terça-feira, 9 de maio de 2017

Produção de vinho estimula o turismo no país


Durante duas semanas, três regiões do país - Sul, Sudeste e Nordeste - estarão unidas para celebrar o vinho. Elaborada a partir da fermentação da uva, a bebida é uma das mais antigas do mundo e reúne uma legião de apaixonados pela apreciação de sabores que remetem a diferentes partes do mundo. Prova disso é que desde dezembro de 2003 foi instituído o Dia do Vinho, comemorado sempre no primeiro domingo de junho. Este ano serão mais de 200 atividades previstas e a programação completa foi apresentada oficialmente na noite desta quarta-feira (03), em Santana do Livramento (RS).
O município foi escolhido como anfitrião para as comitivas que vão apresentar suas programações ao mercado, à imprensa e ao público em geral. Estarão presentes representantes do poder público e de empreendimentos privados da Campanha Gaúcha e ainda de 10 municípios da região Uva e Vinho (Serra Gaúcha), do Vale Central Gaúcho, de Porto Alegre, do Roteiro de São Roque (SP) e do Vale do São Francisco (na divisa entre Bahia e Pernambuco).
Entre 19 de maio e 04 de junho, os setores de vitivinícola, gastronômico e hoteleira – se movimentarão simultaneamente para oferecer atrativos especiais, descontos, promoções, jantares e almoços harmonizados, cursos de degustação, espetáculos artísticos e culturais e até eventos esportivos a visitantes e moradores de todas as regiões engajadas no Dia do Vinho.
“O Dia do Vinho impulsiona a economia nas regiões vitivinícolas de todo o Brasil e não apenas do Rio Grande do Sul, mas também Santa Catarina, São Paulo e Vale do São Francisco que já vem atraindo turistas que desejam conhecer mais sobre os vinhos brasileiros. Acredito que quanto mais fortalecemos o turismo nessas localidades, mais incentivamos toda essa cadeia de produção da bebida”, explicou Carlos Paviane, diretor de relações internacionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

ENOTURISMO - O Ministério do Turismo tem atuado para fortalecer o turismo motivado pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e cultura das localidades que produzem a bebida. Em novembro de 2016, a Pasta promoveu, em Gramado (RS), um seminário de enoturismo que reuniu mais de 90 participantes - a grande maioria de vitivinicultores da região Sul.
“Nosso intuito é despertar os produtores para o fato de que é preciso agregar valor à produção do vinho e o turismo é uma forma de ampliar esse mercado de olhos também nos visitantes estrangeiros, principalmente o público asiático que é um importante consumidor deste segmento”, explica o diretor do Departamento de Ordenamento do Turismo, Rogério Coser.
Com mais de 1.100 vinícolas, do Rio Grande do Sul a Pernambuco, o enoturismo tem se tornado cada vez mais uma realidade e uma oportunidade de negócios no Brasil.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Gol reduzirá tarifa de quem não despachar bagagem


Os bilhetes emitidos a partir de 20 de junho com a Gol oferecerão tarifa mais baixa, chamada pela companhia de light, para quem não despachar bagagens. As atuais tarifas programada e flexível continuam a incluir uma bagagem de até 23 quilos e a classe Gol Premium, disponível nos voos internacionais, dois volumes do mesmo peso. Além disso, a bordo, já é possível viajar com uma mala de até dez quilos, independentemente do bilhete adquirido.
Em medida similar à tomada pela concorrente Azul, a Gol também dá o direito de o cliente despachar a bagagem, mesmo com a tarifa light, caso mude de ideia. Esse serviço poderá ser contratado à parte, e a Gol garante um desconto para aquisição nos canais de autoatendimento, como site www.voegol.com.br, aplicativo e totem. Nos voos nacionais, o valor para despachar uma mala de até 23 quilos será de R$ 30, quando adquirida nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens, ou R$ 60 no balcão de check-in. Nos voos internacionais, o valor será equivalente a US$ 10 no autoatendimento e agências de viagens, e US$ 20 no balcão.
O excesso de peso, hoje calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, será mais econômico e de fácil entendimento, de acordo com a aérea. O cliente pagará apenas por cada quilo adicional que custará R$ 12 nos voos domésticos e o equivalente a US$ 4 nos internacionais.
Segundo a companhia, os sistemas e processos estão sendo adequados, além de treinamentos para que a equipe fique a par da novidade. O vice-presidente de Vendas e Marketing da Gol, Eduardo Bernardes, diz que a nova norma agrada a companhia.
"A Gol entende que a mudança nas regras de franquia de bagagens aproxima o País dos padrões adotados na aviação mundial. O cliente poderá escolher a melhor forma de realizar sua viagem, pagando menos se não despachar mala”, explica o VP. “Adicionalmente, aqueles que voarem um mínimo de dez trechos em um ano, e estiverem cadastrados no programa Smiles, se tornam cliente prata e terão a vantagem da primeira bagagem gratuita”, conclui.

