sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ABEAR: ASSOCIADAS REVELAM QUASE 10 BI DE ASSENTOS POR KM, EM OUTUBRO


As companhias que fazem parte da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) -Azul/Trip, Gol/Webjet, Tam e Avianca - produziram no mês de outubro de 2102, quase 10 bilhões de assentos por quilômetro (ASK) gerando um crescimento de 3,47% na oferta e uma média de 73,73% na ocupação de suas aeronaves. Desse volume, o número de passageiros transportados chegou a 6,6 milhões no doméstico. Os dados fazem parte do programa "Dados e Fatos" iniciado pela Abear que vai informar os números do mercado aéreo, principalmente referente as suas associadas.
De acordo com o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, a ideia do programa é repassar os dados de mercado das aéreas ao mercado. Segundo ele, a representatividade das empresas que ultrapassa 1% do PIB e hoje tem uma tarifa média 36% menor do que as praticadas as 10 anos, devem ser apresentadas de forma clara. "Lançamos o programa para aprofundar os dados e mostrar como está o crescimento do mercado aéreo no país", disse.

DADOS

O transporte de passageiros em outubro deste ano ultrapassou a marca de 6,5 milhões no doméstico. Cerca de 1,26% a mais que o mês de setembro quando o número foi de 6,4 milhões. "Esses números correspondem o crescimento econômico no país e a ampliação da renda que refletem na inclusão social e na ampliação do modal aéreo como meio de transporte no pais", comentou.
Além do número de paxs, a Abear apresentou a liderança da Avianca em aproveitamento de voos, ou seja, em taxa de ocupação que somou 81,19%. O load factor do mercado caiu 2,32%. Outro número apresentado pela entidade foi a demanda por viagens que obteve um crescimento tímido de 0,84%.
Os dados de market share continuam seguindo a mesma ordem. A Tam aparece no topo da lista com 41,30%, seguida da Gol com 38,77%. Por conta da impossibilidade de decolar seus aviões durante três dias em Viracopos (Campinas-SP), a Azul obteve um a queda de 0,22%, caído de 14,16% para 13,94%. A Avianca se manteve na casa dos 5,98%.
Atualmente o setor aéreo recolhe cerca de R$13 bilhões em impostos. A grande maioria está ligado ao querosene de aviação (QAV) que em grande parte do país chega a 25% do ICMS. O Estado do Paraná pratica a menor taxa com 7% da alíquota e São Paulo encabeça a lista dos estados com maior arrecadação do imposto.

(Fonte : Mercado & Eventos)

PROJETO QUE GARANTE PRIORIDADES EM ASSENTOS DE AVIÃO SEGUE PARA VOTAÇÃO FINAL


Os assentos nas primeiras fileiras de aviões deverão ser ocupados prioritariamente por passageiros com mais de 60 anos ou com mobilidade reduzida, pessoas com deficiência, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas de crianças ou as próprias crianças desacompanhadas. É o que prevê projeto (PLS 259/12) de Gim Argello (PTB-DF), aprovado ontem pela Comissão de Infraestrutura (CI) e que segue para votação final na Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Pelo texto, será do passageiro a responsabilidade de informar as condições de exercer o benefício. A medida se aplica a voos domésticos e internacionais com origem no Brasil.
Apesar de a medida já estar prevista em portaria do Comando da Aeronáutica, o relator, José Pimentel (PT-CE), considera importante que o assunto seja tratado em lei. O relatório foi lido por Humberto Costa (PT-PE).
No texto inicial, apenas pessoas com mais de 65 anos e doentes seriam beneficiados pela medida. Mas emenda de Pimentel reduziu a idade para 60 anos, com o ¬objetivo de seguir o Estatuto do ¬Idoso. Também por emenda, Pimentel incluiu “pessoas com mobilidade reduzida” em substituição a “pessoas doentes” da proposta inicial.
Na avaliação do relator, não é o fato de a pessoa estar doente que exige assentos preferenciais, já que existem doenças que não demandam assento mais à frente. A prioridade de assento, ressaltou Pimentel no texto, deve ser destinada a pessoas com dificuldade de locomoção ou que precisam de atenção especial dos comissários de bordo.

