sexta-feira, 12 de março de 2010

BRASIL PARTICIPA DA ITB 2010 EM CLIMA DE OTIMISMO


Berlim – A 44a edição da ITB começou dia 10, em Berlim, na Alemanha, e o clima reinante no estande brasileiro é de otimismo. A maior feira de turismo do mundo segue até o próximo domingo e mobiliza todas as atenções do turismo mundial e internacional.
O Brasil mais uma vez participada da ITB com estande com mais de 800 metros quadrados e há 53 cooperados – 34 mesas e 19 balcões – e a presença do ministro do Turismo, Luiz Barretto, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, que cumprem uma ampla agenda de contatos e ações junto ao quarto principal emissor de turistas para o País - o segundo da Europa.
O ministro Luiz Barretto mostrou-se bastante otimista quanto ao interesse dos alemães pelo Brasil. “Viemos à Alemanha para apresentar nossos destinos e mostrar a qualidade crescente dos nossos serviços. O turista alemão se interessa pelo Brasil e especialmente pelo ecoturismo, segmento que vemos perspectivas de crescimento”, afirmou. Antes do início da ITB 2010, o ministro visitou o estádio olímpico de Berlim para conhecer um pouco da experiência alemã na organização de uma Copa do Mundo de 2006.
A Alemanha é um dos países prioritários para a promoção do Brasil, que recebeu mais de 254,5 mil visitantes alemães em 2008. Além disso, o Brasil é líder na preferência dos turistas alemães que viajam para a América do Sul. O estudo Demanda Turística Internacional, em 2008, mostrou que 94,5% dos alemães desejam retornar.
Para Jeanine Pires, a ITB é uma oportunidade para promover toda a diversidade turística brasileira. “A ITB é muito importante para nós e apresenta muitas perspectivas de negócios e contatos para os operadores e cooperados brasileiros. O turista alemão tem grande interesse em destinos de natureza e ecoturismo, além de sol e praia e negócios”, disse.
Fechando o primeiro dia da feira, o Brasil realizou, coquetel para mostrar um pouco da modernidade brasileira com uma homenagem aos 50 anos de Brasília. Amanhã, dia 11, em parceria com o Escritório Brasileiro de Turismo (EBT) na Alemanha e a Associação de Resorts – Resorts Brasil, a Embratur realizará café da manhã para operadores e agentes de viagem alemães com o objetivo de promover e comercializar os resorts brasileiros e os destinos turísticos.
Amanhã também será realizado o Fórum América Latina com o tema “Responsabilidade Social na América Latina - assunto da moda ou futuro?”. Na ocasião, a presidente da Embratur será uma das palestrantes e apresentará para o público os conceitos brasileiros de responsabilidade social para o turismo, ao lado de um representante do Equador. À noite o Estado de Santa Catarina realiza festa para os profissionais do turismo da Alemanha.
Na sexta-feira, dia 12, a Embratur promove outro café da manhã, desta vez para divulgar o segmento de Ecoturismo e Aventura. O evento conta com as parcerias do Bureau de Ecoturismo. No mesmo dia, o Ministério do Turismo brasileiro apresenta aos alemães o programa de enfrentamento da exploração sexual infantil
TSI será apresentado na 25ª reunião da Força-Tarefa Internacional para a Proteção das Crianças no Turismo, durante a Feira Internacional de Turismo (ITB). A palestra sobre a experiência do governo brasileiro será ministrada por Elizabeth Bahia, coordenadora geral do programa TSI. A representante do MTur falará em painel sobre boas práticas e novas formas de cooperação internacional para prevenção do problema no setor de turismo.
A Força-Tarefa para a Proteção das Crianças no Turismo é uma rede global, que liga governo, setores da indústria do turismo, organizações internacionais, organizações não-governamentais (ONGs) e associações de mídia para promover o intercâmbio de informações relacionadas à proteção da criança no setor de turismo. Também participam do evento Taleb Rifai, secretário geral da Organização Mundial do Turismo (OMT); Dawid de Villiers, presidente da Força-Tarefa e da Comissão Mundial da OMT sobre Ética do Turismo; e Yoshie Noguchi, consultora do Programa Internacional da OIT para a Eliminação do Trabalho Infantil.