SMILES


Os clientes dos programas de fidelidade Smiles prata, ouro e diamante terão benefícios: uma, duas ou até três malas, respectivamente, sempre que voarem Gol. Para um cliente se tornar prata, por exemplo, é necessário ter dez trechos voados na Gol por ano, considerando conexões.


(Fonte : Panrotas / Imagem divulgação)

Sem regulamentação no Brasil, sites e apps vendem e compram milhas


"Viaje de avião comprando chicletes." Há três anos, a propaganda intrigou o funcionário público Aldney Sousa, 29. E fez dele um colecionador obstinado, que junta milhas com faturas de cartão de crédito, gastos em lojas parceiras, contas do dia a dia. O morador de Palmas (TO) acabou de receber R$ 1.016, vendendo 40 mil pontos em um site que negocia milhas. Sua principal meta deixou de ser "viajar de avião": agora, é trocar os créditos acumulados por dinheiro.
Vender e comprar pontos – ou milhas, dependendo do programa de recompensas usado pelo consumidor – ficou mais prático com o surgimento de sites e aplicativos especializados na transação (veja abaixo). O potencial desse mercado é alto.
Em 2015, os brasileiros adquiriram 185,3 bilhões de pontos e perderam 34% deste total (63,4 bilhões) por falta de uso, segundo levantamento do Banco Central com emissores de cartões. De 2010 a 2015, o número de pontos expirados aumentou, em média, 8,5 bilhões por ano.
"O modelo de negócios de fidelização do cliente mudou, existe hoje um valor embutido quando se distribui pontos. Por que as pessoas não podem revendê-los? Se abrem mão, as companhias ficam no lucro, diz Max Oliveira, presidente da MaxMilhas.
Entre os clientes que usam a plataforma da empresa para vender recompensas, quase a metade (46%) acumulou milhas nos três meses anteriores à transação e apenas 5% tinham algum volume quase expirando. "Estamos criando um público que quer renda", afirma Oliveira.
Em tempo real, no site ou aplicativo, qualquer vendedor pode pesquisar o ranking de valores pagos por determinada quantidade de milhas e fazer sua oferta.
Na outra ponta, os interessados em compra buscam passagens e selecionam um vendedor. Para efetuar uma transação e garantir a emissão do bilhete, entretanto, é preciso fornecer dados bancários e de acesso ao programa de fidelidade.

CRISE E LEGISLAÇÃO

A MaxMilhas intermediou 2,3 bilhões de milhas no ano passado, mais do que o dobro movimentado em 2015. A curva de crescimento está em alta. Em 2017, a empresa ultrapassou a marca de 1 bilhão de pontos negociados já no primeiro trimestre. A maioria de seus compradores viajam com frequência: 46% buscam lazer (fazer turismo e/ou visitar conhecidos). Outros 24% são profissionais autônomos ou de empresas com até 59 funcionários.
Do total, apenas 6% afirmam que viajariam pelo valor cheio da passagem, enquanto 32% desistiriam de voar nesse caso. "Comecei a usar esse serviço porque saio muito de São Paulo a trabalho. Dá para comprar passagens por R$ 400, R$ 500 a menos do que a tarifa programada", conta o paulistano Renato dos Santos de Jesus, 38, que presta assessoria no aeroporto de Congonhas.
Agências de turismo também negociam com os sites de comércio de pontos. Na Central Milhas, por exemplo, as empresas respondem por 90% dos compradores.
"Uma passagem por milhas pode sair pela metade do preço em relação ao sistema disponibilizado pelas companhias aéreas", afirma Eduardo César da Silva, gerente financeiro da Central Milhas, cujo principal foco são as agências que atuam na região Norte. "É possível dar uma margem ao cliente e também obter lucro. Já conseguimos tarifas 80% mais baratas."
Cada 10 mil pontos rendem entre R$ 200 e R$ 285 na plataforma –a cotação é diária e depende da demanda.
"Com a crise, temos agora mais vendedores do que compradores. Todo mundo usa cartão hoje em dia e, querendo ou não, acaba acumulando pontos", afirma Silva.
No Brasil, o mercado de milhas não é regulamentado.
"Não existe previsão legal no Código de Defesa do Consumidor que proíba a cessão de pontos", diz Antonio Carlos Morato, professor de direito civil da Faculdade de Direito da USP e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP.

