quinta-feira, 9 de junho de 2011

ENTRADA DE DÓLAR AUMENTA 6 VEZES

A entrada de dólares no país superou a saída em US$ 5,3 bilhões em maio. O acumulado de janeiro até o último dia 3 foi positivo em US$ 42,650 bilhões, quase seis vezes mais do que os US$ 7,376 bilhões verificados em igual período do ano passado. E 75% superior a todo o ano passado.
Segundo o Banco Central (BC), o resultado foi garantido pelos exportadores. Em maio, as exportações superaram as importações em US$ 7,3 bilhões.
Essa entrada mais que compensou o resultado negativo de US$ 2 bilhões na área financeira, afetado pelas medidas anunciadas recentemente pelo governo - no início do ano, houve aumento na tributação sobre empréstimos para empresas e bancos obtidos no exterior.
No acumulado do ano, um terço do saldo veio de operações comerciais. Dois terços da área financeira, que inclui investimentos diretos em empresas e no mercado financeiro.
Em maio, as intervenções do BC no mercado de câmbio somaram US$ 4,3 bilhões, menor valor do ano. Em 2011, já foram comprados US$ 36 bilhões. Com isso, as reservas do país já superam US$ 330 bilhões, aumentando o peso do carregamento das reservas - diferença entre o país recebe pelas aplicações das reservas e o que gasta com emissão de títulos para mantê-las.
Para o economista Dércio Garcia Munhoz, ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), a nova elevação da taxa básica de juros (Selic), pelo Comitê de Política Monetária do BC (Copom/BC), somada ao fluxo favorável de dólares, vai agravar o problema da valorização cambial: "O real forte tira competitividade da indústria, eleva importações, inibe exportações. Aí, o governo terá de elevar a Selic outra vez para atrair capital especulativo e cobrir o balanço de pagamentos", resumiu.

FLUXO CAMBIAL FICA POSITIVO EM US$ 42,65 BILHÕES NO ACUMULADO DO ANO

O saldo da entrada e saída de dólares do país - o fluxo cambial - está positivo em US$ 42,650 bilhões neste ano até o dia 3 de junho. O resultado é bem maior do que o registrado em igual período de 2010, quando o saldo ficou positivo em US$ 7,376 bilhões.
Em maio, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 5,256 bilhões, ante US$ 2,605 bilhões de igual mês de 2010. Nos três primeiros dias de junho, o saldo também é positivo, em US$ 261 milhões.
No mês passado, o fluxo comercial (operações de exportações e importações) ficou positivo em US$ 7,263 bilhões, enquanto o financeiro (registro de investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) apresentou resultado negativo de US$ 2,007 bilhões.
Nos três primeiros dias de junho, o fluxo comercial ficou negativo em US$ 189 milhões e o financeiro teve resultado positivo de US$ 449 milhões.
No acumulado do ano até 3 de junho, o fluxo financeiro ficou positivo em US$ 28,023 bilhões. O fluxo comercial também ficou positivo em US$ 14,626 bilhões.
O BC também informou que as compras de dólares no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 4,272 bilhões, em maio, e em US$ 913 milhões, em junho até o dia 3.
As compras de dólares no mercado a termo (com liquidação em data futura, geralmente a curto prazo) elevaram as reservas em US$ 1 milhão, em maio. Neste mês, ainda não foi registrada esse tipo de operação.

(Fonte : Monitor Mercantil e Ag. Brasil de Notícias / imagem divulgação)

