quarta-feira, 1 de agosto de 2012

BNDES CORTA TAXA DE JUROS DE CARTÃO DO BANCO


O BNDES reduz de 0,97% para 0,91% ao mês a taxa de juros do cartão do banco a partir de amanhã.
O novo percentual é a menor taxa de juros dessa linha de financiamento desde que foi aberta em 2003.
O primeiro corte da taxa do banco estatal desde outubro de 2011 ocorre três meses depois da pressão do governo federal pela redução de juros no financiamento bancário.
A queda da taxa do cartão BNDES ocorreu devido à diminuição de 0,5% da TJLP (6% para 5,5% ao ano), ocorrida em junho, que é uma das variáveis utilizadas para o cálculo da taxa de juros do cartão do banco de fomento, de acordo com Vitor Hugo Ribeiro, do departamento de operações de internet do BNDES.
"A taxa já estava no piso. Ela é calculada todo dia 21 e passa a valer no mês seguinte", diz Ribeiro.
A previsão de desembolsos para este ano é de R$ 11 bilhões. No primeiro semestre deste ano, o cartão cresceu 49%, em volume de recursos desembolsados, ante igual período de 2011.
O cartão BNDES é usado por micro, pequenas e médias empresas para financiamento de produtos de fornecedores previamente credenciados no site da instituição.
O prazo de pagamento varia de três a 48 meses.
O ticket médio das operações é de aproximadamente R$ 15 mil.

NÚMEROS

0,97% era a taxa de juros do cartão BNDES até ontem

0,91% é a nova taxa, em vigor a partir de hoje

R$ 11 bilhões devem ser desembolsados em financiamentos em 2012

R$ 4,5 bilhões em financiamentos foram aprovados entre janeiro e julho deste ano

49% foi o crescimento no volume de recursos desembolsados no primeiro semestre deste ano, ante mesmo período de 2011

(Fonte : Col. Mercado Aberto / Jornal Folha de S. Paulo - imagem divulgação)

GRUPO DE TRABALHO QUER ACELERAR VOTAÇÃO DO FIM DA MULTA DO FGTS PARA EMPRESAS


Deputados da Câmara de Negociação sobre Desenvolvimento Econômico e Social vão pedir pressa, ao presidente Marco Maia, para pôr em votação no Plenário o fim da multa de 10% que as empresas pagam ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão sem justa causa (PLP 46/11). Eles acreditam que a proposta é consensual e pode ser aprovada antes das eleições municipais.
O parecer do deputado Roberto Santiago (PSD-SP) ao projeto de lei complementar que extingue a multa foi aprovado em julho pela Câmara de Negociação, um grupo de trabalho criado para discutir propostas que interessam à classe trabalhadora e aos empresários, e agilizar sua votação.
Hoje, quando a empresa demite o empregado, ela paga 40% sobre o valor devido do FGTS ao trabalhador e outros 10% para o FGTS. Essa contribuição de 10% foi criada em 2001 para pagar parte das despesas do governo com o ressarcimento aos trabalhadores pelas perdas nas contas do FGTS pelos Planos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990 (LC 110/01).
A mesma lei que criou a contribuição para os empresários também estabeleceu uma alíquota de 0,5% para os trabalhadores. Embora ambas as contribuições tenham sido instituídas em caráter temporário, a dos trabalhadores teve seu prazo de exigibilidade fixado em 60 meses. Já a dos empresários ainda permanece em vigor.
Para o deputado Roberto Santiago, a contribuição precisa ser extinta porque já cumpriu o seu papel. "Há um consenso, inclusive na própria Caixa Econômica Federal, que já fez um parecer no ano passado sobre o tema, dizendo que não tinha mais o porquê dessa cobrança, e também acompanhando o que vem fazendo o governo, no sentido de desonerar as empresas, desonerar a folha de pagamento, passar, por exemplo, a cobrança de INSS para o faturamento das empresas.”
Santiago acrescenta que também dessa linha de desoneração, para que as empresas possam ter menores custos no País, há um certo consenso de que é preciso terminar com essa multa de 10% a mais.

