terça-feira, 24 de julho de 2012

INDÚSTRIA NACIONAL TERÁ PRIORIDADE NOS INVESTIMENTOS DA COPA E OLIMPÍADA



O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, assinou nesta segunda-feira termo de cooperação com entidades representantes da indústria para garantir maior participação da produção nacional na execução de obras da Copa do Mundo da Fifa (2014) e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016).
Uma comissão, que contará com membros da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), irá acompanhar as concorrências para aquisição de bens e serviços ligados aos eventos esportivos, divulgando relatórios bimestrais que apontam o percentual de participação das empresas brasileiras.
A medida, de acordo com o ministro, serve de estímulo à geração de emprego, ao desenvolvimento da indústria nacional e à preservação da tecnologia nacional. Embora o País não seja capaz de produzir os bens e oferecer serviços necessários aos eventos em sua totalidade, o termo visa a aumentar as fatias dessa participação. "A totalidade de equipamentos e serviços é uma meta impossível, mas devemos buscar o índice máximo de nacionalização utilizando os caminhos possíveis", disse Aldo Rebelo, ministro do Esporte.
Embora o documento não traga metas percentuais para os setores, segundo o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, a indústria nacional tem capacidade de oferecer 80% dos equipamentos de ginástica. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, estima que a associação consiga disponibilizar 70% dos bens. Barbato também acredita que o setor elétrico seja capaz de oferecer 100% e que o setor de telecomunicações fique entre 60 e 70%.
Os mecanismos para aumentar a preferência pela produção nacional, de acordo com o ministro do Esporte, já estão presentes na legislação. "Mas nem sempre são utilizados por falta de uma articulação maior entre aquele que adquire o equipamento, o que fornece no Brasil e o próprio governo", disse. Um exemplo é a aplicação da Lei de Preferência Nacional, cujos produtos e serviços com preços até 25% maiores que os estrangeiros ganham prioridade.
O importante, na opinião do presidente da Abimaq, é que não ocorra como nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando a indústria brasileira foi prejudicada. "Quase 100% dos equipamentos da ginástica foram importados. O governo do Rio de Janeiro deu isenções de ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, PIS Programa de Integração Social, Cofins Programa de Integração Social, e nós perdemos todas as concorrências", lembra.

(Fonte : Terra Notícias)

MEGAEVENTOS PODEM SER ELEVADOR PARA O RECEPTIVO



A Olimpíada de Londres, que começa na sexta-feira, é emblemática para o Brasil, pois a seguinte, em 2016, é a do Rio de Janeiro. O presidente da Embratur, Flávio Dino, conta abaixo como o Brasil vai se mostrar ao mundo durante o evento londrino e as oportunidades que virão com os grandes eventos esportivos que receberemos. Segundo Dino, enquanto o turismo emissivo sobe de elevador no Brasil, o receptivo está subindo de escada. Mas Dino acredita que os megaeventos que vêm por aí podem funcionar como um elevador para a recepção de estrangeiros.