HOTÉIS TERÃO NOVA CLASSIFICAÇÃO DEFINIDA EM 45 DIAS

O ministro do Turismo, Pedro Novais, disse que em 45 dias os hotéis já terão sua nova classificação definida. Portaria assinada por ele na última terça-feira determina a reclassificação da rede hoteleira do país.
O documento define procedimentos e critérios do Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass) e inclui quesitos como medidas para redução de consumo e de coleta seletiva de resíduos. De acordo com Novais, a portaria será encaminhada hoje para publicação no Diário Oficial da União.
Todo o trabalho deve ser conduzido pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Segundo o ministro, a ideia é que os turistas que vierem para a Copa do Mundo, em 2014, e para as Olimpíadas, em 2016, "encontrem nos hotéis do Brasil o mesmo padrão da rede hoteleira de seus países".
Segundo ele, serão disponibilizados R$ 3 bilhões para melhorias na rede hoteleira. Com esse crédito, os estabelecimentos poderão fazer reformas e novas construções, além de adquirir equipamentos mais modernos para otimizar os serviços.
"Queremos que os turistas que vierem ao Brasil nos próximos anos não apenas contem com boa hospedagem, mas saiam daqui também bem informados sobre o nosso povo, a nossa cultura e conheçam as belezas do país", disse durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência.
Segundo o ministro, ainda não há estimativas de quanto o setor de turismo vai faturar a mais durante os jogos. Entretanto, pelas projeções e estudos feitos em relação a outros grandes eventos esportivos, em especial a Copa da África do Sul, calcula-se que 600 mil estrangeiros venham para o Brasil durante a Copa e mais 3 milhões de brasileiros viajem para as cidades-sede dos jogos.
Ainda de acordo com Novais, cerca de 230 mil brasileiros terão acesso aos cursos do programa Bem Receber Copa, promovido pelo Ministério do Turismo para qualificar o setor. Neste ano serão criadas 85 mil vagas para os cursos, em 2012 serão mais 81 mil e em 2013, 64 mil vagas.
No ano passado, o programa Bem Receber Copa ofereceu 75 mil vagas para 63 cursos, nos 12 estados onde vão ocorrer os jogos da Copa do Mundo. O ministro prevê que até 2020 o turismo será a terceira atividade econômica do país na oferta de empregos.

(Fonte : Ag. Brasil de Notícias /imagem divulgação)

VOO DESVIADO DE CONGONHAS NÃO PODERÁ IR PARA CUMBICA

Quando Congonhas fechar, passageiros podem ter que ir para Viracopos (Campinas), Minas ou Rio de Janeiro

Por falta de vagas no pátio para os aviões estacionarem, a Infraero (estatal responsável pelos aeroportos) proibiu o desvio de voos para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, nos horários de maior pico.
A regra está em vigor desde 5 de maio e vai ao menos até 2 de agosto. Após esse período, ela deve ser renovada, segundo a Aeronáutica.
Antes, quando os aeroportos de Congonhas ou de Viracopos, em Campinas, fechavam por razões climáticas, os voos iam para Cumbica.
Agora, os desvios só serão autorizados se estiverem fora do pico, que vai das 7h30 às 11h30 e das 18h30 às 22h30.
Para os passageiros, a mudança significa no mínimo esperas ou atrasos, não raro superiores a três horas.
Foi o que aconteceu na quinta-feira da semana passada, por exemplo, quando oito voos de Congonhas pousaram em Viracopos por conta da falta de visibilidade.
Os voos de Congonhas são enviados preferencialmente para Viracopos, quase três vezes mais distante que Cumbica; um fica a 38 km, o outro, a 101 km do aeroporto.
Só de trânsito, sem contar tempo de desembarque e espera, o trajeto leva em torno de uma hora e meia.
A companhia, nesses casos, é obrigada a providenciar transporte para levar os passageiros até São Paulo.
Os voos podem ir parar também em Confins (MG) ou no Galeão (RJ). Mas, nesses aeroportos, ninguém desembarca; as aeronaves ficam paradas até Congonhas ou Viracopos reabrir. Para o passageiro, mais espera.
Um avião muda a rota quando há problema meteorológico na região do aeroporto para o qual irá.
Em área urbana, Congonhas, por exemplo, fecha não só por falta de visibilidade mas também por chuva forte, desde que um Airbus atravessou a pista ao pousar e explodiu. O acidente, em 2007, matou 199 pessoas.
NÃO HÁ VAGAS

Nos horários em que a Infraero proibiu o desvio para Cumbica, todas as vagas de estacionamento de aviões estão ocupadas.
A prioridade é não atrasar a operação existente. Receber novos voos sobrecarregaria a estrutura já saturada.
O aeroporto, o maior do país, tem 61 posições de pátio. O problema irá se estender ao menos até 2013, quando a Infraero prevê inaugurar mais 42 vagas para aviões.
A Infraero limitou-se a dizer que a norma era "autoexplicativa". Procurada por mais dois dias, a empresa não se pronunciou.