CUSTO MENOR

Segundo o gerente-executivo de Relação do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Emerson Casali, a extinção da multa representaria um custo a menos para as empresas em torno de R$ 2,5 bilhões por ano, o que poderia ser revertido em favor dos trabalhadores.
Na opinião de Casali, toda vez que se reduz o custo do trabalho, estimula-se a geração de empregos. “Hoje é uma preocupação mundial a criação de empregos e a redução do custo do trabalho. Um grande desafio do Brasil é promover a redução do custo do trabalho, para não perder a competitividade, não exportar empregos. Diante disso, é preciso encontrar pontos onde se possa desonerar o trabalho, sem que isso signifique prejuízo ao trabalhador."
Ao todo, calcula-se que o ressarcimento ao FGTS tenha custado R$ 55 bilhões. A maior parte, relativa aos trabalhadores que fizeram acordo com a Caixa Econômica Federal, terminou de ser paga em janeiro de 2007.

(Fonte : Ag. Câmara de Notícias)

UM BOM LEGADO


Salvador, quem diria, vive hoje em ritmo acelerado. Motivo: a preparação para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Até dezembro, deve ficar pronta a Arena Fonte Nova, um estádio monumental com capacidade para cerca de 55 mil espectadores, localizado na região central da cidade, cuja construção envolve diretamente mais de três mil trabalhadores, e que deve consumir perto de R$ 600 milhões. O novo estádio vai subindo a todo vapor, nas proximidades do histórico Dique do Tororó, construído pelos holandeses no século XVIII, com um espelho d'água de cerca de 110 mil m2.
Mas a grande preocupação dos agentes envolvidos na realização do evento (governo, empresários, urbanistas, arquitetos e representantes de entidades de classe e associações comunitárias) é assegurar que o legado de programas e megaprojetos seja permanente, favorecendo uma população de mais de 2,6 milhões de pessoas das quais 30,7% ainda vivem abaixo do nível de pobreza. A ideia é que os jogos estimulem desenvolvimento, com inclusão social, na infraestrutura e mobilidade urbana, valorização cultural e na qualificação profissional.
"Temos duas copas em disputa - a do espetáculo e a do legado. A copa do espetáculo exige prover tudo o que a Fifa nos impõe para que sejamos cidade-sede. A copa do legado, o Estado tem que liderar e protagonizar. Ganhar a copa do espetáculo não depende da gente, mas da Seleção Brasileira de Futebol. Ganhar a copa do legado é obrigação do Estado. Precisamos deixar internalizadas para a população obras que permaneçam", afirma Ney Campello, secretário estadual de assuntos para a Copa do Mundo da Fifa.
Trata-se de uma oportunidade única para a Bahia. Afinal, a expectativa é que o Programa Copa 2014 na Bahia represente um investimento total, público e privado, em torno de R$ 5 bilhões. Segundo José Sérgio Gabrielli, secretário estadual do Planejamento, somente na área de responsabilidade do governo da Bahia, o valor dos projetos relacionados a mobilidade urbana e acessibilidade, requalificação do turismo, fortalecimento da cultura local e obras de infraestrutura está estimado em R$ 1,9 bilhão.
Muitas iniciativas visam a requalificação dos espaços públicos e ligação do centro histórico à Fonte Nova, intervenções nas áreas de saúde, segurança e modernização da infraestrutura de telecomunicações e utilização de redes para instalação de câmaras de monitoramento para segurança e trânsito
O principal investimento, porém, é no estádio de futebol, estimado em R$ 591 milhões. É uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado da Bahia e a Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), concessionária formada pelas empresas Odebrecht Participações e Investimentos e OAS. O projeto arquitetônico foi inspirado na AWD-Arena, de Hannover, um dos estádios da Copa de 2006 na Alemanha, mas o desenho preserva o formato clássico do velho estádio: a ferradura com abertura para o Dique do Tororó. A gestão é inspirada no modelo multiuso de sucesso na Europa, desenvolvido pela Amsterdam Arena, consultora do projeto da Arena Fonte Nova.
