segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ALTA DO DÓLAR REDUZ GASTOS DE BRASILEIROS EM VIAGENS AO EXTERIOR EM JULHO


Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior somaram, em julho, US$ 2,01 bilhões, valor 10% menor do que o resultado de igual mês do ano passado (US$ 2,235 bilhões), informou o Banco Central (BC).
Apesar de julho ser período de férias, a recente alta do dólar desestimulou as viagens ao exterior, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. "A despesa com viagem ao exterior teve crescimento muito acentuado em 2011. Claro, o câmbio favoreceu este ano, com a mudança desse patamar [do dólar], a gente ver moderação nessas despesas". Maciel lembrou que em julho do ano passado a média do dólar era R$ 1,56, enquanto no mês passado ficou em R$ 2,03.
Nos sete meses do ano, os gastos de turistas em viagens internacionais ficaram em US$ 12,712 bilhões, contra US$ 12,476 bilhões de janeiro a julho de 2011.
Os dados preliminares deste mês, até o dia 21, mostram que as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,267 bilhão. Nesse período, os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 371 milhões.
Em julho, as despesas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 546 milhões, ante US$ 476 milhões do mesmo mês do ano. De janeiro a julho, foram registrados US$ 4,017 bilhões, contra US$ 3,749 bilhões nos sete meses do ano passado.

(Fonte : Agência Brasil / imagem divulgação)

JULHO É RECORDE HISTÓRICO EM DESEMBARQUES DOMÉSTICOS


Nunca se viajou tanto pelo país. Em julho, os desembarques domésticos bateram recorde mensal histórico com a movimentação de cerca de 8,14 milhões de passageiros. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador, utilizado pelo Ministério do Turismo para avaliar o crescimento da atividade no país, apresentou crescimento de 9,38%.
Pelo sétimo mês consecutivo no ano, os desembarques nos aeroportos brasileiros apresentaram números recordes na comparação com 2011. Julho superou também os 7,46 milhões de desembarques registrados em janeiro de 2012, até então o melhor mês da série histórica.
“Esses números ilustram nossa aposta na força do mercado doméstico, que tem conseguido manter a atividade turística em ritmo de crescimento”, comemora o ministro do Turismo, Gastão Vieira.
No acumulado do ano, são 49 milhões de desembarques domésticos. O dado é 7,86% superior à marca de 45,4 milhões, que foi registrada no período de janeiro a julho de 2011.
O levantamento é feito nos 67 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Ele abrange desembarques de passageiros, em voos regulares e não regulares, em todo o território nacional.

(Fonte : MTur / imagem divulgação)