Analista critica falta de vaga em Cumbica

Aumento de voos no terminal foi de 11% de janeiro a abril deste ano, em relação ao mesmo período de 2010
A decisão da Infraero em proibir o desvio de aeronaves se deve ao esgotamento de Cumbica, que opera acima da capacidade em um momento em que o tráfego aéreo não para de crescer.
O aumento de voos no aeroporto foi de 11% de janeiro a abril deste ano, em relação ao mesmo período de 2010.
O número de passageiros subiu na mesma proporção; o terminal de passageiros de Cumbica opera 30% acima da capacidade.
"Cada vez mais a deficiência de estrutura prejudica o transporte aéreo", diz Ronaldo Jenkins, diretor do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas). O ideal, ele diz, era que os voos desviassem para Cumbica.
A falta de vagas para aviões estacionarem no pátio é um problema crônico dos aeroportos brasileiros que atravanca o crescimento do setor, diz Elton Fernandes, pesquisador do Núcleo de Estudos em Tecnologia, Gestão e Logística da Coppe, programa de pós-graduação em engenharia da UFRJ.
"Guarulhos, se olhar só a pista, abrigaria muito mais movimentos do que têm hoje. Essa limitação é por falta de pátio", afirma. Ele ressalta que há urgência também na ampliação do terminal de passageiros, integrante do pacote da Copa-2014.
Em Congonhas, por exemplo, as pistas têm capacidade para 48 movimentos por hora. Pátio e terminal de passageiros, no entanto, são insuficientes. O governo limitou o tráfego, por medida de segurança, a 34 operações/hora.
PISTA
No início de agosto, começa a reforma da pista maior de Cumbica.
A pista, com 3.700 metros, será interditada em 30% até dezembro, período em que irá operar com 2.500 m -a outra pista tem 3.000 m e será reformada depois.
A Infraero havia acertado com as companhias aéreas que não reduziria o tráfego no aeroporto durante a obra da pista maior.
Ficou combinado que os aviões de grande porte, como o Boeing-777, usados em viagens intercontinentais, decolariam com menos peso, o que impactaria a carga e o número de passageiros.
Duas simulações de como será a obra estão marcadas para julho.

Empresário fica 3h dentro de aeronave parada no aeroporto
O empresário Edgard Corona, 54, descreve como "quase cárcere privado" o período de três horas em que ficou preso em um avião da TAM que ia de Guarulhos a Recife, ontem.
Segundo a companhia aérea, o voo 3502, com 216 passageiros, teve a decolagem atrasada das 13h15 para as 16h16, e só chegou em Recife às 19h.
A causa, afirma a empresa, foi uma "readequação na malha" e falta de funcionários, provocadas pelos transtornos nos aeroportos após as chuvas de anteontem.
Para quem embarcou, no entanto, foi outra a explicação dada pelos tripulantes do voo 3502 para o confinamento dentro da aeronave.
"O piloto mentiu dizendo que havia um problema na pista e 11 voos na nossa frente. Faltava é tripulação. Havia passageiro nervoso querendo sair e o comandante dizia que não podia abrir a porta", conta Corona, que perdeu uma reunião".
(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)


