segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AÉREAS TÊM DIFICULDADE PARA AUMENTAR PASSAGEM


Diferentemente do que planejaram, as companhias aéreas brasileiras não têm conseguido repassar para o preço das passagens a explosão de custos que o setor atravessa. Com um primeiro semestre ainda com excesso de oferta de assentos, as empresas não puderam elevar muito o valor dos bilhetes, sob risco de ver a ocupação dos voos cair. Prova de que as passagens aéreas ainda não estão pesando mais no bolso do brasileiro este ano é que o item acumula queda de 5,3%, até setembro, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação oficial, aferida pelo indicador, tem alta de 3,77% no ano.
Os números, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referem-se basicamente a passagens compradas para turismo e lazer. Em trechos em que o movimento de passageiros que voam a negócios é mais intenso, como na ponte aérea Rio-São Paulo, o consumidor se depara com bilhetes caros. A percepção do setor é de que, se os preços subirem amplamente, a nova classe média, que puxou o boom da demanda nos últimos anos, voltará a andar de ônibus. A combinação indigesta para as companhias - bilhetes muito baratos e dólar, combustível e taxas aeroportuárias em alta - resultou em prejuízos bilionários em 2011, cenário que persiste.
"Estamos num momento em que o passageiro incorporado com a última redução de preço está chegando no limite de sua capacidade. Se o preço subir, muita gente sai do avião e volta para o ônibus", diz o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Cálculo da entidade aponta que, para cada 1% de aumento de preço, a demanda por transporte aéreo cai 1,4%.
Líder no segmento doméstico, a TAM admite que não foi possível fazer o repasse como pretendia no primeiro semestre, mas vê espaço para as passagens subirem na segunda metade de 2012. A principal base para isso seria uma maior disciplina na oferta vista desde meados do ano. A TAM planeja reduzir a oferta em 2% agora, e em cerca de 7% em 2013. Na Gol, vice-líder no mercado doméstico, a meta de redução é de entre 2% e 4,5%. A empresa não divulgou projeção para o ano que vem.
Além disso, o segundo semestre é historicamente mais aquecido do que o primeiro, com a presença de feriados importantes. "Agora, sim, conseguiremos ver essa retomada no crescimento do preço das passagens. A partir de julho, já começamos a ver isso acontecer mais fortemente", afirma a vice-presidente da unidade de Negócios Domésticos da TAM, Cláudia Sender.
A executiva diz que as passagens mais baratas não vão desaparecer do mercado, mas ressalta que o consumidor terá de planejar sua viagem com tempo para conseguir preços baixos. "Ainda existem disponíveis no mercado tarifas de lazer, mas vai ser cada vez mais importante o passageiro se programar com antecedência para comprar", explica Cláudia.
Sobre as atribulações do setor, a Gol diz que a combinação de demanda e preço no primeiro semestre ainda não foi o suficiente para fazer um resultado positivo. A Azul também reconhece que o ano está sendo complicado, mas aposta no ganho de escala que a fusão com a Trip lhe dará para atravessar o período de turbulências. Juntas, as duas empresas se consolidam como a terceira colocada nas rotas domésticas, com participação de 15% no mercado.
A companhia diz que o último trimestre, especialmente, foi complicado para o setor no que diz respeito à recuperação dos yields (valor pago por passageiro por quilômetro transportado), e só vê um cenário menos nublado nestes últimos três meses do ano. "Vemos um quadro melhor agora para o quarto trimestre", diz o diretor de Comunicação da Azul, Gianfranco Beting.
Mesmo que o aumento das passagens de fato venha, não deve ocorrer na proporção que gostariam as companhias aéreas. Na avaliação da Abear, a saída para que as aéreas voltem a dar lucro está na redução de custos. Para isso, a entidade tem mantido conversas constantes com o governo. Entre os interlocutores estão pelo menos quatro ministros e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O governo tem demonstrado preocupação com a saúde financeira das aéreas e, no mês passado, as incluiu na lista de setores que tiveram desoneração da folha de pagamento. Com isso, as cinco maiores empresas do setor no Brasil (TAM, Gol, Azul, Trip e Avianca) devem ter uma economia de R$ 300 milhões.
De acordo com Sanovicz, o próximo alvo é o combustível de aviação, que acumula alta de 18,9% este ano até 1.º de outubro. Além de o querosene custar mais que em outros países, as aéreas reclamam da alta carga de ICMS sobre o insumo. As conversas devem começar nas próximas semanas.