BRASÍLIA PODE TER NOVO AEROPORTO


Uma das gigantes da construção no país, a Andrade Gutierrez pretende fazer um novo aeroporto nas proximidades de Brasília, voltado essencialmente para a aviação executiva e com investimento inicial de R$ 120 milhões.
O projeto da Andrade Gutierrez, em parceria com investidores locais, fica na região de Sobradinho (DF) e foi apresentado há algumas semanas para o governo. Prevê uma pista com 1,8 mil metros de extensão. A área total do empreendimento chega a 138 hectares, já foi inteiramente adquirida e não exige desapropriações. Além disso, requer trabalhos mínimos de terraplenagem.
O futuro aeroporto fica a menos de 20 quilômetros do Plano Piloto. Nos horários em que não há congestionamento das vias que dão acesso à cidade-satélite, o percurso até a Esplanada dos Ministérios leva entre 20 e 25 minutos. Estima-se que o tempo de construção pode tomar de 18 a 20 meses. Se houver agilidade nos trâmites burocráticos, os jatinhos vão poder usar o novo aeroporto já na Copa do Mundo de 2014. Sete partidas serão disputadas em Brasília, incluindo uma da seleção brasileira, além do jogo que definirá o terceiro lugar.
Pista com 1.800 metros ficará a menos de 20 km do Plano Piloto e prevê novos serviços, em área total de 138 hectares
O projeto contempla uma série de "serviços acessórios" - não só os diretamente atrelados à atividade aeroportuária, como oficinas de manutenção para aviões e abastecimento de combustível, mas também para os futuros usuários do aeroporto. Está prevista a instalação de restaurante, espaço para eventos e um pequeno hotel (voltado mais à tripulação do que para os passageiros).
Para avançar no projeto, os empreendedores aguardam com ansiedade o decreto presidencial que autorizará a exploração comercial de aeroportos privados para a aviação geral. A medida faz parte do pacote de anúncios na área de infraestrutura que o governo deve fazer em setembro.
Atualmente, o Brasil dispõe de dezenas de aeroportos privados de pequeno porte, mas eles estão impedidos de atuar comercialmente. Os donos não podem cobrar taxas de pouso e decolagem nem instalar lojas comerciais em suas dependências. Essa possibilidade é limitada a aeroportos públicos - como o Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ), ambos geridos pela Infraero.
Para o governo, a tendência mundial é que a aviação geral (que engloba de modernos jatos executivos a pequenos aviões particulares usados como lazer) vá migrando gradualmente para aeroportos próprios, liberando os grandes terminais para voos comerciais. Chicago, por exemplo, tem dois aeroportos comerciais e nada menos do que 13 específicos para a aviação geral.
Projetos importantes de aeroportos privados para a aviação executiva, que também aguardam o decreto presidencial, já haviam aparecido nos últimos meses. Todos, no entanto, estão na região metropolitana de São Paulo. O grupo imobiliário JHSF pretende construir uma unidade em São Roque, a 60 quilômetros da capital. Os empresários Fernando Botelho Filho e André Skaf, por sua vez, planejam construir e operar um aeroporto particular - o Aeródromo Rodoanel - na região do anel rodoviário.
O empreendimento da Andrade Gutierrez no Distrito Federal é o primeiro grande projeto para a aviação geral que surge, no contexto das oportunidades abertas com o decreto em negociação, fora de São Paulo. A ideia do novo aeroporto começou a amadurecer a partir da constatação de que 13% do movimento do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek - o equivalente a quase 25 mil pousos e decolagens por ano - são da aviação executiva.
Mesmo com a expansão das operações prevista pela concessionária Inframérica, que acaba de assumir a administração do JK, há uma perspectiva de esgotamento do aeroporto para jatinhos particulares. Há duas semanas, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou o pacote de concessões de rodovias e ferrovias, governadores e empresários chegaram atrasados ao evento no Palácio do Planalto por causa do congestionamento aéreo em Brasília. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e com o governador de Minas, Antonio Anastasia.
Dificilmente, pelas boas instalações e pela localização privilegiada, autoridades e grandes empresários deixarão de preferir o JK como aeroporto para pousar no centro do poder. Com administração privada, o JK deverá receber investimentos de R$ 1,1 bilhão até 2016. O novo aeroporto, no entanto, pode servir como alternativa. Além disso, prevê-se que terá forte demanda de proprietários de pequenas aeronaves. Hoje, esses "teco-tecos" usam principalmente o Aeroclube de Brasília, que, apesar do nome, fica em Luziânia (GO), a cerca de 60 quilômetros do Plano Piloto. Jatos executivos chegam a ser desviados algumas vezes, quando há restrições, para Goiânia.
Após a edição do decreto presidencial, a Andrade Gutierrez precisará ainda obter licenciamento ambiental para o projeto e um aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), atestando que não há incompatibilidade com o tráfego do JK. Procurada pelo Valor, a empresa não quis se pronunciar.

(Fonte : Jornal Valor Econômico / imagem divulgação)

