quarta-feira, 21 de novembro de 2012

AEROPORTOS NACIONAIS: MOVIMENTAÇÃO DE PAXS CRESCE EM 7,95% NO 3ºT


Dados consolidados de passageiros em voos domésticos e internacionais no Brasil durante o terceiro trimestre de 2012 mostram crescimento de 7,95% no setor, o que representa, em números absolutos, cerca de 144 milhões de passageiros transportados, ou 10,6 milhões a mais que o mesmo período de 2011.
Esta é uma das principais conclusões da análise de resultados das movimentações de passageiros e aeronaves na rede de aeroportos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) até setembro de 2012, conforme a Diretoria Técnica da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) que dá prosseguimento à série de estudos setoriais que até recentemente eram desenvolvidos pelo Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea).
No estudo é salientado que dos 10,6 milhões de passageiros movimentados, 10,04 milhões referem-se ao incremento no tráfego doméstico e aproximadamente 575 mil ao segmento internacional, o que significa crescimento de 8,38% no tráfego doméstico e de 4,22% no internacional.
Outro aspecto destacado é que o incremento do tráfego aéreo internacional deve-se principalmente à expansão da participação das empresas aéreas internacionais. Estudo recente da Abear e do Snea revelaram que a taxa de incremento do índice de passageiros quilômetros transportados (RPK) das empresas nacionais relativas ao segmento internacional é de apenas 0,12%.
De modo geral, em relação a 2011, a análise mostra que vem ocorrendo no Brasil uma desaceleração do crescimento setorial, apesar das taxas continuarem a ser extremamente significativas e superiores aos valores do crescimento do transporte aéreo mundial.
Realizando uma análise especifica para os diversos aeroportos nacionais, em relação à taxa de crescimento dos passageiros (embarques e desembarques) (internacionais e domésticos) anual acumulada, é ressaltado um desempenho extremamente positivo dos aeroportos do Galeão (20,53%), Campinas (18,92%) e Confins (13,17%), além de Guarulhos (9,22%), dada as limitações existentes na sua infraestrutura.
As taxas de crescimento verificadas nos três aeroportos nacionais, considerando o porte dos mesmos, estariam, conforme o estudo, entre as maiores taxas de crescimento mundiais.
O Galeão é apontado como “ator principal no mercado aeroportuário nacional”, pois seu tráfego doméstico e internacional tem alcançado valores acima de 20%, fato este que o inclui, dentro do grupo de aeroportos internacionais de grande porte, com um dos maiores índices de crescimento do mundo.
A análise regional, em relação a participação no mercado nacional, permite inferir que, no terceiro trimestre de 2012, houve um deslocamento dos passageiros da região Nordeste para o Sudeste, enquanto as demais regiões do Brasil mantiveram-se praticamente com a mesma participação na demanda por viagens aéreas.

(Fonte : Mercado & Eventos / imagem divulgação)

SENADO APROVA TETO PARA MULTA POR PERDA DE VÔO


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem por unanimidade, em caráter terminativo, projeto de lei que limita em 10%, no máximo, a multa aplicada por companhias aéreas em casos de cancelamento ou remarcação de passagem, mesmo quando a tarifa for promocional. Autora da proposta, a senadora Ana Amélia (PP-RS) considerou “abusivas” as multas de hoje. A matéria vai para a Câmara.
O projeto parte da premissa de que, como o Código Brasileiro de Aeronáutica fixa em um ano a validade das passagens, o passageiro teria o direito de cancelar ou alterar a data da viagem. Portaria do Comando da Aeronáutica limita o desconto em caso de reembolso a 10% do valor pago, mas cria exceção para bilhetes de tarifa promocional, que, diz a senadora, “constituem a imensa maioria das passagens efetivamente vendidas.”
— O desconto de uma taxa de serviço de até 10% do valor da tarifa, a par de assegurar a cobertura dos custos administrativos em que tenham incorrido, previne o cometimento de abusos por parte das operadoras do transporte aéreo — afirmou o relator da matéria, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
O projeto de lei deve reduzir ainda mais a receita das companhias, que ontem divulgaram resultados negativos no terceiro trimestre. O prejuízo líquido da Gol caiu 40% ante igual período de 2011, para R$ 309,4 milhões. No acumulado do ano, as perdas estão maiores que as do ano passado. Entre janeiro e setembro, alcançaram R$ 1,065 bilhão, 32,3% a mais que nos nove primeiros meses de 2011. Diante do resultado, a companhia manterá a estratégia de redução de voos este ano. Ao fim de 2012, o corte na oferta terá sido de 4,5%, segundo o presidente da Gol, Paulo Kakinoff. Tarifas também podem subir.
Segundo a Gol, o aumento no querosene de aviação, o reajuste das tarifas aeroportuárias e o baixo crescimento econômico levaram ao prejuízo.
O grupo Latan também teve prejuízo menor: US$ 63 milhões no terceiro trimestre, queda de 77% ante perdas de US$ 280 milhões em igual período de 2011, se TAM e LAN já estivessem juntas. Foi o primeiro resultado do consolidado do grupo após a fusão.