Mais do que um estádio de futebol, a arena deverá sediar grandes shows nacionais e internacionais, além de operar como um espaço cultural, de negócios, entretenimento e gastronomia. Terá dois restaurantes panorâmicos, museu, elevadores inteligentes, quiosques e assentos cobertos.
Até junho, foram gerados mais de 3,3 mil empregos na construção e o nível de execução da obra está acima de 64%, assegurando o término do empreendimento no prazo, em dezembro. Ou seja, estará disponível para a realização dos jogos da Copa das Confederações, em junho de 2013.
Há outros projetos prioritários. É o caso do Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, responsável por um movimento de 8,4 milhões de pessoas em 2011. Serão investidos cerca de R$ 100 milhões na reforma e adequação do terminal de passageiros, ampliação do pátio de aeronaves e construção da torre de controle.
As obras já foram iniciadas e a previsão da Infraero é que tudo esteja concluído entre setembro e dezembro de 2013. Faz parte também das prioridades a construção do novo terminal marítimo de cruzeiros turísticos de Salvador. O investimento é de R$ 30 milhões, recursos sob a responsabilidade da Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba) e Secretaria Especial de Portos. Prevê a construção de nova área de embarque e desembarque, centro gastronômico, área de convivência e 5,6 mil m2 de área de estacionamento. As obras foram iniciadas em junho e deverão estar concluídas em meados do ano que vem.
O aspecto socioambiental permeia todas as atividades relacionadas com as obras. Isso vai desde os programas de inclusão social desenvolvidos para incorporar ex-moradores de rua e ex-presidiários à mão de obra encarregada de construir a arena, aos critérios de construção de um "estádio verde". "Fizemos roupas e sacolas com as roupas utilizadas pelos operários, e mais de dois mil suvenires com os resíduos dos escombros do estádio demolido, que estão sendo doados às obras sociais da Irmã Dulce", relata Campello. "Além disso, temos projetos para revitalizar o entorno e as encostas da Fonte Nova para beneficiar a população local. E estamos trabalhando com grande preocupação com a sustentabilidade, no reaproveitamento de água, melhor uso da energia e do material demolido na própria obra", informa.
Dificuldades e obstáculos, sem dúvida, existem. O maior deles, aponta Campello, é a questão da mobilidade urbana. Razões para essa preocupação: o principal investimento nesse setor não ficará pronto operacionalmente para a Copa. É a alternativa metroviária, o Sistema Salvador-Lauro de Freitas, que será executado no modelo de PPP, com investimentos estimados em R$ 3,6 bilhões, recursos do Orçamento Geral da União e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Mobilidade).
A etapa 1, Acesso Norte-Pirajá, com 5,6 quilômetros de extensão, com três estações, está praticamente pronta. O trabalho agora é de implementação da linha 2, Salvador-Lauro de Freitas, com 24,2 quilômetros e 13 estações, previsto para 36 meses, mas que ainda assim não deve aliviar totalmente os constantes engarrafamentos em Salvador.
Outro grande desafio é o da qualificação profissional. A previsão é que durante todo o período da Copa as diversas frentes de atividades abram um total de 50 mil empregos. "Todos estão preocupados e o tempo para qualificar é muito curto", indica Nilton Vasconcelos, secretário estadual do Trabalho. A situação é dramática, segundo ele. "Temos a segunda obra mais avançada de construção do estádio no Brasil, mas pouca gente qualificada. Não é apenas uma questão de qualificação técnica, envolve paradigmas culturais, dificuldade entre hospitalidade e eficiência, o que, em Salvador, se confunde muito. É preciso que toda a sociedade participe no sentido de mudar esse panorama", afirma.

