terça-feira, 14 de agosto de 2012

DILMA ANUNCIARÁ CONCESSÕES


Presidente apontará amanhã 6 mil km de rodovias e 8 mil km de ferrovias que serão entregues a empresas. Nas próximas semanas, virão aeroportos, depois portos. O objetivo é impulsionar o investimento privado
A presidente Dilma Rousseff está finalizando um pacote de concessões em infraestrutura que será apresentado em doses homeopáticas. A primeira parte será amanhã, em uma reunião no Palácio do Planalto com um grupo de cerca de 30 empresários. A presidente anunciará a eliminação de encargos nas contas de energia elétrica e apresentará uma lista de estradas e de linhas férreas que serão transferidas à iniciativa privada, duas medidas que têm o objetivo de aumentar o investimento privado. Estima-se que as concessionárias apliquem R$ 93 bilhões ao longo do período dos contratos (de 25 anos para rodovias e de 30 para ferrovias).
Com o anúncio, Dilma pretende dar nova roupagem para obras já previstas no segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), que ainda nem saíram do papel ou que tiveram seus leilões adiados. É o caso do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro. Os investimentos previstos para o trem, por exemplo, estão mantidos: R$ 33,2 bilhões. Esse montante será somado aos mais de R$ 60 bilhões estimados nas concessões de nove trechos de rodovias, 6 mil km, e de 8 mil km de ferrovias. Entre as obras a serem anunciadas estão a BR-116, em Minas Gerais, a BR-040, trecho de Brasília a Juiz de Fora (MG), a do Ferroanel da Grande São Paulo e de um novo trecho da Norte-Sul.
Na próxima semana, Dilma divulgará o próximo dos seis pacotes de concessões. Um deles é o de concessão de aeroportos, cujos modelos estão sendo fechados e caminham para o resgate das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Serão mais três terminais aéreos: Confins (MG), Galeão (RJ) e um no Nordeste,em local ainda a ser escolhido. Na sequência, virão os planos para portos e energia elétrica, cujos contratos vencem nos próximos dois anos — o governo ainda não definiu se irá optar pela renovação ou por licitações. Por último, virá o pacote de hidrovias.
Com esses novos programas, o governo pretende destravar as ParceriasPúblico-Privadas (PPPs), que empacaram há anos. O primeiro passo foi a medida provisória publicada na semana passada que aumenta de 3% para 5% o limite de endividamento dos governos estaduais e municipais com esse tipo de parceria.
Amanhã, durante o anúncio, Dilma atenderá um dos principais pedidos do empresariado por meio de um programa de redução de custos da energia elétrica que contará com a extinção de alguns encargos. A medida é crucial para melhorar a competitividade. Levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que a tarifa de energia para a indústria brasileira é 134% superior à média dos demais parceiros do bloco Bric: China, Índia e Rússia.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sinalizou no mês passado o fim de pelo menos quatro encargos: da Conta Consumo de Combustíveis (CCC), da Reserva Global de Reversão (RGR), da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do Proinfra. Segundo ele, isso implicará diminuição superior a 10% no custo da energia para o consumidor. O governo estuda a redução do Imposto de Renda sobre empresas e a PIS Cofins, também para favorecer investimentos.

PREOCUPAÇÃO COM O PIB

Esta será a terceira vez no ano que Dilma se reúne com os pesos-pesados da indústria nacional. Ela quer estimular o setor privado a ampliar os investimentos para tentar dar um gás no fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O governo admite que o país não conseguirá mais avançar os 4% previstos inicialmente. As projeções só caem e estão abaixo de 2% para a maioria dos especialistas em macroeconomia. Na avaliação do economista da Capital Econômica, Neil Schering, que estima 1,7% de expansão do PIB brasileiro em 2012, essa política de estímulo do governo, infelizmente, terá um efeito bem menor do que o ocorrido no passado.

(Fonte : Jornal Correio Braziliense)

COMISSÃO APROVA PROJETO QUE REDUZ TRIBUTO SOBRE AS CONTAS DE LUZ


A Comissão de Minas e Energia aprovou na última quarta-feira (8) o Projeto de Lei 3208/12, do deputado Valadares Filho (PSB-SE), que reduz a zero a alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidente sobre as receitas de fornecimento de energia elétrica. A proposta altera a Lei 10.833/03, que trata da legislação tributária federal.
O relator da proposta, deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO), fez uma alteração para que a redução de imposto possa ser aprovada pela Câmara. Em vez de produzir efeito imediatamente, a lei decorrente desse projeto deverá valer apenas para o próximo exercício fiscal, e o Poder Executivo deverá incluir essa redução nos cálculos da próxima lei orçamentária a ser elaborada.
Dessa forma, o governo pode se programar e, como lembrou Agnolin, a proposta atenderá à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Pela lei, toda renúncia fiscal deve ser acompanhada do cálculo de quanto o governo deixa de arrecadar e de formas de reparação.
Na composição do custo da energia, as taxas e impostos representam 45% do valor total, cerca de 7% somente para PIS/Cofins. Hoje, no País, há 23 impostos e 13 encargos (municipais, estaduais e federais) sobre a energia elétrica.
Agnolin lembrou que a redução da carga tributária sobre a energia foi um dos compromissos de campanha da presidente Dilma Rousseff. Ele citou inclusive artigos e entrevistas em que integrantes do governo argumentam a favor da alíquota zero para a Cofins. “A providência de desoneração tributária das contas de energia elétrica que ora analisamos está em sintonia com o posicionamento do governo federal.”