NOVOS DONOS NOS AEROPORTOS

Os consórcios vencedores do primeiro leilão de privatização de aeroportos do país, realizado em fevereiro, começam a assumir as operações dos terminais. A primeira troca de comando ocorreu ontem, quando a concessionária Aeroportos Brasil passou a administrar o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Hoje, a Infraero transfere ao grupo liderado pela Invepar a direção do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O processo se encerra em 1º de dezembro, quando o grupo Inframérica Aeroportos passará a operar o Aeroporto de Brasília.
Por 90 dias a contar da transição, a Infraero acompanhará os concessionários, que só depois passarão a administrar sozinhos os aeroportos. A concessão é de 30 anos.

(Fonte : Jornal O Globo)

INFRAERO DEVE TER VERBA RECORDE DO TESOURO PARA GARANTIR COPA


Pressionado pelo atraso dos investimentos, o governo Dilma Rousseff programou para o próximo ano uma injeção recorde de dinheiro do Tesouro Nacional na Infraero, a estatal que administra os aeroportos federais.
O detalhamento do projeto orçamentário em análise no Congresso mostra que, ao todo, a empresa deverá receber R$ 1,7 bilhão, principalmente para obras a serem concluídas até a Copa do Mundo de 2014.
Trata-se de um valor 120% superior, já descontada a inflação, ao último grande aporte de recursos à estatal -R$ 565 milhões em 2007, quando o setor aéreo vivia uma crise provocada por uma sequência de acidentes e conflitos entre governo, militares e controladores de voo.
Segundo a Infraero, o valor previsto se deve à perda de capacidade de investimento da empresa após a concessão à iniciativa privada de três dos seus principais aeroportos -os de Guarulhos, Campinas e Brasília, que respondiam por quase 40% das receitas totais da estatal.
Neste ano, os projetos de ampliação e reforma dos terminais caminham a passos lentos. De R$ 2 bilhões programados até dezembro, apenas R$ 590 milhões haviam sido gastos até agosto.

OBRAS DA COPA

Sem o dinheiro da União, não seria possível seguir com o programa que prevê obras em 21 aeroportos nos próximos anos. Só com as novas unidades em sedes da Copa, há R$ 2,3 bilhões a gastar.
A maior parte do dinheiro a ser injetado na Infraero virá dos pagamentos feitos ao governo pelos consórcios vencedores da disputa pela concessão de aeroportos.
Pelas contas feitas após o leilão, realizado em fevereiro, os consórcios deverão pagar à União ao fim do primeiro ano de contrato cerca de R$ 1,2 bilhão.
Segundo o Orçamento, R$ 1 bilhão dessa fonte será usado para ampliar a participação da União na Infraero.
Pelas intenções originais, a receita das concessões não deveria ser inteiramente gasta com a estatal.
Parte do dinheiro iria para um plano de aviação regional, voltado para aeroportos de menor porte administrados por Estados e municípios.
Esse plano, porém, acabou não sendo anunciado em março, como se esperava.
Mas, além de bancar as obras da empresa, os recursos do Tesouro serão aplicados nos aeroportos
concedidos ao setor privado.
A Infraero receberá R$ 300 milhões para depositar sua parte no capital das sociedades que administrarão Guarulhos, Campinas e Brasília.
Pelo modelo da concessão, a estatal tem 49% de participação nessas sociedades - cerca de R$ 600 milhões a serem aportados em dois anos, a começar deste.
Esse capital será usado para investimentos, principalmente no início dos empreendimentos. Se a Infraero não cumprir o compromisso com os sócios, terá reduzida a sua participação na sociedade e a sua influência na administração dos aeroportos.