"O MUNDO SE ENCONTRA NO BRASIL

Nesta semana, acompanharei a presidenta Dilma em sua viagem a Londres, por ocasião do inícidos Jogos Olímpicos. As Olimpíadas deste ano serão o último megaevento esportivo antes da Copa das Confederações de 2013, que já se realizará no Brasil, dando sequência à série de grandes eventos que iniciou com a Rio+20 em junho último.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, contribuiu para que o Brasil tivesse um recorde de desembarques internacionais para o mês de junho – quando o encontro ocorreu. Além disso, somente nos quatro dias de eventos oficiais os participantes credenciados deixaram na economia do Rio cerca de R$ 68 milhões.
Na Embratur, encomendei uma pesquisa de opinião com os estrangeiros que estiveram na Rio+20. Os resultados me surpreenderam positivamente. Mais da metade dos entrevistados estavam no Brasil pela primeira vez e quase todos – 97% deles – manifestaram desejo de voltar ao País. Ou seja, os megaeventos renovam o público de turistas que o país recebe. Mais: para 59% dos entrevistados, a viagem para a Rio+20 melhorou a imagem que tinham do Brasil. À percepção de um país de “pessoas simpáticas” e “paisagens bonitas”, foi acrescida a ideia de um país que “está se desenvolvendo”.
Essa melhoria de percepção do País, obviamente, reflete-se no conteúdo dos milhares de reportagens sobre o Brasil que foram divulgadas no Exterior e também na narrativa de milhares de delegados do evento, que falaram do nosso país ao retornarem às suas casas nos quatro cantos do planeta.
Esses números justificam o investimento político que o governo federal está fazendo com o lançamento, em Londres, da campanha mundial que divulgará o Brasil pelos próximos dois anos. As imagens mostrarão um país marcado pela característica que, segundo todas as pesquisas que fizemos na Embratur, mais chama a atenção do turista estrangeiro: a alegria e receptividade de nosso povo. Na campanha, destacaremos intensamente os elementos da diversidade cultural de nosso povo, que simbolizam esse jeito de ser.
Ainda em Londres, faremos, em parceria com os ministérios do Esporte, das Relações Exteriores e do Turismo, além da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a exposição Brazil at Heart (Brasil no Coração). O objetivo é mostrar a criatividade brasileira em várias áreas, como cultura, esporte e ciências. É uma forma de diversificar a imagem do Brasil, aumentando, assim, o interesse dos estrangeiros em visitar e conhecer nosso País.
Além da exposição na embaixada, o Brasil poderá ser visto em várias partes de Londres. Peças publicitárias com imagens de destinos brasileiros serão adesivadas em ônibus, táxis, paradas de ônibus e serão publicadas em jornais londrinos.
São ações que o Ministério do Turismo e a Embratur farão, em parceria com os demais órgãos de governo mencionados, com o objetivo de antecipar para 2017 a meta que está traçada para 2020, de recebermos dez milhões de turistas estrangeiros por ano. Nos últimos anos, graças à melhoria de renda do nosso povo, o brasileiro tem tido mais chance de viajar ao Exterior. Com isso, nosso turismo emissivo – ou seja, os turistas que enviamos ao Exterior – tem subido de elevador, enquanto o turismo receptivo – entrada de turistas estrangeiros – tem subido de escada.
Os megaeventos são como a chance de um elevador para fazer crescer também exponencialmente a recepção de turistas. E com esse crescimento, teremos mais emprego e renda para os brasileiros, gerados por uma cadeia produtiva de crescente relevância: o turismo.

Flavio Dino, 43 anos, é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal"

(Fonte : Panrotas / imagem divulgação)

“CORREDORES VERDES” PODEM DIMINUIR ATÉ 30% DA POLUIÇÃO NAS GRANDES METRÓPOLES



O uso de plantas nas paredes externas de prédios em uma mesma rua, criando “corredores verdes”, poderia funcionar como um filtro para a poluição nas grandes cidades, diminuindo em até 30% a quantidade poluentes no ar de grandes metrópoles, segundo um estudo britânico.
Pesquisas anteriores já previam que o aumento de áreas verdes em cidades poderia reduzir em 5% a quantidade de poluentes, mas o novo estudo conduzido por cientistas das universidades de Birmingham e Lancaster mostra que os “corredores verdes” têm um potencial mais efetivo.
Publicados no periódico Tecnologia e Ciência do Ambiente, os resultados do trabalho mostram que tais medidas poderiam ser mais eficientes do que iniciativas tradicionais.
- Até agora todas as iniciativas para tentar reduzir a poluição têm sido feitas “de cima para baixo”, como livrar-se de carros velhos, acrescentar catalisadores e até introduzir taxas de congestionamento, e elas não têm mostrado o efeito desejado. O benefício dos “corredores verdes” é que eles limpam o ar que entra e fica no espaço entre os prédios – diz Rob MacKenzie, um dos autores da pesquisa.
Os “corredores” nada mais são do que placas cobertas com plantas “trepadeiras”, que crescem acopladas a uma estrutura, colocadas sobre as paredes exteriores de construções nas cidades.
- Plantar mais (“corredores verdes”) de uma forma estratégica poderia ser uma maneira relativamente fácil de controlar nossos problemas locais de poluição – acrescenta o cientista.