Tramitação

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário

(Fonte : Agência Câmara de Notícias / imagem divulgação)

SEGURANÇA, TRANSPORTE E VOLUNTARIADO SÃO AS LIÇÕES DE LONDRES PARA O RIO


Os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 devem se beneficiar de algumas lições aprendidas em Londres, sobretudo em relação a questões como segurança, transporte e o apoio público à organização do evento, explicou nesta segunda-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
"O espírito olímpico, o trabalho, a dedicação e a atitude amistosa dos voluntários na hora de receber as pessoas é algo que aprendemos para a organização dos Jogos do Rio", afirmou Rebelo em entrevista coletiva realizada na capital britânica.
A organização do Rio-2016, que recebeu ontem à noite no estádio de Stratford o bastão olímpico, dedicará um esforço especial a recrutar pessoas que dominem dois ou três idiomas, embora o ministro acredite que seja "pouco provável" que o Brasil consiga alcançar os 70 mil voluntários que colaboraram gratuitamente em Londres
Alguns dos membros da organização dos Jogos do Rio terão cursos intensivos de idiomas, com atenção especial para o espanhol e o inglês, ressaltou Rebelo.
Em relação aos transportes, o ministro ressaltou que nos próximos seis anos a rede de transportes públicos do Rio de Janeiro será ampliada em 200 quilômetros, e que o governo vai investir cerca de R$ 10 milhões no setor.
A segurança e a promoção das atividades esportivas nas escolas são outros dois aspectos que o Brasil espera aprender com a organização de Londres-2012.
A quatro anos da próxima edição dos Jogos, o Rio de Janeiro já dispõe de 56% das obras de infraestrutura construídas.

(Fonte : EFE / imagem divulgação)

AUTORIDADES INGLESAS DIVERGEM SOBRE LUCRO


As autoridades britânicas admitem: os Jogos Olímpicos de 2012 terão um impacto limitado na economia local e não vão tirar o país de sua segunda recessão em três anos. Enquanto o prefeito de Londres, Boris Johnson, insistia que os Jogos trariam lucros de R$ 50 bilhões para a cidade, o governador do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, foi categórico em apontar que a empolgação da torcida e as medalhas não mudariam substancialmente a economia.
Os Jogos consumiram US$ 14 bilhões em recursos públicos, o dobro do que havia sido previsto em 2005. O primeiro-ministro David Cameron não desperdiçou a oportunidade para tentar transformar o evento num showcase de Londres e atrair investidores. Cinco mil empresários e dezenas de chefes de estado passaram pela cidade nos últimos 15 dias.
Mas King, a máxima autoridade monetária do país, foi claro ontem. "Ao espalhar felicidade, os Jogos fizeram que nos sentíssemos melhor. E até pode ser que esse sentimento ajude na confiança e dê um impulso à economia. Mas, no fundo, os Jogos não conseguirão alterar a situação econômica pela qual atravessamos", disse.
Johnson tem outra avaliação. Segundo ele, os lucros para a cidade poderiam chegar a £ 16 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões. Um dos maiores impactos seria em Stratford, uma das regiões mais pobres de Londres e que hoje tem um dos maiores centros comerciais da Europa.
O prefeito insiste que 300 mil estrangeiros visitaram a cidade nos Jogos e 600 mil britânicos se deslocaram até a capital para assistir ao evento. A ocupação da rede hoteleira chegou a 84%, acima de Pequim em 2008 e Sydney em 2000. Ele ainda insiste que 98% dos £ 6 bilhões em obras foram dados a empresas locais. O prefeito disse que 12 mil novos postos de trabalho serão gerados apenas no setor do turismo. A chegada dos visitantes também aumentou em 20%, o movimento dos restaurantes, em 24%, e até os teatros viram um aumento de 114% na venda de entradas.
Ontem, Johnson se disse "aliviado" com os Jogos, que teve apenas uma prisão por suspeita de terrorismo nos últimos 16 dias. "Foi o maior de todos os tempos." Jacques Rogge, presidente do COI, não foi tão ousado e apenas disse que foram jogos "gloriosos". Johnson revelou que sentiu um "momentâneo desejo louco" de não entregar a bandeira olímpica a Eduardo Paes na cerimônia de encerramento.
Já Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres, admitiu ontem que não haverá lucro. Mas insistiu que as contas terminaram equilibradas.

