quinta-feira, 19 de maio de 2011

COOPERAÇÃO FRONTEIRIÇA SERÁ PRIORIDADE PARA O MERCOSUL



Um dos assuntos tratados pelas delegações do Mercosul que estão em Assunção, Paraguai, para discutir a integração do turismo no continente, foi a cooperação entre os países. A intenção é avançar nos mecanismos administrativos nas fronteiras, buscando atuação conjunta com as autoridades governamentais, iniciativa privada, universidades e comunidades fronteiriças.
Não é a primeira vez que o Paraguai sedia esse tipo de discussão. Em 2010, o 7º Seminário Internacional de Turismo de Fronteiras – Frontur, tradicionalmente realizado no Brasil, foi, pela primeira vez, organizado fora do país e, justamente, no Paraguai, onde foram debatidas as peculiaridades e as dificuldades encontradas pelo turista nas fronteiras entre os países do Mercosul.
Naquela ocasião, as autoridades do setor de turismo presentes no encontro se comprometeram a colocar o assunto entre as prioridades para o ano de 2011 e a desenvolver a proposta apresentada pelo Paraguai, para que seja efetivado um projeto de integração turística fronteiriça na região. O assunto foi resgatado durante a
IX Reunião de Ministros de Estado de Turismo do bloco – RMTur, que aconteceu de 14 a 16 de maio em Assunção.

BRASIL CONVIDA MERCOSUL PARA O 6º SALÃO DO TURISMO

Um dos maiores eventos turísticos do mundo já está na agenda dos países que compõem o Mercosul. O ministro do Turismo, Pedro Novais, fez o convite oficial às autoridades presentes na IX Reunião de Ministros de Estado de Turismo do bloco – RMTur, que foi realizada em Assunção, Paraguai, entre os dias 14 e 16 de maio.
Novais destacou os números da última edição do evento, que recebeu mais de 100 mil visitantes, e apresentou as novidades que o salão reserva para 2011. “É uma excelente oportunidade para que nossos países fortaleçam a cooperação turística, tanto em nível governamental como na iniciativa privada. O Brasil aguarda todo o continente para realizarmos uma grande parceria de promoção e comercialização.”
O 6º Salao do Turismo será realizado no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP), de 13 a 17 de julho. O credenciamento para visitantes, jornalistas e voluntários, já pode ser feito no portal do evento (www.salao.turismo.gov.br ).
Promoção em alta – Além do convite para o Salão do Turismo, o RMTur também propiciou a troca de experiências desenvolvidas no Mercosul em ações conjuntas de promoção turística, nos últimos anos. Esse tipo de trabalho teve início em 2005, quando, Brasil e Argentina estabeleceram parceria em projetos voltados à Ásia e ao Oriente Médio, em países como China, Cingapura, Emirados Árabes, Austrália e Índia. Devido ao êxito alcançado, os demais países – membros e associados ao Mercosul – foram convidados a participarem dessa estratégia, conforme o interesse estratégico de cada um.
O objetivo para 2011 é desenvolver benefícios de promoção conjunta, como pacotes com roteiros integrados, produtos e segmentos turísticos compartilhados e a realização de eventos de forma conjunta, com menor impacto de custos sobre cada país.

(Fonte & foto: MTur)

TURISMO MUNDIAL TEM CRESCIMENTO MÉDIO DE 7% E OMT DISCUTE ESTRATÉGIAS PARA O SETOR



A 52ª Reunião da Comissão Regional para as Américas da Organização Mundial do Turismo (OMT) colocou em pauta estratégias para melhorar a qualidade de vida no continente por meio do turismo. O evento teve início no ultimo dia 17, em Assunção, Paraguai, e contou com representantes de todos os países-membros da região.
Taleb Rifai, secretário-geral da organização, apresentou dados sobre o cenário turístico internacional em 2010. Houve crescimento de 7% em relação ao ano anterior, com registro de 940 milhões de desembarques e uma receita gerada de US$ 918 bilhões. Na América do Sul, o crescimento foi de 10%. Todas as regiões do mundo aumentaram o fluxo de turistas.
A Europa segue na primeira posição, responsável por 51% do total de desembarques, seguida da Ásia/Pacífico (22%), Américas (16%), Oriente Médio (6%) e África (5%). A China consolidou-se como principal mercado em expansão: tomou o lugar da Espanha e agora só perde para os Estados Unidos e França em termos de desembarques. Quando o item em análise é a receita turística, a China ultrapassa a Itália e fica em quarto. As previsões apontam que os chineses serão o primeiro mercado turístico do mundo em 2020.
“O setor mostra recuperação estruturada nos primeiros de 2011 e a principal prova é que esse crescimento vem de mercados emergentes. A América do Sul é um exemplo, a vitalidade da economia do continente e a tendência de organizar pacotes e produtos em conjunto tem dado a este mercado maiores condições de atrair turistas de todas as partes do mundo”, afirmou Taleb Rifai.
Nos primeiros dois meses deste ano, o turismo manteve o ritmo ascendente em todas as regiões, exceto no Oriente Médio e no norte da África, como resultado da instabilidade política nos territórios. A América do Sul e a Ásia lideraram o desenvolvimento, com uma taxa de 15% cada. As expectativas da OMT para os países presentes na reunião em Assunção são positivas: o turismo na América do Sul deve fechar 2011 com um crescimento de 4,5%.