CESSÃO PARA TERCEIROS

Inserida em alguns contratos de programas de fidelidade, a proibição da cessão de milhas a terceiros pode ser avaliada como cláusula abusiva, afirma Morato. "Ela coloca o consumidor em desvantagem", explica.
Segundo Bruno Boris, professor de direito do consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie em Campinas, há riscos envolvidos na operação. "Se o consumidor quiser dar a senha do seu programa de fidelidade a uma empresa, é um risco que ele está correndo. É como dar a senha do meu cartão de crédito a alguém", afirma.

 

Onde negociar milhas

123 MILHAS
Plataforma de venda de passagens emitidas por meio de milhas; 123milhas.com
MAXMILHAS
Faz a ponte entre quem quer comprar passagens e os que desejam vender pontos;maxmilhas.com.br
CENTRAL MILHAS
Faz intercâmbio de milhas aéreas e diárias de hotéis de diversas companhias;centralmilhas.com.br
HOTMILHAS
No site, é possível fazer cotação e vender pontos da TAM, Gol, Avianca e Azul;hotmilhas.com.br


(Fonte : Jornal Folha SP / Imagem divulgação)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Faturamento do turismo nacional no último trimestre de 2016 supera em 37% estimativas do setor


O faturamento alcançado pelo setor turístico brasileiro como um todo no último trimestre de 2016 superou em 37% as estimativas previamente projetadas pelo setor. Na mesma linha, o nível de emprego efetivamente observado nos três últimos meses do ano passado superou em 38% o que representantes da área tinham como prognóstico.
Os números estão no Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, publicação trimestral realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foram ouvidas 918 empresas, que representam 71.498 postos de trabalho e apresentaram um faturamento no trimestre de R$ 7,8 bilhões. Elas integram sete setores: Transporte Aéreo, Parques e Atrações, Agências de Viagens, Meios de Hospedagem, Turismo Receptivo, Organizadores de Eventos e Operadoras de Turismo. O levantamento foi realizado entre 2 e 31 de janeiro de 2017.
“Os números mostram que o empresariado do turismo aposta no setor e acredita na recuperação econômica do país. Do ponto de vista do MTur precisamos manter a parceria e assegurar os investimentos na melhoria da infraestrutura turística para fazer com que o turismo seja reconhecido como uma importante atividade econômica no país”, afirmou o ministro Marx Beltrão.
Em outra frente, o percentual do faturamento das empresas previsto para ser usado como investimento no primeiro trimestre de 2017 supera 11% para 67% dos entrevistados. Levando em conta todos os profissionais ouvidos, o percentual médio de investimento é de 7,5% do faturamento. As principais áreas/atividades citadas para serem beneficiadas são as de compra de materiais e equipamentos, marketing e promoção de vendas, infraestrutura de instalações e tecnologia da informação.
Em uma comparação com o terceiro trimestre de 2016, o resultado do faturamento em outubro, novembro e dezembro do consolidado das atividades do turismo revela aumento em 61% dos entrevistados, estabilidade em 15% e queda em 24%. Os segmentos com saldo mais elevado foram transporte aéreo e parques e atrações turísticas. Meios de hospedagem, operadoras de turismo e agências de viagem se mostraram estáveis. Turismo receptivo e organizadores de evento apresentaram baixa.
O mercado de turismo no Brasil mobiliza anualmente cerca de 60 milhões de viajantes nacionais e emprega 3,14% da população economicamente ativa. Em 2016, mais de 6,5 milhões de estrangeiros visitaram o país, e deixaram aqui mais de US$ 6 bilhões.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Ministério do Turismo atualiza regras e critérios para repasse de recursos