(Fonte : Jornal do Senado)

GOL ANUNCIA FIM DA WEBJET E DEMISSÃO DE 850 FUNCIONÁRIOS


A Gol anunciou nesta sexta-feira o encerramento das operações da Webjet em sequência ao processo de aquisição da companhia no ano passado.
Cerca de 850 funcionários da controlada serão demitidos no processo. O número inclui tripulações técnica e comercial, além do pessoal de manutenção de aeronaves.
Em comunicado, a Gol afirma que o modelo de negócios da Webjet deixou de ser competitivo com os novos patamares de preços no país por ter uma frota composta, em sua maioria, por aviões de alto consumo de combustível e baixa tecnologia.
A empresa espera que o encerramento da Webjet impacte custos neste último trimestre, mas garanta uma operação mais eficiente a partir de 2013.
A Webjet foi criada em 2005 por empresários cariocas para ser uma companhia aérea de baixo custo. Dois anos depois, foi comprada pelo empresário Guilherme Paulus, então dono da agência de viagens CVC. Paulus tentou reestruturar a companhia, mas não teve sucesso.
Em julho de 2011, a companhia foi vendida à Gol por R$ 43 milhões com dívidas superiores a R$ 200 milhões.
De julho do ano passado até outubro deste ano, as duas companhias vinham operando de forma independente, por conta de um acordo firmado com o Cade em 26 de outubro do ano passado.
Há cerca de um mês, a Gol encerrou a venda de passagens aéreas mais baratas, principal característica da Webjet. Desde então, o site da companhia foi desativado, com as vendas sendo unificadas no site da Gol, por preços mais altos.
No início de outubro de 2012, o Cade autorizou a compra da Webjet pela Gol, com a condição de cumprir uma meta de eficiência nos voos operados no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em razão da forte presença da Webjet nesse terminal.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo / imagem divulgação)

COMPANHIAS AÉREAS SE EQUIPAM PARA ATENDER EMERGÊNCIAS A BORDO


Empresas aéreas brasileiras começam a oferecer "médico remoto" e desfibrilador (aparelho usado para restabelecer ou reorganizar o ritmo cardíaco) para atender emergências a bordo.
Há dois meses, a TAM fechou parceria com a empresa americana Medaire, que presta atendimento médico remoto. Também está comprando desfibriladores para os voos internacionais e treinando a equipe.
A Azul já está com toda a frota de aviões equipada com desfibriladores externos automáticos. A Gol informou que tem desfibriladores em alguns de seus aviões, mas não disse em quantos. A Avianca não respondeu à reportagem da Folha.
No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não obriga as empresas a oferecer o aparelho. Já nos EUA, o equipamento é obrigatório.
"É inadmissível que, em pleno século 21, uma pessoa morra dentro de um avião de parada cardíaca por falta de um desfibrilador. Isso, para mim, é falta de cidadania", diz o cardiologista Sergio Timmerman, do InCor (Instituto do Coração).
Ele lembra que semanas atrás a American Airlines festejou a "quinquagésima vítima de parada cardíaca salva dentro das suas aeronaves".
Um estudo feito na empresa mostra que a taxa de sobrevida passou de zero (antes dos desfibriladores) para 53% neste ano.
Hoje, diante de uma emergência cardíaca, a prática mais comum entre as companhias aéreas é contar com a ajuda altruística de um eventual médico a bordo, nem sempre preparado para atender esses casos.

