terça-feira, 6 de abril de 2010

AEREAS DE FORA JÁ MOSTRAM INTERESSE EM INVESTIR NO BRASIL, SEGUNDO SNEA

O aumento do limite de capital estrangeiro em empresa aérea brasileira dos atuais 20% para 49% só deverá ser autorizado pelo governo em 2011, por causa das eleições este ano, mas companhias aéreas de fora do país já demonstram interesse em investir por aqui. A informação é do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Nomes, porém, não foram informados.
Recentemente, o fundador do grupo de turismo CVC, Guilherme Paulus, afirmou que vai voltar a negociar com a irlandesa Ryanair a venda de ações da sua controlada Webjet assim que a alteração na legislação aeronáutica for sancionada. Nos Estados Unidos, a presidente financeira da United Airlines, Kathryn Mikells, revelou, em fevereiro, que a empresa tem interesse em fusões, especialmente na América do Sul e no Brasil.
"Tem algumas empresas aéreas estrangeiras fazendo sondagens não só com companhias grandes, mas com as de médio e pequeno porte também", afirma o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins. Na avaliação do executivo, não há perspectiva de que o limite de capital estrangeiro no setor aéreo alcance 100%, embora seja esse um dos objetivos do Ministério da Defesa. "Para o país, é melhor manter a hegemonia de capital nacional numa empresa aérea", acrescenta.
Jenkins, porém, diz que as restrições de operações em aeroportos, que estão sendo implementadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), assim como os problemas de infraestrutura aeroportuária poderão reduzir o interesse de investidores estrangeiros.
Já na opinião de dois executivos do setor aéreo e do consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio, a aprovação do aumento de capital estrangeiro no setor não deverá deflagrar uma "corrida" de empresas aéreas de fora do Brasil com apetite para comprar até 49% das ações com direito a voto de companhias aéreas brasileiras.
Para eles, a mudança na legislação do setor servirá mais como uma oportunidade adicional para as maiores do setor, TAM e Gol, captarem recursos no exterior. Entre as médias e pequenas companhias, acreditam que a mudança pode incentivar um movimento de abertura de capital para poder tirar proveito da nova realidade.
"No passado, as empresas aéreas brasileiras eram totalmente contrárias. Tinham administração muito antiquada. Elas não queriam a presença de capital estrangeiro no setor", afirma o consultor Sampaio.
A avaliação do diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano, é a de que o aumento do limite de capital estrangeiro pode ser inócua. "É mais importante do ponto de vista de uma sinalização do governo para o mercado. O limite, considerando-se o capital total, vai passar de 6,7% para 16,7%. Ou seja, não é relevante", afirma o executivo. Ele também não acredita que, no futuro, não haja limitação para a participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras.
"A nossa demanda de capital está equilibrada. Mas considero a mudança muito positiva, independentemente de a Trip ter necessidade, ou não, de obter capital externo", afirma o presidente da Trip, José Mário Caprioli. A maior empresa aérea regional brasileira concluiu, em março, a transferência de 20% de seu capital votante para a americana Skywest, que também opera linhas regionais no mercado americano.
A Webjet, que é integralmente controlada pela GJP Participações, empresa do grupo CVC, avalia que a mudança na legislação do setor aéreo vai gerar mais confiança entre os investidores estrangeiros. "Não há como prever a velocidade com que o mercado reagirá", afirma o presidente do conselho de administração da empresa, Gustavo Paulus.
Na opinião do executivo, filho de Guilherme Paulus, a aviação tem potencial para atrair interesse. "Porém, negociações desse tipo envolvem inúmeras variáveis e precisam ser avaliadas minuciosamente tanto pelo lado dos possíveis investidores como na realidade das empresas que estão em operação", diz ele.

(Fonte – Jornal Valor Econômico)

