segunda-feira, 11 de abril de 2011

6º SALÃO DO TURISMO INICIA COMERCIALIZAÇÃO DE ESPAÇOS E PREVÊ CRESCER 10% EM VISITANTES


Responsável pela organização do 6º Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, a Promo Inteligência Turística já iniciou a comercialização dos espaços. A feira ocupará, no mínimo, uma área de 35 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi (São Paulo). No entanto, a meta é chegar a marca de 38 mil metros quadrados. Quem afirma é Gisele Lima, diretora da Promo Inteligência Turística, em entrevista exclusiva ao Mercado & Eventos. Ao lado do Ministério do Turismo (MTur), a executiva comanda todo o processo da feira deste ano. O Salão do Turismo 2011 acontece no período de 13 a 17 de julho. As 27 unidades da federação brasileira irão participar do evento em formato de macrorregiões. "Esta semana faremos uma série de reuniões com os representantes dos Estados em Brasília para definir as inovações de cada localidade", diz Gisele, mencionando que somente para a parte institucional estão sendo investidos R$ 10,4 milhões. Já a área comercial do Salão ocupará quatro mil metros quadrados e reunirá empresas de diversos segmentos do turismo como operadoras de viagens, companhias aéreas, redes hoteleiras, companhias marítimas e outros. Os Estados do Ceará, Santa Catarina e São Paulo já garantiram seus espaços na área comercial. "Também já fechamos com a CVC Operadora. Ela terá um estande com 200 metros quadrados", adianta Gisele Lima. A estimativa, segundo a diretora, é estar com 70% da feira vendida em um prazo de 30 dias. Para que esse objetivo seja atingido, a Promo conta com uma equipe de seis profissionais focados nesse processo. Além disso, mais quatro colaboradores estão sendo contratados para alavancar novos negócios. De acordo com a executiva, a proposta é mostrar toda a diversidade da oferta turística brasileira na área comercial. As presenças de empresas do segmento de turismo receptivo, dos parques temáticos e de marcas de telefonia e de cartões de crédito serão estimuladas na sexta edição do Salão. "Qual a primeira coisa que o turista faz ao chegar de uma viagem? Ele liga o telefone e fala com as pessoas queridas, envia mensagens, compartilha uma foto. Ou seja, o setor de telefonia tem importância para a indústria do turismo e pode significar novas oportunidades de negócios. Por isso, vamos buscar a participação dessas empresas. Vamos usar nossas técnicas de convencimento", declara Gisele. Na edição passada, a feira recebeu 109 mil visitantes. Este ano, a estimativa é crescer esse número em 10%. Juntamente com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a Promo e o MTur iniciaram negociações para promover a oferta de roteiros turísticos no Salão partindo de diversos Estados brasileiros. "A secretária Nacional de Política do Turismo do Mtur, Bel Mesquita, solicitou o apoio da Braztoa para que consumidores de outros estados possam estar presentes na feira. O grande desafio é aumentar a curva de brasileiros viajando pelo país", ressalta a diretora. Até o final desta semana, será estabelecida uma data para o lançamento oficial do 6º Salão do Turismo com os horários de funcionamento e as atrações das áreas temáticas. Gisele Lima antecipa que o formato principal da feira será mantido. Estão garantidos os espaços para as Manifestações Culturais, para a Agricultura Familiar, Núcleo de Conhecimento, Bolsa de Negócios e para o Artesanato. "Para essa última área, a ideia é trazer uma diversidade maior e para isso devemos aumentar o espaço dedicado as artes brasileiras", conta.

(Fonte & foto: Mercado & Eventos)

AEROLÍNEAS ARGENTINAS OPERARÁ MAIS VOOS PARA BUE E NOVA ROTA RIO-IGUAZU

A Aerolíneas Argentinas anunciou um significativo aumento de oferta entre o Brasil a Argentina, que implementará em etapas e deverá estar concluído até o próximo dia 11 de julho. A rota São Paulo-Buenos Aires ganhará mais dois voos diários para o Aeroparque (AEP), totalizando 8 voos diários - um dos quais (o AR1277) para Ezeiza (EZE), para conexão com o voo para a Oceania às terças, quartas, quintas, sextas e domingos. Também haverá aumento na oferta entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires. As atuais cinco freqüências diárias ganharão mais uma, a sexta, todas operando no AEP. Na rota Porto Alegre-Buenos Aires (AEP), que a Aerolíneas opera com uma freqüência diária, não haverá por enquanto alteração de freqüência. O destaque é para a nova rota que ligará com voos diretos o Rio de Janeiro (GIG) a Puerto Iguazu (IGR), inicialmente com três freqüências semanais, às terças, quintas e domingos. Mais informações: tel. 0800 7073313 0800 7073313 ou http://www.aerolineas.com/