VANTAGENS E DESAFIOS

Especialistas sugerem que a criação deste tipo de “corredor verde” também tem vantagens práticas, além do previsto benefício ambiental.
Similares como as chamadas “paredes verdes”, que funcionam como jardins verticais, geralmente compostas por diferentes tipos de plantas e muitas vezes criados por paisagistas, necessitam de sistemas de irrigação específicos, além de fertilizantes e cuidados mais intensos.
Já os “corredores” consistem em uma parede inteira coberta por um tipo único de planta trepadeira, mais resistente.
Tom Pugh, outro autor do estudo, lista algumas das dificuldades a serem enfrentadas. “Precisamos tomar cuidado quanto às plantas: como e onde plantaremos tais tipos de vegetação, (além de garantir que) não sejam afetadas por seca, não sejam atingidas por calor excessivo e que não sofram ações de vândalos”, diz.
Anne Jaluzot, de um grupo comunitário sobre plantio de árvores em áreas urbanas, diz que a estratégia tradicional, de plantar muitas árvores pequenas, não ajuda em nada para a biodiversidade, e o controle de enchentes e da poluição.
Ela diz que seria preferível se concentrar em regiões menores e nelas plantar árvores muito grandes, mesmo que em número menor. Ela também critica os “jardins verticais”, mais elaborados, como uma “perda de dinheiro”.
- Esses jardins verticais em geral são bonitos, mas são insustentáveis devido ao alto custo de manutenção e a necessidade de adubos. Simplesmente cobrir uma parede com plantas trepadeiras seria em geral uma solução muito melhor para prefeituras e organismos do setor – avalia.

(Fonte : BBC Brasil / imagem divulgação)

SERVIÇO PARA HOTÉIS E RESORTS BRASILEIROS É APRESENTADO AO MERCADO



O ICE (Internet Content Exchange) Portal, fornecedor para área de turismo, lança este mês seus serviços no mercado brasileiro através da ITMS – International Travel Marketing Solutions. O diretor de Desenvolvimento de Negócios da ITMS, Joseph Walker, está no Brasil desde o dia 12 deste mês, e permanecerá até o dia 25 deste mês, apresentando pela primeira vez as vantagens competitivas dos serviços do ICE Portal para o mercado de hotéis e resorts.
O ICE Portal auxilia empresas na produção, gerenciamento e distribuição de recursos visuais de alto padrão para mais de 11 milhões de pessoas mensalmente, em mais de mil sites, em nove idiomas. Com equipe própria especializada, o ICE Portal produz fotografia de alta resolução, tours panorâmicos de 360 graus, transmissão de vídeo em HD, eBooks (livros online) e WebShows – montagem de fotos que dão origem a vídeos de alta qualidade com música e voz.
A empresa detém um canal de distribuição com mais de mil sites de viagens, incluindo agências de viagem online, sites de buscas como Google, além de redes sociais e plataformas como Orbiz, Expedia, Youtube e Priceline, entre outras.
Ao custo de uma taxa mínima mensal, o ICE é o parceiro ideal para as empresas de turismo que precisam distribuir suas informações e recursos visuais com rapidez e simplicidade. O ICE Portal se encarrega de distribuir no formato adequado para cada canal de distribuição. A atualização dos textos e imagens é realizada em um único sistema, que envia a nova informação automaticamente para todas as outras plataformas.
A ITMS representa o ICE Portal no Brasil. “Este é um serviço de qualidade que auxilia hotéis e resorts a tirar proveito de um canal de distribuição mundial com pouco esforço e um investimento muito pequeno”, explica Walker.
Com bases nos Estados Unidos e no Brasil, a ITMS auxilia empresas do mercado de turismo, tanto americanas quanto europeias, a introduzir seus produtos no mercado brasileiro. Da mesma forma, também orienta empresas e destinações brasileiras que desejam difundir seus produtos no mercado norte-americano e europeu.