(Fonte : Brasilturis Jornal / 10-03-10)

HVS BRASIL LANÇA PANORAMA DA HOTELARIA BRASILERIA

A HVS Brasil, consultoria hotelaria, acaba de lançar o Panorama da Hotelaria Brasileira 2009/2010. Segundo Cristiano Vasques, consultor e analista da HVS, o boletim apresenta o panorama do mercado com um estudo minucioso em diversos destinos do país. "Retraramos através dos gráficos a tendência no mercado em geral, a receita dos hotéis, crescimento da demanda, e mesmo com uma pequena queda apresentada em 2009, agora em 2010 retomamos com índices positivos", diz.
No boletim os resultados apontam que 2009 foi um ano de altos e baixos. Os mercados mais afetados pela crise internacional apresentam melhora, e no acumulado do ano houve retração da demanda (-50%) e RevPar (-3,5% em termos reais). Os resultados trimestrais apontam uma leve recuperação para os próximos meses, e uma amostra de 21 mil unidades habitacionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. Segundo o relatório para este ano, com as atenções focadas na Copa do Mundo e Olimpíadas, o setor hoteleiro possui uma linha de crédito que disponibilizará R$ 1 bilhão para renovação e expansão da oferta hoteleira com taxas e prazos satisfatórios.
"Em 2010, o mercado começa a se aquecer e acabará recuperando espaço para aumentar a diária média. O retorno dos eventos, mercado interno aquecido, aumento no número de estrangeiros, são alguns dos fatores que motivam esse aumento de demanda. Em alguns destinos conseguimos ver um risco de crescimento exagerado da oferta, já outros algumas dificuldades para desenvolvimento, mas as condições da hotelaria brasileira para este ano são muito otimistas", enfatiza.

Panorama no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Curitiba


Em 2009, o Rio de Janeiro registrou uma leve queda de demanda (-0,9%), com elevação de diária média (2,3%) e com variação positiva da oferta (0,2%), devido à reabertura de acomodações fechadas para reforma no ano anterior; como resultado houve uma variação de 1,1% na RevPar na cidade.
Os hotéis top (diárias acima de R$ 400) apresentaram queda de ocupação (-5,4%), associada à elevação das diárias (4,5%). O resultado foi decréscimo da RevPAR (-1,2%). Os hotéis upscale (com diárias entre R$ 300 e R$ 400), alcançaram o maior aumento de diárias (8,6%), mas registraram queda de ocupação (-5,8%). A somatória desses efeitos contrários foi positiva, resultando em aumento de RevPAR de 2,3%, considerando expansão de 0,5% da oferta.
O segmento midscale (diárias entre R$ 150 e R$ 300) teve elevação da ocupação (6,3%) e retração de diária (-3,3%), resultando no maior aumento de RevPAR (2,9%).
Já São Paulo, aconteceram algumas oscilações com a crise com picos na demanda por hospedagem de -8%. A alta ocupação em dias semanais ocasionou um aumento das diárias médias (5,1%), levando em consideração uma expansão da oferta de 1,3%, o RevPAR apresentou retração de 4,5% em termos reais. "O mercado carioca e paulista, são aqueles que apresentam uma recuperação mais elevada. O Rio, por exemplo, com a realização da Copa do Mundo e Olimpíadas, e a prospecção da abertura de novos empreendimentos como o Hotel Nacional, Windsor Copaca e Glória alavancou ainda mais os números. Já São Paulo começa a se destacar ainda mais com a volta do turista estrangeiro, que faz com que grandes redes estejam com o sorriso estampado no rosto",declara Vasques.
No mercado upscale (diárias entre R$ 300 e R$ 600) - resultado devido à abertura de alguns hotéis na cidade, o que induziram um aumentou de 9,4% em 2009, porém representaram 21,3% a mais da oferta disponível em 2008, levando a uma queda de 9,8% na ocupação. Diárias médias variaram -0,3%, gerando uma diminuição de 10,1% na RevPAR.
No mercado midscale e upper-midscale (diárias entre R$ 150 e R$ 300) sem alteração na oferta e a demanda foi impactada negativamente, caindo 9,4% em relação a 2008, mesmo com a ligeira queda não interrompeu o processo de recuperação das diárias, que tiveram um aumento real de 6%. Com isso, a RevPAR registra variação de -3,4%.

