segunda-feira, 20 de agosto de 2012

AÉREAS QUEREM PPPS NOS AEROPORTOS


As companhias aéreas esperam que o pacote de investimentos em aeroportos que será anunciado pelo governo seja feito por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs), e não concessões. Elas acreditam que, assim, as tarifas aeroportuárias podem ser menores. Na PPP, a participação do governo no projeto é maior.
"Isso provavelmente faria com que as tarifas aeroportuárias cobradas fossem mais baixas do que nos aeroportos repassados ao setor privado por meio de concessão", afirmou à Agência Estado o presidente de uma companhia aérea, que preferiu não se identificar. "O setor torce para que o governo escolha o modelo de PPPs."
No anúncio de ferrovias e rodovias feito esta semana, o governo definiu que os projetos rodoviários seguirão o modelo de concessão e o vencedor será o concorrente que se dispor a cobrar o menor pedágio. Para garantir o cumprimento dos investimentos estipulados, só permitirá o início da cobrança da tarifa após a aplicação de pelo menos 10% dos recursos.
No setor ferroviário, porém, a escolha foi pelas PPPs. O setor privado construirá cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias e fará sua manutenção. Para que o investidor não corra riscos de demanda, o governo, por meio da Valec, comprará toda a capacidade dessa malha e a revenderá a usuários interessados.
O grande ágio pago nos leilões em fevereiro, que chegou a 673% no caso do aeroporto de Campinas, em São Paulo, faz as companhias aéreas temerem que, ao longo das concessões, que variam entre 20 e 30 anos, os vencedores, com dificuldade de obter os retornos esperados, acabem pressionando o governo a reajustar fortemente as tarifas. Na opinião desse executivo, a parceria público-privada também seria mais interessante para o governo, pois poderia deixar a Infraero com a maioria da participação acionária nos aeroportos.
A primeira PPP do País foi feita em 2005, entre o governo do Estado de São Paulo e o Grupo CCR, para a operação e manutenção da Linha 4 Amarela na capital paulista. Ao longo de 30 anos de operação, a empresa investirá mais de R$ 2 bilhões na linha em equipamentos, trens e sistemas. "Esse seria um bom modelo para os aeroportos", diz o executivo.

Modelo alternativo

A presidente Dilma Rousseff solicitou à Secretaria de Aviação Civil (SAC) um modelo alternativo com regras mais rígidas para as novas concessões de aeroportos, como de Confins, em Belo Horizonte, e Galeão, no Rio. O novo modelo em discussão torna majoritária a participação da Infraero e estimula as PPPs. Ele ainda não foi aprovado pela presidente porque persistem as dúvidas quanto ao papel da estatal na nova rodada de concessões.
"O problema é que temos mais dúvidas do que certezas", admitiu um assessor. Nos aeroportos já licitados - Guarulhos, Viracopos e Brasília - a participação da estatal foi de 49%, com o compromisso de que não interferiria no processo, sendo apenas uma parceira.
Dilma não desistiu de fazer as novas concessões, mas quer garantias para a realização dos investimentos. Quando as regras forem aprovadas, o que deve ocorrer até o fim do mês, também será anunciado o Plano de Aviação Regional para aumentar o trânsito aéreo da população e de cargas entre Estados vizinhos. É também mais uma frente de investimentos para desobstruir a infraestrutura do País e revitalizar as operadoras regionais. A ideia é utilizar os recursos do Fundo de Aviação Civil para dinamizar as obras.
As críticas da presidente às regras dos leilões já realizados são conhecidas. Ela teme pela administração desses aeroportos e tem dúvidas quanto à experiência dos consórcios vencedores, que se associaram a empresas da África do Sul, Argentina e França. Dilma pediu à SAC que fizesse alguns ajustes para deixar de fora operadoras de aeroportos pequenos. Os ajustes foram feitos. Um deles prevê elevar o piso do número de passageiros que transitam por ano. No modelo anterior, esse corte se deu em 5 milhões de passageiros por ano. A proposta "ficou de lado" e Dilma pediu o modelo alternativo.
A alternativa é o fortalecimento da Infraero. A estatal seria majoritária no projeto, e foi essa ideia que gerou insegurança e muitas dúvidas. Como se definir o aporte dos recursos privados? Será que as empresas têm interesse em formar parceria com a Infraero sendo majoritária no comando dos aeroportos? Na defesa do novo modelo entram argumentos como o de que, além de considerar a expertise da estatal, os investimentos seriam acelerados. A administração seria feita a quatro mãos com empresas privadas, por meio de PPPs.
Os técnicos defendem o modelo que deu início ao repasse da operação e administração dos aeroportos para o setor privado, em fevereiro. Eles têm acompanhado as operações dos consórcios vencedores e garantem que estão ocorrendo avanços, não só na esfera administrativa como na descrição das obras necessárias à modernização e na eficiência dos aeroportos.