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)

CAI ESPAÇO PARA AS PEQUENAS AÉREAS, AFIRMA PROFESSOR


O professor de transporte aéreo da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, acha que o governo está cometendo um erro político ao investir no aumento da capacidade dos aeroportos das áreas metropolitanas.
Para Fernandes, o país está carente de transporte secundário, o que poderia viabilizar o surgimento de empresas de baixo custo que ajudariam a aumentar o volume de passageiros.
Segundo ele, após a venda de concessões de aeroportos lucrativos, como o de Guarulhos, o espaço para pequenas empresas tende a ser ainda menor.
"O concessionário vai querer dar vaga para um avião de 180 lugares, que vai dar muito mais lucro para ele, para ele poder pagar a outorga. Não vai querer pousar um aviãozinho pequeno lá com 50, 80 lugares", afirma.
Ele explica que o aeroporto de Guarulhos, por exemplo, tem 45 movimentos (de pouso e decolagem) por hora, podendo chegar a no máximo 60. "A Gol, a TAM e as outras grandes ocupam esses espaços na hora do pico e não sobra espaço para os outros."
Rodrigues diz que um aeroporto regional com perspectiva de receber 2 milhões de passageiros já é lucrativo, mesmo sem transporte de carga. Abaixo desse número, é preciso ter alguma característica especial na cidade.

(Fonte : Jornal Folha de São Paulo)

6 AEROPORTOS DE SEDES DA COPA 2014 AINDA TEM OBRAS NÃO INICIADAS


Um balanço divulgado na semana passada pelo Ministério do Esporte aponta que seis aeroportos de cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 ainda têm obras não iniciadas. A preocupação se justifica e se amplia com a proximidade do evento
Os seis aeroportos que têm alguma parte de sua reforma programada para a Copa 2014 e que ainda não firmaram contratos para as obras são: Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador.
De acordo com o resumo do andamento das obras de cada um dos 13 terminais que receberão investimentos para atender a demanda turística no Mundial, alguns ainda se encontram em fase de projeto. O governo não detalha informações sobre as obras que devem ser feitas pela iniciativa privada em aeroportos que foram privatizados.
Todas as 12 cidades-sede receberão investimentos em seus terminais de transporte aéreo. O aeroporto de Viracopos, em Campinas, também foi incluído na lista dos que receberão obras para atender aos turistas que virão para a Copa do Mundo.

(Fonte : Portal Viracopos / imagem divulgação)

AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL NA AVIAÇÃO CIVIL SERÃO DEBATIDAS NA TERÇA-FEIRA


As ações dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento voltadas à aviação civil será analisada em audiência pública na próxima terça-feira (9), às 14h. O debate é promovido pela subcomissão temporária que discute políticas públicas para o setor, ligada à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
A reunião será a décima terceira de um ciclo de debates promovido pela subcomissão, desde que foi instalada, em fevereiro. Sob a presidência do senador Vicentinho Alves (PR-TO), o colegiado já discutiu impactos da expansão do tráfego aéreo no Brasil, políticas para a indústria aeronáutica, plano estratégico para a malha aeroviária, aviação regional e segurança de voo, entre outros temas.
Até o final do ano, os debates com autoridades, agentes do mercado e especialistas resultarão em sugestões para aperfeiçoar a legislação e a política voltadas à aviação civil brasileira, hoje pressionada pelo crescimento da demanda.

(Fonte : Agência Senado)

TAM É AÉREA MAIS ADMIRADA DO BRASIL, EM RANKING DA CARTA CAPITAL


A 15ª edição da pesquisa “As Empresas Mais Admiradas”, divulgada recentemente pela revista Carta Capital, classificou a Tam como a companhia aérea mais admirada do Brasil, preferida de 21,6% dos 1.212 executivos brasileiros que participaram do levantamento. Os cinco fatores de avaliação que tiveram mais peso na análise das empresas do setor foram respeito pelo consumidor, ética, solidez financeira, qualidade de produtos e serviços, e inovação.
A Carta Capital, pela primeira vez, também ouviu as preferências de executivos da América Latina e premiou as empresas brasileiras mais admiradas da região. Neste ranking, a Tam ficou na quinta colocação.

(Fonte : Mercado & Eventos / imagem divulgação)

A ANAC ALOCA À TAM MAIS 14 FREQUÊNCIAS SEMANAIS ENTRE O BRASIL E O CHILE


Atendendo solicitação da companhia aérea, a ANAC (Portaria No 2.051 do último dia 4, publicada no DOU do dia 5.10.12) concedeu à TAM Linhas Aéreas S.A., nos termos do acordo bilateral vigente, 14 frequências semanais para a realização de serviços aéreos mistos entre o Brasil e o Chile.
O início de operação dos voos, rotas, horários e informações adicionais sobre as frequências alocadas deverão ser anunciadas pela TAM.

(Fonte : Business Travel Magazine)

AMERICAN AIRLINES PEDE À ANAC MAIS DOIS VOOS SEMANAIS GUARULHOS-MIAMI


A American Airlines deu entrada na ANAC, no último dia 3 de outubro, a um pedido para inclusão de mais dois voos semanais na rota São Paulo/Guarulhos (GRU) e Miami (MIA). Se aprovados, os voos serão operados a partir do próximo dia 28 de outubro, aos sábados e domingos, com equipamento Boeing 777-200. Nesses dois dias da semana, o voo AA233 partirá de Miami às 14h05 e chegará a Guarulhos às 22h25. No sentido inverso, o voo AA234 partirá de GRU às 11h45 e chegará a MIA às 10h25.

(Fonte : Business Travel Magazine)