quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MUITO ALÉM DO TEMPERO


Estudo realizado em Angra dos Reis aponta os fatores mais importantes para o público na escolha de bares e restaurantes

Cordialidade, sabor da comida, agilidade do atendimento, conforto, apresentação da refeição e variedade do cardápio. Esses foram alguns dos itens apontados por consumidores em uma pesquisa que analisava os fatores mais importantes na escolha de bares e restaurantes.
O levantamento foi realizado em Angra dos Reis (RJ), com turistas, empresários do setor e moradores do município. O estudo faz parte do projeto Caminhos do Sabor, do Ministério do Turismo (MTur) em parceria com Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Sebrae Nacional e com apoio da prefeitura do local.
A pesquisa foi realizada com 67 consumidores, além de 30 empreendimentos gastronômicos da cidade, e foi apresentada na semana passada a representantes do setor gastronômico de Angra. Entre os itens colocados pelos entrevistados como de “alta relevância” está a acessibilidade para idosos e portadores de necessidades especiais. O item mais relevante, de acordo com o levantamento, é a higiene no preparo dos pratos, seguido pela cordialidade no atendimento.
“Do ponto de vista estratégico, a análise desses itens poderão influenciar positivamente para o aumento da competitividade das empresas de alimentação fora do lar de Angra dos Reis”, disse Luciano Paixão, coordenador geral de Qualificação e Certificação do MTur.

CAMINHOS DO SABOR

A pesquisa é importante para a realização dos treinamentos dos “Multiplicadores no Local de Trabalho (MLT)”, que acontece entre 4 e 8 de outubro. O treinamento faz parte do projeto “Caminhos do Sabor – A união faz o destino”, com o objetivo de capacitar as empresas a implementar ações que ampliem a qualidade dos serviços e produtos oferecidos.
Os temas abordados nos treinamentos são: melhoria do atendimento com ênfase na relação entre turismo e gastronomia; segurança dos alimentos e implementação das boas práticas na empresa; gestão, incluindo a geração e análise de indicadores de desempenho do negócio.

(Fonte : Ministério do Turismo)

MOBILIZAÇÃO PARA PREVENIR A EXPLORAÇÃO SEXUAL DURANTE A COPA


O Programa Turismo Sustentável e Infância (TSI), do Ministério do Turismo (MTur), e o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB) reuniu nesta quarta-feira (6) representantes de entidades nacionais e internacionais para discutir a prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no setor durante a Copa do Mundo de 2014.
O Encontro Preparatório Nacional – Oficinas Pró-Copa foi realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Convenções do Brasil 21. O evento é o ponto de partida para a segunda fase do Projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, lançado pelo MTur e CET/UnB em março.
Estiveram presentes representantes das doze cidades-sede, Ministério dos Esportes, Unicef, Ministério do Turismo da África do Sul, Comitê Nacional de Enfrentamento a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, entre outros.
O Encontro Preparatório Nacional será seguido de oficinas nas 12 cidades-sede do mundial e na subsede João Pessoa. A meta é mobilizar 390 agentes multiplicadores dos setores público e privado por meio de 13 oficinas e desenvolver uma matriz de responsabilidade para a prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes na Copa do Mundo de 2014.
O Projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo já formou 163 multiplicadores em todo país. As ações propostas envolvem os setores público e privado, especialmente os profissionais e empresários do setor turístico.

(Fonte : Ministério do Turismo)

ABAV DIVULGA PROGRAMAÇÃO DAS SALAS TEMÁTICAS


Em formato de debate, os seminários acontecerão simultaneamente e colocarão em foco temas relevantes para o setor

Nos dias 21 e 22 de outubro, das 9h30 às 12 horas, nove seminários diários e simultâneos movimentarão as Salas Temáticas da 38ª edição do Congresso da ABAV – Feiras das Américas. Não haverá, como nos anos anteriores, pré-inscrições. As vagas serão limitadas e preenchidas por ordem de chegada.
As “Rodadas de Oportunidades”, como estão sendo denominadas, terão formato de debate para estimular a interatividade. Os agentes serão colocados frente a frente com empresários de vários segmentos da cadeia produtiva do turismo para discutir os assuntos abordados.
Os seminários ministrados no dia 21 se repetirão no dia seguinte, e todos acontecerão simultaneamente. O agente, portanto, deverá escolher o tema de seu interesse e programar-se. Os segmentos que estarão no foco das discussões são Cruzeiros Marítimos, Turismo Corporativo, Assistência de Viagem, Tecnologia, Consórcio Turístico, Locação de Veículos, Operadoras, Turismo Rodoviário e Setor Receptivo.