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)

DIÁRIA MÉDIA DOS RESORTS CRESCEU 11% EM 2011


O presidente da Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil), Dílson Jatahy, e o diretor da Jones Lang LaSalle Hotels, Ricardo Mader Rodrigues, divulgaram os números preliminares da pesquisa do setor referente ao ano de 2011. Segundo Jatahy, a parceria com a empresa especializada é muito importante para os resorts. “Temos uma visão real do setor. Os resorts são a porta de entrada do turismo o país”, disse.
Rodrigues falou sobre a expertise da sua empresa no levantamento e na análise dos dados coletados. “Nossa empresa criou há vários anos uma divisão exclusiva para trabalhar o setor de hotelaria. Trata-se de um setor muito dinâmico e complexo e por isso precisa de muita informação. Há 20 anos publicamos o relatório “Hotelaria em Números” e há dois anos nos aproximamos da Resorts Brasil e estamos muito satisfeitos. A pesquisa de 2011 ainda está em fase de análise dos dados colhidos e em meados de setembro estaremos divulgando”, informou.
Segundo Rodrigues, há 103 resorts atualmente no Brasil, sendo que 42 deles não integram nenhuma rede. Entre eles 35 pertencem a empresas nacionais e 36 internacionais. Deles, 67 estão em praias e 36 no interior. “Verificamos que a hotelaria urbana teve 69,5% de ocupação e aumento de 17% de crescimento na diária média. Já a ocupação dos resorts em 2011 ficou em 50%, com 9% de crescimento em relação a 2010. A diária média cresceu 11%”, revelou.
O número de turistas enviados aos resorts através das operadoras de turismo também cresceu de 27% para 33% no ano passado. O crescimento também repercutiu no número de funcionários por quarto nos resorts, passando de 1,07 para 1,22.
O crescimento da receita por apartamento também cresceu de R$ 109 mil para R$ 137 mil em 2011.
“As perspectivas futuras são animadoras. O impacto dos grandes eventos será benéfico para o setor que crescerá de maneira significativa. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos ajudarão no crescimento”, finalizou Dílson Jatahy.

(Fonte : Brasilturis Jornal)

PEQUENOS TERMINAIS REGIONAIS PODERÃO RECEBER VOOS REGULARES


Para alavancar a aviação regional, o governo federal vai anunciar uma rede de pequenos aeroportos, que receberão investimentos na infraestrutura para receber voos regulares. São terminais localizados em regiões próximas a polos industriais ou que são importantes para o desenvolvimento da atividade turística.
A proposta é ampliar o número de aeroportos regionais em funcionamento, de 130 para 210, e assim elevar a cobertura do serviço de 79% da população brasileira para 94%. A necessidade de investimento nesses terminais supera R$ 500 milhões por ano.
Ainda com foco nos pequenos aeroportos, o governo deve anunciar uma proposta para permitir que o setor privado possa construir e explorar comercialmente terminais que operam a aviação geral (jatinhos). Seria uma forma de desafogar os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, por exemplo, que estão saturados.