(Fonte : Brasilturis Jornal)

AGENTES DE FRONTEIRA BRITÂNICOS FARÃO GREVE NA VÉSPERA DOS JOGOS



Agentes de fronteira britânicos vão entrar em greve na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, na próxima semana, disse o sindicato da classe na quinta-feira, o que pode causar atrasos nos aeroportos para milhares de visitantes que irão acompanhar o evento esportivo.
O PCS (Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais) disse que seus membros, incluindo funcionários de controle de passaporte, vão fazer greve no dia 26 de julho, e que se recusarão a trabalhar por horas extras entre 27 de julho e 20 de agosto devido a uma disputa sobre cortes de empregos e salários.
"As vidas dos funcionários ficaram intoleráveis por esses cortes e eles estão no ponto de ruptura", disse Mark Serwotka, secretário-geral do PCS, um dos sindicatos mais combativos da Grã-Bretanha.
"Ministros têm conhecimento sobre essas questões há muito tempo e precisam agir agora para resolver o caos que causaram."
O governo já havia condenado a ameaça de greve após o PCS anunciar na quarta-feira que os seus membros tinham votado por uma greve, indicando que apenas 20 por cento dos funcionários tinham participado da votação.
"Eu não acredito que seria certo, não acredito que seria justificado", disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Os setores de passaporte nos aeroportos ao redor de Londres têm se esforçado nos últimos meses para lidar com o alto volume e alguns passageiros tiveram de aguardar em fila por várias horas para atravessar controles de imigração no terminal de Heathrow devido à falta de pessoal.
O Ministério do Interior já havia planejado equipes extras para lidar com as centenas de milhares de viajantes esperados para chegar a Londres durante os Jogos.

(Fonte : Reuters)

PROBLEMAS EM TRENS E METRÔ DEIXAM LONDRES CAÓTICA NA VÉSPERA DOS JOGOS



O trem urbano e as principais linhas do metrô que levam ao Parque Olímpico de Londres, situado no leste da cidade, foram afetados nesta segunda (23) por grandes atrasos e diferentes problemas de funcionamento.
A central do metrô, que une o centro ao bairro de Stratford, sede da Vila Olímpica, foi suspensa depois de uma pessoa se atirar nos trilhos do trem, fazendo com que o serviço deixasse de operar na frequência habitual.
Também foram relatados atrasos no Docklands Light Railway, um trem aéreo sem motorista que percorre o leste de Londres, e na linha Jubilee, ambos em plena hora do rush, por conta de uma falha técnica com as portas.
A ferrovia urbana que cruza a cidade de leste a oeste e que chega a Stratford também teve o serviço afetado por conta de erros de sinalização.
Assim, as estradas de acesso a Londres apresentavam grandes engarrafamentos por conta das restrições de circulação impostas pelos Jogos e dos problemas com o transporte público.
Segundo a empresa de informação de tráfego Inrix, havia filas de 90 minutos na rodovia M40, que dá acesso à Londres, e nas estradas A12 e A13, que dão acesso ao leste da cidade.
O prefeito da capital britânica, Boris Johnson, incentivou os motoristas a evitarem o centro urbano durante os Jogos Olímpicos, que começam na sexta-feira.

(Fonte : EFE / imagem divulgação)

NOVA REGRA DA ANAC PREVÊ INDENIZAR, NA HORA, PERDA DE MALA



O passageiro que tiver a bagagem extraviada receberá da companhia aérea, na hora, o equivalente a R$ 305, de acordo com uma norma em elaboração na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
A ajuda de custo imediata é uma das novidades que a agência prevê para substituir a norma atual sobre bagagens, que é de 2000.

A Folha obteve uma prévia do texto, que também estabelece, entre outros pontos:

1) em voos domésticos, a empresa aérea terá até sete dias para devolver a bagagem extraviada ao passageiro; hoje, esse prazo é de 30 dias.

2) passados esses sete dias, a indenização deve ser paga em até uma semana. Hoje, não existe prazo. O valor máximo equivale a R$ 3.450 - padrão internacional-, mas nada impede o passageiro de ir à Justiça caso ache que a quantia não repare o dano.

Normas da Europa e dos EUA não determinam prazo para ressarcimento em caso de extravio de bagagem.