APORTE VISA EVITAR NOVO CAOS AÉREO

Ao injetar recursos na Infraero, o governo quer assegurar a continuidade de obras de melhoria em terminais considerados estratégicos.
Com a realização de grandes eventos esportivos nos próximos anos, a ampliação dos terminais é necessária para acomodar um fluxo maior de viajantes sem provocar caos no setor aéreo.
No ano passado, 6 dos 16 aeroportos tidos como prioritários para a Copa de 2014 registraram demanda acima da capacidade.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo / imagem divulgação)

GOL PREVÊ REDUÇÃO DE ASSENTOS E AUMENTO NAS TARIFAS, DIZ PRESIDENTE


O presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, afirmou na quarta-feira (14) que "a tendência para 2013 é de redução de oferta". O executivo lembrou que, até o fim deste ano, a companhia vai acumular uma diminuição da oferta de assentos por quilômetro de 4,5%.
"Fizemos uma redução de oferta de abril para maio, devido à racionalização da nossa malha [de voos], que naquele momento oscilou entre 8,5% a 9%. De maio a outubro deste ano, mês a mês, a redução ficou entre 7,5% e 8,5%. O resultado anualizado de redução de oferta doméstica vai ficar em torno de 4,5%", afirmou Kakinoff em teleconferência para comentar os resultados da companhia no terceiro trimestre.
O prejuízo líquido da Gol caiu no terceiro trimestre sobre um ano antes, após uma forte redução nas perdas com variações cambiais, para R$ 309,4 milhões, ante resultado negativo um ano antes de R$ 516,5 milhões, informou a empresa.

REAJUSTE DE TARIFAS

Segundo o executivo, a expectativa para os próximos meses é de alta nos "yields", valor que o passageiro paga por quilômetro voado e que baliza reajustes de tarifas.
"A expectativa é de melhoria dos 'yields' ao longo dos próximos meses", disse Kakinoff. De acordo com ele, para o quarto trimestre, alta temporada para o transporte aéreo, com consequente aumento de tarifas nessa época, "espera-se que os 'yields' sejam comparáveis com a alta temporada do ano passado".

(Fonte : Valor Online)

AZUL ESTUDA TER VOOS INTERNACIONAIS NO AEROPORTO DE VIRACOPOS


O presidente da companhia aérea Azul, David Neeleman, disse, na ultima quarta-feira (14), que a companhia estuda operar voos internacionais no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), no prazo de dois anos. Países da América Latina devem ser os primeiros destinos disponíveis, segundo ele.
O prazo de dois é estabelecido por conta da inauguração do novo terminal de passageiros do aeroporto de Viracopos, prevista para maio de 2014. Paralelamente, os destinos nacionais partindo de Viracopos aumentarão, de acordo com Neeleman. “Tem mais dez ou 15 cidades que a gente pode ter voos daqui também”, falou.
Atualmente, duas companhias operam voos internacionais em Viracopos, Tap e Gol, para Lisboa e Buenos Aires, respectivamente. A nova administradora do aeroporto, que assumiu nesta quarta-feira (14), informou que existem conversas abertas com várias aéreas para aumentar a possibilidade de voos em Campinas.
“Efetivamente, o grande número de voos, e particularmente de voos internacionais, se dará com o novo terminal pronto, que tem mais facilidade para essas companhias operarem”, falou o presidente do conselho de administração de Viracopos, João Santana.

Base da Azul

O presidente da Azul disse que a companhia procura um lugar para instalar a nova base de manutenção de aeronaves da empresa, que irá gerar dois mil empregos diretos. Campinas é uma das cidades cogitadas. “Temos que decidir isso logo, nos próximos três, quatro meses”, comentou Neeleman.
O prefeito eleito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), e Neeleman, falaram sobre o assunto durante a cerimônia de transição da operação de Viracopos para a iniciativa privada. O pessebista disse que se colocou à disposição.
“O David pediu para conversar comigo sobre questão de qualificação de mão-de-obra. Falei a ele que, como prefeito eleito, eu vou inclusive levar o assunto para o governador Geraldo Alckmin para que nós possamos ter cursos da Fatec nessa área de manutenção de aeronaves”, comentou Donizette.

Universidade

A universidade da Azul será inaugurada em abril, em Campinas, para atender os profissionais da companhia aérea. Segundo a empresa, foram investidos R$ 30 milhões no espaço físico e mais R$ 100 milhões em simuladores de voo. O espaço tem 6 mil metros quadrados e está localizado no Distrito Industrial. Entre 800 e 1000 pessoas devem ser treinadas anualmente.