RIO NÃO SERÁ LONDRES ATÉ 2016, DIZ PAES


A Olimpíada de 2016 vai ser realizada dentro das limitações do Rio de Janeiro, sem a mesma oferta ampla de mobilidade dos Jogos de Londres, e precisará de uma operação "sofisticada" para superar as fragilidades de infraestrutura da cidade, disse o prefeito carioca, Eduardo Paes.
É padrão para as autoridades olímpicas e dos países-sedes dos Jogos dizer que a última Olimpíada é sempre a "melhor de todos os tempos", mas a primeira cidade sul-americana a receber os Jogos Olímpicos reconhece que Londres está em um outro patamar em termos de infraestrutura.
O Rio de Janeiro não terá condições de, em quatro anos, chegar ao mesmo nível de preparação da capital britânica, segundo Paes.
Linhas expressas de ônibus estão sendo construídas - a primeira delas já está em operação - e o metrô será ampliado até a Barra da Tijuca, o epicentro dos Jogos de 2016.
Mas o Rio vai depender das faixas exclusivas de trânsito para a "família olímpica" e da redução no ritmo da cidade, com a implementação de feriados e férias escolares para não sofrer um colapso na mobilidade, uma vez que muitas ligações continuarão sendo restritas, apesar da nova infraestrutura de transporte.
"Temos que aprender a operar com o que a gente tem. O nosso desafio é maior, a gente tem uma infraestrutura muito pior que a deles (Londres), não teremos uma infraestrutura igual à deles em 2016", disse o prefeito em entrevista à Reuters em seu gabinete.
"Teremos (uma infraestrutura) muito melhor do que hoje, mas teremos que fazer uma operação muito mais sofisticada devido às nossas fragilidades de infraestrutura", afirmou o prefeito.
Paes reconhece que Londres é uma cidade que está "em outro patamar", com mais infraestrutura, com uma rede de metrô já instalada.
"A gente não vai virar Londres até 2016", afirmou o prefeito, que recebeu a bandeira olímpica na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres, no dia 12 de agosto.
As quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit) que serão feitas para os Jogos foram a solução encontrada pelo Rio para melhorar a integração entre as regiões da cidade, incluindo o aeroporto internacional e a Barra da Tijuca, uma vez que as duas linhas de metrô têm alcance limitado e já operam superlotadas nos horários de pico.
A ligação mais rápida entre a zona sul e o Parque Olímpico da Barra, no entanto, será pela linha olímpica de trânsito, que não permite a passagem de carros comuns e ameaça piorar os congestionamentos. Outra importante ligação a ser realizada pela faixa exclusiva será entre a Vila de Mídia --acomodação principal dos jornalistas, que vai ser erguida na região portuária - e a Barra.
Em Londres, além da linha olímpica, o público e todos os participantes do movimento olímpico tinham à disposição 11 linhas de metrô, um serviço de trens urbanos e um trem de alta velocidade inaugurado para os Jogos que liga o centro da cidade com o Parque Olímpico em apenas sete minutos.
"Como membro da família olímpica eu tinha um carro à disposição em Londres, mas preferia andar de metrô. Era mais fácil, mais rápido e mais confortável", disse Paes, reconhecendo que no Rio não vai existir a mesma facilidade.
Falta muita coisa para fazer, ninguém está dizendo que viramos o paraíso na terra porque não seria verdade dizer isso."

Celebração

O prefeito, que é candidato à reeleição este ano e se vencer terá um segundo mandato até o fim de 2016, aponta Barcelona como o exemplo de cidade olímpica que o Rio quer seguir.
Foi inspirado no modelo da capital catalã, que é considerada a cidade que até hoje mais soube tirar proveito dos Jogos Olímpicos para evoluir, que Paes propôs ao Comitê Olímpico Internacional (COI) levar parte dos Jogos para a região portuária, que vai passar por um processo de total reformulação.
Como o projeto olímpico vencedor do Rio na eleição de 2009 não incluía o porto, não foi possível levar o centro de mídia e algumas instalações esportivas para a região portuária. Apenas a Vila da Mídia será erguida no local, que já está em obras e vai receber também navios de cruzeiro que servirão de acomodação durante os Jogos.
"Eu estiquei muito a corda para levar o maior número de coisas para a zona portuária e o que está lá está suficiente porque o projeto se viabilizou, a conta está paga... O fato de o Rio receber as Olimpíadas animou tanto a cidade que a operação (zona portuária) fechou rápido", disse.
Paes garante que todas as obras com previsão de mais de três anos para ficarem prontas já estão em andamento. A principal delas, o Parque Olímpico, está em fase de demolição das arquibancadas do autódromo de Jacarepaguá, que vai dar lugar à maioria das instalações olímpicas (16 modalidades).
Um novo autódromo será construído em um terreno do Exército em Deodoro, como parte do acordo para a demolição do atual circuito, mas ainda há entraves burocráticos, e as obras não têm prazo de início.
Seguindo um padrão adotado por Londres, a maior parte das arenas olímpicas do Rio será temporária, uma forma de evitar que as construções se tornem 'elefantes brancos' depois dos Jogos.
Para o Pan-Americano de 2007, o Rio já construiu definitivamente o estádio olímpico João Havelange, o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena da Barra da Tijuca e reformou o Maracanãzinho, enquanto o Maracanã está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014. Todos esses locais serão usados na Olimpíada.
"Por mais que o temporário também seja caro, o custo no tempo é muito menor. Às vezes dá uma certa indignação gastar 150 milhões para fazer um equipamento que vai durar 15 dias, mas seria muito mais caro deixá-lo como permanente", afirmou o prefeito.
O orçamento definitivo dos Jogos ainda não foi fechado, o que foi alvo de cobrança do COI durante os Jogos de Londres, mas o valor estimado na proposta de candidatura, de 28,8 bilhões de reais, fica em linha com os cerca de 30 bilhões de reais gastos por Londres.
Com o custo elevado e sem a mesma infraestrutura, o Rio coloca como um aspecto que não requer qualquer investimento o seu diferencial para fazer os Jogos: a festa do povo.
"Nisso a gente é campeão mundial. A celebração no Rio é sempre muito maior do que em qualquer lugar."

