sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COMPANHIA AÉREA URUGUAIA APOSTA EM EXPANSÃO NO BRASIL


Empresa aumentou frequência de voos a São Paulo e terá mais dois destinos no país

De olho no crescimento do mercado aéreo brasileiro, a companhia uruguaia Pluna prevê que quase metade da sua receita (45%) virá do Brasil num prazo de dois anos.
Atualmente, o país é responsável por cerca de 35% dos seus ganhos, percentual que vem crescendo -há três anos ficava entre 18% e 20%.
"O potencial de crescimento do setor aéreo no Brasil é enorme. Esperamos que o Brasil se transforme em uma das cinco maiores economias do mundo em 2020", diz Arturo Demalde, vice-presidente da companhia.
Segundo ele, a Olimpíada e a Copa do Mundo, que serão realizadas no país, tornam o cenário ainda mais atrativo. Atualmente, a companhia voa do Uruguai para 13 cidades, 6 das quais são brasileiras. "Em cerca de seis meses, deverá subir para oito", diz, sem revelar quais.

FROTA

Para garantir o crescimento, a aérea está ampliando a sua frota, composta exclusivamente por aviões Bombardier CRJ900 NextGen, que têm capacidade para transportar 90 passageiros.
Até o final do ano, a empresa receberá três aviões. O primeiro foi entregue na última terça-feira, o segundo ontem e o terceiro está previsto para novembro.
A Pluna é a principal companhia aérea do Uruguai. O grupo argentino LeadGate detém 75% de participação da empresa, e o governo uruguaio os 25% restantes.
Neste ano, a Pluna prevê transportar 953 mil passageiros -mais do que o dobro de 2007, quando os investidores argentinos adquiriram parte do controle.
Segundo Demalde, a ampliação da frota vai resultar em um aumento de 40% na capacidade operacional da companhia. Em dois anos e meio, a empresa investiu mais de US$ 250 milhões na compra das dez aeronaves, que substituíram os cinco modelos que possuía.
No último domingo, a companhia iniciou o terceiro voo diário de Montevidéu para São Paulo -anteriormente eram dois. A partir de outubro, ela também vai ampliar as frequências para Rio de Janeiro, Curitiba e Foz do Iguaçu.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

DÓLAR ATINGE O SEU MENOR VALOR EM DOIS ANOS, E INDÚSTRIA RECLAMA - VIAGENS PARA O EXTERIOR FICAM MAIS ATRATIVAS


O dólar comercial fechou ontem com a cotação mais baixa dos últimos dois anos.
O grande fluxo de dólar na economia levou o valor da moeda americana a R$ 1,6920, recuo de 0,76%. A compra maciça de dólares pelo BC (US$ 9 bilhões) não conseguiu segurar a cotação em níveis acima do R$ 1,70.
A quebra desse limite gerou reações negativas no setor industrial exportador.
Segundo a indústria, a valorização do real tem minado a capacidade de competição da indústria nacional diante dos concorrentes internacionais.
Isso é apontado pela indústria como um "paradoxo", num momento em que o Brasil é apontado como uma grande opção de investimento em todo o mundo.
A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acusa uma parte do governo (o Banco Central) de anular todo o esforço da indústria na busca de competitividade.
"Toda a inovação, o processo de melhoria e o avanço tecnológico em busca da competitividade permitem que alcancemos, depois de muito tempo, ganhos de 3% ou 4%. O câmbio destrói isso em pouco tempo", afirmou José Velloso, primeiro vice-presidente da Abimaq.
A crítica da associação em relação ao dólar é bem dirigida. Segundo Velloso, a indústria reconhece o ingresso de dólares na economia brasileira como parte do sucesso do agronegócio brasileiro e das commodities metálicas no mercado internacional.
O problema, diz, está em boa parte no campo financeiro. "É a fuga para cá de investidores internacionais de mercados com juros baixos ou negativos em busca da taxa de 10,75%", afirma.
Harry Schmelzer Junior, diretor-presidente da Weg, uma das maiores indústrias de bens de capital do país, disse ontem que a situação cambial no Brasil tem levado a fabricante de motores elétricos a substituir a produção no país pela fabricação em unidades instaladas em outros mercados.
A iniciativa -lamentada pelo executivo- é uma forma de proteger a organização dessa atual situação da taxa de câmbio no país.
"É um grande paradoxo que estamos vivendo. O Brasil tem recebido muitos investimentos, inclusive produtivos, o que é muito bom, mas a situação cambial tem afetado muito a capacidade de produção aqui."
Além de produzir em outros países, a Weg ampliou as importações de alguns componentes para manter o poder de disputa do produto brasileiro no exterior.