(Fonte : Business Travel Magazine)

TINTOS DA ÁUSTRIA TRAZEM ALGUMAS BOAS SURPRESAS



Os vinhos brancos da Áustria são os queridinhos dos sommeliers mais sofisticados do mundo há já alguns anos - mas estarão os bebedores de vinho prontos para os tintos austríacos? Em San Francisco, berço do vinho californiano, o "Chronicle" dedicou no mês passado um longo artigo sobre eles. E, em agosto passado, uma degustação às cegas foi realizada com os provadores mais competentes de Cingapura, que acabaram preferindo os pinot noirs austríacos a muitos famosos da Borgonha. Por isso, decidi pela primeira vez, na recente degustação genérica de vinhos austríacos em Londres - um evento realizado todos os anos no Institute of Directors (IoD) - ignorar os brancos produzidos no Danúbio e provar apenas tintos - em sua maioria produzidos ao sul e a leste de Viena, onde se dissemina o calor proveniente da Panônia húngara. Posso dizer que esses vinhos são fascinantes, pois minha velocidade de degustação parecia apenas cerca de metade da habitual, e acabei (pela primeira vez) sendo enxotada para fora da sala de provas pelos funcionários do evento, que ostensivamente recolhiam garrafas, copos, e baldes de gelo ao meu redor. Quanto à qualidade dos tintos austríacos em exposição no IoD, identifiquei alguns muito, muito entusiasmadores, mas, talvez, não o suficiente para que eu fizesse uma recomendação geral no sentido de que os amantes do vinho deveriam rumar decisivamente para a planície da Panônia em busca das emoções do vinho. Parece, efetivamente, valer a pena pagar algum extra pelo engarrafado por um único vinhedo, geralmente vendido por valores mais próximos de £ 20 do que de £ 10 a garrafa. Dito isso, notei em degustações genéricas em Londres que exportadores em potencial têm ouvido com tal frequência que o mercado britânico é perigosamente competitivo, e que os compradores de vinho britânicos são terrivelmente mesquinhos, que alguns tendem a não se preocupar em mostrar seus melhores vinhos. (Isso ficou evidente, por exemplo, na recente degustação inaugural de genéricos em Londres de - acreditem ou não - vinhos turcos.) O que a Áustria pode oferecer, porém, é um trio de verdadeiramente notáveis variedades de uvas tintas. Uma delas, a zweigelt, é capaz de produzir vinhos exuberantemente frutados que, em sua forma usual não armazenada em barris de carvalho pode proporcionar uma bebida encantadora por menos de £ 10 a garrafa. Uma boa introdução aos sabores da zweigelt é o da safra 2009 de Johanneshof Reinisch, admirado produtor da área chamada Thermenregion. Esse é um grande e ousado vinho que de alguma forma, tanto em sabor como em seu aspecto visual, violáceo - talvez porque pareça recheado com berries. Mas eu me surpreendi admirando dois exemplos muito mais sérios de zweigelt. O Girmer 2008 da K+K Kirnbauer é produzido a partir de vinhas zweigelt com 52 anos de idade cujas raízes atingem profundidades de até 25 metros sob o vinhedo em Mittelburgenland. Repleto de energia, foi envelhecido durante 18 meses em barris de carvalho plantados numa floresta de propriedade da mesma família, tornando-o um produto verdadeiramente local. Franz Leth, cujos vinhedos são cultivados nos profundos solos "loess" (um solo fértil de coloração amarela, formado por sedimentos depositados pelo vento) de Wagram, produz zweigelts particularmente notáveis. O modelo em que se baseia o Leth Klassik 2009, não envelhecido em barris de carvalho, são os tintos exuberantes produzidos na Áustria no final do século 20 com o uso de pequenos barris de carvalho. (Uma das razões pelas quais o momento pode ser perfeito para os tintos austríacos é que os vinicultores do país puseram fim a seu romance com as barricas e agora têm um relacionamento mais equilibrado com o carvalho). Leth também produz o talvez mais dramático zweigelt de todos, o Gigama, feito apenas em boas safras, com colheita tardia. Outro uva boa para tintos e a sankt laurent, cujas origens são obscuras, mas cujos vinhos são invulgarmente aveludados. Os vinhos tendem a ser voluptuosos e podem ser um pouco adocicados, faltando-lhes a estrutura e, talvez, a longevidade dos melhores pinot noirs austríacos. Novamente, Johanneshof Reinisch, da Thermenregion, apresentou um de meus exemplos favoritos: seu Holzspur 2004, quase um Côte-Rôtie, defumado e dotado de uma textura de cetim. É uma maravilha produzida a partir de vinhas de muito baixo rendimento plantada pelo avô do atual incumbente, Michael Reinisch. Em Burgenland, ao sul, às margens do Neusiedlersee (lago na fronteira com a Hungria), tanto Pittnauer como Umathum produzem belos sankt laurents. Mas a variedade de uva provavelmente mais propensa a colocar os tintos austríacos no mapa é a blaufränkisch, conhecida como kékfrankos do outro lado da fronteira, na Hungria, e lemberger, no sul da Alemanha e no Estado de Washington (EUA). Ele apresenta a mais atraente combinação (atualmente na moda) de vinhos semiencorpados do que encorpados e, um aroma refrescante e a capacidade de transmitir diferenças bastante sutis de terroir com precisão, ao menos na Áustria. A maior concentração do fascinante blaufränkisch fica em Burgenland, sendo que o vinho produzido em Leithaberg, na margem ocidental do Neusiedlersee, é tão nitidamente mineral que ganhou sua própria denominação de origem. Grüner veltliner pode ser ainda mais difícil de pronunciar do que blaufränkisch, mas seu sucesso em parte tem sido, provavelmente, devido à sua abreviatura frequente Gru-Ve, ou simplesmente GV. Temo ser improvável que uma boa sigla para o tinto austríaco.