(Fonte : O Repórter / imagem divulgação)

BRASIL, CHINA E ÍNDIA IMPULSIONARÃO TURISMO, DIZ INDÚSTRIA



Brasil, China e Índia devem ser os maiores responsáveis pelo incremento do turismo internacional nas próximas duas décadas, dizem líderes das indústrias de turismo mundiais.
Segundo esses líderes, a tendência de aumento do número de turistas vindos destes países é certa e por isso os países que esperam lucrar com este aumento de demanda devem investir em infraestrutura.
Após os ataques de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos intensificaram o rigor das exigências para a aprovação dos vistos de entrada no país, o que resultou em um longo tempo de espera para os turistas e em queixas da indústria de turismo local.
"Brasileiros e chineses podem levar até 120 dias para ter seu visto aprovado", reclama Roger Dow, da Associação de Viagens dos Estados Unidos (U.S. Travel Assoaciation, ou USTA, na sigla em inglês).
A USTA enviou um relatório ao governo dos EUA na semana passada, pedindo uma revisão do sistema. Eles propõem a criação de 400 novos cargos de pessoas capazes de fazerem as entrevistas exigidas para a concessão do visto para atender Brasil, China e Índia, permitindo inclusive que as entrevistas sejam feitas por videoconferência.
"A economia brasileira está crescendo e as pessoas querem gastar dinheiro", disse Dow.

EVENTO EM LAS VEGAS

Com uma expectativa de 2 bilhões de novos consumidores de classe média viajando nas próximas duas décadas, a indústria de viagens mundial projeta um potencial de ouro pela frente.
"O número de viajantes chineses que vão para o exterior bateu à casa dos 58 milhões no ano passado, num crescimento anual de 20%", disse David Scowsill, diretor-executivo do Conselho Mundial de Turismo e Viagem.
O impacto desta onda que está por vir é o principal tópico de um encontro de três dias entre agentes de viagens e turismo que acontece em Las Vegas, com início nesta terça-feira (17), trazendo CEOs das maiores companhias de turismo mundiais.
Os Estados Unidos enviaram ao encontro a secretária de assuntos de segurança nacional, Janet Napolitano; o secretário de trasportes, Ray LaHood; além de Valerie Jarret, conselheiro do presidente Barack Obama. O presidente do México, Fernando Claderon, é o participante de honra.

(Fonte : France Presse, em Las Vegas / imagem divulgação)