JURO ALTO

Para especialistas do setor financeiro, o Banco Central segurou a queda mais acentuada do dólar. Felipe Brandão, especialista de mercados emergentes da Icap Brasil, aponta os juros domésticos como fator preponderante para esse movimento no Brasil. Segundo ele, essa situação deverá continuar.
Mas, à semelhança de outros especialistas, ele acredita em novas medidas do governo para deter a queda livre do câmbio.
"O Banco Central vai agir. Acho que o real não deve se valorizar muito mais do que a taxa de hoje [ontem]. No curto prazo, o dólar deve variar entre R$ 1,68 e R$ 1,72", diz.
Cristiano Souza, economista do banco Santander, lembra que outras variáveis podem ajudar a conter a derrocada do câmbio.
Ele nota que o enfraquecimento do balanço de pagamentos, como observado nos últimos meses, pode ser o fator estrutural que vai, inclusive, fazer as taxas oscilarem mais perto do R$ 1,80.

VIAGENS PARA O EXTERIOR FICAM MAIS ATRATIVAS

Viagens e compras no exterior, mesa farta de produtos importados nas festas de final de ano. A queda do dólar -dor de cabeça para a indústria que disputa lá ou que enfrenta aqui os competidores internacionais- é a parte favorável para os consumidores brasileiros.
Dados do Banco Central mostram que, de janeiro a agosto, os brasileiros gastaram US$ 6 bilhões a mais no exterior do que os estrangeiros desembolsaram aqui para passear pelo Brasil. É o maior saldo negativo em um período semelhante desde 1947, segundo a instituição.
Além de facilitar o acesso às viagens internacionais, a desvalorização da moeda americana é uma grande aliada do Brasil no controle da inflação.
O ingresso maciço de produtos importados amplia a competição no mercado local, o que restringe reajustes de preços dos produtos fabricados aqui. Com a desvalorização do dólar, a importação fica mais acessível.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

ESTADOS DA COPA TERÃO LINHA DE CRÉDITO ESPECIAL


O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou ontem as companhias de energia dos Estados que receberão jogos da Copa de 2014 a contratarem financiamento para empreendimentos que não estavam previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A partir dessa decisão, investimentos em projetos de distribuição de energia ou de reparos para aumentar o potencial das linhas já existentes também terão linha específica, com limite de até R$ 350 milhões, no BNDES.
Os empreendimentos, segundo o governo, poderão aumentar a segurança e a confiabilidade do abastecimento de energia e reduzir os custos. Além disso, por se tratar de melhorias em linhas já existentes, o impacto ambiental é reduzido.
As linhas existentes no PAC eram voltadas basicamente a projetos novos.
Na reunião de ontem do CMN, ainda foram estabelecidas as condições para a concessão dos financiamentos subvencionados do BNDES.
Uma das novidades é a criação de uma linha de crédito a empresas exportadoras de bens de capital e bens de consumo com renda anual bruta de até R$ 90 milhões.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

GASTO DE TURISTA NO EXTERIOR BATE RECORDE


O recorde nos gastos de brasileiros no exterior levou o BC a aumentar a previsão para o deficit na conta de viagens internacionais.
No mês passado, esses gastos somaram US$ 1,3 bilhão, maior valor para meses de agosto da série histórica. Em julho, o resultado de US$ 1,5 bilhão foi o maior para todos os meses do ano desde 1947.
De acordo com a instituição, a diferença entre os gastos dos brasileiros fora do país e os dos turistas estrangeiros no Brasil alcançará, em 2010, o valor inédito de US$ 10 bilhões.
Para o BC, essa situação não deve se alterar em 2011, quando é esperado novo recorde (US$ 11,5 bilhões). "Esse resultado se deve, fundamentalmente, à despesa [dos brasileiros], pois o turismo receptivo está crescendo a taxas mais baixas. A expectativa é que isso continue", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Os gastos classificados pelo BC na conta de viagens incluem também as compras feitas com cartões de crédito em lojas fora do país.