PROGRAMA DE MILHAGEM ALÇA VOO PARA OUTROS SETORES

Quando surgiram no início dos anos 80, os programas de milhagem das companhias aéreas eram uma cara estratégia de fidelização. Mas o tempo dos "passivos" de milhas aéreas ficou para trás. Hoje a fidelização se tornou um grande negócio, que faz entrar dinheiro no caixa não só das companhias aéreas mas também no de bancos, locadoras de automóveis, hotéis e redes de varejo.
Esses programas têm por trás uma engenharia financeira complexa que permite transmutar em dinheiro um dos bens mais caros para qualquer empresa: a retenção do cliente.
De todas as formas experimentadas para premiar clientes fiéis, a compra de passagens com pontos de fidelidade é a que mais deu certo. É onde o cliente mais percebe que ganhou uma coisa de verdade -diferentemente de um bem físico. É essa percepção de valor que permite às companhias aéreas transformar em receita um assento que, de outra forma, voaria vazio.
"O negócio da fidelidade é uma grande sacada. Levar o cliente a preferir o seu serviço ao de um concorrente é um desafio enorme em um mundo de comoditização", disse o consultor Boanerges Ramos Freire.
"Por que um Walmart entra nesse negócio? Ele vai fazer a conta: quanto eu preciso investir para reter meu cliente? Compara com o custo de mídia, de propaganda e se fizesse um desconto. Chega à conclusão de que é melhor reter e fidelizar. O negócio é novo, mas a lógica é simples", disse Líbano Barroso, presidente da TAM.
Os bancos são os maiores compradores dessa "capacidade ociosa" das companhias aéreas -que gira em torno de 35% dos assentos. Como compram lotes gigantescos de uma vez, conseguem um preço que equivale a um terço do valor médio do bilhete.
Por outro lado, os bancos ganham quando conseguem fazer o cliente gastar mais no cartão. Para cada R$ 100 gastos no cartão, os bancos recebem R$ 1,5. Soma-se a isso o fato de que de 5% a 30% dos pontos de fidelidade de qualquer programa não são usados -o que se traduz em ganhos para os bancos.
"Esse é um negócio de escala. Essa conta depende da capacidade do banco de comprar bem e barato esse benefício para o cliente", afirmou Carlos Zanvettor, diretor de cartões do Itaú Unibanco.
Hoje, há empresas especializadas em organizar programas do tipo, como a Multiplus, gestora de pontos que nasceu na TAM. Em fevereiro, a Multiplus ganhou vida própria, foi separada da TAM e levantou R$ 720 milhões em sua abertura de capital na Bolsa. Agora pretende organizar a "fidelidade" para diferentes parceiros, com exceção da Varig/Gol, dona do concorrente Smiles.
De subsidiária, a Multiplus se tornou a maior "cliente" individual da própria TAM, responsável por trazer cerca de R$ 425 milhões -6% das receitas no ano passado (até setembro). A Multiplus revende os pontos -conversíveis em passagens aéreas- para bancos, redes de varejo e hotéis distribuírem a seus melhores clientes.
Segundo a TAM, as passagens vendidas para a Multiplus custam só entre 10% e 15% menos do que a média das passagens vendidas aos passageiros. "Na TAM, não tem diferença se o passageiro comprou a passagem ou trocou por pontos", disse Barroso.

Custo alto faz banco oferecer produto alternativo ao cliente

Se por um lado o prêmio em viagens é o principal estímulo para o aumento da frequência no uso de cartões de crédito, as milhas também representam um dos maiores custos dos bancos no negócio de cartão.
Esse custo já é tão expressivo que os bancos tentam premiar com outros itens, como eletrodomésticos, diárias de hotel e desconto em restaurantes.
Segundo Carlos Zanvettor, diretor de cartões do Itaú Unibanco, há um departamento inteiro no banco que estuda os hábitos de consumo dos clientes para propor formas alternativas de premiação com um apelo tão chamativo quanto a passagem de avião para as próximas férias.
No Banco do Brasil, os clientes que não conseguem juntar pontos suficientes para voar podem trocar por produtos de menor valor ou até por créditos no celular. O Santander tem um programa de fidelidade em que o cliente pode trocar seus pontos por dinheiro na conta.
Nos EUA, bancos e emissores de cartão gastam algo como US$ 2,6 bilhões por ano na compra de bilhetes aéreos e outros produtos para seus programas de fidelidade. No mercado americano, em que o uso do cartão de débito é crescente e o de cartão de crédito está em baixa, os bancos estão oferecendo mais milhas por cada dólar gasto como forma de estimular o uso. No Brasil, não há dados consolidados.
Antigo parceiro do Smiles, o Bradesco assumiu o seu próprio programa de fidelidade quando a Varig passava por dificuldades. O cliente agora junta milhas no banco, podendo trocar por passagens tanto do Smiles quanto da TAM Fidelidade -ou outros produtos- no site do cartão. Se o cliente não tiver pontos suficientes, pode pagar em dinheiro o que falta.
"Esse produto não foi criado para competir com os programas das companhias aéreas. São complementares. Mas logo o cliente percebe que ele consegue trocar os pontos por mais aqui no Bradesco", disse Marcio Parizotto, diretor do banco.
Além de programas próprios de fidelização, o Bradesco e o Banco do Brasil possuem cartões co-branded com a Gol, e o Itaú, com a TAM. Segundo o diretor de marketing e cartões da Gol, Murilo Barbosa, os cartões co-branded são mais agressivos em termos de pontuação.
"Esse não é um mercado sem competição. Temos que ter criatividade", disse Barroso, que preside TAM e Multiplus.