(Fonte : Financial Times, com publicação no J. Valor Econômico / imagem divulgação)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

BNDES PRETENDE REDUZIR EMPRÉSTIMOS EM R$ 30 BI



Medida abre espaço para maior financiamento privado de longo prazo


O BNDES espera reduzir em R$ 30 bilhões o volume de empréstimos neste ano e, assim, deixar espaço para fontes privadas de financiamento de longo prazo. "O volume de projetos aprovados, que somam perto de R$ 190 bilhões, significaria chegar ao final do ano a algo em torno de R$ 165 bilhões, se tivéssemos "funding". Não é o nosso objetivo", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante evento sobre títulos privados. Segundo Coutinho, o sucesso do banco neste ano será a moderação e não a ampliação do volume emprestado. Ele prevê uma alta de 8% a 10% nos investimentos do país neste ano. "Temos um desafio de [financiamento privado] de R$ 200bilhões. Mas isso não acontece da noite para o dia. Num horizonte próximo, acho esse número [R$ 30 bilhões] realista", disse o economista Armando Castelar, no mesmo evento. Coutinho afirmou já ter observado desaceleração nos empréstimos no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e acredita em queda maior no segundo trimestre. Para o segundo semestre, a Anbima (associação de entidades dos mercados financeiro e de capitais) espera emissões de títulos privados no Novo Mercado. A expectativa é que esse novo modelo se some a estímulos fiscais anunciados pelo governo em 2010 e ajude a ampliar o mercado de renda fixa para que ele possa servir de fonte alternativa de financiamento às empresas. O BNDES destinará R$ 10 bilhões para estimular a compra desses títulos.


(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

PARA VIAGEM


O cartão pré-pago de viagem American Express GlobalTravel Card passa a ser comercializado no Brasil pelo Bradesco. O cartão pode ser carregado em dólar, libra e euro e usado nos caixas eletrônicos do exterior que aceitam a bandeira.

(Fonte : Col. Mercado Aberto – J. Folha de S. Paulo)

ABRACORP VENDEU 5,25 MILHÕES PERNOITES EM HOTÉIS NACIONAIS EM 2010


Na semana passada a ABRACORP - Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas divulgou as estatísticas consolidadas de seus membros no exercício de 2010, apresentando um movimento total de R$ 7,264 bilhões. As vendas de hospedagens nacionais representaram R$ 1,024 bilhão ou 14,10% das vendas totais da Associação. Foram vendidos 5.251.599 room nights, com uma tarifa média de R$ 195,00. O número de room nights de hotéis de redes associadas ao FOHB chegou a 2.202.846 ou a 41,95% do total. Em relação ao movimento de 2009, as vendas de hotéis cresceram 27,69% no ano passado. No ranking de redes hoteleiras divulgada pela ABRACORP, as quatro primeiras operadoras mantiveram as mesmas posições de 2009. Destaque para a variação anual das vendas das redes Transamérica (+47,96%), Intercity (+39,21%), Windsor (+34,72%) e Atlantica (+30,87%). Destaque também para a Sol Meliá, única rede cujas vendas caíram em 2010, e para o aumento de 32,32% nas vendas de “outros hotéis”, cuja participação nas vendas totais de hotéis nacionais chegou a 66,23% (63,91% em 2009) - mostrando que os hotéis independentes estão crescendo a uma taxa superior aos de rede.