BC AUMENTA TAXA DE JUROS DE NOVO PARA DETER PREÇOS

Um dia após a queda do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, visto desde o primeiro mandato de Lula como uma espécie de avalista da política econômica do governo, o Banco Central deu continuidade à sua estratégia de combate à inflação. Elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano.
A decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, após dois dias de reuniões. E ficou exatamente dentro do previsto por analistas de mercado. Com a inflação ainda acima da meta oficial do governo, apesar dos primeiros sinais de desaceleração dos preços, esse foi o quarto aumento seguido da taxa básica de juros (Selic), referência para o custo do dinheiro a empresas e consumidores.
Em comunicado, o BC manteve a avaliação de que o ritmo de desaceleração da economia é incerto. Por isso, o aumento de juros "por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada" para combater a inflação.
Agora, a expectativa é que haja pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa, na próxima reunião do Copom, em julho.
O aumento dos juros é parte do trabalho iniciado no final de 2010 para esfriar a economia e controlar a inflação.
Desde o ano passado, o governo tenta esfriar a economia.
Em maio, a inflação teve o terceiro mês seguido de queda, mas o valor acumulado em 12 meses (6,55%) está acima do teto da meta oficial do governo, de 4,5% com dois pontos de tolerância.
Na semana passada, foi divulgado o PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país) do primeiro trimestre, que mostrou desaceleração do consumo. Números do BC e do setor privado confirmam que a economia cresce menos desde abril.
Flávio Serrano, do Banco Espírito Santo Investimento, afirma que apenas na reunião do Copom de agosto haverá dados suficientes para confirmar uma desaceleração mais forte nos preços e na atividade econômica.
Para ele, combustíveis e alimentos devem dar folga ao consumidor, mas ainda haverá pressões dos serviços.
O economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges, diz que o BC tem adotado um discurso mais duro desde a última reunião, em abril, quando passou a usar a expressão "suficientemente prolongado" nas notas sobre as altas de juros. Sua leitura é de que o BC fará o possível para controlar a inflação.
(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

CURITIBA : INFRAESTRUTURA DA CIDADE É MUNDIALMENTE FAMOSA

O nome da cidade vem do idioma guarani e quer dizer "grande quantidade de pinheiros; pinheiral". O escritor Millôr Fernandes não perdeu tempo e fez uma piada com o nome, para, em seguida, elogiar a transformação aplicada na infraestrutura da cidade nos anos 1970.
Dessa primeira etapa de urbanização, surgiram as canaletas do expresso -locais nos quais só transitam ônibus e que serviram de modelo para várias cidades. Como São Paulo e seus corredores.
"Curitiba sempre foi e ainda é um modelo nesse sentido", diz Fabio Duarte, diretor de mestrado e doutorado em gestão urbana da PUC-PR. "Com a diferença de que, se em São Paulo há diversas linhas de muitas regiões passando, em Curitiba há no máximo duas - a interligação se faz com os alimentadores, ônibus que cobrem as regiões da cidade", diz ele.
A manutenção dessa infraestrutura, contudo, vem sofrendo críticas de especialistas - e do próprio povo curitibano que usufrui dela.
"Houve abandono. Exemplo disso é o fato de que Curitiba foi a primeira cidade do Brasil a ter uma malha cicloviária com mais de 100 km, e faz dez anos que a Prefeitura não investe nas ciclovias existentes", afirma Duarte.
"Curitiba investe em novas linhas de ônibus, como o recém-inaugurado [no mês de abril] Ligeirão. Porém, as linhas atualmente existentes têm uma manutenção precária", critica o diretor.
Mesmo assim, a urbanização de Curitiba ainda detém importância mundial. "Há uma degradação desse patrimônio, mas ele ainda é uma referência. Quando se compara Curitiba com outras cidades no Brasil, quem dera se ela fosse copiada. As cidades seriam melhores."
A reportagem da Folha procurou, mas não conseguiu localizar um porta-voz da prefeitura para comentar o assunto.

ÔNIBUS TURÍSTICO LEVA VIAJANTES A 25 ATRAÇÕES

Em pequenos grupos, turistas vão se juntando diante de um ponto de ônibus na praça Tiradentes, marco zero da capital -todos curiosos para desvendar as atrações pelas quais o coletivo, cuja passagem custa R$ 25 (com direito a quatro descidas e retornos em 25 pontos), passa.
Vale a pena? "Vale", diz uma turista carioca, que não quis se identificar, à Folha. "O Rio é lindo, tem paisagens deslumbrantes, mas não oferece essa infraestrutura para o turista que Curitiba tem." Mas atenção: leve agasalhos no frio e reserve um tempo mínimo para a duração do trajeto, que é de 2h30.