O Ministério do Turismo lançou na última quarta-feira (15) uma nova portaria que estabelece regras e critérios para o repasse de recursos da Pasta para entes públicos e privados. A Portaria 39, publicada no Diário Oficial da União, trata de processos de seleção, análise, fiscalização e prestação de contas dos convênios e contratos de repasse para a execução de obras de infraestrutura, realização de eventos e outros projetos de responsabilidade do Ministério.
“São medidas que aprimoram a gestão e aperfeiçoam o processo de distribuição dos recursos públicos com base nos princípios da eficiência e transparência”, comenta o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
A Portaria é uma atualização da portaria 182/2016 que vigorou até ontem (14). A adoção de um novo instrumento do MTur para tratar das transferências voluntárias de recursos orçamentários e de emendas parlamentares foi necessária devido à necessidade de adequação à Portaria Interministerial 424/2016. A portaria conjunta dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, dispõe sobre as normas relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse.


(Fonte : MTur / Imagem divulgação)

Setor de viagens e eventos perdeu 6.187 vagas em SP


O setor de viagens e eventos do Estado de São Paulo extinguiu 6.187 postos de trabalho formais em 2016, aponta a Pesquisa de Emprego do Setor de Viagens e Eventos (Pesve), da Fecomercio-SP.
Somente nos meses de outubro, novembro e dezembro, 4.566 empregos foram eliminados.
O estoque de empregados no setor caiu 1,6% em relação ao terceiro trimestre e 2,2% se comparado a dezembro de 2015.
Assim, encerrou 2016 com 276.564 trabalhadores formais.
Entre as seis atividades analisadas pela pesquisa, somente o setor de alimentação apresentou alta: 2,9%. O setor de cultura e esportes teve a maior queda, com menos 7,9% de postos de trabalho. Em seguida, veio o setor de agências e operadoras de viagens, que recuou 4,3%.
A Fecomercio-SP destaca que, apesar de ter havido queda, o decréscimo registrado no quarto trimestre de 2016 foi menor do que o do mesmo período em 2015, o que apontaria para um princípio de recuperação do setor.
A região do Estado que mais perdeu vagas foi a Capital Expandida (4.712), principalmente na área de serviços de transportes e setor alimentício. O destaque positivo foi a geração de empregos na Macro Regiões Turísticas (MRT) Vale do Paraíba, Serras e Mar e na MRT Praias e Mata Atlântica, com saldos positivos de 1.145 vagas e 439 vagas, respectivamente.


(Fonte : Panrotas / Imagem divulgação)

As melhores cidades do mundo para se viver e o que derruba as brasileiras no ranking

 

Você já se perguntou alguma vez qual é a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo?
Levantamento feito por uma consultoria colocou Viena, na Áustria, no topo da lista das cidades onde se melhor vive em todo o planeta.
O Brasil tem quatro representantes no ranking, todas abaixo da posição 109ª — ocupada por Brasília. A capital do Brasil é a primeira entre as brasileiras que aparecem na lista de 231 cidades.
Brasília (109º), Rio de Janeiro (118º), São Paulo (121º) e Manaus (127º) estão no ranking que, pela oitava vez, elegeu a capital austríaca como o lugar com melhor qualidade de vida no planeta. Viena alcançou melhores notas em transporte, segurança, normas sanitárias e acesso a serviços públicos.