(Fonte : Reuters)

A OCUPAÇÃO E A DIÁRIA MÉDIA DOS HOTÉIS DA CAPITAL PAULISTA CAÍRAM EM JULHO


O Observatório do Turismo, braço de estudos e pesquisas do Turismo da Cidade de São Paulo (SPTuris), publicou as estatísticas referentes ao desempenho dos meios de hospedagem na capital paulista em julho último. Naquele mês a ocupação média da hotelaria paulistana ficou em 65,11%, 5,29 pontos percentuais (pp) a menos que no mês de junho (70,40%) e 1,0 ponto percentual inferior à de julho de 2011 (66,11%). No acumulado do ano, a ocupação média dos hotéis da cidade é de 65,65%.
Em julho, a diária média da hotelaria paulistana ficou em R$ 298,61, valor 2,57% inferior à de junho (R$ 306,49) e 21,30% superior à de julho de 2011 (R$ 246,18). O RevPAR médio de julho ficou em R$191,86, queda de 11,53% em relação a junho (R$ 216,86). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a diária média dos hotéis de São Paulo está em R$ 292,26 e o RevPAR em R$ 194,35. Nos finais de semana de julho a ocupação média ficou em 55,29% (-3,98 pp do que em junho) e a diária média em R$ 271,52, queda de 5,63% em relação a junho deste ano (R$ 287,73).
Participaram da pesquisa hotéis de todas as categorias - econômica, midscale, luxo e superluxo - e regiões da cidade, em um total de 16.063 unidades habitacionais. Os indicadores de ocupação, diária média e RevPAR também são detalhados por categoria e região da cidade.

(Fonte : Business Travel Magazine / imagem divulgação)

EUA: TARIFAS CORPORATIVAS NEGOCIADAS PARA 2013 VÃO SUBIR ENTRE 5 E 6,5%


A indústria hoteleira e os compradores de viagens corporativos norte-americanos estão se preparando para a temporada de negociações de tarifas corporativas para 2013, que começa em setembro e continua até dezembro. Tendo em vista essas negociações, o Preston Robert Tisch Center for Hospitality, Tourism, and Sports Management da NYU School of Continuing and Professional Studies (NYU-SCPS), desenvolveu o estudo “Corporate Hotel Rate Negotiations for 2013 - Preliminary Outlook”, cujas conclusões principais apresentamos a seguir. Importante registrar que as tarifas corporativas representam pelo menos 20% dos room nights e 30% das receitas da indústria de hospedagem norte-americana.
Baseado em planos e orçamentos preliminares, as diferenças de expectativas entre compradores e vendedores para os contratos corporativos para 2013 são grandes. Para 2012, a tarifa média negociada (diária média) aumentou cerca de 5,0%, índice que será ligeiramente superior ao que será alcançado pela indústria hoteleira dos EUA como um todo, cuja performance deve atingir cerca de 4,5%. O consenso que emerge entre os executivos hoteleiros sobre o panorama para 2013, é que as tarifas de contratos corporativos vão aumentar em uma média nacional que varia entre 7,0 e 9,0% ou mais, mas muitos gestores de viagens corporativas estão planejando aumentos apenas entre 3,0 e 5,0%.
A estimativa preliminar para os resultados das negociações é de um aumento médio para as tarifas corporativas entre 5,0 e 6,5%, dependendo da localidade e do número de room nights para cada buyer específico. Os executivos de hotéis também estão pensando em cobrar separadamente por alguns serviços e amenities, em lugar de incluir esses itens nas tarifas negociadas. Nos últimos anos, alguns contratos corporativos incluíram serviços e amenities como encargos de acesso à telefonia, acesso à internet, taxa de fax, uso de fitness centers, café da manhã e transporte local, entre outros.
Executivos de hotéis consideram que as baixas tarifas negociadas em 2009 e 2010 para eventos refletirão nas atuais negociações (aumentos mais elevados). Uma das respostas esperadas dos compradores para tarifas elevadas é a realocação do portfólio de tarifas de contratos com hotéis, para incluir mais upscale, select service e limited service hotéis no lugar de propriedades upper upscale e luxury. As estimativas apresentadas pelo reitor divisional da NYU-NCPS, Bjorn Hanson, foram baseadas em entrevistas selecionadas com executivos da indústria e gestores de viagens corporativas, análises e dados financeiros da indústria, pres releases e informações disponibilizadas em websites de hotéis e suas bandeiras.