DIVERSIDADE DE ETNIAS DA EUROPA MARCA O PARANÁ

Frio que quase corta a alma, pinhão, barreado, múltipla colonização europeia: são muitas as características culturais que vêm engatadas à imagem das cidades do Paraná e da capital, Curitiba.
A metrópole paranaense concentra mais de 1,7 milhão de habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e ostenta uma fama que chega a causar um certo orgulho ao curitibano mais tradicional: a de que os moradores locais são blasés e frios, tal como o clima da cidade (que, não raro, desce às escalas negativas da medição em graus Celsius).
"A explicação de que o clima é um fator que influencia o humor do curitibano é de um determinismo geográfico muito pueril", aponta a socióloga Simone Meucci, professora da Universidade Federal do Paraná.
"São duas as possibilidades que vejo para isso. A primeira é a composição étnica da cidade, do final do século 19 até a década de 1930, época na qual havia uma tensão muito grande entre povos europeus que vieram para Curitiba, povos que eram algozes em sua história, e que, por isso, não interagiam entre si", declara a socióloga.
De acordo com um levantamento realizado pela Prefeitura de Curitiba no ano passado, "alemães, franceses, suíços, poloneses, italianos, ucranianos, nos centros urbanos ou nos núcleos coloniais, conferiram um novo ritmo de crescimento à cidade e influenciaram de forma marcante os hábitos e costumes locais".
"A outra explicação provém da ideia de uma cultura camponesa de ambiente familiar em detrimento de uma cultura cosmopolita, de que os imigrantes prezavam a família como esteio, sem interagir com os vizinhos", diz.
Mas, embora a fama de "carão" seja muito difundida, as próprias mudanças na sociedade de Curitiba acabaram derrubando essa teoria.
Segundo uma pesquisa conduzida pelo Instituto Ethos, 51% dos habitantes da capital paranaense são provenientes de outras cidades.
"Muitas coisas das quais se fala do curitibano caíram por terra", observa Simone.
"É difícil encontrar um curitibano hoje. A cidade está cada vez mais cosmopolita, com a vida noturna se diversificando.
E isso é um movimento intenso que ocorre desde os anos 1990", completa.
Para ela, a mudança é correlacionada com a economia mais dinâmica e com processos de migração e emigração.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)

PORTO DO RIO GERA R$ 3 BI DE ICMS

O subsecretário de Transportes do Rio, Delmo Pinho, é um entusiasta da expansão do Porto do Rio, em suas duas vertentes: a área operacional e o projeto Rio Maravilha, que enfoca a parte habitacional, cultural e turística. Revela que a receita de ICMS gerada pelo porto do Rio subiu de R$ 1,8 bilhão, em 2003, para R$ 3,1 bilhões em 2008. Isso representa mais de um terço da receita com royalties e participação especial do Governo fluminense. Em carga, a meta, até 2015, é a de duplicar as atuais 8 milhões de toneladas operadas. Em contêineres, deseja-se passar dos atuais 700 mil contêineres de 20 pés (TEUs) para 3 milhões por ano.
O porto cedeu 1.450 metros de cais para operação offshore pela Petrobras. Espera-se chegar a 1,2 milhão de passageiros em 2015, com modernização do terminal. Em breve, a profundidade nos terminais de contêineres já estará em 15 metros. E um projeto futuro é elevar a largura do canal de acesso para 240 metros de largura, o que permitirá a movimentação simultânea de dois navios. Haverá expansão dos terminais siderúrgico e de veículos.
Nos acessos terrestres, foi melhorada a parte ferroviária e, por rodovia, foram gastos R$ 24 milhões em avenida alternativa à congestionada Avenida Brasil. Pretende-se criar um Centro de Apoio ao Caminhoneiro, com 40 mil metros quadrados e, antes disso, criar-se um estacionamento provisório, em área de 6 mil metros quadrados.
Ligação do Porto com Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói exigirão R$ 150 milhões, com trecho principal de 1.200 metros e alças para diversos destinos. Em seguirá, virá a Avenida Portuária, projeto de R$ 140 milhões.
Em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) planeja-se a conexão do porto do Rio com o pólo petroquímico (Comperj, em Itaboraí) e ligações nos sentidos São Paulo e Belo Horizonte. Até agora, foram gastos R$ 2,8 bilhões em obras e melhorias, restando R$ 1,9 bilhão. Um outro projeto, com valor unitário de R$ 2 bilhões, envolve a instalação de sofisticado oleoduto subaquático.