Salvador

Alguns fatores foram relevantes para o desempenho dos hotéis no destino como redução de atividade econômica, competição dos resorts do litoral norte, variações cambiais e o aumento da oferta. No processo macro a diária média real teve redução de 1,4%, enquanto a ocupação retraiu-se 7,4%, resultando em queda de RevPAR de 8,7%. A ocupação apresentou redução da demanda (4,3%), decorrente da crise e da concorrência dos resorts, atrelada ao aumento da oferta de 3,3% em 2009.
No mercado Upscale (diárias acima de R$ 170), a RevPAR dos hotéis se reduziu em 7,1%, resultado de uma queda de 7,3% da ocupação, e aumento de 0,2% da diária média. Apesar do aumento da demanda (5,0%), a oferta de pernoites aumentou 13,3%, devido à abertura do Gran Hotel Stella Maris, no final de 2008 e do Pestana Bahia Residence, em meados de 2009.
O mercado econômico (diárias abaixo dos R$ 150) foi atingido mais intensamente. A ocupação sofreu queda de 7,9%, enquanto a diária média caiu 6,7%, resultando em redução de 14,1% na RevPAR. A oferta se reduziu em 3,3%, com o fechamento do Salvador Praia, e a demanda atingiu o patamar de 775 mil pernoites, 10,9% a menos que em 2008.
"Comparado a São Paulo e Rio, o mercado de Salvador apresenta resultados otimistas, com o aquecimento econômico, crescimento da oferta deve resultar em um período de baixa evolução de RevPAR, havendo, inclusive, risco de retração", pondera o executivo.

Curitiba

Para Vasques o mercado de Curitiba é algo atípico, pois com pouca demanda trouxe resultados modestos de crescimento. "Com os impactos da crise econômica e gripe suína a ocupação, em especial do mês de agosto, voltou a cair. Com o fim da exposição da doença na mídia e com a recuperação da economia, o último trimestre mostrou franco crescimento no desempenho hoteleira", completa.
No segmento midscale, a diária média foi de R$ 120, e ocupação atingiu 62%. Já no mercado Upscale, a diária não superou R$ 176 e a ocupação foi de apenas 47%. As perspectivas para 2010, é que haja a recuperação das diárias em ambos os segmentos, com índices de 5%, em termos reais. A demanda deve crescer de forma moderada, aproximadamente 5%, e a oferta aumentar 3,5%.
Para acompanhar o boletim completo acesse o endereço www.hvs.com/article/4455/panorama-da-hotelaria-brasileira-2009-2010

(Fonte : Hôtelier News / 11-03-10)