(Fonte : Business Travel Magazine)

FMI CONDICIONA CONTROLE DE CAPITAL A CÂMBIO VALORIZADO E JURO BAIXO


Com a oposição do Brasil e de outros países emergentes, a diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um novo arcabouço, divulgado ontem, que servirá de roteiro para as suas recomendações sobre controles de capitais. Antes de barrarem os fluxos de divisas, diz a nova orientação, os países devem adotar um conjunto de políticas macroeconômicas, como permitir a valorização do câmbio, acumular reservas internacionais e baixar os juros, quando possível. Do ponto de vista prático, o FMI não tem poderes para impor as suas recomendações, exceto quando os países membros tiverem que cumprir condicionalidades em eventuais programas de empréstimos feito pelo organismo. "Esse arcabouço será usado pelo fundo como base para fazer recomendações sobre políticas para todos os países membros," afirmou Aasim Hussain, consultor do departamento de políticas e estratégias do FMI. "Ao longo do tempo, ele será ajustado com base na experiência." O trabalho ainda não está terminado, disse o FMI, e vai incluir também uma avaliação das economias que geram os fluxos de capitais. No trabalho do dia a dia, as orientações servirão de guia para os técnicos ao fazer a revisão da política econômica de cada um dos seus membros. Também se juntará à base teórica que dá suporte aos relatórios do organismo, como o Panorama Econômico Mundial. O novo arcabouço é formado por nove recomendações. A primeira delas é deixar sua moeda se valorizar, no caso de economias com taxa de câmbio subvalorizada. A recomendação seguinte é comprar divisas no mercado para reforçar as reservas internacionais, quando ela está abaixo de seu valor ideal. O último passo macroeconômico é baixar os juros, se a economia não está superaquecida, e apertar a política fiscal para tirar a sobrecarga dos instrumentos monetários. De forma geral, só depois de atendido os três pré-requisitos macroeconômicos o país deve partir para os controles de capital propriamente dito. Mas há algumas exceções. O aperto nos compulsórios feito pelo Brasil no ano passado, afirma o FMI, é um exemplo de medida com efeitos indiretos nos fluxos que pode ser tomada mesmo antes de cumpridas as etapas macro. A exceção não se aplica, porém, à taxação com o IOF sobre investimentos estrangeiros. Como regra geral, dizem as novas diretrizes do FMI, os países não devem adotar controles de capitais se não lidarem antes com políticas fiscais que alimentam a demanda agregada quando a economia já está superaquecida. Mas o FMI diz que os controles podem ser um instrumento auxiliar para conter os fluxos de capitais enquanto as eventuais medidas fiscais não fazem efeito. Quando adotar controles, diz o FMI, os países devem procurar não discriminar entre residentes e não-residentes. Os controles devem ser proporcionais aos riscos criados pelos fluxos de capitais, e devem ser suprimidos assim que o perigo desaparecer. Boa parte das recomendações foi feita com base na experiência recente de controle de capitais em sete países, entre eles Brasil, Coreia e Peru. O FMI também fez um exame de 22 economias que apontou que pouco menos de um terço delas estariam prontas a usar controles de capitais, depois de atender aos critérios de valorização cambial, acúmulo de reservas e baixar os juros. O diretor para o Brasil e outros sete países da América Latina e Caribe no FMI, Paulo Nogueira Batista Jr., considera que o novo arcabouço é um retrocesso em relação a um outro documento divulgado no ano passado de autoria dos técnicos do FMI. "Os controles de capitais são o último passo, no fim de uma longa lista", disse ele, enfatizando estar opinando em caráter pessoal. Para ele, se uma economia estiver lidando com um fluxo de capitais de natureza temporária, os controles muitas vezes devem ser o primeiro remédio a ser adotado, e não devem se subordinar a medidas macro. No papel, afirma, a ideia de que os países devem atender alguns pré-requisitos macroeconômicos pode fazer sentido, mas executar as coisas no mundo prático é bem diferente. "São bem conhecidas as dificuldades em identificar a taxa de câmbio de equilíbrio, o hiato do produto e o nível ótimo de reservas", disse ele, referindo-se aos instrumentos que servem para aferir, respectivamente, se o cambio está subvalorizado, a economia está superaquecida e as reservas têm tamanho adequado. Para ele, é discutível se os técnicos do FMI estão mais capacitados a fazer esse julgamento do que as autoridades nacionais. "Isso enfraquece a noção de que as diretrizes estabelecida pelo fundo podem ter relevância prática."

(Fonte : Jornal Valor Econômico)