LEILÃO PARA REVITALIZAÇÃO DO PORTO DO RIO NÃO TERÁ DISPUTA

O leilão do projeto de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro, a ser realizado na próxima segunda, não terá disputa. O único habilitado foi o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, criado pela Caixa Econômica Federal, com recursos do FGTS.
A informação foi divulgada pelo coordenador do leilão, a Oliveira Trust. Com isso, os 6,4 milhões de Cepacs (certificados de potencial adicional construtivo), títulos que autorizam construções acima do gabarito permitido na área, devem ser vendidos por R$ 3,5 bilhões, o valor mínimo.
O vencedor do leilão se compromete ainda a repassar R$ 4,5 bilhões em 15 anos (valor com correção monetária estimada no período) para a prefeitura após a regularização fundiária e venda dos terrenos públicos da área.
Os cerca de R$ 8 bilhões custearão as obras e serviços feitos na área, por meio de PPP (parceria público-privada).
A mais emblemática será a derrubada do elevado da Perimetral, viaduto de 5,5 km de extensão à beira-mar do centro da cidade.
A negociação para a participação da Caixa no leilão durou mais de um ano. O primeiro passo foi a autorização do Conselho Curador do FGTS, em junho, para aplicar recursos em operações urbanas consorciadas, modelo da revitalização do porto do Rio.
O vencedor do leilão receberá lote com os 6,4 milhões de Cepacs emitidos pelo município. Ele será o responsável por negociá-los com o mercado.
(Fonte : Monitor Mercantil e Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)

CERCA DE 1,2 MILHÃO DE PROFISSIONAIS ADERE AO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

O programa do Empreendedor Individual, criado em 2009 para estimular a formalização desses profissionais, registrou, até o dia 31 de maio, a adesão de 1,185 mil novos contribuintes para a Previdência Social. A meta do Comitê Gestor do programa é completar, até outubro, 1,5 milhão adesões, de acordo com o secretário executivo do comitê, Silas Santiago. Até o último dia 5, 1.196.998 pessoas haviam formalizado sua atividade.
O empreendedor individual teve reduzida de 11% para 5%, do valor do salário mínimo, a contribuição mensal que recolhe à Previdência Social, a partir de maio, de acordo com medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff. Agora, o empreendedor individual paga R$ 27,25 por mês, que poderá chegar a R$ 33,25, se for um prestador de serviços ou trabalhador na área do comércio ou da indústria.
Trabalhadores autônomos como o feirante, o camelô, o borracheiro, o mecânico, o pipoqueiro e a cabeleireira são empreendedores individuais que, ao se formalizarem, recebem a aposentadoria depois de certo tempo de contribuição. De acordo com números do Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), dez unidades da Federação se destacaram na adesão de novos empreendedores individuais até agora: Distrito Federal, Mato Grosso, Roraima, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Acre, Goiás e Santa Catarina. A área de comércio varejista concentra 32,89% dos empreendedores individuais; seguida pelo setor de alimentação, com 11,69%; serviços em geral, com 10,7%; construção civil, com 7,18%; e serviços técnicos em veículos, com 5,52% de adesões.
De 27 de junho a 2 de julho, o Sebrae vai promover uma campanha de divulgação, com montagem de estandes em todas as capitais, para atrair novos empreendedores ao programa. De acordo com o presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Barretto Filho, a expectativa é atrair 40 mil novos empreendedores com a campanha. O secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse que "é preciso manter a assistência continuada a esses trabalhadores, inclusive na oferta do crédito", para que eles se mantenham ativos no seu trabalho e formalizados. No dia 1º de julho, o programa do Empreendedor Individual completa dois anos de existência.

(Fonte : Monitor Mercantil)