(Fonte : Jornal Valor / imagem divulgação)

MUNICÍPIOS QUEREM GANHAR VISIBILIDADE


O governo baiano aproveita o grande evento esportivo para promover desenvolvimento em todas as regiões do Estado. Mais visibilidade é o mínimo o que os municípios baianos esperam ter. Em Mata de São João, por exemplo, no litoral norte da Bahia, onde está instalado o complexo turístico de Sauípe, a 80 quilômetros de Salvador, a expectativa é altíssima. Ali, entre novembro e dezembro de 2013, a Fifa vai realizar a cerimônia de sorteio que vai definir os grupos, datas e horários dos jogos das seleções dos países que vão participar da Copa de 2014.
"Trata-se do evento mais importante depois da abertura e da final da Copa, que será acompanhado por rádio e televisão por milhões de pessoas no mundo inteiro. Pelo menos cinco mil pessoas devem comparecer ao sorteio, 1,5 mil das quais convidados da Fifa que vão se hospedar no complexo de Sauípe. Isso vai trazer grande visibilidade ao município e estimular ainda mais o turismo ao litoral baiano", destaca Marco Costa, coordenador de relações internacionais e esportivas da Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.
A escolha não caiu do céu, segundo Costa. "Esse é o resultado de muito esforço e perseverança no sentido de integrar os diversos municípios da Bahia com os dois eventos programados pela Fifa, a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo em 2014", afirma. O governo estadual tem várias iniciativas nesse sentido. Uma delas, denominada "Interiorização da Copa na Bahia", informa o dirigente da Secopa, pretende despertar os diversos municípios para o megaevento da Copa, convocando representantes dos vários setores das cidades a aproveitarem o momento dos jogos para criar novas oportunidades de negócios.
O programa tem duas vertentes: estimular as cidades indutoras do turismo e apoiar cidades com potencial para ser centro de treinamento de seleções, que são os locais selecionados pela Fifa para o período da chamada "concentração" - a fase dos preparativos que antecedem a realização dos jogos.
O esforço de interiorização da Copa na Bahia, de acordo com a Secopa, passa também pela realização de vários fóruns regionais visando envolver prefeitos, empresários e representantes da sociedade civil a respeito das oportunidades que se abrem para os municípios baianos.
Mais de mil pessoas já participaram dos encontros regionais promovidos pelo programa de interiorização, com participação de empresários, representantes de prefeituras e do Estado, com o objetivo de conhecer o que pode surgir para a indústria, comércio e serviços com o evento.
Alguns municípios, como Morro de São Paulo, por exemplo, não terão centros de treinamento, mas fazem parte do programa de interiorização, recebendo fóruns regionais.
A intenção do governo, segundo Marco Costa, é prestar assistência técnica em várias frentes, entre elas: captação de recursos financeiros para a promoção de investimentos vinculados à Copa do Mundo; organização de eventos do tipo Fan Fests (que são organizados pela Fifa durante os jogos), ou outros, sempre vinculados à competição esportiva; oferta de vagas em programas de capacitação e de preparação e treinamento de voluntários; apoio na implementação de centros de treinamento; promoção do turismo regional; acessibilidade; divulgação de portfólios municipais no exterior; e medidas de segurança e saúde.
"A Copa precisa ser geradora de oportunidades a todos os municípios baianos através de Centro de Treinamento de Seleções, para sediar treinos, hospedar seleções, recepcionar turistas, formação de voluntariado e qualificação profissional", afirma Ney Campello, secretário estadual da Copa.
Para isso, o governo contará também com o apoio do Sebrae, que, a exemplo do que já vem realizando em Salvador, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, vai conduzir um estudo para mapear as oportunidades para a Copa de 2014 no município de Porto Seguro, no sul do Estado.
No caso de Sauípe, a perspectiva é de novos investimentos na região para ampliar o turismo. Com 5,5 mil leitos, distribuídos em cinco hotéis, três pousadas, Costa do Sauípe é hoje um dos maiores complexos turísticos do Brasil, e também sede dos principais eventos corporativos internacionais que ocorrem na Bahia. Mas para receber o sorteio da Copa 2014 adequadamente, o complexo vai ser adaptado e ganhar um centro de convenções.
Os investimentos para ajustar o espaço, que serão feitos pelo setor privado, em parceria com o governo do Estado, estão estimados em R$ 4 milhões. "Será criada uma tenda provisória, com cerca de seis mil metros quadrados, para 2,2 mil pessoas, para a realização do sorteio", destaca.
A mobilização em torno da Copa envolve todas as regiões do Estado, segundo Costa. Vitória da Conquista, distante 500 quilômetros de Salvador, considerada a terceira maior cidade do Estado e do interior do Nordeste, com 310 mil habitantes, criou um movimento "Sou mais Conquista em 2014". Mas algumas cidades precisam realmente de melhoria para conquistar mais espaço, tanto no campo de negócios, como no plano turístico, avaliam os gestores da Secopa.
A expansão dos aeroportos, por exemplo, é considerada um elemento vital para a expansão do desenvolvimento.
Os aeroportos de Feira de Santana, Lençóis, Teixeira de Feitas e Barreiras estão nesse processo e passam por obras de adequação e ampliação. Aliás, já existe até um programa entre a Secretaria de Turismo e a Bahiatur para que as linhas regionais de aviação possam transitar mais frequentemente com os passageiros para conhecer os centros municipais de turismo.
A Trip e a Passaredo já têm rotas para Lençóis, e esperam a conclusão de obras nos aeroportos de Teixeira de Freitas e Barreiras para começar a operar com voos nos dois municípios. E Feira de Santana também deve ter voos regulares da Trip a partir do ano que vem.
Para os empresários, portanto, o programa de interiorização é bem vindo. "É preciso construir na Bahia agendas positivas e aproveitar a Copa do Mundo para aquecer mais a economia baiana, estimular a nossa sociedade no caminho da sustentabilidade e desenvolver as cadeias produtivas do Estado, tanto a que está ligada ao turismo quanto nos demais segmentos", comenta Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).