(Fonte : Capta Comunicação)

BRASILEIRO PRETENDE VIAJAR MAIS ATÉ MARÇO DIZ NOVA SONDAGEM DO MTUR


A SONDAGEM DO CONSUMIDOR EM INTENÇÃO DE VIAGEM, realizada em setembro pelo MTur - Ministério do Turismo, mostrou um crescimento de dez pontos percentuais na intenção dos brasileiros de viajarem pelo país e para o exterior. As assinalações positivas de viagem registraram um índice de 37,5% em setembro de 2010. Em setembro de 2009 e 2008, elas ficaram em 27,0% e 29,5%, respectivamente. A intenção de viagem retrata a expectativa das famílias brasileiras para os próximos seis meses. A sondagem conjuntural é realizada mensalmente em sete regiões metropolitanas, consultando 2.100 famílias e, nesta última edição, mostra que 89% dos consultados devem viajar acompanhados.
Segundo a pesquisa, o meio de transporte que preferencialmente será utilizado é o avião. Essa opção por viagens aéreas também aumentou, registrando 57,5% em setembro deste ano, contra 42,7% do mesmo período no ano passado. “É importante destacar que em todas as faixas de renda familiar do universo pesquisado, o meio de transporte preferido para as viagens foi o avião”, disse José Francisco Lopes, diretor do departamento de Estudos e Pesquisas do MTur.

(Fonte : Business Travel Magazine)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

COMPANHIA AÉREA URUGUAIA APOSTA EM EXPANSÃO NO BRASIL


Empresa aumentou frequência de voos a São Paulo e terá mais dois destinos no país

De olho no crescimento do mercado aéreo brasileiro, a companhia uruguaia Pluna prevê que quase metade da sua receita (45%) virá do Brasil num prazo de dois anos.
Atualmente, o país é responsável por cerca de 35% dos seus ganhos, percentual que vem crescendo -há três anos ficava entre 18% e 20%.
"O potencial de crescimento do setor aéreo no Brasil é enorme. Esperamos que o Brasil se transforme em uma das cinco maiores economias do mundo em 2020", diz Arturo Demalde, vice-presidente da companhia.
Segundo ele, a Olimpíada e a Copa do Mundo, que serão realizadas no país, tornam o cenário ainda mais atrativo. Atualmente, a companhia voa do Uruguai para 13 cidades, 6 das quais são brasileiras. "Em cerca de seis meses, deverá subir para oito", diz, sem revelar quais.

FROTA

Para garantir o crescimento, a aérea está ampliando a sua frota, composta exclusivamente por aviões Bombardier CRJ900 NextGen, que têm capacidade para transportar 90 passageiros.
Até o final do ano, a empresa receberá três aviões. O primeiro foi entregue na última terça-feira, o segundo ontem e o terceiro está previsto para novembro.
A Pluna é a principal companhia aérea do Uruguai. O grupo argentino LeadGate detém 75% de participação da empresa, e o governo uruguaio os 25% restantes.
Neste ano, a Pluna prevê transportar 953 mil passageiros -mais do que o dobro de 2007, quando os investidores argentinos adquiriram parte do controle.
Segundo Demalde, a ampliação da frota vai resultar em um aumento de 40% na capacidade operacional da companhia. Em dois anos e meio, a empresa investiu mais de US$ 250 milhões na compra das dez aeronaves, que substituíram os cinco modelos que possuía.
No último domingo, a companhia iniciou o terceiro voo diário de Montevidéu para São Paulo -anteriormente eram dois. A partir de outubro, ela também vai ampliar as frequências para Rio de Janeiro, Curitiba e Foz do Iguaçu.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