EXPORTADORES AJUDAM A INUNDAR PAÍS COM DÓLARES


Os juros altos e a baixa volatilidade da taxa de câmbio voltaram a atrair fluxos pesados de capitais para o Brasil, na contramão das expectativas do governo. Segundo dados do Banco Central, nas duas primeiras semanas de maio a entrada líquida de divisas totalizou US$ 8,8 bilhões. Em abril, os exportadores tomaram o maior volume de crédito com prazo de vencimento em até um ano (US$ 5,309 bilhões) desde 1996.
Grandes exportadores aproveitaram a oportunidade para obter ganhos maiores com a diferença entre os juros internos e externos em transações de arbitragem. Em maio, o mesmo se repetiu. Os bancos também saíram correndo atrás dessa janela e, por isso, o fluxo cambial líquido cresceu rapidamente, depois de atingir em abril saldo de pouco mais de US$ 1,5 bilhão.
Bancos atuantes no mercado perceberam que desde meados do mês passado muitas das grandes companhias compraram dólares no mercado futuro contra o real, com o prazo casado com as linhas tomadas no exterior, de forma a fazer "hedge" e ao mesmo tempo ganhar com o diferencial de juros.
Para prazos de vencimento em um ano, essas grandes empresas tomavam linhas de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) pagando juros de 2% ao ano ou menos e investiam nos juros em dólar no mercado interno, o cupom cambial, recebendo mais do que 5,6% ao ano. O ganho financeiro era superior a 3,6% ao ano. Foi a partir de meados de abril que o cupom cambial de curtíssimo prazo, até 30 dias, chegou a 12% ao ano, acima da própria taxa básica de juros (Selic).
"Em abril, por causa do cupom cambial mais elevado, percebemos um aumento de 50% na demanda por ACCs pelos exportadores", diz José Augusto Durand, gerente da mesa de clientes do Itaú BBA. Os bancos também aproveitaram o cupom cambial polpudo mesmo para prazos mais longos, e tomaram entre o fim de abril e o início de maio mais de US$ 3,117 bilhões em dívida externa de prazo superior a dois anos, sobre as quais não incide o IOF de 6%.

(Fonte : Jornal Valor Econômico)

CRESCIMENTO ECONÔMICO VOLTA A ACELERAR E ELEVA TEMOR DE INFLAÇÃO



Indicador divulgado ontem pelo Banco Central mostra que a economia brasileira voltou a acelerar em março, mesmo depois da aplicação de medidas para tentar esfriar o crescimento.
No primeiro trimestre, a atividade cresceu 1,28% ante o quarto trimestre de 2010.
Em relação aos primeiros três meses do ano passado, a expansão foi de 4%.
O índice funciona como uma prévia do PIB (a soma de bens e riquezas produzidas no país), já que os dados do primeiro trimestre serão conhecidos apenas em junho.
Para economistas, os dados confirmam que a economia começou o ano mais aquecida. E que uma desaceleração só ocorrerá a partir do segundo trimestre.
Desde dezembro o governo anuncia ações para conter o crédito e reduzir o consumo. O objetivo é esfriar a economia e segurar a inflação, que cresce mês a mês.
Em janeiro, o BC também retomou os aumentos na taxa básica de juros, que haviam sido suspensos em meados do ano anterior.
Relatório do Banco Fator mostra que o crescimento da economia no trimestre encerrado em março, com base nos dados do BC, foi ainda mais alto do que o fechado até fevereiro, o que indica aceleração recente.
No quarto trimestre, a expansão ante o período anterior havia sido de 1%. O economista Aloísio Campello, da Fundação Getulio Vargas, diz que os indicadores de abril revelam que a atividade começa a esfriar, mas não de forma homogênea.
"A indústria, que deu um salto no primeiro trimestre, está desacelerando. Mas no setor de serviços, nem todos os segmentos apontam redução", afirma, citando os serviços prestados a empresas e de telecomunicações.
O economista do banco West LB Roberto Padovani diz que pode elevar sua previsão para o PIB do primeiro trimestre depois de ontem.
Para ele, o resultado pode aumentar a tensão entre analistas de mercado e o BC. "Ou o mercado passará a prever mais inflação ou mais juros."
O economista Santander Cristiano Souza explica que um nível de atividade como o observado pelo BC "não desacelera a inflação": "Com um crescimento desses, a inflação não vai convergir para 4,5% [meta do BC] em 2012".
Ontem, a FGV divulgou que a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu de 0,55% em abril para 0,66% em maio.

BANCOS SABOTAM MEDIDAS PARA CONTER CRÉDITO, DIZ IPEA

As instituições financeiras do país trabalham para "sabotar" as medidas do Banco Central de contenção de crédito e defendem juros mais elevados, focadas apenas em seus "próprios interesses e resultados", opinou ontem o coordenador do Grupo de Análise e Projeção do Ipea, Roberto Messenberg.
Para ele, o uso de juros maiores como instrumento de política monetária beneficia mais bancos e outras instituições do que as medidas de restrição de crédito.
É que, diz, elas afetam as operações bancárias "mais rentáveis" ao ampliarem compulsórios e cortarem recursos disponíveis para empréstimos.
Diante disso, foi detonada campanha para difundir que a "inflação está fora de controle" -o que não é, segundo Messenberg, verdade.
Para o economista, o patamar mais elevado da inflação neste ano se deve aos preços internacionais mais altos de commodities (alimentos, minérios e energia) e à pressão doméstica sobre custos do setor de serviços.
Segundo dados compilados pelo Ipea, os serviços registram alta de 8,53% em 12 meses até abril, acima do IPCA de 6,51% no período -que superou, em abril, o teto da meta, de 6,5%.
"Não há descontrole da inflação. O que há é que muitos querem sabotar [as ações de política monetária do BC]."
Segundo Messenberg, primeiro as instituições financeiras e um grupo "pequeno, mas ativo" de críticos tentou fazer "terrorismo" na área fiscal, apontando descontrole. Feito o ajuste fiscal, eles perderam "o argumento".
O economista criticou, porém, o ajuste fiscal foi realizado pelo governo, que cortou investimentos.