(Fonte : Jornal Valor / imagem divulgação)

MOBILIDADE URBANA: GOVERNO ATUALIZA MATRIZ E INVESTIMENTO SOBE R$ 698 MI


Dezesseis das 51 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo de 2014 foram modificadas na Matriz de Responsabilidades, documento de referência assinado pelo governo em janeiro de 2010 que define os investimentos na preparação do Mundial. A atualização foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Entre as 16 mudanças, 13 foram nos valores das obras. Em comparação com a última atualização de mobilidade feita na Matriz, em abril, o investimento total no setor passou de R$ 11,35 bilhões para R$ 12,05 bilhões - crescimento de mais de 6%.
Ao todo, o aumento em mobilidade urbana foi de R$ 698 milhões. O valor investido pelo governo federal, por meio de financiamento, permanece o mesmo: R$ 7,38 bilhões. No entanto, os investimentos dos governos locais (estaduais e municipais) subiram de R$ 3,96 bilhões para R$ 4,66 bilhões.
A cidade com o maior número de alterações foi Porto Alegre. Das 10 obras de mobilidade urbana previstas na Matriz para a capital gaúcha, oito sofreram mudanças no valor em comparação com o documento de abril. O investimento do governo local no setor passou de R$ 65,8 milhões para R$ 381,1 milhões.
Além das alterações nos custos, as obras de mobilidade em Porto Alegre também sofreram modificações nos prazos de entrega. As oito obras previstas inicialmente para ficarem prontas em dezembro de 2013 agora contam com previsão de conclusão para maio de 2014, apenas um mês antes do início da Copa do Mundo.
Já a obra com maior alteração no valor em relação a Matriz de abril foi a Transcarioca, no Rio de Janeiro. O custo do BRT (Bus Rapid Transit) que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão passou de R$ 1,61 bilhão para R$ 1,88 bilhão - aumento de R$ 271 milhões. O governo local será responsável por arcar com a diferença.
Além das mudanças nas obras de Porto Alegre e do Rio de Janeiro, também foram modificadas na Matriz três intervenções de mobilidade urbana em Belo Horizonte, duas em Curitiba, uma em Cuiabá e uma em Manaus.

(Fonte : Globo Esporte)

PARTE DA INFRAESTRUTURA NÃO ESTARÁ PRONTA PARA COPA DE 2014, DIZ ALDO


O Brasil não terá concluído toda a infraestrutura quando sediar a Copa do Mundo de 2014, mas o país estará em condições de receber centenas de milhares de visitantes para o torneio, disse nesta terça-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Em Londres para as Olimpíadas, Aldo disse que está conversando com patrocinadores e organizadores locais para garantir que os povos indígenas e os pobres não fiquem de fora da Copa no país que já venceu o torneio cinco vezes.
O Brasil sediará os dois maiores eventos do mundo esportivo em um intervalo de dois anos: o Rio de Janeiro será a sede das Olimpíadas em 2016.
"Faremos tudo para garantir que as pessoas que venham à Copa do Mundo tenham uma garantia de segurança, de conforto, de mobilidade dentro dessas 12 cidades sede", disse Aldo à Reuters, falando com a ajuda de um intérprete.
"Parte da infraestrutura não estará completamente pronta porque esse é um processo em andamento. Continuamos construindo o país", acrescentou.
Um relatório do Ministério do Esporte publicado em maio informou que 41 dos 101 projetos ligados à Copa do Mundo ainda não saíram do papel. A preocupação é de que aeroportos, rodovias e outros esquemas de trânsito façam face às multidões.
Aldo afirmou que a empresa francesa Accor está investindo 2,5 bilhões de dólares na construção de hotéis no Brasil até 2015, acrescentando que haverá lugar para todos os torcedores brasileiros e estrangeiros nas cidades sede.
Assumindo o cargo no ano passado, ele afirmou que a cúpula ambiental Rio+20 ocorrida recentemente no Rio de Janeiro mostrou que a cidade pode lidar com eventos de grande escala.