SENADORES CRITICAM DUOPÓLIO DE GOL E TAM E DENUNCIAM ABANDONO DA AVIAÇÃO REGIONAL E DOS AEROPORTOS

Os senadores da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo criticaram, em audiência pública nesta quarta-feira (10), as péssimas condições dos aeroportos brasileiros, o duopólio na aviação nacional exercido pela TAM e pela Gol, e o abandono da aviação regional, o que deixa várias cidades importantes do interior do país sem transporte aéreo.
A audiência pública não foi conclusiva porque faltaram à audiência dois convidados essenciais: a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, e o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barbosa. "Trata-se de uma desconsideração extrema", considerou o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).
Participaram do debate o diretor de Regulação de Mercado e Acompanhamento Econômico da ANAC, Juliano Noam; o diretor de Mercado Internacional da Embratur, José Luiz Viana da Cunha; o defensor público da União para a área de Direitos Humanos e Tutela Pública, André da Silva Ordacgy; e o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens, Carlos Alberto Amorim Ferreira. A audiência pública foi requerida pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).
Primeiro senador a falar, Jefferson Praia (PDT-AM), disse que há uma grande quantidade de vôos clandestinos na Amazônia, sem qualquer controle, a maioria com aviões velhos e sem manutenção adequada.
Perguntou o que vai acontecer com os 11 aeroportos pequenos interditados pela Anac no ano passado, todos com irregularidades nas pistas, todas desgastadas e invadidas por pessoas e animais.
Ele acrescentou que não há pessoal preparado nos aeroportos para receber turistas estrangeiros, principalmente na iminência da Copa do Mundo de 2014:
"Ninguém fala Inglês ou espanhol, o que deixa os turistas completamente perdidos e sem apoio", explicou, lamentando também a falta de equipamento e maquinário, o que dificulta o desembarque e a liberação de bagagens.
Mozarildo criticou o fim das pequenas empresas regionais, sufocadas pela Gol e pela TAM, que exercem "duopólio" no país.
O senador disse que as duas grandes empresas exercem concorrência predatória, o que deixa Roraima e outros estados do Norte e do Nordeste quase isolados do país.
Além disso, segundo ele, o aeroporto de Boa Vista, que deveria ser internacional, não tem qualquer vôo destinado ao exterior, seja para os Estados Unidos, para o Caribe, para a América Central ou América do Sul, embora a cidade tenha localização estratégica.
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) também criticou a ausência de Solange Vieira, da Anac, que pela quarta vez faltou a uma audiência para a qual foi convidada no Senado.
Cavalcanti disse que João Pessoa tem excesso de vôos noturnos, tanto que o aeroporto recebeu o apelido de "Bacurau", ave noturna típica do Nordeste.
Ele acrescentou que a reforma do aeroporto de João Pessoa teve como o resultado um terminal idêntico a uma rodoviária de segunda categoria.
"Foi uma meia-sola. Falta segurança, conforto, pessoas com deficiência ficam sujeitas a escadas, porque não há esteiras, leva-se quase uma hora para resgatar a bagagem de um vôo que durou 20 minutos", exemplificou.
Roberto Cavalcanti informou que, nos últimos anos, a média anual de passageiros no aeroporto de João Pessoa subiu de 448 mil para 598 mil, e em 2010 poderá chegar a mais de um milhão, todos sofrendo com as más condições e a falta de infraestrutura.
O senador disse que o passageiro que quiser ir de João Pessoa para Teresina, por exemplo, terá que vir primeiro a Brasília, porque não há vôo direto.
Cavalcanti criticou também a classificação dos hotéis turísticos por estrelas, o que tem permitido várias fraudes, inclusive informações falsas e fotos forjadas pela Internet, mostrando hotéis que supostamente seriam à beira mar, e na verdade não o são.
O senador César Borges (PR-BA) disse que a Infraero só se preocupa com aeroportos superavitários, e criticou a falta de uma política clara para o transporte aéreo do Brasil:
"Não se sabe se teremos privatização nos aeroportos ou se o Estado vai continuar monopolista, não há definições, não há regulamentação, não há nada", criticou.
O senador contou que esteve em Juazeiro, na Bahia, e queria viajar para Salvador. "Fui obrigado a pegar um vôo até Recife, de lá para Brasília e, finalmente, Salvador".
O representante da Anac, Juliano Noam, explicou que a agência não tem o poder de "fomentar" os aeroportos, dotá-los de infraestrutura e que tudo depende da definição de políticas públicas para o setor pelo governo e pelo próprio Legislativo.

(Fonte : Ag. Senado de Noticias / 11-03-10)

quinta-feira, 11 de março de 2010

DESEMBARQUES INTERNACIONAIS CRESCEM 12,23% EM JANEIRO

Primeiro mês do ano registrou 734.636 passageiros em voos internacionais no Brasil, o melhor resultado desde 2000

A chegada de passageiros em voos internacionais atingiu recorde em janeiro de 2010. De acordo com a Infraero, o primeiro mês do ano registrou o desembarque de 734.636 pessoas nos aeroportos internacionais do Brasil (voos regulares e não regulares). O resultado é 12,23% superior ao do mesmo período do ano passado (654.556 desembarques internacionais).
“O crescimento dos desembarques internacionais, acompanhado pelo recorde nos desembarques domésticos também registrados em janeiro, mostra que o turismo no país vem crescendo de maneira consistente, fruto de uma política focada de promoção do país”, afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto.
A presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, também avalia os resultados positivos. “Em janeiro, a entrada de divisas por meio dos turistas internacionais no Brasil também teve desempenho excelente, com um aumento de 14,2% em relação ao ano passado. Essa combinação – mais desembarques e mais gastos dos estrangeiros – demonstra que o turismo internacional já se recupera da retração causada pela crise econômica mundial nos dois últimos anos”.
Os voos charters (não regulares) para o Brasil tiveram aumento ainda maior: 15,1%. Foram 44.483 desembarques em janeiro de 2010 contra 38.647 no mesmo mês de 2009. Já os voos regulares tiveram crescimento de 12,05% (690.153 desembarques em janeiro de 2010 e 615.909 em janeiro de 2009). Atualmente, existem 906 voos semanais diretos do exterior para o Brasil. A América Latina responde por 50,99% das aterrissagens, seguida pela América do Norte (23,4%), Europa (22,19%), Ásia (1,77%) e África (1,66%).
O cálculo de desembarques internacionais é feito pela Infraero e inclui turistas estrangeiros e brasileiros em retorno ao País.