(Fonte : Agência Estado / imagem divulgação)

DOBRA NÚMERO DE TURISTA ARGENTINO, PARAGUAIO E URUGUAIO


O número de turistas de Argentina, Uruguai e Paraguai que visitam o Brasil nos quatro primeiros meses do ano mais que dobrou desde 2009.
Estimativa da Embratur feita com dados da Polícia Federal mostra que entraram 1,1 milhão de visitantes provenientes dos quatro países entre janeiro e abril deste ano. Em 2009, foram 484,8 mil.
"Melhorou a conectividade aérea na região e a crise não chegou com a mesma força como na Europa", diz o presidente do órgão, Flávio Dino.
A vinda de turistas da Espanha e da Itália também teve alta: 9,4% nos quatro primeiros meses de 2012 ante igual período de 2009.
Na comparação com os números do ano passado, porém, houve queda de 1,4%.
Diante dos números, a Embratur decidiu aumentar em 50% os gastos com publicidade nos países vizinhos. "Investiremos nos mercados promissores. Na Europa, apenas manteremos o que já temos."

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

VISTOS PROCESSADOS PELA EMBAIXADA E CONSULADOS DOS EUA CRESCERAM 24%


A embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil processaram 81.737 vistos no mês de julho, número 24% superior ao do mesmo mês de 2011. O maior aumento na média de solicitantes/dia foi registrado no Rio de Janeiro (+58%), seguido de São Paulo (+26%) e de Brasília (+24%). No Recife, essa média caiu 7%. O número de vistos processados em julho teve resultados similares: aumentou 50% no Rio, 20% em São Paulo, 18% em Brasília e caiu 17% no Recife.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as repartições diplomáticas norte-americanas no Brasil processaram um total de 648.178 vistos, dos quais 331.494 (51,14% do total e 41% a mais que em 2011) em São Paulo, 186.302 (28,74% do total e 53% a mais que em 2011) no Rio de Janeiro, 79.533 (12,27% do total e 13% a mais que em 2011) em Brasília e 50.849 (7,84% do total e 8% a menos que em 2011) no Recife. O tempo atual de espera para agendamento de entrevistas de visto é de apenas 1 dia em Brasília e no Rio de Janeiro, e de 2 dias em São Paulo e no Recife.

(Fonte : Business Travel Magazine / imagem divulgação)

TURISMO DE NEGÓCIOS ESPERA MAIS DE 60 MIL VISITANTES EM SP


Maior cidade e um dos mais importantes centros B2B do país, São Paulo se consagra como quinto centro financeiro mais atrativo do mundo. Recebe anualmente cerca de 90 mil eventos, concentrando 75% do mercado brasileiro de feiras de negócios, que tem uma média de uma feira a cada três dias.
No mês de agosto, a Grafite Feiras e Promoções será a responsável por balançar positivamente a economia de São Paulo, promovendo duas grandes feiras de negócios na cidade, a Têxtil House Fair, evento profissional de artigos têxteis para casa que reunirá mais de 170 expositores, e a 45ª edição da maior e mais tradicional feira de artigos para casa, a House & Gift Fair, que trará mais de 1300 empresas do setor. Os dois eventos abastecerão o estoque de mais de 60 mil lojistas de todo o Brasil e apresentarão todas as novidades e lançamentos do mercado casa.
Ambas as feiras se traduzem na principal plataforma de negócios para fabricantes, importadores, distribuidores e lojistas nacionais e internacionais do setor de decoração para casa. Principal encontro da cadeia produtiva com o varejo, as feiras devem trazer mais 30 mil lojistas de outros estados que também aproveitarão a ocasião para valer-se dos prazeres culturais e gastronômicos que São Paulo proporciona.
Os turistas que chegam a capital são de todo o mundo e, do Brasil, as principais visitas são de cidades vizinhas, seguidas pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Em 2011, dos 58% de estrangeiros em busca de negócios 59% vieram da América do Norte e Europa, mas os Estados Unidos ainda é o principal emissor deste negócio, com 31%, seguidos pela Argentina.
Até o ano passado, um turista convencional deixava cerca de R$ 570,00 por dia em São Paulo, enquanto o turista de negócios chega a gastar três vezes mais, gerando anualmente um rendimento de 4 bilhões para a cidade paulista. Além de fechar negócios nas feiras espera-se que entre os dias 18 e 28 de agosto os visitantes da Têxtil House Fair e House & Gift Fair marquem presença em hotéis, restaurantes e pontos turísticos, aquecendo a economia e deixando cerca de R$ 50 milhões na cidade.
A Têxtil House Fair será realizada no pavilhão do Anhembi de 18 a 22 de agosto e a House & Gift Fair será no Expo Center Norte nos dias 25 a 28 de agosto, as duas na capital paulista.

Serviço:

Têxtil House Fair 2012

Local: Pavilhão de Exposições Anhembi

Data: 19 a 22 de agosto de 2012

Horário: das 9h às 19h

House & Gift Fair 2012

Local: Expo Center Norte

Data: 25 a 28 de agosto de 2012

Horário: das 9h às 19h

(Fonte : Vitrine Hotel)