APÓS RECUO, ENTRADA DE DÓLARES SOBE EM MAIO

Depois de recuar em abril, a entrada de dólares no Brasil voltou a crescer nas primeiras semanas de maio, segundo o Banco Central.
A avaliação de especialistas do mercado financeiro é que empresas e investidores estão tomando linhas de empréstimo com prazos mais longos no exterior, que não são tributadas pelo governo com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Dados de até a última sexta-feira mostram que o saldo entre entrada e saída de dólares foi de US$ 8,8 bilhões.
O resultado é quase seis vezes maior do que o de abril: saldo de US$ 1,5 bilhão.
No primeiro trimestre, os investidores anteciparam as captações que planejavam fazer ao longo do ano, o que provocou um recuo no saldo cambial de abril.
Eles temiam as medidas que o governo vinha ameaçando tomar para conter o fluxo de dólares e evitar a apreciação do real. Elas foram implementadas a partir de março.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)

GOVERNO QUER PADRONIZAR ABERTURA DE EMPRESA


O governo federal pretende implantar até o final do ano um sistema eletrônico para simplificar a abertura de empresas no Brasil.
O mecanismo, previsto em lei aprovada em 2007, está em desenvolvimento e integrará todas as cidades do país, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
"Queremos estimular a padronização dos procedimentos para a abertura de empresas, pois, hoje, cada cidade tem as suas próprias regras", diz o diretor do Departamento Nacional de Registro do Comércio, Jaime Herzog.
O brasileiro demora hoje 120 dias para abrir uma companhia, de acordo com dados do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O tempo é quase o dobro da média na América Latina, que é de 63,45 dias.
Nos EUA, os empreendedores conseguem abrir uma companhia em seis dias.
O número de procedimentos necessários para abrir empresa no Brasil também está acima da média latino-americana e é igual ao da Venezuela, segundo o BID.
"A impressão é que o problema está no licenciamento das empresas, pois, para a obtenção do registro, são necessários, em média, apenas dois dias", diz Herzog.
A burocracia tem se constituído em uma carga maior que a tributária para as pequenas empresas, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Alencar Burti.
"É uma consequência do fato de o Poder Legislativo não ouvir a sociedade como deveria.

(Fonte : Col. Mercado Aberto)

PROJETO GESTÃO & PLANEJAMENTO DE DESTINOS TURÍSTICOS INICIA SEU SEGUNDO MÓDULO


Até o fim deste mês, o Ministério do Turismo e o Instituto Marca Brasil dão início ao segundo módulo do Projeto Gestão & Planejamento de Destinos Turísticos em 18 cidades brasileiras. Ao todo, serão 17 estados contemplados. O objetivo é ampliar a metodologia usada no projeto 65 Destinos Indutores do Turismo no País.
No primeiro módulo do trabalho, denominado Competitividade do Destino: Posicionamento e Formação do Grupo Gestor, foi apresentado o Índice de Competitividade do Turismo Brasileiro, formado o Grupo Gestor do destino, que irá trabalhar no projeto, e assinado o Termo de Compromisso. Com este segundo módulo, intitulado Competitividade do Destino: Planejamento e Gestão, será feita uma reflexão mais aprofundada acerca do papel desse Grupo Gestor.
Segundo a diretora técnica do Projeto no Instituto Marca Brasil, Tânia Brizolla, o município adquire um conjunto valioso de conhecimentos e informações práticas voltadas para a gestão de destinos e aumento de sua competitividade. "O Gestão & Planejamento de Destinos Turísticos vem sendo muito bem recebido em todos os municípios. Aproximadamente, 50 Grupos Gestores foram formalizados, em um trabalho de qualificação para cerca de 750 pessoas. Isso irá beneficiar toda uma região, e não apenas o município abrangido", afirma.

(Fonte : Mercado & Eventos)