AS CAMPEÃS

O principal público-alvo da lista são companhias internacionais. A ideia é ajudar essas firmas a avaliar as cidades para envio de funcionários ou abertura de sucursais.
"O ranking tem como foco os estrangeiros. Então leva em conta tudo que afeta um expatriado", disse à BBC Brasil Indre Medeiros, consultora sênior no Brasil da Mercer, empresa responsável pela lista. Medeiros explica ainda que a base de comparação é Nova York.
Segundo Medeiros, o objetivo do ranking é ajudar o investidor estrangeiro a contabilizar não apenas o impacto logístico e financeiro de manter um funcionário fora, mas também avaliar o que pode influenciar no desempenho do expatriado.
A maioria das cidades nos primeiros lugares são da Europa. "Apesar dos últimos meses tumultuados e das dificuldades econômicas, cidades europeias mantêm padrão alto em itens como segurança e acesso a serviços públicos", observou o presidente da Mercer, Ilya Bonic.
Auckland, na Nova Zelândia, e Vancouver, no Canadá, respectivamente terceira e quinta colocadas, aparecem como exceção ao predomínio europeu no topo do ranking.
Montevidéu é a cidade latino-americana com melhor desempenho na lista. A capital uruguaia está na 79ª colocação, seguida por Buenos Aires (93ª) e Santiago (95ª).
A poluição, por exemplo, é um problema em Santiago. Na Argentina, pesam fatores como "manifestações, agitação política e instabilidade econômica".
A consultoria analisa 39 fatores agrupados em dez categorias. Entre os itens analisados estão estabilidade política e taxa de crimes, acesso a serviços médicos, saneamento, incidência de doenças infecciosas e poluição; transporte público e tráfego; atividades recreacionais e oportunidades de lazer.
A pesquisa avalia a situação de 450 cidades, mas nem todas são ranqueadas. No caso do Brasil, foram selecionadas quatro cidades com um grande volume de estrangeiros para entrar para a lista de qualidade de vida.
Rio de Janeiro e São Paulo se destacam pela facilidade de acesso de bens de consumo e atividades de lazer. "Há muita opção para se comprar alimentos, vestuário, veículos. Há também opções de lazer, esporte, cinemas, teatros, restaurantes", disse Indre Medeiros.
Brasília, por sua vez, tem melhor performance do que as demais cidades brasileiras em transporte e outros serviços públicos, opção de moradia e histórico de problemas ambientais.
A relação pacífica de Manaus com os países vizinhos é o item em que a cidade da Amazônia mais se destaca.

PONTOS NEGATIVOS

Apesar de diferentes entre si, as quatro cidades brasileiras compartilham, de modo geral, os pontos negativos que as derrubam no ranking global. O Brasil vai mal na categoria "ambiente político social" e a criminalidade é um dos itens que mais prejudicaram a performance do país.
O Brasil registrou, por exemplo, recorde de 59,6 mil homicídios em 2014, alta de 22% em comparação aos 48,9 mil registrados em 2003. A taxa de 29,1 casos por 100 mil habitantes também foi a maior já registrada na história, conforme levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

QUALIDADE DE VIDA

Países da América Latina
79. Montevidéu (Uruguai)
93. Buenos Aires (Argentina)
95. Santiago (Chile)
97. Cidade do Panamá (Panamá)
109. Brasília (Brasil)
110. Monterrey (México)
110. São José (Costa Rica)
115. Assunção (Paraguai)
118. Rio de Janeiro (Brasil)
121. Quito (Equador)
121. São Paulo (Brasil)
124. Lima (Peru)
127. Manaus (Brasil)
128. Cidade do México (México)
129. Bogotá (Colômbia)
139. Santo Domingo (República Dominicana)
147. Port of Spain (Trinidad e Tobago)
157. La Paz (Bolívia)
174. Manágua (Nicarágua)
183. São Salvador (El Salvador)
188. Tegucigalpa (Honduras)
189. Caracas (Venezuela)
192. Havana (Cuba)
228. Porto Príncipe (Haiti)

Fonte: Mercer

A dificuldade de aplicação de leis de forma democrática e equilibrada é outro fator negativo, assim como a instabilidade política interna, afirmou Medeiros. O cenário econômico ruim e a precariedade de serviços públicos, sobretudo transporte, também comprometeram a performance.
"Os protestos de 2016, a conjuntura politico-econômica, o agravamento da criminalidade, os escândalos de corrupção, a situação do transporte público, a estrutura dos aeroportos e disponibilidade de voos. Todos esses fatores combinados colocam o Brasil em situação de desvantagem em relação aos vizinhos da América do Sul", disse a consultora da Mercer.

AS PIORES

O relatório também enumera as cidades com pior qualidade de vida do mundo, das quais o Brasil não faz parte. Bagdá, a capital do Iraque, ocupa o último lugar do ranking de 2017.
Logo antes, estão Bangui (República Centro Africana), Sana (Iêmen), Porto Príncipe (Haiti), Cartum (Sudão), Ndjamena (Chade), Damasco (Síria), Brazzaville (Congo), Kinshasa (República Democrática do Congo) e Conacri (Guiné).
Além de aplicar questionários com expatriados, a empresa coleta dados em órgãos governamentais e acompanha a imprensa local. "São várias as fontes de informação para cruzar, contextualizar e analisar os dados. Há ainda um comitê de qualidade para verificar os dados", diz a consultora. 


(Fonte : BBC Brasil / Imagem divulgação)