BAGAGEM DE MÃO

Pelas novas regras, mudarão também as normas para bagagem de mão. Hoje, o passageiro pode entrar no avião com no máximo 5 kg - com frequência, porém, excessos são tolerados pelas empresas.
A Anac propõe que o passageiro fique liberado para levar na mão ao menos 5 kg. Na prática, poderá levar mais do que isso: a definição do peso e das dimensões caberá às empresas aéreas. A Folha apurou que essa parte do texto pode sofrer alterações.
O texto também proíbe as companhias de cobrar pela bagagem de mão. Abre ainda a possibilidade de as empresas oferecerem desconto ao passageiro que viajar apenas com a mala de mão, sem bagagens para despachar.
Quem descumprir as novas normas fica sujeito a multa de R$ 15 mil. Problemas com bagagens são o quarto item no ranking de queixas aos juizados especiais dos aeroportos de Cumbica e Congonhas - foram 198 de janeiro ao dia 15 deste mês, de acordo com o Tribunal de Justiça de SP.

ÍNDICE DE QUALIDADE

A agência quer criar ainda um índice para monitorar a qualidade do serviço. As empresas terão de enviar mensalmente o total de indenizações pagas e de bagagens extraviadas e comprovantes de que cumprem a norma.
As companhias com desempenho insatisfatório serão multadas. Não enviar o relatório de qualidade ou informar dados falsos ou imprecisos rende multa de R$ 100 mil, ainda segundo o texto.
O texto ainda está em fase de alterações, segundo a Anac. A minuta final será submetida à diretoria da agência e, depois, aberta a consulta pública. Então, será publicada uma resolução.
A agência não fala em prazos. Dois representantes das companhias aéreas que participam das discussões com a Anac, entretanto, disseram que a norma será lançada nos "próximos meses".

SETOR CRITICA TEXTO, MAS ACHA DIFÍCIL TER GRANDES MUDANÇAS

Dois representantes de companhias aéreas criticaram -pedindo anonimato- as medidas que a Anac pretende implantar nas normas de transporte de bagagens.
Oficialmente, empresas e entidades do setor têm evitado fazer pronunciamentos.
Entre os pontos criticados está o prazo de sete dias para a devolução de bagagem extraviada em voo doméstico, sob pena de ressarcimento ao passageiro. O tempo é considerado curto demais.
Outra ressalva diz respeito à multa de R$ 100 mil caso a empresa não repasse informações à agência sobre extravios de malas. Para eles, o valor é "desproporcional".
Houve um elogio: à iniciativa da Anac de pedir sugestões às empresas antes de elaborar a minuta de resolução que irá a consulta pública.
Os dois dirigentes, no entanto, consideram ser improvável haver alterações expressivas no texto - ou seja, a tendência é que a regra de fato endureça para as companhias aéreas em breve.
Para as empresas, ir à Justiça para derrubar a regra é descartado, pois elas querem evitar confronto com a Anac. Além disso, avaliam que a chance de êxito é pequena.

JUSTIÇA MANDA TAM RESSARCIR CLIENTE EM R$ 15 MIL

A Justiça mineira determinou que a TAM pague mais de R$ 15 mil de indenização a um passageiro que teve a bagagem extraviada. O caso foi julgado em segunda instância em 4 de julho.
O soldador Paulo de Oliveira Santos, 44, teve uma mala extraviada em agosto de 2009, quando pegou um voo de São Paulo a Belo Horizonte. Ele voltava de Boston (EUA), onde mora.
Santos diz que levava videogame, notebooks, webcams e ternos, entre outros produtos, avaliados em cerca de R$ 9.800. Ao receber a mala nove dias depois, viu que os itens tinham sido trocados por sandálias, chinelos e até calcinhas.
"Eu trazia presentes para a minha família. Quando a mala chegou, todo mundo estava reunido para ganhar as coisas. Quando abri, ninguém acreditou", disse.
Segundo ele, a mala chegou de Manaus com etiqueta e cadeado fechado.
Ele afirma que procurou novamente a TAM, mas foi informado de que "não poderiam fazer nada".
Além do valor perdido (que ainda deve ser corrigido), a Justiça determinou que a companhia pague R$ 6.000 por danos morais.
O desembargador Fernando Caldeira Brant, relator do processo, afirma na decisão que Santos teve a honra ofendida e que o extravio de bagagens tem se tornado "fato corriqueiro".
Procurada, a TAM declarou que só se manifesta nos autos do processo. Quando recorreu da primeira decisão, disse que Santos não havia comprovado os danos materiais e que o valor da indenização era excessivo. A empresa ainda pode recorrer.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / imagem divulgação)