DÓLAR ATINGE O SEU MENOR VALOR EM DOIS ANOS, E INDÚSTRIA RECLAMA - VIAGENS PARA O EXTERIOR FICAM MAIS ATRATIVAS


O dólar comercial fechou ontem com a cotação mais baixa dos últimos dois anos.
O grande fluxo de dólar na economia levou o valor da moeda americana a R$ 1,6920, recuo de 0,76%. A compra maciça de dólares pelo BC (US$ 9 bilhões) não conseguiu segurar a cotação em níveis acima do R$ 1,70.
A quebra desse limite gerou reações negativas no setor industrial exportador.
Segundo a indústria, a valorização do real tem minado a capacidade de competição da indústria nacional diante dos concorrentes internacionais.
Isso é apontado pela indústria como um "paradoxo", num momento em que o Brasil é apontado como uma grande opção de investimento em todo o mundo.
A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acusa uma parte do governo (o Banco Central) de anular todo o esforço da indústria na busca de competitividade.
"Toda a inovação, o processo de melhoria e o avanço tecnológico em busca da competitividade permitem que alcancemos, depois de muito tempo, ganhos de 3% ou 4%. O câmbio destrói isso em pouco tempo", afirmou José Velloso, primeiro vice-presidente da Abimaq.
A crítica da associação em relação ao dólar é bem dirigida. Segundo Velloso, a indústria reconhece o ingresso de dólares na economia brasileira como parte do sucesso do agronegócio brasileiro e das commodities metálicas no mercado internacional.
O problema, diz, está em boa parte no campo financeiro. "É a fuga para cá de investidores internacionais de mercados com juros baixos ou negativos em busca da taxa de 10,75%", afirma.
Harry Schmelzer Junior, diretor-presidente da Weg, uma das maiores indústrias de bens de capital do país, disse ontem que a situação cambial no Brasil tem levado a fabricante de motores elétricos a substituir a produção no país pela fabricação em unidades instaladas em outros mercados.
A iniciativa -lamentada pelo executivo- é uma forma de proteger a organização dessa atual situação da taxa de câmbio no país.
"É um grande paradoxo que estamos vivendo. O Brasil tem recebido muitos investimentos, inclusive produtivos, o que é muito bom, mas a situação cambial tem afetado muito a capacidade de produção aqui."
Além de produzir em outros países, a Weg ampliou as importações de alguns componentes para manter o poder de disputa do produto brasileiro no exterior.

JURO ALTO

Para especialistas do setor financeiro, o Banco Central segurou a queda mais acentuada do dólar. Felipe Brandão, especialista de mercados emergentes da Icap Brasil, aponta os juros domésticos como fator preponderante para esse movimento no Brasil. Segundo ele, essa situação deverá continuar.
Mas, à semelhança de outros especialistas, ele acredita em novas medidas do governo para deter a queda livre do câmbio.
"O Banco Central vai agir. Acho que o real não deve se valorizar muito mais do que a taxa de hoje [ontem]. No curto prazo, o dólar deve variar entre R$ 1,68 e R$ 1,72", diz.
Cristiano Souza, economista do banco Santander, lembra que outras variáveis podem ajudar a conter a derrocada do câmbio.
Ele nota que o enfraquecimento do balanço de pagamentos, como observado nos últimos meses, pode ser o fator estrutural que vai, inclusive, fazer as taxas oscilarem mais perto do R$ 1,80.

VIAGENS PARA O EXTERIOR FICAM MAIS ATRATIVAS

Viagens e compras no exterior, mesa farta de produtos importados nas festas de final de ano. A queda do dólar -dor de cabeça para a indústria que disputa lá ou que enfrenta aqui os competidores internacionais- é a parte favorável para os consumidores brasileiros.
Dados do Banco Central mostram que, de janeiro a agosto, os brasileiros gastaram US$ 6 bilhões a mais no exterior do que os estrangeiros desembolsaram aqui para passear pelo Brasil. É o maior saldo negativo em um período semelhante desde 1947, segundo a instituição.
Além de facilitar o acesso às viagens internacionais, a desvalorização da moeda americana é uma grande aliada do Brasil no controle da inflação.
O ingresso maciço de produtos importados amplia a competição no mercado local, o que restringe reajustes de preços dos produtos fabricados aqui. Com a desvalorização do dólar, a importação fica mais acessível.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)

ESTADOS DA COPA TERÃO LINHA DE CRÉDITO ESPECIAL


O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou ontem as companhias de energia dos Estados que receberão jogos da Copa de 2014 a contratarem financiamento para empreendimentos que não estavam previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A partir dessa decisão, investimentos em projetos de distribuição de energia ou de reparos para aumentar o potencial das linhas já existentes também terão linha específica, com limite de até R$ 350 milhões, no BNDES.
Os empreendimentos, segundo o governo, poderão aumentar a segurança e a confiabilidade do abastecimento de energia e reduzir os custos. Além disso, por se tratar de melhorias em linhas já existentes, o impacto ambiental é reduzido.
As linhas existentes no PAC eram voltadas basicamente a projetos novos.
Na reunião de ontem do CMN, ainda foram estabelecidas as condições para a concessão dos financiamentos subvencionados do BNDES.
Uma das novidades é a criação de uma linha de crédito a empresas exportadoras de bens de capital e bens de consumo com renda anual bruta de até R$ 90 milhões.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo)