água consumida; elaboração de plano de providências relativo aos trabalhos de limpeza nos períodos do ano em que há maior demanda de usuários.
Em relação ao conforto, o texto lista: o acesso livre para circulação; a oferta de relógios e telefones públicos; pontos de parada de táxi; serviços de achados e perdidos, guarda-volumes, avisos de horário de chegadas e partidas e balcão de informações; caixas coletoras de correios e caixas bancários eletrônicos; e serviços de paramédicos.
Já os itens listados para a infraestrutura são: conforto ambiental, considerados os aspectos acústico, térmico e de iluminação; área apropriada para os guichês de comercialização de bilhetes de passagem; assentos de espera; instalação de bebedouros; sanitários femininos e masculinos; estacionamento próprio; área de alimentação; cabines de controle de tráfego; e agências bancárias e de correios.
As exigências relativas a essas quatro áreas serão reduzidas na medida em que os terminais forem classificados em padrões inferiores. Caso o projeto virar lei, os terminais terão prazo de um ano para se adaptar, a partir da sua classificação pelo órgão competente.
O projeto ainda tramitará nas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa, em caráter conclusivo.

(Fonte : Ag. Câmara de Notícias)