(Fonte : Ministério do Turismo)

EMPRESA AÉREA INFORMARÁ APERTO DE POLTRONA

Em até um ano, quem comprar uma passagem aérea de uma companhia brasileira saberá, na hora de escolher o voo, o espaço disponível entre a sua poltrona e a da frente.
A indicação do espaço útil para o passageiro será feita por meio de uma etiqueta que classificará a aeronave utilizada em cinco tipos, de "A" (maior distância) a "E" (menor).
A classificação foi apresentada ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), quase três anos depois de o governo ter incluído a exigência de que as companhias aéreas ofereçam um espaço maior para os passageiros nos aviões. Agora, com a etiqueta, o passageiro poderá escolher entre as aeronaves com melhores poltronas para voar e privilegiar voos mais confortáveis.
A classificação é obrigatória para todas as companhias brasileiras que operam voos regulares com mais de 20 assentos, sejam trajetos nacionais ou internacionais. Haverá multa para as que não se adaptarem.
A etiqueta "A" indicará distância entre as poltronas -medida entre a almofada de apoio das costas de um assento e o assento da frente- maior que 73 cm. A "E", o espaço menor que 67 cm. Todas as medidas se referem à classe econômica.
De acordo com a agência, uma medição feita em 2009 indicou que as principais companhias operavam aviões com distâncias entre 55,7 e 78 cm. A medida glúteo-joelho dos brasileiros, na média, fica entre 55 e 65 cm, ainda segundo a Anac.
A agência afirmou que não sabe ainda quantas aeronaves ganharão o selo de melhor espaço, mas que devem ser poucas as tipo "A". As companhias terão seis meses para apresentar a medição à Anac.
Em 2007, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que ele, com 1,90 m de altura, tinha "dificuldades para sentar nos voos de qualquer empresa" e declarou ter determinado a regulamentação do assunto ao Conac (Conselho Nacional da Aviação Civil). Ele foi criticado cinco dias depois pelo então presidente da Anac, Milton Zuanazzi, que disse que a ampliação beneficiaria só 5% dos usuários e aumentaria os preços.

Empresas

A reportagem questionou três empresas sobre as distâncias praticadas. A Azul afirmou que a distância entre suas poltronas é de 79 cm, chegando a 86 cm nas primeiras fileiras.
A Gol informou que segue a legislação e os padrões de segurança internacionais.
A TAM declarou que suas aeronaves seguem "os padrões internacionais das empresas que prezam pela qualidade de serviço", mas não informou a distância entre as poltronas.
A legislação atual apenas determina que a aeronave possa ser esvaziada em 90 segundos no caso de alguma emergência, sem determinar espaços, de acordo com a Anac.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / Ed. Cotidiano/ 11-03-10)