(Fonte : G1 / imagem divulgação)

FECHAMENTO DE AEROPORTO AMEAÇA TURISMO EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, RJ


O Turismo na cidade de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, está ameaçado pelo fechamento do aeroporto, há cerca de cinco meses, por condições inadequadas para o funcionamento. Próximo do período de alta temporada, o fechamento do aeroporto pode prejudicar a economia do município, principalmente no setor hoteleiro.
A administração do Aeroporto Umberto Modiano informou que as obras estão sendo providenciadas, mas não há data para o início dos trabalhos. Por enquanto, pousos e decolagens continuam suspensos.
De acordo com a Prefeitura de Armação dos Búzios, na baixa temporada, pelo menos dois voos executivos por dia eram realizados, Já no verão, era cerca de 50 diariamente.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a interdição não tem prazo pré-determinado. O funcionamento será liberado após as obras de melhorias, que depende da empresa responsável pelo aeroporto. A Anac informou, ainda, que a pista está em péssimo estado de conservação, as cores das luminárias não são adequadas e a documentação do aeroporto está vencida.

(Fonte : G1 / imagem divulgação)

MILHAS AÉREAS VIRAM MOEDA NUM MERCADO ESTIMADO EM R$ 2 BI


Milhas aéreas já valem dinheiro: deixaram de ser apenas uma forma de adquirir passagens gratuitas e movimentam um mercado estimado em R$ 2 bilhões por ano. No mês passado, a Gol lançou um shopping virtual em que o cliente pode gastar os pontos nas lojas de 30 parceiros, como Walmart, C&A, Pão de Açúcar, Tok&Stok e Marisa. A empresa também vende milhas para os clientes que precisam completar pontos para alguma aquisição — é possível comprar de mil (por R$ 75) a 40 mil milhas (R$ 2.040). E a Gol não está sozinha nesse mercado.
A Multiplus, subsidiária da TAM criada em 2010, já mantinha uma estrutura de troca de milhas por produtos, com 120 mil itens de 207 parceiros.
Os pontos dos programas de fidelidade também se tornaram alvo de comércio paralelo na internet, o que preocupa as aéreas e o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon):
— A utilização dos pontos como ferramenta de vendas ainda vai crescer. Ao agregar mais parceiros, produtos e serviços, as aéreas estão oferecendo uma moeda que tem maior liquidez, e isso deve atrair mais público — avalia o especialista em aviação comercial André Castellini, da consultoria Bain & Company.
A receita das empresas de fidelidade vem dos valores pagos pelas próprias companhias aéreas ou pelos parceiros na hora de emitir as milhas. Da diferença entre o valor recebido e o custo do produto ou serviço usado pelo consumidor, vem o lucro.

CUIDADO COM FRAUDES

Relatório divulgado neste ano pelo Banco Central mostra que, só em 2010, os brasileiros deixaram de resgatar 18% dos pontos gerados nos programas de fidelidade dos cartões de crédito. Isso seria suficiente para emitir cerca de 5 milhões de passagens do Brasil para qualquer destino da América do Sul, o equivalente a 3% do total de passagens emitidas no país, em voos domésticos e internacionais, naquele ano. Um projeto de lei em tramitação na Câmara propõe que os pontos não possam mais expirar.
De olho nessa reserva, sites que compram milhas proliferam. Há ao menos 20 deles e ofertas em redes sociais.
O advogado do Procon-RJ Flávio José Ferreira diz que o comércio de milhas não é ilegal, mas, por não ser um mercado “transparente e regulado”, o consumidor fica vulnerável aos riscos da transação.
— Os consumidores têm que ter muito cuidado com o furto de dados e milhas — diz.
Nesse mercado, dez mil pontos valem entre R$ 300 e R$ 500. As aéreas prometem punições aos clientes flagrados na prática, que vão da perda dos pontos acumulados ao desligamento dos programas.
— As empresas aéreas não gostam de nós porque uma das principais fontes de receita são pontos expirados — diz o proprietário de um desses sites.
Flávio Vargas, diretor do Programa Smiles da Gol, alerta que grande parte dos problemas detectados pela área de gestão de fraudes da empresa vêm desses sites.
Para as empresas, os ganhos com milhas engordam as chamadas receitas auxiliares, que incluem vendas a bordo das aeronaves, taxas de remarcação e cancelamentos

(Fonte : Jornal O Globo)