Ameaça de intervenção não segura dólar

No primeiro dia após o anúncio de que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) atuará no câmbio para conter a valorização do real, o dólar voltou a cair ontem.
Fechou com baixa de 0,58%, a R$ 1,71.
Embora o ministro Guido Mantega (Fazenda) diga que o FSB terá poder de fogo "ilimitado", seguem pequenas as chances de o Brasil conter a valorização do real, avaliam especialistas.
O ponto central é que os juros nas principais economias do mundo estão próximos a zero ou negativos na tentativa desses países de recuperar dinamismo econômico.
No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) é de 10,75% ao ano. Isso faz do país um "ímã" para capitais especulativos de fora (ingressaram US$ 2,7 bilhões em agosto).
Outros países que saíram mais rápido da crise global também vêm sofrendo com a valorização de suas moedas, maior até que a do real diante do dólar. Casos do Peru, do Chile e da Austrália.
"O poder do Fundo Soberano é limitado. O Brasil não pode bancar o resto do mundo", diz o economista José Márcio Camargo, da PUC-RJ e da Opus Gestão de Recursos.
No total, o FSB tem hoje em caixa R$ 17,9 bilhões (US$ 10,5 bilhões). É um valor considerado baixo diante do fluxo de dólares que o Brasil vem recebendo.
Só nos primeiros 17 dias de setembro, o Banco Central ampliou em quase US$ 7 bilhões (para US$ 261,3 bilhões) as reservas internacionais do país, "enxugando" dólares do mercado na tentativa de conter a alta do real.
O FSB pode ampliar seu poder de fogo. Basta o Tesouro emitir títulos da dívida pública e destinar os recursos para a compra de dólares.
O problema é que, assim como nas intervenções do BC, há custo elevado para a dívida pública nisso.
Os títulos emitidos pelo Tesouro pagariam juros de 10,75% ao ano, mas o valor levantado seria destinado à compra de dólares que não param de se desvalorizar.
Para José Francisco Gonçalves, economista-chefe do banco Fator, a decisão da Fazenda de usar o Fundo Soberano pode ter um "efeito psicológico" no mercado.
"Só de gritar e dizer que o poder será "ilimitado", a Fazenda segura um pouco a ação de especuladores."
Mas ele considera difícil conter a valorização do real. Especialmente agora que o Fed (o BC norte-americano) pode injetar mais dólares a custo zero nos EUA para tentar recuperar a economia.
"Parte desses dólares certamente acabará entrando para especular no Brasil."
Felipe Salto, economista da Tendências, disse que "faz todo o sentido" usar o FSB para segurar o dólar às vésperas da capitalização da Petrobras. Ela pode chegar a R$ 133 bilhões e atrair nova enxurrada de dólares.

Efeito será pontual para absorver excessos

O FSB (Fundo Soberano do Brasil) poderá até segurar as cotações do dólar, mas por momentos pontuais de forte entrada de recursos no país, como os provenientes da oferta de ações da Petrobras.
Na avaliação do mercado, que recebeu a novidade ontem com ceticismo, dificilmente o FSB terá poder de fogo para alterar os rumos da taxa de câmbio brasileira, definida hoje por movimentos globais de fluxo de dinheiro.
"O Fundo Soberano não vai mudar a correnteza. O efeito será pontual. Quando entrarem os recursos da Petrobras, a gente vai ter uma noção melhor. Fazer só pressão não adianta, tem de agir", disse José Roberto Carreira, da corretora Fair.
Para o economista Marcio Garcia, professor da PUC-RJ, o efeito máximo de uma intervenção do FSB no câmbio será de dez dias, tempo em que poderá retirar eventual excesso de dólares.
"As intervenções que o Fundo Soberano venha a fazer serão, rigorosamente, idênticas àquelas do BC. Vai até dificultar a ação do BC, de aumentar a liquidez, se não comunicar suas intenções. E com o agravante de um custo maior por conta do diferencial de juros", disse.
A expectativa é que a primeira atuação só ocorra em outubro, após a liquidação da oferta da Petrobras e do vencimento do contrato de dólar para outubro na BM&FBovespa, respectivamente, nos dias 29 de setembro e 1º de outubro.
Até lá, as cotações ficarão pressionadas pelas aplicações dos bancos para proteger investimentos e dívidas com risco cambial. As "apostas" dos bancos na queda do dólar somam US$ 14 bilhões.
Especialista em câmbio, Nathan Blanche, da Tendências, também não vê benefício da atuação do FSB nos rumos do câmbio. "Qualquer tentativa de manipular a taxa de câmbio terá custo, com aumento dos prêmios de risco pedidos pelo mercado."