LUGAR PARA OS POBRES

Apesar de sua emergência como uma potência econômica, o Brasil permanece sendo um país onde há uma grande diferença entre ricos e pobres.
Aldo afirmou que é vital que a população diversa do país tenha acesso às partidas da Copa do Mundo, e que os ingressos não sejam monopolizados pela classe média e pelos clientes corporativos.
"Eu já coloquei essa questão com os organizadores, com os patrocinadores; assim, uma solução adequada pode ser encontrada para que essas pessoas possam de fato ter acesso aos estádios", afirmou.
"Em outras palavras, as partes mais pobres da população também têm de participar dessa grande festa. Eles não podem ser excluídos do banquete que será a Copa do Mundo de Futebol."
Aldo rebateu as críticas de que alguns dos estádios virarão um elefante branco após o fim do torneio porque estão em cidades sem times grandes.
"Os estádios não serão usados apenas para a Copa do Mundo", disse. "A maioria dos estádios novos em construção tem propósitos múltiplos, assim o lugar será usado para outros eventos."
Ele fez um paralelo com Wembley, sede da seleção inglesa de futebol e local para finais de torneios anuais.
"Em Londres, você tem um exemplo muito bom, o belo Wembley Stadium, que não tem muitas partidas de futebol durante o ano, mas vive de eventos."

(Fonte : Reuters)

PLANO DE SP PARA COPA 2014 PRIVILEGIA TRANSPORTE PÚBLICO E QUER EVITAR CARROS


O Plano de Mobilidade de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014, que será divulgado em outubro deste ano, prevê que 80% dos deslocamentos de espectadores para os jogos do torneio seja feito por transporte público. A região do Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, em que será realizado o duelo de abertura do Mundial, não deverá ter incentivos para a construção de estacionamentos.
"O torcedor não será incentivado a ir de carro. Não haverá estacionamentos na região, somente carros credenciados poderão ir ao estádio", afirmou a coordenadora executiva do Comitê Paulista da Copa, Raquel Verdanacci. Ela ressaltou que as redes do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que atendem a região do Itaquerão, na zona leste de São Paulo, são suficientes para a demanda determinada pela Fifa (Federeção Internacional de Futebol e Associados) para o Mundial.
"As condições mínimas determinadas pela federação, que é a de ter um sistema de transporte que leve ao menos 50 mil passageiros por hora em um sentido, já estão atingidas com o metrô e a CPTM, que atingem a marca de cerca de 100 mil passageiros por hora no sentido", disse Raquel Verdanacci.
Assim mesmo, a coordenadora revelou que estão sendo feitos testes para assegurar que não haverá sobrecarga do sistema em dias de jogos, além de melhoras nas instalações das linhas. Ela citou três áreas onde serão feitas intervenções nos transportes públicos: "Aquisição de novos trens, sinalização e reforma das estações". Raquel Verdanacci contou, no entanto, que essas melhoras já eram planejadas desde antes da escolha do Brasil para a Copa. "Senão, não haveria tempo hábil (para as reformas)", justificou. A melhora na sinalização visa reduzir o tempo de espera entre trens e a reforma das estações busca dar mais comodidade aos usuários, destacou.

Atrasos

Apesar de ainda não terem engrenado, as obras viárias no entorno do Itaquerão, que preveem nova faixa de tráfego na avenida José Pinheiro Borges e dois viadutos entre Itaquera e Guaianases, além de ligações por túneis e canalização de córrego e outros, não estão atrasadas, defendeu Raquel Verdanacci. "Não vejo atrasos nas obras viárias ao redor do Itaquerão", disse. Segundo ela, as obras em execução nas imediações do estádio estão dentro do prazo. "A previsão de conclusão dessas obras é entre abril e maio de 2014. Não há atraso."

(Fonte : iG Esportes, com Ag. Estado)