(Fonte : Business Travel Magazine)

SP TEM MAIS VOOS QUE TODAS OUTRAS CIDADES DA COPA JUNTAS


São Paulo tem mais voos internacionais do que todas as outras sedes da Copa de 2014 juntas. São 662 voos semanais (56,8%), enquanto o Rio tem 241 (20,7%) e Brasília, 43 (3,69%). Os dados fazem parte de estudo inédito da São Paulo Turismo (SPTuris), elaborado para fazer um diagnóstico da situação da malha aérea.
Conforme o estudo, os aeroportos paulistas têm voos diretos para 48 cidades do mundo. Natal (RN) tem apenas um voo internacional e Cuiabá (MT), nenhum. A disparidade de oferta faz de São Paulo e do Rio, que tem ligação direta com 29 cidades do mundo, destinos obrigatórios para a maioria dos passageiros que vem de fora e segue para outras cidades brasileiras. Ou para os que saem de outros Estados rumo ao exterior.
A centralização traz inconvenientes aos passageiros. Moradora do Recife (PE), a executiva de comunicação Paula Lourenço enfrentou uma maratona para poder curtir as últimas férias em Nova York. "Embarquei do Recife para São Paulo pela manhã, no dia 28 de julho. Tive de aguardar até o início da noite em Guarulhos para fazer o check-in e embarcar, por volta das 22h, para os Estados Unidos. Só cheguei lá no dia seguinte, pela manhã. Estava exausta. Foram quase 24 horas de viagem", diz.
Na Copa, são esperadas aproximadamente 600 mil pessoas. "O problema não é a quantidade de visitantes, que poderia ser absorvida, mas que eles chegam juntos. E têm data para vir e para ir", afirma Luiz Sales, diretor da SPTuris. Os voos vindos da Europa e dos Estados Unidos, por exemplo, chegam ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, de manhã. Nesse período do dia, a concentração de pessoas no embarque e desembarque beira 5 mil. À noite, às 22 horas, atinge-se um pico de 5.111, segundo a pesquisa.
O acúmulo de passageiros pode acarretar filas para pegar as malas, conseguir táxis e até comer um sanduíche nos restaurantes do aeroporto. Na tentativa de ajudar a planejar uma melhor maneira de acolher essa multidão de visitantes, a SPTuris pretende encaminhar a pesquisa para secretarias, ministério e órgãos públicos envolvidos no evento.

OPORTUNIDADE

Se para os turistas passar por São Paulo pode ser um inconveniente, para a cidade isso pode virar uma oportunidade. A ideia da SPTuris é tentar reter esses "turistas acidentais" por aqui ao menos por um dia. Os trabalhos de promoção da cidade devem centrar fogo nos alvos mais fáceis de se convencer: pessoas de países que têm voos diretos para cá.
Outro ponto avaliado pela SPTuris é a frequência de voos domésticos entre as cidades-sede. Mais uma vez, a maioria é entre os municípios do Sudeste (53,4%), seguidos por Nordeste (19,1%), Sul (12,9%) e Centro-Oeste (12,1%). O Norte, com Manaus (AM) na Copa, tem só 2,6% da frequência de voos entre as cidades-sede.

(Fonte : Jornal O Estado de São Paulo / imagem divulgação)