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

CARTEIRA DE TRABALHO ASSINADA



Projeto do Ministério do Turismo capacitou 100 jovens paulistas em cursos ligados ao turismo. Cerca de 40% já estão empregados

A adolescência ficou para trás e a fase adulta já começou. É hora de encarar o mundo de frente, assumir responsabilidades e garantir o próprio sustento. Assim pensa Rafael Marani, morador de uma comunidade carente de São Paulo (SP). Há alguns meses, ele fazia bicos na construção civil para ganhar alguns trocados e ajudar a família.
“Já vendi ferro velho, trabalhei com molduras de gesso e fiz pisos. Moro com minha família e precisava ajudar em casa”, disse. Segundo ele, um certificado de qualificação profissional fazia falta nas entrevistas de emprego. Não faz mais. Hoje, Rafael trabalha na organização de eventos de um renomado buffet da capital paulista e terá sua carteira de trabalho assinada em breve, pela primeira vez. Seus planos agora são outros, continuar se especializando e guardar um dinheirinho na poupança.
O sonho se tornou realidade graças ao apoio de dois parceiros, o programa Turismo Sustentável e Infância (TSI), do Ministério do Turismo (MTur), e a Associação de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah). Por meio dessa união, Rafael e outros 99 jovens de comunidades da Zona Sul de São Paulo participaram de cursos de capacitação ligados ao turismo – garçom/garçonete, recepção de hotelaria, bartender e organização de eventos.
A formatura dos alunos aconteceu no último dia 10 e contou com a participação do secretário executivo do MTur e presidente da Embratur, Mário Moysés, da coordenadora-geral do TSI, Elisabeth Bahia, além de amigos e familiares. Muitos deles, como Rafael, nunca antes haviam tido uma formatura. E o motivo de comemoração para alguns era duplo: além receberem o certificado, cerca de 40% já estavam empregados.
Para o presidente da Embratur, a capacitação não poderia ter vindo em melhor hora. Segundo ele, com a realização da Copa do Mundo de 2014, a tendência é que o setor absorva cada vez mais trabalhadores, principalmente aqueles com conhecimento técnico. “Essa é a década de ouro do turismo brasileiro. Nosso setor terá um crescimento extraordinário. Aproveitem isso”, disse aos alunos.

Inclusão com capacitação

O projeto Inclusão Social com Capacitação Profissional foi criado em 2007 e já formou 1150 adolescentes e jovens em cinco estados – Ceará, Pernambuco, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina. O objetivo é promover a inclusão social por meio do turismo e prevenir a exploração sexual. Atualmente, 600 alunos estão em processo de formação.

(Fonte : Ministério do Turismo)

“BEM RECEBER BRASIL” VISA ALÉM DA COPA DO MUNDO


Bem Receber Brasil - qualificar mais de 300 mil pessoas que atuam na linha de frente do receptivo turístico, como profissionais da hotelaria, bares, restaurante e locadoras de automóveis, não é tarefa fácil. Para somar esforços na implementação do programa Bem Receber Brasil, o Ministério do Turismo (MTur) contou com importantes parcerias. Uma delas foi com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) Online, para a implementação do Sistema de Gestão Acadêmica que será utilizado pelos estudantes no ensino à distância, acompanhamento pedagógico e avaliação.
A FGV Online tem como responsabilidade auxiliar as associações dos segmentos de Alimentação, Transporte, Receptivo, Hospedagem, Entretenimento, Negócios e Eventos Alimentação, Transporte, Receptivo, Hospedagem, Entretenimento, Negócios e Eventos.na construção de “Trilhas de Aprendizagem”, colaborando para a produção do material didático e aperfeiçoamento das competências necessárias ao bom atendimento ao turista. As cinco entidades que fazem parte do Bem Receber Brasil colaboraram para a produção desse material e já se apropriaram do sistema, que além de ser utilizado pelos alunos servirá de banco de informações sobre o programa, embasando as entidades na tomada de decisões e definições de estratégias.
Segundo o Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Frederico Costa, o Bem Receber Brasil irá trazer benefícios visando além da Copa do Mundo. “O Ministério do Turismo exerce a importante função de otimizar a capacidade do receptivo no país. Essas ações irão perdurar, colaborando para a qualificação do atendimento aos turistas no país”, disse ele.
Regina Cavalcante, diretora do Departamento de Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao Turismo, destacou a importância da complementação desse sistema: “O Bem Receber Brasil é um programa de grande porte, que irá oferecer qualificação profissional a trabalhadores do setor turístico no Brasil inteiro. Sabendo dessas grandes proporções, deveríamos ter um programa de ensino à distância a sua altura”, disse ela.
“Devido à amplitude do programa, diferentes desenhos pedagógicos foram oferecidos como complemento do material proposto pelas associações: de rádioweb e e-learning até cursos presenciais e a oficinas vivenciais”, disse a professora Elisabeth Silveira, Coordenadora Pedagógica do FGV Online.
O Instituto Casa Brasil, que também é parceiro do MTur no programa, é responsável pela implementação do Observatório de Turismo, além de auxiliar na mobilização e divulgação do programa.