Marca Smiles foi a principal herança da Varig

O grande potencial do mercado de fidelização explica por que a Gol, que comprou a Varig em 2007 e praticamente aposentou a marca adquirida, decidiu incorporar e investir na revitalização do programa Smiles.
"O Smiles faz parte de uma estratégia de fortalecimento no mercado de viagens a negócios", afirma o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior. "O Smiles é muito importante como ferramenta de fidelização para esse público."
Para Constantino, ter um programa de milhagem não compromete o conceito de empresa de baixo custo. ""A questão é como gerenciar o programa e seus custos."
Até outubro de 2008, antes da revitalização do Smiles, as chamadas receitas auxiliares (carga, Smiles e outras receitas) representavam de 6% a 8% do total da Gol.
No final do ano passado, a fatia das receitas auxiliares subiu para 14%, com o Smiles representando mais da metade desse segmento.
A Gol recebeu o Smiles com 5 milhões de usuários cadastrados e hoje já conta com 6,7 milhões.
Com a crise da Varig, a TAM passou a explorar sozinha esse mercado, até a revitalização do Smiles.
"Antes de a Gol começar a operar o Smiles, os bancos e outros parceiros compravam 3% da gente. Agora já temos 30% do mercado", diz o diretor da Gol Murilo Barbosa.



(Fonte – Jornal Folha de S. Paulo – Ed. Dinheiro)

ESPETO


A rede de churrascarias Barbacoa irá inaugurar a sua primeira filial na Europa nos próximos meses. O sócio Ademar Sguissardi do Carmo acaba de voltar de Milão, na Itália, onde escolheu terreno e cuidou de licenças para a abertura da loja.
"As obras irão começar no final deste mês, e dentro de quatro meses, no máximo, a unidade estará funcionando", diz Carmo.
O investimento é da ordem de 1 milhão, segundo o sócio. A cidade de Milão foi escolhida pela rede por ser considerada a capital dos negócios na Itália. "É uma cidade parecida com São Paulo, voltada para o turismo de negócios. A questão da importância econômica do local foi fundamental na escolha", diz.
Além disso, a carne brasileira é bem-aceita na Europa. "É possível encontrar nas prateleiras dos supermercados", diz Carmo. A abertura da unidade de Milão estava programada para ser realizada em 2009, mas, devido à crise na Europa e à burocracia, foi adiada para este ano. Paralelamente, a empresa planeja inaugurar outra churrascaria no Brasil.

(Fonte – Jornal Folha de S. Paulo)

MUDANÇAS NO ATENDIMENTO PARA VISTOS DE ENTRADA NOS EUA DEVEM REDUZIR FILAS


Brasília - A partir do dia 05/04, quem solicitar vistos para entrar nos Estados Unidos terá que apresentar o comprovante de preenchimento do novo formulário, o DS-160, que substituiu os anteriores (DS-156,157 e 158).
A nova versão deve ser preenchida eletronicamente no endereço: https://ceac.state.gov/genniv/. Apesar de as perguntas estarem em inglês, os solicitantes poderão obter a tradução para o português, bastando passar o cursor sobre o texto.
Ao se apresentar para a entrevista no consulado, o interessado deve ter em mãos a página impressa da parte que contém o código de barras. O DS-160 é um formulário inteligente, de múltipla escolha e está sendo adotado, segundo o consulado, como forma de reduzir o tempo de espera no dia da entrevista em pelo menos 45 minutos.
De acordo com o consulado americano em São Paulo, outra mudança visando à maior rapidez no atendimento ocorrerá a partir do próximo dia 19, quando haverá restrição da entrada de solicitantes com o porte de telefones celulares, ipods, pen drives e outros equipamentos eletrônicos. A unidade de atendimento na Rua Henri Dunant, 500, na Chácara Santo Antônio, é o posto que mais emite vistos dos EUA.
O consulado justificou que, atualmente, esses equipamentos são armazenados
após a entrada do solicitante no prédio, consumindo, portanto, mais tempo até a realização da entrevista. Para obter mais detalhes, os interessados podem consultar as páginas da instituição na internet: http://www.embaixadaamericana.org.br/?action=materia&id=8773&itemmenu= e http://www.visto-eua.com.br/agendamento-web/index.jsp?locale=pt_BR.