(Fonte : Jornal O Globo)

EMPRESAS AÉREAS REDUZEM VOOS PARA O NORDESTE PARA DIMINUIR PREJUÍZOS


A eliminação de voos pelas principais companhias aéreas impactou, principalmente, a região Nordeste. O tráfego de aeronaves nos aeroportos nordestinos caiu 0,53% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2011, segundo levantamento do "Estado" com base em dados dos 56 aeroportos administrados pela Infraero. O movimento de passageiros na região subiu apenas 1,94% no período, o menor crescimento do País.
No Brasil, a demanda por voos continuou a crescer no primeiro semestre deste ano. A Infraero registrou 93 milhões de embarques e desembarques no primeiro semestre, 7,94% a mais do que em 2011. O maior crescimento no volume de passageiros foi na região Sudeste, que já concentra 53% do tráfego do País. Nos seis primeiros meses do ano, o número de embarques e desembarques somou 49,3 milhões, uma expansão de quase 11%. Os aeroportos de Viracopos, Galeão e Confins crescerem, respectivamente, 22%, 21% e 18%.
A maior retração entre as capitais brasileiras ocorreu em Salvador, onde o movimento de aviões caiu 1,28% e, o de passageiros, 6,56%. O tráfego de aeronaves também caiu em outras capitais nordestinas, como Maceió, Natal, João Pessoa e Recife.
"Isso é reflexo da mudança de malha de TAM e Gol", disse o consultor em aviação Nelson Riet. As empresas somam cerca de 75% do mercado doméstico.
Depois de fechar o ano passado com prejuízo, as líderes Gol e TAM passaram a adotar uma postura mais conservadora em 2012. As duas empresas revisaram para baixo seu plano de frota e vão colocar menos passagens à venda no Brasil neste ano. No início do mês, a Gol informou que reduzirá em até 4,5% sua oferta de assentos em 2012. Na TAM, o corte será de até 3%.
As empresas tentam reduzir rotas para conseguir aumentar preços e recuperar sua rentabilidade. Só no segundo trimestre, Gol e TAM registraram prejuízo líquido de R$ 715 milhões e R$ 928 milhões, respectivamente.
"O passageiro que viaja a lazer é mais sensível a preço do que quem viaja a negócios. A redução das rotas considerou isso", disse o diretor do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, Elones Ribeiro.
Mais de 60% das pessoas que viajam de avião no Brasil estão a trabalho, segundo estimativas do vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior. Apesar dos cortes de voos no Nordeste, Rossi estima que o mercado de turismo, que é o forte da região, ainda está aquecido. "Existem passageiros, as companhias aéreas é que tinham excesso de voos", diz.
TAM e Gol mantiveram todos os destinos, mas reduziram as frequências em mercados menos maduros para operar as rotas com aeronaves mais cheias. Em Maceió, por exemplo, o tráfego de aeronaves caiu 19% no primeiro trimestre, mas o movimento de passageiros subiu 3,38% no período.
A Gol reduziu neste ano cerca de 130 voos diários. Na apresentação dos resultados do segundo trimestre, a companhia informou que os cortes ocorreram em todas as regiões, mas foram mais intensos no Norte e no Nordeste, onde as frequências caíram 25% e 18%, respectivamente. A rotas do Sudeste foram as menos afetadas - apenas 5% de retração. Procurada pelo Estado, a Gol não se pronunciou.
A TAM confirmou que cortou voos em todas as regiões do País, mas não informou o tamanho da redução por região. A companhia disse, em comunicado ao Estado, que a decisão de cortar uma rota considera a demanda na região, as reformas nas pistas dos aeroportos e o aumento de custos na operação de voos. "Especificamente para a região Nordeste, levamos ainda em conta a sazonalidade característica da região", informou a TAM.

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)

PORTO DO RIO RECEBERÁ R$ 3 BI EM INVESTIMENTOS ATÉ 2016


O Porto do Rio deve crescer até quatro vezes até 2016 e receberá investimentos de RS 3 bilhões, informou nesta segunda-feira o secretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Julio Bueno, no lançamento do projeto "Porto do Rio Século XXI". Do total de novos investimentos, RS 1,27 bilhão virão dos governos federal, estadual e municipal. As obras já começaram, com a construção de uma via que liga o porto à Avenida Brasil.
O crescimento do porto será beneficiado por uma mudança tributária no ICMS de importação a partir de janeiro de 2013, que aumentará a competitividade do Porto do Rio em relação a outros do País. O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, informou que será construído um novo pier, para receber de seis a sete navios, acomodando até 24 mil turistas em 2016. Para a Copa do Mundo, em 2014, parte das obras estará concluída, de forma a receber 10 mil passageiros, elevando a capacidade hoteleira da cidade durante o evento esportivo.
Na parte de cargas, a área também passará por dragagem, para dobrar o calado atual para 14 metros. O secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, acredita que a movimentação de cargas no porto deve crescer mais de 50% a partir do ano que vem

(Fonte : Agência Estado)

APLICATIVO INFRAERO VOOS ONLINE CHEGA ÀS REDES SOCIAIS


A partir desta sexta-feira (17/8) o aplicativo Infraero Voos Online está disponível para os usuários da rede social Facebook, por meio da página Infraero Brasil. Essa nova facilidade oferecida aos usuários chega no momento em que a versão desenvolvida para dispositivos móveis nas plataformas iPhone, Java, Blackberry e Android se aproxima da marca de 500 mil downloads, que deve ser alcançada nos próximos dias.
O Voos Online permite a consulta a horários e informações sobre voos em 55 aeroportos brasileiros. A ferramenta possibilita ainda a marcação de voos como favoritos, agilizando a busca. Na versão mobile, o usuário pode checar a distância do ponto em que estão até o aeroporto e conferir a previsão do tempo na cidade, além de ter fácil acesso ao Guia do Passageiro, publicação que esclarece as dúvidas mais comuns de quem está embarcando, traz as responsabilidades dos entes do setor aéreo e fornece dicas desde a compra da passagem até o desembarque. O Voos Online para dispositivos móveis também está disponível nas línguas inglesa e espanhola.
Para a gerente de Publicidade da Infraero, Cibele Nunes, o aplicativo para Facebook é mais uma ferramenta para que passageiros e usuários tenham acesso a informações importantes antes mesmo de chegarem ao aeroporto. “O Voos Online evoluiu da nossa página na internet para diversas plataformas, como o iPhone e o Android, e chega agora às redes sociais, cumprindo o papel de aproximar o usuário da informação que ele precisa”, afirmou.

Infraero Brasil

A página oficial da Infraero no Facebook também lançou o Viajante Expert, um jogo em que os usuários podem descobrir qual é o perfil de viajante em que se encaixam. A página também conta com aplicativos como o Guia do Passageiro e Informações Úteis, com os contatos de companhias áreas, órgãos públicos e aeroportos. O usuário também pode participar da Janela Infraero, mural que permite o envio de fotos tiradas em algum aeroporto da rede Infraero pelo utilitário Instagram.

(Fonte : Infraero)

URUGUAI LANÇA CAMPANHA PARA ATRAIR TURISTAS BRASILEIROS


As autoridades uruguaias iniciaram uma "campanha agressiva" para atrair turistas brasileiros de alto poder aquisitivo, informou neste domingo a imprensa local.
A Intendência Municipal de Maldonado, departamento onde se encontra Punta del Este, o principal destino turístico do país, "organizou uma campanha agressiva" para "atrair o turista brasileiro", disse o Secretário de Turismo uruguaio, Horacio Díaz.
Os brasileiros que residem em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre "querem se movimentar com liberdade em suas férias" e Punta del Este "oferece essa possibilidade", acrescentou.
Díaz participou na semana passada de um evento turístico em Curitiba, no qual demonstrou as atrações que o balneário oferece para visitantes de alto poder aquisitivo.
O encontro foi organizado por empresários e investidores brasileiros que têm negócios no Uruguai relacionados ao turismo.
Segundo números oficiais, 58% dos três milhões de turistas que ingressaram no ano passado no Uruguai eram argentinos, e 14%, brasileiros.
Com a proximidade da alta temporada (dezembro-março), as autoridades do Ministério do Turismo e da Intendência de Maldonado estudam planos especiais para fortalecer a economia local, abalada pelas medidas do governo argentino que dificultaram a saída de dólares do país.
As medidas interromperam nos últimos meses vários projetos imobiliários de argentinos no Uruguai e foi registrada uma queda na compra e aluguel de casas em Punta del Leste.
Autoridades e empresários do setor analisam como incentivar a chegada de turistas argentinos ao país nos próximos meses.

(Fonte : EFE / imagem divulgação)