Bem Receber Brasil

O Bem Receber Brasil é um programa de qualificação profissional do MTur, em parceria com entidades do setor, que tem como objetivo capacitar o setor de turismo para atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços turísticos. São elas: Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

(Fonte : Rede Notícia / Foto Divulgação)

BEM RECEBER COPA VAI QUALIFICAR 8 MIL PROFISSIONAIS DO TURISMO AO AR LIVRE


Projeto beneficiará atores dos segmentos de Aventura e Ecoturismo. Inscrições devem começar em novembro

O Ministério do Turismo (MTur) trabalha para que os turistas que virão ao país durante a Copa do Mundo de 2014 vejam mais que partidas de futebol. A intenção é que eles circulem e conheçam as nossas riquezas naturais. Para receber os visitantes que buscam atividades na natureza, o MTur vai qualificar oito mil profissionais que trabalham no atendimento desse público.
A ferramenta utilizada para essa capacitação será o programa Bem Receber Copa, que compreende um projeto específico para o Ecoturismo e o Turismo de Aventura, com ações de comunicação e capacitação. O programa foi tema de discussões nesta terça-feira (21), durante o segundo dia do Abeta Summit 2010, que acontece no Parque Anhembi, em São Paulo (SP).
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), executora do projeto, a previsão é que as inscrições tenham início em novembro. Elas serão feitas pelo portal do Aventura Segura, programa que será concluído em 2010 e até o fim ano terá qualificado 5 mil pessoas. O objetivo é dar continuidade às ações já desenvolvidas.
Serão oferecidos 12 cursos, com modalidades presenciais, a distância e vídeo-aulas: Gestão Empresarial; Sistema de Gestão de Segurança; Aprimoramento de Produto; Acesso a Mercado; Sustentabilidade; Competências Mínimas do Condutor; Primeiros Socorros; Rafting; Arvorismo, Tirolesa e Rapel; Caminhada de Longo Curso; Turismo Fora de Estrada; Canionismo e Cachoeirismo; Observação da Vida Silvestre e Gestão da Visitação em Unidades de Conservação.
Segundo a coordenadora de Serviços Turísticos do MTur, Rosiane Rockenbach, os alunos serão preparados para informar os turistas sobre os atrativos da sua região. “É importante que esses profissionais tenham excelência não só na execução das suas atividades. Ele também tem que conhecer bem o seu destino e passar isso para o turista, para que o visitante retorne outras vezes depois da Copa”, explicou.
Os cursos estão sendo desenhados em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Casa Brasil de Cultura.
O Bem Receber Copa – Ecoturismo e Turismo de Aventura terá foco nos gestores dos segmentos, guias, condutores e gestores de unidades de unidades de conservação. Poderão participar profissionais das cidades-sede e dos destinos indutores próximos a elas. No entanto, os critérios de seleção deverão atender os locais em que há maior oferta.
A abeta estima que, atualmente, 19 mil pessoas trabalhem com esses segmentos. Na alta temporada, o número sobe para 25 mil. Até 2013, o MTur e a entidade terão qualificado 68,4% dos profissionais atuantes.
Para mais informações, acesse www.bemrecebercopa.com.br

(Fonte : Ministério do Turismo)