ANAC NÃO LIBERA VOO DA AEROLÍNEAS ARGENTINAS MARCADO PARA DOMINGO

Enquanto diminuem as turbulências no comércio bilateral, afetado recentemente pela aplicação mútua de licenças não automáticas de importação, Brasil e Argentina transferiram para os ares suas disputas econômicas.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria de Transportes da Argentina, companhias aéreas brasileiras e a Aerolíneas Argentinas entraram em curto-circuito nas últimas 48 horas. O problema gira em torno da abertura do Aeroparque Jorge Newbery, o aeroporto central de Buenos Aires, para voos internacionais com cidades do Mercosul como destino.
A decisão de ampliar o uso do terminal foi tomada em fevereiro pela Secretaria de Transportes e a Aerolíneas Argentinas já havia marcado para domingo o início dos voos ao Brasil a partir do Aeroparque, que está a dez minutos do centro, transferindo-os de Ezeiza (a pelo menos 40 minutos e cujo acesso se dá por duas rodovias pedagiadas).
Na terça-feira, a Anac autuou a empresa argentina por ter começado a venda de passagens sem a obtenção prévia de "hotrans" (faixas de horário para pousos e decolagens). Segundo a Anac, os pedidos de hotran costumam ter sua análise concluída em até 30 dias. A Aerolíneas enviou o pedido no fim de fevereiro.
A autuação da Anac foi mal digerida em Buenos Aires, onde não faltaram especulações sobre o caráter político da medida, como represália às dificuldades que TAM e Gol vêm tendo nas conversas com o governo argentino. O gerente de relações institucionais da Aerolíneas Argentinas, Daniel Méndez, disse ao Valor que a companhia mantém os planos de começar neste domingo os voos a Guarulhos, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador a partir do Aeroparque. A intenção é resolver a pendência administrativa com a Anac até hoje, no máximo.
A agência garantiu que a autuação não pode ser entendida como represália e tem a função de preservar os passageiros, já que a companhia vendeu bilhetes sem a garantia de que cumpriria o trajeto informado. Não há qualquer compromisso, no entanto, de liberar as hotrans ainda nesta semana. Fontes da Anac acrescentaram que, caso os aviões da Aerolíneas decolem do Aeroparque sem autorização para a rota, terão pouso negado por torres de controle no Brasil.
De acordo com a Anac, trata-se de um procedimento administrativo e sem qualquer conteúdo político, e uma autuação semelhante foi feita na Trip, que havia começado a vender bilhetes para o voo Guarulhos-Joinville-Navegantes sem ter obtido previamente a hotran. As autuações geram multas, mas o valor depende da "gravidade" e da "incidência", segundo o órgão regulador da aviação civil.
O incidente com a Aerolíneas Argentinas deverá complicar ainda mais, porém, a já tensa negociação entre empresas brasileiras e a Secretaria de Transportes. Após a liberação do Aeroparque para a Aerolíneas Argentinas, a TAM fez pedido semelhante ao secretário Juan Pablo Schiavi e esperava contar com a autorização para iniciar, em 26 de abril, quatro dos nove diários que tem entre o Brasil e a Argentina. Até agora, no entanto, não recebeu nenhuma resposta e a TAM se queixa da suposta falta de isonomia, com suposto privilégio à Aerolíneas Argentinas.
Schiavi havia prometido tratamento "não discriminatório" às empresas - a LAN também esperava iniciar seus voos na primeira semana de abril -, mas o governo diz que as aéreas exageraram nas expectativas. "Não transcorreu nem um mês desde que as empresas apresentaram seus pedidos. A Aerolíneas levou seis meses até ter seus voos autorizados no Aeroparque", justificou ao Valor uma fonte da secretaria. Segundo a Jurca, associação das aéreas estrangeiras que operam na Argentina, esse período foi, na verdade, o de análise da viabilidade do uso do aeroporto central. "Uma vez liberado, basta dizer sim ou não ao pedido de outras empresas", disse um integrante da Jurca.
De acordo com a fonte da Secretaria de Transporte, o governo deverá, antes de avaliar os pedidos das aéreas estrangeiros, ver "como funciona a experiência" da Aerolíneas no Aeroparque, que é mais apertado e tem menos capacidade ociosa do que Ezeiza.
Hoje as companhias, incluindo a TAM, terão uma reunião com o secretário. "Quando vieram aqui pela primeira vez, fizemos uma apresentação clara e precisa. Ninguém reclamou. Agora elas sugerem de que há inércia por parte do governo, mas o trâmite da Aerolíneas levou seis meses", afirmou um interlocutor próximo de Schiavi.

(Fonte : Jornal Valor Econômico / 11-03-10)

QATAR AIRLINES IRÁ OPERAR VOO DIÁRIO PARA SP

A Qatar Airlines irá operar voo diário Doha-São Paulo-Buenos Aires a partir de junho. A aeronave, um Boeing-777, terá capacidade para 365 passageiros. O anúncio foi feito por Taco Nieuwenhuijsen, vice-presidente de marketing da companhia, ao ministro Luiz Barretto (Turismo), que está em Berlim, participando da feira ITB.
Mais do que o fluxo Qatar-Brasil, a companhia quer ser uma opção para japoneses e coreanos que vêm ao país.
Para tirar melhor proveito dessa nova ligação com o Oriente Médio, a Embratur vai promover em maio seminários para agentes e operadores de viagem em Doha.

(Fonte : Jornal Folha de S. Paulo / Ed. Dinheiro / 11-03-10)