ACORDO

O acordo entre a TAM e a Medaire para o atendimento médico remoto está em vigor desde setembro deste ano.
O serviço funciona assim: quando um passageiro passa mal, o comissário aciona o piloto, que entrará em contato com a empresa via satélite e descreverá os sintomas que a pessoa apresentar.
Baseado na descrição, o médico remoto indica quais os procedimentos que deverão ser tomados.
Segundo o cardiologista Paulo Magalhães Alves, vice-presidente de saúde em aviação da Medaire, a assistência é feita em português, 24 horas por dia.
Ele explica que, se a situação for grave, o médico que está prestando a assistência remota poderá recomendar que a aeronave desvie para um aeroporto mais perto.
"É preciso ter independência para tomar essa decisão", diz ele. Se essa for a recomendação, a empresa já localiza qual a cidade que está mais bem aparelhada para receber aquele paciente. "Se for uma parada cardíaca, por exemplo, e a pessoa é desfibrilada (ressuscitada com uso do desfibrilador), é preciso transferi-la para um hospital que tenha uma UTI cardiológica."
Por ser um serviço de aconselhamento remoto, os passageiros que necessitarem de medicação ainda vão precisar da autorização de um médico voluntário a bordo.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

AÉREAS NÃO TERÃO DE DAR ACESSO À INTERNET EM AEROPORTOS


A Comissão de Viação e Transportes rejeitou, nesta quarta-feira (dia 21), o Projeto de Lei 2.224/11, do deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que torna obrigatória a oferta de acesso gratuito à internet, pelas empresas aéreas, no interior de terminais aeroportuários. A rejeição foi pedida pelo relator, deputado Geraldo Simões (PT-BA).
Como a matéria tramita em caráter conclusivo e foi rejeitada pela única comissão que analisaria o mérito, será arquivada, exceto se houver recurso para que seja examinada pelo Plenário. O relator também rejeitou o PL 2.656/01, do deputado Taumaturgo Lima (PT-AC), que obriga a oferta gratuita à internet pelos administradores de terminais aeroportuários e de transporte rodoviário.
Para Simões, a oferta de internet gratuita nos saguões foge do modelo de negócio das companhias aéreas. Além disso, segundo ele, a obrigação acabaria levando as empresas a embutir o custo do serviço no preço das passagens aéreas. “O preço cobrado pelo acesso à internet, nos dias de hoje, é perfeitamente compatível com os rendimentos da esmagadora maioria que frequenta os aeroportos”, completou Simões.
De acordo com o PL 2.224/12, a obrigatoriedade da internet gratuita, com velocidade mínima de dois megabits por segundo, valeria para todas as capitais, incluindo Brasília, e para os municípios com mais de 500 mil habitantes.

(Fonte : Agência Câmara de Notícias)

OPERAÇÃO MOBILIZA MAIS DE CEM AGENTES NO AEROPORTO SALGADO FILHO


Os passageiros que embarcaram na manhã desta quinta-feira no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, perceberam uma movimentação incomum. Mais de uma centena de policiais, agentes de trânsito, vigilantes sanitários e fiscais da Receita Federal percorriam e vistoriavam cada ponto do terminal gaúcho.
Supervisionada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), e colocada em prática a partir da meia-noite com previsão de durar 24 horas, a Operação Aeroporto Seguro é a primeira ação de grande porte que ocorre em aeroportos brasileiros desde a criação, em agosto do ano passado, da Autoridade Portuária, um comitê formado por todos os órgãos públicos que atuam no Salgado Filho.
Terceiro maior aeroporto do país em movimento de passageiros de voos internacionais e quinto maior ponto migratório, o Salgado Filho tem um movimento diário de cerca de 20 mil pessoas nos seus dois terminais. Estão sendo vistoriados desde aeronaves e bagagens dos passageiros até os automóveis nas áreas de estacionamento.
Até o meio da manhã, mais de 20 voos haviam sido fiscalizados e algumas multas foram aplicadas, a maioria por problemas sanitários nas aeronaves. Também foram feitas apreensões de pequenas quantidades de droga em posse de passageiros — um balanço completo será divulgado às 15h pelas entidades que participam da operação. Um estande para atendimento do público foi montado no Terminal de Passageiros 1, onde são distribuídos folhetos informativos.
Além de combater crimes como tráfico de drogas e de pessoas, evasão de divisas, exploração sexual, entrada de produtos sem certificação sanitária e ameaças à saúde dos passageiros e à segurança da aviação, a operação serve com treinamento dos órgãos que integram a Autoridade Portuária em preparação a grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.