(Fonte – Ag. Brasil de Noticias)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A TEMPORADA 2009/2010 DE CRUZEIROS MARÍTIMOS REGISTRA AUMENTO DE 40%

A um mês de seu final, a temporada de cruzeiros marítimos, que começou em outubro de 2009 e segue até maio deste ano, ainda oferece roteiros para quem quer viajar a bordo. Até agora, a temporada registra aumento de 40% no número de cruzeiristas em relação à anterior. Dos 18 navios que vieram ao Brasil, 12 já se despediram e outros quatro - Grand Celebration e Grand Voyager, da Ibero Cruzeiros, Armonia, da MSC, e Vision of the Seas, da Royal Caribbean -, voltam para suas bases de origem logo após os roteiros de Páscoa, que terminam no dia 5 de abril.
Mas o navio MSC Orchestra, que permanece no País até dia 24 de abril, e o MSC Opera, cuja temporada só termina em maio, ainda oferecem 14 roteiros com saídas de Santos e do Rio de Janeiro, para os que ainda pretendem aproveitar um cruzeiro marítimo. A temporada 2009/2010 é a maior já realizada em águas brasileiras. Segundo previsão da ABREMAR - Associação Brasileira de Empresas Marítimas, 900 mil turistas farão passeios pela costa do país até o mês de maio.

(Fonte : Business Travel Magazine / Foto Divulgação)

A UE DIVULGA NOVA LISTA DE COMPANHIAS AÉREAS PROIBIDAS DE VOAR NA EUROPA


A União Européia (UE) divulgou nova lista negra de companhias aéreas proibidas de voar para a Europa, que inclui 278 empresas que não alcançaram os padrões internacionais de segurança exigidos pelo bloco. A lista negra foi introduzida pela UE em 2006 e é atualizada anualmente. A estatal norte-coreana Air Koryo recebeu uma isenção parcial, enquanto a angolana TAAG, que só podia voar para Lisboa, foi autorizada a voar para todo o continente, mas “sob determinadas condições e com aeronaves específicas”. Já a Iran Air e todas as companhias aéreas do Sudão e das Filipinas foram banidas dos céus europeus, sempre por motivos de segurança. O mesmo acontece com a Ariana Airlines do Afganistão, a Siam Reap Airways do Cambodja e a Silverback Cargo de Ruanda.

(Fonte : Business Travel Magazine / HotNews)

MANAUS RECEBE WORKSHOP DE CAPACITAÇÃO EMPRESARIAL NO TURISMO


Ação sensibiliza atores locais sobre a importância da gestão empresarial

Durante essa semana, mais uma etapa do projeto de gestão dos 65 Destinos Indutores foi implantada. Manaus (AM) foi a primeira cidade a receber, nos dias 29 e 30 de março, o Workshop “Capacitação Empresarial e Coaching”, oferecido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com o Instituto Marca Brasil (IMB).
Focado no Grupo Gestor, com conceitos administrativos e empresariais, o Workshop pretende promover o alinhamento dos atores locais sobre a importância da gestão empresarial.
O Workshop de Capacitação Empresarial é uma ação do Projeto de Gestão dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, que tem como meta a estruturação de 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional.
A primeira ação foi a Oficina de Sensibilização, realizada pelo MTur em parceria com o IMB. Após essa oficina, a empresa Módulo, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta de Gestão dos 65 Destinos (SG65), capacitou os integrantes do Grupo Gestor para a utilização do sistema.
Os trabalhos continuaram com a realização do 1º Workshop – “A Liderança no Planejamento e Gestão do Destino Indutor”. A etapa que foi iniciada essa semana, com o 2º Workshop, está prevista para acabar até o próximo semestre. Ainda será realizado um terceiro Workshop nos Destinos Indutores.
“Constatou-se que o Grupo Gestor de Manaus se empoderou do conteúdo do macroprograma de Regionalização do Turismo, do Programa de Planejamento e Gestão do Turismo e agora coloca em prática a elaboração de projetos que visam o aumento da competitividade do Destino”, disse Ana Clévia Guerreiro, coordenadora Geral de Regionalização do MTur.

(Fonte : Ministério do Turismo / Foto www.gobrasil.net/images/AM-manaus02-300.jpg)