Órgãos que participam da Operação Aeroporto Seguro

Infraero
Polícia Federal
Polícia Civil
Brigada Militar
Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
Agência Nacional de Aviação (Anac)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Ministério da Agricultura
Receita Federal

(Fonte : Jornal Zero Hora)

EMPRESA LANÇA PROGRAMA QUE DETECTA PASSAGEIROS DE "ALTO RISCO"


No Natal de 2009, os passageiros de um voo com destino a Detroit entraram em pânico quando o jovem nigeriano Omar Farouk Abdulmutallab tentou detonar explosivos que levava em seu corpo em pleno ar. O ataque a bomba não deu certo, mas colocou em xeque os sistemas de segurança dos aeroportos americanos implementados após os atentados de 11 de setembro de 2011.
Mas, agora, uma empresa de tecnologia diz que com seu novo software tal incidente nunca teria acontecido e que Abdulmutallab teria sido detectado como um passageiro de "alto risco".

Detector de ameaça

O programa, desenvolvido por uma empresa dos EUA, emprega uma técnica conhecida como "avaliação de perfil de risco", que identifica indivíduos ou grupos de pessoas com maior probabilidade de se comportar de uma maneira distinta do resto da população.
A análise é feita a partir do processamento de todos os dados sobre o passado e os comportamentos de um determinado indivíduo, para detectar, assim, se eles representam uma ameaça.
No entanto, alguns já temem que o sistema induziria a preconceitos raciais ou religiosos, uma vez que um passageiro poderia ser considerado suspeito apenas por ser muçulmano ou porque nasceu em países árabes. A empresa que desenvolveu o programa, a SAS Software, reitera, entretanto, que o sistema é "imune" a tais falhas.

Segurança

As autoridades britânicas já estão recebendo os dados de cada passageiro com destino à Inglaterra. "Os perfis de risco podem variar. Os dados disponíveis não têm nada a ver com discriminação racial ou lugar de origem."
"Estas são as mesmas técnicas usadas por bancos ou companhias de seguros para determinar a quem devem ou não conceder um empréstimo", disse ele. O programa funciona através da alimentação de dados de passageiros, muitos dos quais já são recolhidos por autoridades de alfândega de alguns países. Todas as companhias aéreas, por exemplo, que viajam para o Reino Unido deve apresentar o que é conhecido como Advance Passenger Information (API) a partir do momento da decolagem.
Mas outros dados usados pelo programa envolvem uma combinação de fatores, tais como se o passageiro pagou a sua passagem de avião em dinheiro, se já figurou em uma lista de suspeitos ou, mesmo, se foram recentemente em um país com problemas de segurança.
Todos estes dados são processados para serem "lidos" por agentes de imigração, que podem, assim, analisar o perfil de risco de cada passageiro antes do embarque.

Contrabando

Ian Manocha, vice-presidente da SAS Software, diz que o princípio funciona tanto para passageiros de companhias aéreas quanto de transporte de carga. A Alfândega da Coreia do Sul informou que, depois de adquirir o programa, conseguiu aumentar em 20% as apreensões de produtos ilegais. "Os agentes de fronteira têm grandes quantidades de informação disponíveis, que não são exploradas", afirmou Manocha.
Entretanto, ele admite que o programa não teria sido capaz de detectar explosivos escondidos em cartuchos de tinta de impressão como em um avião que partiu do Iêmen aos Estados Unidos em 2010. Naquela ocasião, uma tragédia maior foi evitada por um informante infiltrado na Al-Qaeda.
Mas, em relação a Omar Farouk Abdulmutallab, Manocha disse que estava "confiante de que o nigeriano teria sido detectado".

(Fonte : Portal Terra)